Cuidando de Si Mesmo
3 Capítulo 3 - Arquivos Roubados
Tudo estava pronto para Bartolomeu e Juliano roubarem o projeto, e então começar a criar novamente a maquina. No final do trabalho, Bartolomeu iria pegar os documentos do projeto enquanto Juliano dava suporte a ele.
Mais um dia de trabalho havia terminado, era a hora de colocar o plano em ação. Bartolomeu foi para a sala onde guardavam os projetos, usou seu cartão de acesso para entrar, e caminhou até a prateleira onde estava os arquivos. Enquanto isso Juliano foi até a sala das câmeras, onde distraiu o vigia.
Enquanto conversava com o vigia, Juliano recebeu uma ligação, era de Bartolomeu, talvez para avisar que já havia conseguido concluir o plano.
— Alô! — Diz Juliano ao atender o celular.
— Juliano! Temos um problema. Os arquivos não estão aqui!
— Você tem certeza?
— Tenho cara!
— Eles levaram junto com a Maquina?
— Não, fizemos copias para eles do projeto original.
— Merda! E agora?
— E Agora? Eu não sei.
— Me encontra la fora no carro.
— Ok!
Bartolomeu desliga o celular e então vai se encontrar com Juliano fora do laboratório. Bartolomeu decide ligar para Luan e contar a situação, que aconselha os dois a voltarem para o laboratório e tentarem descobrir o que aconteceu com os arquivos.
— Luan está certo. Esta é a unica chance de corrigirmos tudo. Precisamos descobrir o que aconteceu. — Diz bartolomeu após desligar o celular.
— Talvez esteja no laboratório ainda.
— Vamos fazer o seguinte. Eu vou ver se acho algo perto da sala de arquivos, você procura no laboratório principal. Temos que encontrar isso!
Decido o que iriam fazer, ambos voltam, e começam a procurar. O vigia noturno percebe a movimentação, e resolve ver o que está acontecendo.
— O expediente já acabou Bartolomeu!
— Ola Paulo. Realmente acabou. É que eu estou procurando… minhas anotações. Elas são muito importantes para mim. Uso para refletir sobre o dia de trabalho em casa. O Juliano está me ajudando a achar.
— Vou falar com ele, e talvez ajudar a encontrar suas anotações.
Paulo então caminha até Juliano. Bartolomeu imediatamente liga para ele de modo a alertar sobre a desculpa que deveria dar. Ambos na tensão do momento haviam esquecido do sistema de vigilância. Felizmente, Bartolomeu avisou a tempo, e a desculpa havia sido a mesma que a dele.
A procura continuou, por vários minutos, até ser interrompida por uma descoberta de Bartolomeu, infelizmente, uma má descoberta. Ao abrir uma porta que dava acesso a um armário de limpeza, ele avista um dos guardas do laboratório jogado ao chão, rapidamente espantado com a cena, tenta sentir o pulso, mas, não retorna nenhum sinal, era um defunto.
Rapidamente resolve ligar para Juliano, e dizer o que encontrou, e pediu para que no caminho avisasse também o vigia. Ambos chegaram rapidamente ao local; Paulo vai ate o corpo e começa a fuçar na gravata do guarda, até encontrar uma câmera, que todos os guardas do estabelecimento possuíam.
— Achei! A câmera dele. Vamos analisar. Enquanto isso, Juliano ligue para a polícia. — Disse Paulo enquanto guardava a câmera no bolso de sua camisa. — Venha comigo Bartolomeu, me ajude a olhar as imagens.
Bartolomeu e o vigia foram ate a sala de vigilância, Paulo conectou a câmera em um notebook, e conseguiram acessar os últimos momentos de vida do guarda, que havia tentado revidar a um assalto. Durante a gravação, pode-se ouvir um homem falando sobre roubar o projeto PU-234.
— Merda! Eles roubaram o PU-234. — Disse Bartolomeu revoltado.
— E aquele projeto da maquina para viajar realidades certo?
— Este mesmo.
— A policia chegou. Vamos ate eles dizer sobre esta gravação e o que descobrimos.
Bartolomeu, Paulo e Juliano conversaram com os polícias por bastante tempo. Bartolomeu ficou responsável em dar suporte aos investigadores sobre o caso. Isso era bom, ele teria acesso aos dados da investigação em primeira mão, e descobriria com quem estava os arquivos do projeto.
As investigações e coleta de depoimentos primários foi até o amanhecer. O local ficaria fechado naquele dia, então Juliano e Bartolomeu teriam o dia de folga, e poderiam se reunir para discutir o que iriam fazer com Luan e Eliza.
Todos se reuniram na casa de eliza, Bart estava lá e Bartolomeu iria pega-lo antes de ir para casa de qualquer forma.
Apesar de todas as complicações no dia de Bartolomeu, pegar Bart o fazia sorrir, o bebê acabava deixando seu dia mais alegre. No final das contas, ele adorava cuidar de Bart, e o carinho era maior, pois, de certa forma, era ele mesmo ali, porém, nascido em uma realidade diferente.
Com todos enfim reunidos era hora de começar a falar sobre o que fariam a seguir.
Eliza aproveitou para falar um pouco sobre sua habilidade com computador e hacking, o que ajudaria na hora de encontrar alguém. Quando Bartolomeu tivesse o nome de alguém, Eliza poderia localizar essa pessoa ou até mesmo seus comparsas.
Luan deu a ideia de ele e Bartolomeu começarem a frequentar estandes de tiro. Nunca se sabe a hora em que precisariam usar uma abordagem mais agressiva.
Juliano ainda estava comprometido com sua tarefa de conseguir materiais, e estaria pegando aos poucos os materiais que Bartolomeu se lembrou de cabeça que era preciso para fazer a maquina.
As coisas no universo de Bart estavam complicadas por causa de seu sumiço, alguns familiares velhos e distantes começavam a desaparecer, e consigo todas as lembranças que outras pessoas continham sobre elas. Era questão de tempo até que tudo se converte-se em um grande buraco negro.
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