Crônicas do CasteloBruxo - Interativa

4 Capitulo 3 - A Garota de Hogwarts


Notas iniciais
OK, eu sei, o episódio era pra ter saido ontem (Para quem não percebeu estou tentando postar uma episódio á cada terça) mas ele não saiu, então vai hoje mesmo c: Enfim, espero que gostem, decidi focar em personagens que ainda não receberam muito foco (Uma não tinha recebido nada, apenas uma pequena menção) e semana que vem vamos ter as primeiras aulas do CasteloBruxo... Espero que gostem!

O sol entrou pelas janelas da sala comunal dos Boitatás. Era um lugar muito bonito, com várias camas e extremamente organizado. Poucas pessoas já estavam acordadas. Arabella não era uma dessas pessoas.

Ela estava jogada no sofá principal com uma garrafa de ‘Cerveja Amanteigada+’. Dormindo não seria a palavra correta, provavelmente a palavra certa era “desmaiada.”. As poucas pessoas que passavam por ali olhavam para Bella de olho torto, todos sabiam que ela não era a melhor das influências.

Ela rolou e caiu no chão com um baque surdo. Ela acordou e passou a mão na cabeça. Vindo dormitório feminino, Angel deu uma boa olhada na garota antes de perceber quem era ela.

—Ei... Você é a Bella não é? —
Arabella tomou um tempo para recuperar a consciência.
—Eu deveria te conhecer? – Ela disse, com um estranho sotaque londrino.
—Eu sou irmã do Erick, eu vi vocês se falando pela Rede de Flu esses dias. -
—Ah tá... Como está seu irmão? —
—Como sempre... – Angel ajudou Arabella a se levantar.
—Bem, pode mandar um recado para ele? —
—Claro! – Angel respondeu simpaticamente.
—Diga que eu estou avisando para ele manter aquela cara de bunda para longe de mim, ah, e manda avisar que a família dele tem a mesma cara que ele. – Arabella disse pegando a garrafa. Ela encarou a irmã de Erick por algum tempo, até que Angel deu uma tapa em Bella.

Angel gritou uma palavra que fez um dos monitores descer a escada e aplica-la uma advertência. Arabella deu um pequeno sorriso irônico.

—Você é do primeiro ano, certo? -
—Sim. – Angela respondeu friamente.
—Se você receber cinco advertências, você ganha uma detenção, dez uma suspensão, se ganhar quinze no mesmo bimestre... É expulsa. – O monitor explicou. –Essas advertências devem ser enviadas para seus pais pelo Correio de Flu, eu vou te levar lá. Os pais devem manter contagem. -
—E se os pais de alguém estiverem... fora... ou... mortos? – Angel perguntou.
—Os seus... -
—Não! É claro que não! Só por curiosidade. –
—Neste caso quem recebe é o diretor da escola. -

O monitor levou a garota até um pequeno poço perto do porto. Poucos alunos passavam no campus, a maioria era de jovens Curupiras indo em direção ao campo de quadribola.

—Primeira advertência, maninha? – Ariel se intrometeu.
—Sim, Ariel. – O monitor respondeu. –Estamos enviando aos seus pais pelo Correio de Flu. – Eles chegaram ao poço. Angela olhou para o fundo, onde uma longa chama verde iluminava o poço.
—Qual o nome dos seus pais? – O monitor disse, pegando um pouco de pó. –Se quiser comunicar seus pais é só pedir um pouco de pó aos monitores, jogar no poço e falar o nome de seus pais, com sobrenome, em alto e bom som. Depois, jogue o pacote ou carta, e chegará lá em sua casa em perfeito estado. As respostas passam pela fiscalização no castelo e são entregues de manhã nas salas comunais. -
—Os nomes dos meus pais são... –

Ariel deixou a irmã sozinha e seguiu pelo caminho que levava ao campo de Quadribola da Instituição. Ela chegou e viu o capitão do time, seu irmão Erick, organizando uma longa fila de potenciais jogadores. Ariel, porém, não foi para o fim da fila, mas logo para frente.

—Só vai jogar porque é sua irmã! – Uma garota berrou.
—O que você disse? – Ariel se virou.
—Ela vai fazer como todos os outros, passar por um teste cuidadosamente preparado por mim... – Erick tentou acalmar.
—Eu te desafio pra um desafio do pomo de ouro! – Ariel disse, encarando a menina.
Todos se chocaram.
—Aceito! – A garota disse.
—Ótimo! Podem soltar o pomo! – Ariel pegou sua vassoura jogada num canto, era a moderna Pica-Pau Amarelo 3.8, que Ariel tinha comprado com o dinheiro que ganhou de seu trabalho de babá. –Quem pegar o pomo primeiro ganha a vaga. -
—Então eu também vou participar. – Outro garoto se levantou. –Também quero ser apanhador. -
—Gente, não há necessidade... – Erick tentou acalmar.
—É claro que tem! – Ariel disse se jogando no ar. A garota e o garoto desafiados também pularam, assim como uma garota do segundo ano que mal conseguia se manter na vassoura.
—Ótimo... Soltem o pomo! —
Uma pessoa soltou o pomo de ouro, que voou rapidamente. Os quatro voaram em direções opostas, procurando pelo pequeno ponto dourado no céu.

