Crônicas do Viajante
1 Prólogo
Notas iniciais
Aos seus pés jaziam diversos ladinos, idiotas o suficiente para enfrentá-lo. Os ladinos mais espertos fugiram sorrateiramente quando tiveram uma chance (uma de suas especialidades) assim que o detectaram. Booker pensou em honrar os mortos a sua frente, mas o pensamento logo se extinguiu, seus tempos de herói bonzinho haviam ficado para trás, além disso, eles não mereciam. Em uma das paredes do ponto mais fundo do Esconderijo dos Ladrões estava o seu objetivo: Presa a correntas, uma prisioneira apática e pálida, com cabelos rubros como o sangue que brotava dos corpos no chão e olhos inchados o fitava, numa mistura de alívio e temor pela própria vida. Booker golpeou cada uma das correntes que a prendiam com a espada, quebrando-as com facilidade. A prisioneira desabou no chão, ao que o espadachim ordenou: -Levante-se.
Em seus delírios, Liz sonhou com uma salvador mais gentil e prestativo, mas não ligou pra isso, sair daquele inferno era sua prioridade. Havia sido raptada e torturada por dias e sua única refeição era pão água, que os raptores a a davam para que ela parasse de incomodá-los com seu choro. Mal podia pensar, pois todas as partes de seu corpo doiam e não tinha força nem para falar. Irritado com a demora, Booker a puxou pelo braço de uma vez e carregou pelas salas úmidas e corredores claustrofóbicos do calabouço. Depois de tanto tempo no escuro, o sol quase a cegou. Tinha sido vendada no rapto, mas percebera vagamente que estava numa floresta, pelos sons ao redor. Seu palpite estava certo, estava realmente numa floresta, quente e úmida. BOOKER a acomodou próxima a um cavalo e tratou dos ferimentos mais severos, enquanto ela comia algumas frutas que ele colheu das árvores por perto. Em pouco tempo ela já se sentia melhor e renovada (comparando com o estado dela antes). Booker montou no cavalo e fez um sinal para que ela subisse, o que ela fez com certa dificuldade. Depois de alguns minutos galopando silenciosamente, Liz resolveu quebrar o gelo:
-Como se chama?
-Não importa.
-Claro que importa! Você me salvou, eu te devo a minha vida!
-Estou apenas cumprindo ordens.
-posso saber de quem?
-Lorde CONSTOCK
-E o que ele ganharia me resgatando?
-Acho que você ainda não se tocou do quão poderosa e especial você é. Ou pelo menos poderia ser...
-Do que está falando?
-Basta! Já conversamos demais, além disso, estamos sendo seguidos.
Assim que Booker terminou a frase, uma flecha foi disparada e atravessou o pescoço do cavalo.
Notas finais
comentem o que acharam e o que pode melhorar!
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