– Me perdoe, Adriano. — disse levando o João Miguel pra fora da Boate.

– Você está bem? — perguntou ele.

– Obrigada, por ter me defendido. — disse o abraçando.

– Ai! — gritou ele com dor.

– Perdão, perdão! — disse preocupada.

– Chama a Rosa pra mim? Vamos embora e não quero deixá-la aqui! — disse ele

– Onde ela está? – perguntei.

– Ela está perto do bar com o Vicente. — disse ele.

– Pode deixar, eu vou. Mas por favor, não sai daqui, fica quietinho tá? – disse.

– Tudo bem. — disse ele.

Saí procurando a Rosa, até que a encontrei. Ela estava aos beijos com o Vicente.

– Desculpa interromper o casalzinho apaixonado, mas temos que ir embora! – disse.

– O João Miguel te encontrou! — disse Rosa me abraçando.

– Ele brigou com o Amador e está no carro esperando vocês pra irmos embora! – disse.

– Vamos, Vicente! — disse a Rosa o puxando.

– Não, amor, eu quero ficar. Deixa a Malú ir com seu irmão, depois nós vamos. — disse ele.

– Não, amor, eu preciso ficar com o meu irmão, ele precisa de mim! — disse ela.

– Eu vou ficar! — disse ele.

– Então fique aqui, seu inútil! Você é igualzinho ao mau-caráter do seu irmão! — disse puxando a Rosa.

Quando chegamos no carro, o João Miguel estava desmaiado.

– Ai, meu Deus! João Miguel, fala comigo, por favor! — disse dando leves tapinhas em seu rosto.

– Malú, será que ele morreu? — perguntou Rosa chorando.

– Não, Rosa, ele não morreu, precisamos tirá-lo daqui o mais rápido possível. – disse.

Ele foi abrindo os olhos.

– João Miguel! Você está bem? — perguntou Rosa.

– Sim, estou. O que aconteceu? — perguntou ele.

– Você desmaiou! – disse.

– Não desmaiei não, sua boba! Eu estava brincando. — disse ele rindo.

–João Miguel, isso não é hora pra brincadeira! — disse revoltada.

– Temos que ir embora daqui. Tem como dirigir, meu irmão? — perguntou Rosa.

– Sim, vamos para casa. — disse ele.

– Pra sua casa? Você endoidou junto com seus pacientes? – perguntei.

– Por que está dizendo isso? — perguntou ele.

– Você quer que a Tininha veja o pai dela assim? Todo dolorido? Todo ferido? – perguntei.

– É, João Miguel, ela tem razão. — disse Rosa.

– E iremos pra onde? — perguntou ele.

– Iremos pra minha casa, lá poderemos cuidar de você e dos seus ferimentos. – disse.

– Tudo bem, iremos pra sua casa. Mas amanhã, bem cedo, te levarei pra casa, entendeu? — disse ele.

– Sim, eu entendi! Nem você precisando de mim, você deixa de ser mandão e me tratar como uma criança. – disse.

– Porque mesmo eu precisando de você, ainda não deixa de ser uma criança. — disse ele.