Cupcake

1 Fim de um amor?


Notas iniciais
E VAMOS DE FIC NOVINHA EEEEEEE Peguem a insulina que essa fic vai ser doce em todos os sentidos rsrsrsrs Essa fic está super fofinha, espero que gostem :) Já avisando de antemão, que é uma fic mpreg. Boa leitura, meus bolinhos (~ ̄³ ̄)~


Namjoon e Jin cresceram juntos, inseparáveis desde a infância. Jin, filho do motorista da família de Namjoon, sempre esteve por perto, trazendo leveza para a vida do herdeiro de uma das famílias mais ricas e influentes da Coreia. Enquanto Namjoon era pressionado a atender às altas expectativas dos pais, Jin era sua única fuga, seu porto seguro em meio às cobranças.

Na infância, a diversão envolvia travessuras — bombinhas no correio dos vizinhos, pedradas em janelas alheias, entre outras coisas. Mas, aos dezessete anos, as brincadeiras mudaram. Já não eram travessuras inocentes, e sim descobertas entre quatro paredes, um novo tipo de diversão.

Jin rebolava no colo de Namjoon, cada movimento despertando um turbilhão de sensações que incendiavam seu corpo. O suor colava suas peles, a respiração entrecortada preenchia o quarto abafado, e um sorriso satisfeito se desenhou em seus lábios quando sentiu o líquido morno escorrer por sua coxa. Naquele instante, estavam alheios ao mundo — sem imaginar que aqueles minutos de paixão mudariam suas vidas para sempre.

Depois, sob o vapor de um banho quente, tocaram-se com a mesma intensidade de antes, como se o tempo tivesse parado para eles. Mais tarde, deitaram-se juntos, envoltos pelo cansaço e pelo desejo renovado. E, enquanto a noite caía lá fora, dentro daquele quarto só existia amor e paixão, pulsando no calor dos corpos entrelaçados.

Na manhã seguinte, Jin despertou sozinho, tateando o colchão em busca do calor de Namjoon. Seus dedos encontraram apenas o lençol frio. Franziu a testa, abrindo os olhos lentamente, e chamou por Namjoon — mas o silêncio foi sua única resposta.

Ao virar-se, notou um bilhete sobre o móvel ao lado da cama. Com um suspiro, pegou o papel e leu as palavras apressadas:

"Precisei sair cedo. Reunião urgente com meus pais. Te vejo depois."

Jin deixou o bilhete de lado, sentindo um aperto no peito. Queria acordar ao lado de Namjoon, sentir seu toque e aproveitar um pouco mais daquele carinho que ainda aquecia sua pele da noite anterior. Mas a realidade era outra, e ele sabia que nem tudo na vida eram flores. Suspirando, levantou-se, tomou um banho e seguiu para a faculdade, tentando afastar a sensação de vazio que o acompanhava.

Ao longo do dia, Jin tentou inúmeras vezes entrar em contato com Namjoon, mas todas as ligações caíam direto na caixa postal. As mensagens de texto permaneciam sem resposta, sem sequer serem visualizadas. A cada tentativa frustrada, sua preocupação crescia, dando lugar a uma angústia sufocante.

Pensou em ir até a casa de Namjoon, mas logo descartou a ideia. Conhecia bem a família dele — tradicional, rígida, presa a status e aparências. Eles nunca aprovaram a amizade entre os dois, muito menos aceitariam algo mais profundo entre um herdeiro e o filho do motorista.

O fim de semana chegou, e com ele, a tristeza tomou conta de Jin. A saudade pesava em seu peito como uma pedra, e ele passou os dias trancado no quarto, encolhido entre as cobertas, afogado em lágrimas silenciosas.

Então, quando seu celular tocou, o som preencheu o quarto como um raio de esperança. O coração de Jin deu um salto, e ele pulou da cama, correndo para atender, rezando para que fosse Namjoon do outro lado da linha.

— Nam? — A voz de Jin saiu trêmula, carregada de emoção.

— Jin… precisamos conversar… — A resposta veio em um tom baixo e triste, o que só aumentou sua aflição.

— Quer vir aqui em casa? Meus pais saíram.

— Pode ser. Chego aí em vinte minutos.

