Crônicas de um Erudito
8 Epílogo
Quando acordei, estava deitado no banco de um carro. Olliver estava sentado ao meu lado. Assim que percebeu que eu havia acordado, me abraçou, chorando.
– Nunca mais me assuste desse jeito. Achei que você não ia acordar. Eu te amo. – Ele disse. Seu abraço estava apertando meus ferimentos. Ignorei a dor e o abracei de volta.
Quando olhei pela janela, percebi que não estávamos na cidade.
– Onde estamos? – Perguntei, me esforçando para levantar.
– Do lado de fora da cerca. A cidade está em guerra. Achei que estaríamos mais seguros aqui fora. Além disso, minha mãe conhece um lugar onde podemos ir. Ela não nasceu na cidade. Ela pertence a uma espécie de organização, que criou a cidade, como um experimento científico. Minha mãe foi enviada, assim como outra garota, para conviver e reportar a situação da cidade para os criadores. – Sereena respondeu.
Pensei um pouco sobre aquilo. Realmente, ir para a cidade não era uma boa ideia. Além disso, Olliver estava comigo, e isso era o que importava. Olhei para o meu braço e notei algumas queimaduras leves.
– Como eu sobrevivi? – Pergunte.
– Sereena chegou um pouco antes de você cair. Usei minha jaqueta, o casaco dela e minha camiseta para fazer uma rede para te pegar. Conseguimos diminuir o impacto da queda, mas ainda assim, você caiu no chão. Ficou desacordado por mais de um dia. – Olliver me respondeu.
Me sentei ao seu lado e encostei a cabeça no seu ombro. Sentia muita dor, não sabia para onde estava indo nem se estaria seguro. Mas eu finalmente estava com Olliver. E enquanto estivesse com ele, não me importava para onde estava indo.
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