Voaram em grande velocidade, os quatro. Nenhum deles parecia achar o pomo, até que a garota do segundo ano se jogou para uma direção especifica. Ariel se virou e direcionou sua vassoura para lá, mas assim também fizeram os outros dois. A menina do segundo ano caiu de cara na grama, mas, de fato, estava certa. O pomo voava na direita do campo.

Ariel e os outros dois adversários estavam na mesma altura quando chegaram perto do pomo. O pontinho dourado subiu ao céu, assim como os outros três seguindo-o. Ariel jogou sua vassoura para cima da do garoto, que mesmo tenha feito com que a garota que a desafiou tivesse certa vantagem, derrubou o menino de sua vassoura, fazendo-o cair no campo de quadribola.

Agora eram apenas elas duas. Ariel esticou o braço o máximo que pôde, para tentar segurar o pomo pela asa. A garota parecia estar próxima de se jogar da vassoura para agarrar o pomo, mas Ariel sabia que ela não faria isto. Ela própria, porém, tinha coragem o suficiente.

Ariel ficou em pé na vassoura e se equilibrou ficou com as pontas dos pés na ponta da vassoura e deu um salto. Sua mão se fechou agarrando o pomo, mas ela caiu e sentiu o vento sob seu rosto. Sua última visão antes do sol a cegar foi a cara impressionada da garota que a desafiou. Quando Ariel bateu no chão, sentiu como se o solo fosse acolchoado. Já conhecia a sensação, e aquele feitiço realmente ajudava quando um batedor mal-caráter decidia derruba-la da vassoura. Ela levantou e mostrou o pomo para todos. Alguns aplaudiram, outros suspiraram. Erick bateu palmas lentas e se aproximou da irmã.

—Bem, o desafio foi feito. Portanto, Ariel... a vaga é sua. -
—Eu já sabia. – Ariel respondeu, encarando a garota desafiadora.

—=-

—O que?!! – Arabella estava em choque. –Eu me recuso á cursar o primeiro ano... de novo! —
—Eu já lhe disse que você estava muito retrocedida comparada aos demais amigos do quarto ano... – O Prof. Aurélio respondeu.
—É claro, é o que se espera quando eu vim de Hogwarts e vocês aqui parecem ter o dobro de matéria... —
—Olha Srta. Jacques, tudo que estou lhe pedindo é que curse o primeiro ano e, ano que vem, curse o quinto. Além disso, este ano receberá aulas particulares para poder recuperar a matéria que perderia no segundo e terceiro ano. -
—Olha ‘fêssor’, eu consigo cursar o quinto. Eu me viro! -
—Não acho justo que faça suas Provas Adolescentes de Magia não tendo o conhecimento necessário ensinado na Instituição. -
—Ótimo... – Arabella respondeu de mau jeito, em sua mente, a vontade de dizer que aquelas provas não importavam nada para ela.
—As P.A.M’s podem decidir seu futuro. – Aurélio disse como se lesse a mente da garota. –Enfim, suas aulas particulares acontecerão nas Segundas, Quartas e Sextas com um monitor. E sábado, eu desejaria que viesse em minha sala para praticarmos algo... diferente. -
—O que? – Arabella disse, com uma súbita curiosidade estampada em sua testa.
—Bem, isso você só saberá se aceitar minha proposta. -
—Aceitar? -
—O que? Acho que ia forçar você á fazer tudo isso? Tudo que tem que fazer é assinar o contrato. – Aurélio disse, mostrando um pergaminho.

Milhares de coisas se passaram pela cabeça de Arabella, mas nenhuma delas parecia fazer sentido. A garota tomara uma decisão, a decisão que tinha certeza que uma curiosa ex-Sonserina e uma destemida Boitatá faria. Segurou a pena, molhou na tinta e tocou no papel. Mas uma pergunta se passou na sua cabeça enquanto ela assinava. Na metade da assinatura, olhou para o diretor e decidiu acabar de vez com a dúvida.

—Mas eu poderei jogar quadribol? – Bella disse, com seu usual sotaque britânico.
—Bem, você poderá jogar Quadribola.—

Arabella tinha certeza que tinha feito a escolha certa.

Notas finais
Espero que tenham gostado! E bem, hoje eu tenho dois links: A imagem da Arabella e uma enquete sobre o futuro da fic. Espero que gostem. Enquete --> http://www.strawpoll.me/13667611 Arabella --> http://imgur.com/a/FOSRD