Antes que Jin pudesse dizer qualquer coisa, a ligação foi encerrada. Ele continuou segurando o celular contra o rosto, como se pudesse arrancar alguma resposta do silêncio que ficou. Seu coração disparava descompassado, e uma onda de ansiedade se espalhava por seu corpo.

Começou a andar de um lado para o outro pelo quarto, sentindo as mãos tremerem. Algo estava errado. Ele sabia. Namjoon nunca fora tão frio, nunca o ignorara daquela forma. Sempre foi carinhoso, cuidadoso, fazendo Jin se sentir seguro. Mas, naquela última semana, havia uma barreira entre eles, uma distância que Jin não sabia como atravessar.

E agora, aquela ligação só confirmava o que ele temia: algo estava prestes a mudar. E não seria para melhor.

Quando a campainha finalmente soou, Jin correu até a porta, o coração batendo forte no peito. Ao abri-la, deparou-se com Namjoon, cabisbaixo, os olhos vermelhos e inchados.

"Ele estava chorando?" — O pensamento veio como um soco no estômago.

— Nam… entra, o que houve? — Sua voz saiu suave, mas carregada de preocupação.

Namjoon entrou devagar, esperando Jin fechar a porta antes de se virar para encará-lo.

— Amor… Jin… precisamos conversar… — Sua voz falhou no meio da frase, deixando transparecer a dor que carregava.

Jin segurou sua mão com delicadeza, sentindo o frio dos dedos do outro contra os seus.

— O que houve? — perguntou, guiando Namjoon até o sofá.

Namjoon sentou-se, mas manteve os olhos fixos no chão, incapaz de encará-lo. O nó na garganta parecia sufocá-lo, tornando impossível dizer as palavras que precisava.

Jin, por outro lado, apertou sua mão com firmeza e ergueu a outra para acariciar seu rosto, tentando acalmá-lo.

— Ei… sou eu. O Jin. Seu melhor amigo, seu futuro namorado, o amor da sua vida… Não precisa ter medo de me dizer nada.

Seu tom era brincalhão, tentando trazer leveza ao momento. Mas no fundo, uma inquietação crescia dentro dele. Algo estava errado. E Jin temia que, dessa vez, não fosse algo que ele pudesse consertar.

— Você não deveria me amar… eu sou fraco e covarde.

A voz de Namjoon saiu baixa, carregada de culpa. Jin sentiu o coração despedaçar ao ouvi-lo daquele jeito.

— Nam, por que está dizendo isso? — Sua voz tremia, como se já soubesse a resposta, mas se recusasse a aceitá-la.

Namjoon fechou os olhos por um instante, respirando fundo, tentando encontrar forças para dizer o que precisava.

— Jin… espero que um dia você possa me perdoar… — Ele hesitou, sentindo a garganta queimar. — Eu realmente te amo. Mas fui fraco. Cedi à pressão do meu pai.

Jin soltou um suspiro pesado, seus olhos se enchendo de dor. Ele já sabia. Sempre soube que esse dia poderia chegar.

— Quando vai ser? — Sua voz soou fria, cortante, enquanto ele se afastava.

Namjoon abaixou a cabeça, sem coragem de encará-lo.

— No fim deste mês… assim que eu completar dezoito anos.

— Você vai mesmo se casar?

Jin deu mais um passo para trás. Mais uma barreira se erguendo entre os dois.

— Sim… eu vou me casar.

O silêncio se instalou no ambiente, pesado como chumbo. Jin sentiu o peito apertar, como se estivesse se partindo ao meio. Mas não derramaria uma lágrima ali. Não na frente dele.

— Então está tudo acabado entre nós. — Sua voz não tremeu, mesmo que por dentro tudo estivesse desmoronando.

Ele se levantou, mantendo o olhar fixo na porta.

— Venha. Eu te acompanho até a saída.

— Jin…

Namjoon chamou seu nome, mas Jin não respondeu. Apenas caminhou até a porta, esperando que ele o seguisse.

— Namjoon, se você veio me pedir para continuar com você mesmo comprometido, esqueça. Eu não sou esse tipo de homem. — Jin manteve a voz firme, embora por dentro estivesse em pedaços. — Você fez sua escolha. Agora, siga com ela. Eu vou seguir com a minha. O que tivemos foi bonito, intenso… mas foi o primeiro amor. E a gente supera o primeiro amor.

Ele respirou fundo, engolindo as lágrimas que ameaçavam cair.

