Cullen - A Football Star
1 Capítulo 1
ARSENAL FOOTBALL CLUB
“O Dono do Jogo: Edward Cullen, a nova arma do arsenal, com precisão e impressionantes jogadas o jovem de 21 anos é decisivo na goleada de 5-0 contra o rival Manchester United.”
“E o esporte mundial agradece a ascensão de mais uma estrela para o futebol, o inglês, Edward Cullen, 21, destaca-se no campeonato inglês e não se duvida que concorra com os melhores do mundo na premiação anual da FIFA.”
As manchetes dos jornais naquela manhã estavam todas voltadas para a brilhante atuação de Edward Cullen. Ele era tido como um novo deus do futebol, dribles desconcertantes, passes certeiros e incrível habilidade em suas jogadas. Já se dizia até que seria o novo Stanley Mathews*. E não era apenas isso, ele também era comparado a David Beckham, calcinhas ficavam molhadas apenas com aqueles penetrantes olhos verdes, seu nome era relacionado a inúmeras modelos, cada semana tabloides gastavam inúmeras páginas com as festas que Edward frequentava (e com quantas ficava!), além do visível aumento do público feminino nos estádios.
A vida profissional de Edward era administrada por Carlisle Cullen, seu tio, que era algo mais próximo de um pai que ele tinha. Ele era o responsável por qualquer assunto relacionado ao nome de Edward na mídia, entrevistas, comerciais, todas essas publicidades. E enquanto vários jornalistas esperavam por uma coletiva, na área reservada à imprensa no centro de treinamento do Arsenal, Carlisle repassava algumas instruções para o sobrinho.
“Edward, não aja como o babaca que eles esperam que você seja, entendeu?”. “Nada de responder perguntas pessoais e se limite a responder somente sobre a partida de ontem – que foi realmente sensacional–“
“Certo tio, mas não espere que eu vá ouvir desaforos e ficar calado.”
Carlisle assentiu sabendo do temperamento difícil do sobrinho. Edward não era acostumado a ter tanta gente se importando com seus passos e essa exagerada atenção da mídia – às vezes mais sobre sua vida pessoal do que profissional — o tirava do sério, tornando aquilo uma bola de neve ainda maior.
Edward se encaminhou para a sala de imprensa e ao chegar flashes e mais flashes praticamente o cegaram. “ossos do ofício” seu tio lhe diria algo assim.
“Olá Edward, sou Kevin Smith do The Guardian, e como já deve saber seu nome está estampado nos maiores jornais da Inglaterra e do mundo. O jogo de ontem provavelmente entrou para a história como um dos grandes clássicos, e então,Edward, preparado para um melhor do mundo esse ano?”
Edward odiava essas perguntas. Essas especulações a cerca do seu futuro. Ele apenas queria fazer seu trabalho. Não importava o que fosse acontecer amanhã, ou depois, ele estava focado no agora e era isso que importava.
“Meu foco é o campeonato inglês”, Curto e direto.
E assim seguiram as próximas perguntas. Edward apenas queria fugir dali. Depois de uma hora as entrevistas finalmente foram finalizadas.
Edward foi rumo ao vestiário trocar de roupa e ir embora depois do treino intensivo que realizou pela manhã, porém ao chegar ao vestiário que estava vazio, já que as entrevistas tinham sido ficadas apenas nele, notou uma figura diferente, uma garota. Não que ele não visse garotas, mas ali era um local predominantemente masculino. A garota também notou sua presença.
“ei, você, estou procurando por Charles Swan, sabe onde posso encontrá-lo?”
Aquilo o surpreendeu. Ela não era uma fã? Edward não estava acostumado com reações tão indiferente de mulheres, elas geralmente corriam para abraçá-lo ou começavam a gritar seu nome. E porque ela estaria procurando pelo treinador?
“posso saber como deixaram você entrar aqui?”
“ok. Parece que as revistas estavam certas Sr.Arrogante, desculpe se não tratei Vossa Alteza da maneira como gostaria, mas eu apenas quero saber onde está meu pai, o treinador. O senhor me permite?”
Edward não gostou da insinuação feita por aquela estranha que achava que sabia algo sobre ele. E ela era filha de Charlie, Charlie Swan, o treinador?!
“Isabella?”
A voz de Charlie o tirou de seus devaneios e o trouxe realidade.
“O que faz com Edward no vestiário, não creio que...”
“ei,ei,ei pode ir parando,pai. Estava atrás do senhor e apenas estava pedindo informações ao Sr. Arrogante aqui”
Edward a encarou surpreso, mas não pode deixar de responder a acusação sem fundamento da filha de Charlie.
“Sr.Swan em momento algum fui arrogante e pelo que parece que sua filha baseia a opinião dela por revistas sensacionalistas.”
“não, eu não baseei, eu comprovei.”
“ah, você trocou duas palavras e já acha que pode comprovar algo sobre mim?”
A cena chegava a ser infantil e Charlie resolveu interferir:
“Edward, pelo que eu sei você tem 21 anos, e Isabella, minha filha, você 19. Então, podem agir, por favor, com a maturidade que deveriam ter?”
“mas...” os dois falaram ao mesmo tempo arrancando risadas de Charlie e Carlisle que chegara a tempo de presenciar a calorosa “discussão”.
“Edward, filho, sei que está se divertindo, mas está na hora de irmos.”
O jovem encarou o tio, cético. Afinal, aquela garota que conhecera em poucos minutos já o irritara mais do que aquelas longas entrevistas a qual era submetido quase todos os dias.
Sem se dar ao trabalho de ser educado e esquecendo-se de trocar o uniforme, Edward saiu irritado do vestiário, e foi direto para o carro esperar Carlisle.
“Edward, filho, porque essa carranca?” falou Carlisle ao entrar no carro notando a expressão furiosa no rosto do sobrinho.
“Vejamos, essa moça, a filha de Charlie que eu nem me dou ao trabalho de lembrar como se chama...”
“é Isabella, Edward.” Acrescentou Carlisle rindo, sabendo o quão dramático o sobrinho era.
Edward o olhou bufando.
“então, essa Isabella, nem me conhece e já acha que tem o direito de falar que sou arrogante, e afinal, ela é quem estava errada já que vestiário é um lugar pra jogadores e não garotas bisbilhoteiras como ela.”
Carlisle o olhou surpreso.
“Creio que você já falou mais de Isabella do que qualquer outra coisa hoje e olha que você deu uma entrevista coletiva.”
“Apenas por ela ter sido irritante, tio.”
“Se você diz.” Comentou sorrindo.
“não seja cínico, Carlisle. Ela apenas me tirou do sério.” Respondeu Edward irritado percebendo as insinuações do tio.
Seguiram o resto do caminho em silêncio, mas de algo Edward estava certo: Aquela garota definitivamente era sinônimo de dor de cabeça.
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