De repente, ele começou a se aproximar de mim, minha mente mandava eu sair, mas meu coração me mandava ficar, ele foi se aproximando, eu senti a respiração dele,quando nossos lábios se encontraram a Candinha chega gritando:

–Malu,Malu a Tininha ta no telefone querendo....-disse ela

EU em afastei dele

–Oh meu Deus desculpa-disse ela

–Tudo bem Candinha, vou atender o telefone da Tininha-disse saindo do quarto.

Droga! Droga! Não eu não estava apaixonada pelo Médico dos Loucos, não isso não é possível, eu não posso estar apaixonada.

Peguei o telefone e atendi.

–Oi Tininha-disse

–Malu! Por que voce fugiu?-perguntou ela

–Eu queria ver a Candinha-disse

–Mas você vai voltar não vai?-perguntou ela

voltar? Como eu iria voltar depois do que aconteceu? Afinal porque diabos o Médico dos Loucos tinha que me beijar? E pra que eu fui ser sincera? Ah Malu sua besta, agora você se ferrou de vez.

–Tininha você já deveria estar na cama, amanhã nós conversamos tá bom ?-disse

–aconteceu alguma coisa? Estou te achando estranha-disse ela

–Não aconteceu nada pequena, vai dormir que amanhã conversaremos melhor, hoje eu tive um dia cheio e preciso dormir e voce deve fazer o mesmo-disse

–te amo Malu-disse ela

–eu também-disse

– Boa Noite Malu-disse ela

–Boa Noite Tininha, tenha bons sonhos-disse desligando

O que eu tava fazendo? Não eu não posso me apaixonar, foi através de uma paixão que quase minha vida é destruída, eu não posso me apaixonar de novo. Meu Deus oque deu em Mim? O João Miguel? Não,não!

Eu estava estourando de dor de cabeça, as Lembranças da festa, o João Miguel batendo no Amador, meu desespero, o beijo interrompido, tudo vinha em minha mente como um martelo.

Me deitei no sofá e acabei adormecendo.

Narração do João Miguel

Depois que a Malu saiu, eu tive certeza ela está com os sentimentos confusos.

–Doutorzinha, me perdoe-disse a Candelária

–Tudo bem Candelária, fique tranquila-disse

– Eu vou ver a minha menina-disse ela

–é melhor não, deixe ela pensar um pouco tenho certeza que deve ser muita coisa pra ela-disse

–eu sempre tive certeza que ela ama o senhor, mas é como se ela se proibisse de amar-disse ela

–se proibisse de amar?-perguntei

–sim, ela amou muito um rapaz, eles iam fugir juntos mas algo deu errado, no outro dia quando ela chegou aqui novamente, ela trazia uma tristeza no olhar e de lá pra cá ela nunca mais falou de amor-disse ela

–quem é esse rapaz?-perguntei

–Eu não lembro direito o nome dele-disse ela

–quando voce se lembrar me avise, gostaria de saber quem é ele-disse

–pode deixar doutorzinho, mas eu quero te perguntar uma coisa-disse ela

–pergunte oque quiser Candelária-disse

–o senhor ama ela?-perguntou