Notas iniciais
Desculpem a demora, eu estava sem internet então ficou complicado pra postar.
Esse capítulo ficou menor que os outros, mas como eu disse antes, as coisas vão ficar meio intercaladas. Esse dia é uma continuação do outro, diferente do que aconteceu antes. Por favor, reparem bem nas datas, elas vão ser importantes.
Briigada e espero que gostem (:

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12 de novembro de 2012.

O baile do dia anterior foi um completo desastre, depois que realmente acordei, fiquei mal humorada por ter tido um sonho tão perfeito relacionado ao Mike, não é certo sonhar com ele. Me arrumei de qualquer jeito para o baile, dancei sem vontade a valsa com meu pai e fiquei o resto de tempo sozinha na mesa. Quando chegamos em casa, minha mãe me deu um sermão horrível "Hanna você deveria ao menos ter fingido estar bem, era pelo seu pai. Se fosse pra ir com essa cara de bunda nem precisava ir !" e então eu explodi! Explodi justo com a minha MÃE! Foi TERRÍVEL! Depois de gritar com ela me senti culpada, pois ela começou a chorar, e com esse choro veio um desabafo, "Filha, eu e seu pai vamos nos separar".

Domingo... não gosto de domingos.. são tão depressivos, ainda mais com o clima aqui de casa, meus pais brigando, e pior ainda, tentando me fazer acreditar que está tudo bem. Detesto ser feita de boba, por que não assumem de uma vez o que está acontecendo?! Mas para falar a verdade nunca imaginei isso, sempre vi meus pais como o tipo de casal que nunca se separaria, o casal perfeito, os melhores amigos que numa fase da amizade descobriram que se gostavam e começaram a namorar, se casaram e tiveram uma filha. Engraçado, o tipo de "romance perfeito" que eu sempre quis viver. E agora, ai estão eles, brigando e querendo separação, depois de quase 20 anos juntos.
Lembro-me de quando era pequena e minha mãe contava que conheceu meu pai com 18 anos e então eles viraram tipo melhores amigos, aqueles que viviam grudados, ajudando um ao outro com tudo, se metiam nos relacionamentos e por isso muitas vezes eram o motivo dos términos um do outro, mas nunca se afastaram, até que um dia meu pai a pediu em namoro e desde então eles não se separaram mais, ela engravidou aos 20 anos e ficamos felizes para sempre, ou melhor, felizes por 17 anos.

– TÚLIO! VOCÊ NÃO VAI ACREDITAR NISSO NÃO É MESMO?! QUER DIZER, ANTES VOCÊ NÃO ACREDITARIA, MAS AGORA, AGORA COM ESSA NOVA AMIGA VOCÊ NÃO ACREDITA MAIS EM MIM!

– CHEGA! Já falei pra você não gritar Camila! A Marina não tem nada a ver com isso, não venha querer culpar meus amigos por nada, eles não são que nem os seus que gostam de se meter na vida dos outros.

– HAA SE METER NA VIDA DOS OUTROS?! PELO MENOS ELES NÃO MENTEM PRA MIM. PORQUE EU TIVE QUE DESCOBRIR POR ELES ONDE VOCÊ ESTAVA NO PENÚLTIMO FINAL DE SEMANA NÃO FOI MESMO?!

– CHEGA, EU NÃO AGUENTO MAIS OUVIR GRITOS! ESTOU FARTO DISSO, DE TUDO ISSO, TODAS ESSAS RECLAMAÇÕES E ACUSAÇÕES, BOA NOITE.

– TÚLIO ! Boa noite?! Hã? Aonde você vai dormir?

– Agora decidiu para de gritar foi?! Vou dormir no sofá e se ainda estiver sã, vai saber que é melhor nem ir la me incomodar.

– Nossa, obrigada pela parte em que eu sou a louca da história, boa noite. E claro, da minha parte eu não meto mais seus amigos no meio de nada, eles são sempre os certinhos, mas olha, não se esquece, que antes de tudo isso, eu, EU, era a sua MELHOR AMIGA.

Não escuto a resposta de meu pai, aliás nem sei se ele respondeu. Do meu quarto só consegui ouvir essa parte da briga e o barulho da porta do quarto se fechando, não consigo nem se quer pensar. Meu pai indo dormir no sofá, eles brigando por falta de confiança, minha mãe culpando "Marina" a nova amiga do meu pai. Só posso estar tendo um pesadelo terrível. Me belisco, AAI, não, não é um pesadelo. Não consigo acreditar na hipótese deles estarem brigando assim, e nem mesmo de meu pai estar traindo minha mãe ou algo do tipo, a única razão aceitável de brigas na casa é por ter que decidir se deixamos a tv ligada na novela ou no jogo de futebol nas quartas a noite.

Depois que o choque passa, só consigo imaginar como minha mãe deve estar nesse momento, abro vagarosamente a porta do meu quarto, e andando nas pontas dos pés, tentando fazer o mínimo de barulho possível entro no quarto dos meus pais, encontro minha mãe jogada na cama, toda encolhida e abraçada ao travesseiro. Nenhuma de nós fala algo, apenas subo na cama, ela solta o travesseiro e me abraça no lugar dele, ficamos ali por horas, deitadas, de conchinha, uma sendo o porto seguro da outra, mesmo sabendo que nenhuma tinha noção do que segurança significava a essa altura.

Notas finais
O próximo capítulo vai ser bem "tenso", com algumas respostas e o final do flashback que vem acontecendo desde o primeiro capítulo, então, até lá.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.