— Foi bom enquanto durou, mas a verdade é que somos de mundos diferentes.

Namjoon se levantou de súbito e tentou abraçá-lo, mas Jin recuou antes que seus braços o envolvessem.

— Jin… eu não posso viver sem você…

Jin soltou um riso amargo.

— Se não pudesse, enfrentaria o mundo para ficar comigo. Mas você pode. Você escolheu.

— Mas, Jin, eu te amo.

— Eu sei que me ama. — Jin sustentou o olhar dele, sem desviar. — Mas ama mais o dinheiro e o conforto que ele te dá. Então vá. Viva sua vida com todo esse luxo. Espero, de verdade, que seja feliz.

Ele se virou e caminhou até a porta, abrindo-a sem hesitação.

Namjoon encarou Jin por um instante, buscando alguma faísca de hesitação nos olhos dele. Mas tudo o que encontrou foi uma determinação cortante, misturada à tristeza que Jin se recusava a demonstrar. Não havia mais espaço para desculpas ou tentativas de consertar o que ele mesmo quebrou.

Sem argumentos, sem escolha, Namjoon apenas saiu, a cabeça baixa, um peso esmagador no peito. Um dia, se arrependeria amargamente dessa decisão.

Assim que a porta se fechou, Jin correu para seu quarto, trancando-se lá dentro. O controle que manteve diante de Namjoon desmoronou, e ele chorou. Chorou como nunca antes, um choro profundo, doloroso, que rasgava sua alma e abria um buraco em seu peito.

E no vazio daquela noite, só restaram as lembranças e um amor que jamais poderia ser vivido.

…

Durante aquele mês, Jin não precisou procurar por notícias sobre Namjoon, elas estavam em todo lugar. O casamento mais comentado do ano, a união entre os herdeiros de duas das famílias mais poderosas da Coreia. Fotos, reportagens, entrevistas… tudo girava em torno do evento grandioso, que selava não apenas uma relação, mas uma fusão de impérios.

Era óbvio para qualquer um que aquele casamento não passava de um arranjo comercial. E a expressão dos noivos apenas confirmava isso. A frieza nos olhos de Namjoon e a ausência de um sorriso verdadeiro. Mas Jin não se permitia pensar demais nisso. No fim, ele havia feito sua escolha. Escolheu o dinheiro, o status e o sucesso.

E Jin escolheu seguir em frente.

Exatamente um mês após o casamento, Jin completou dezoito anos. E com essa nova idade, veio também um recomeço. Seu pai havia recebido uma excelente proposta de emprego em Londres, e ele teria a oportunidade de terminar sua faculdade lá. Para Jin, não havia hesitação, era a chance perfeita de deixar tudo para trás, de apagar as lembranças daquele lugar e recomeçar longe de Namjoon.

Sem olhar para trás, decidiu que partiria.

Uma nova vida o esperava. Uma vida onde Namjoon não existiria mais.

…

Na primeira semana em Londres, Jin ainda tentava se adaptar à nova rotina, ao clima diferente, ao fuso horário. Mas, por mais que tentasse manter a mente ocupada, seu corpo parecia não acompanhar essa transição. A cada manhã, o enjoo vinha forte, seguido por tonturas e um cansaço inexplicável.

No começo, achou que fosse apenas o estresse da mudança ou algum problema estomacal por conta da alimentação diferente. Mas os sintomas persistiram, tornando-se cada vez mais frequentes. Preocupada, sua mãe decidiu levá-lo ao médico.

Já no consultório, Jin sentia as mãos suadas enquanto aguardava o diagnóstico. Assim que o médico pegou os exames, sorriu de forma tranquila antes de encará-lo.

— Então, doutor? É gastrite? — Jin perguntou, tentando disfarçar o desconforto.

O médico soltou uma risada leve e balançou a cabeça.

— Gastrite? — Seu sorriso se tornou ainda mais carinhoso. — Não, Jin… Você está grávido. Parabéns! Você vai ser papai.

O mundo ao redor de Jin pareceu girar. As palavras do médico ecoaram como um trovão em sua mente.

“Grávido?”

“Papai?”

Seu chão desapareceu, e tudo que ele conseguiu fazer foi encarar o médico, completamente atordoado.

Notas finais
Então, Jin... não é gastrite não, é o Jungkook mesmo rsrsrs