Cuidado com o Anjo
21 Capítulo 20
– Me perdoe, Adriano. — disse levando o João Miguel pra fora da Boate.
– Você está bem? — perguntou ele.– Obrigada, por ter me defendido. — disse o abraçando.– Ai! — gritou ele com dor.– Perdão, perdão! — disse preocupada.– Chama a Rosa pra mim? Vamos embora e não quero deixá-la aqui! — disse ele– Onde ela está? – perguntei.– Ela está perto do bar com o Vicente. — disse ele.– Pode deixar, eu vou. Mas por favor, não sai daqui, fica quietinho tá? – disse.– Tudo bem. — disse ele. Saí procurando a Rosa, até que a encontrei. Ela estava aos beijos com o Vicente.– Desculpa interromper o casalzinho apaixonado, mas temos que ir embora! – disse.– O João Miguel te encontrou! — disse Rosa me abraçando.– Ele brigou com o Amador e está no carro esperando vocês pra irmos embora! – disse. – Vamos, Vicente! — disse a Rosa o puxando.– Não, amor, eu quero ficar. Deixa a Malú ir com seu irmão, depois nós vamos. — disse ele.– Não, amor, eu preciso ficar com o meu irmão, ele precisa de mim! — disse ela.– Eu vou ficar! — disse ele.– Então fique aqui, seu inútil! Você é igualzinho ao mau-caráter do seu irmão! — disse puxando a Rosa. Quando chegamos no carro, o João Miguel estava desmaiado.– Ai, meu Deus! João Miguel, fala comigo, por favor! — disse dando leves tapinhas em seu rosto.– Malú, será que ele morreu? — perguntou Rosa chorando.– Não, Rosa, ele não morreu, precisamos tirá-lo daqui o mais rápido possível. – disse. Ele foi abrindo os olhos.– João Miguel! Você está bem? — perguntou Rosa.– Sim, estou. O que aconteceu? — perguntou ele.– Você desmaiou! – disse.– Não desmaiei não, sua boba! Eu estava brincando. — disse ele rindo.–João Miguel, isso não é hora pra brincadeira! — disse revoltada.– Temos que ir embora daqui. Tem como dirigir, meu irmão? — perguntou Rosa.– Sim, vamos para casa. — disse ele.– Pra sua casa? Você endoidou junto com seus pacientes? – perguntei.– Por que está dizendo isso? — perguntou ele.– Você quer que a Tininha veja o pai dela assim? Todo dolorido? Todo ferido? – perguntei.– É, João Miguel, ela tem razão. — disse Rosa. – E iremos pra onde? — perguntou ele.– Iremos pra minha casa, lá poderemos cuidar de você e dos seus ferimentos. – disse.– Tudo bem, iremos pra sua casa. Mas amanhã, bem cedo, te levarei pra casa, entendeu? — disse ele.– Sim, eu entendi! Nem você precisando de mim, você deixa de ser mandão e me tratar como uma criança. – disse.– Porque mesmo eu precisando de você, ainda não deixa de ser uma criança. — disse ele.
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