Crônicas de um Erudito

3 Capítulo 3 - Arquivos Confidenciais


Notas iniciais
oi pessoal,atrasei um pouquinho esse capítulo,né? Bom,semana passada eu tive alguns probleminhas,pessoais e de saúde,e acabei escrevendo pouco,mas aqui está o capítulo 3,e espero que gostem ^^ Ah,e sobre o capítulo final de Reencarnado,vou tentar postar essa semana também.Como eu disse,tive alguns probleminhas,e acabei escrevendo pouquíssima coisa dele,e quero caprichar por ser o último,então peço mais um tempinho para vocês,e vou fazer de tudo para não decepcioná-los. Kisses,Tadoki-san

Esperei os demais inicados dormirem,e saí furtivamente do dormitório.Tentei ser o mais silencioso o possível,tomando cuidado com cada passo,com cada toque.Após escapar,entrei no ponto cego das câmeras de segurança do corredor,que havia achado mais cedo.Era uma pequena aresta em um dos lados da sala,e a partir daí,fui me esgueirando até chegar ao corredor principal.

Após passar por um enorme labirinto de corredores,salas e laboratórios,finalmente achei a sala do circuito interno de câmeras.Abri uma pequena aresta da porta,apenas o suficiente para ver o que havia dentro da sala.Apenas um segurança,como eu tinha previsto.Entrei silenciosamente na sala,me escondendo atrás dos computadores desocupados.Sentia o ar gelado do ar-condicionado na minha nuca,e podia ouvir os batimentos do meu coração.Corria um risco enorme de ser pego,e caso fosse,seria o fim para Olliver e para mim.Mas não permitiria que aquilo acontecesse.

Quando estava a poucos metros do guarda,saquei a seringa contendo o soro da amizade que havia roubado na visita à sala de testes que havíamos feito.O soro da amizade era um poderoso alucinógeno,capaz até mesmo de parar um cão raivoso,sem ele nem se lembrar do que aconteceu.

Agarrei o guarda pelo pescoço,impedindo-o de gritar.Ele tentou se libertar,mas segurei seu braço,virei seu pescoço e injetei o soro.Na hora,ele parou de se debater e caiu sentado no chão.Arrastei-o até um pequeno armário e tranquei-o dentro.Fechei a porta da sala e me sentei em frente ao computador.

Estava protegido com uma criptografia avançada,como eu esperava.Demorei cerca de trinta minutos para decodificar e entrar no sistema.Imediatamente,mudei o circuito interno para uma gravação feita alguns dias atrás,impedindo que me descobrissem.

Arrastei o guarda de volta para a cadeira,e obriguei-o a se sentar.Ele estava murmurando alguma coisa sobre ervas e cantando uma música estranha.

–Desculpe,mas não tenho tempo a perder.- Disse,e o nocauteei com um extintor de incêndio.Não bati forte o bastante para deixar marcas,mas a pancada o desmaiou.No dia seguinte,ele provavelmente acordaria com uma baita dor de cabeça,e pensando que dormiu enquanto trabalhava.

Saí da sala e voltei a parte central dos corredores.Segui em direção à sala de Jeanine.Haviam dois guardas parados em frente a porta.Peguei uma das bombas de gás contendo o soro da amizade que havia preparado.

Tive medo de que a dose não fosse o suficiente,mas lá estavam os guardas,chapados.Pedi a chave da sala para um deles,e ele me entregou,com um sorriso.

Entrei na sala e bloqueei a entrada com uma mesa de escritório.Me sentei de frente ao computador e pluguei um dispositivo de criptografia,para facilitar meu trabalho.Esperei alguns minutos.

– Voilá — Disse,enquanto acessava o computador pessoal de Jeanine Matthews.

Haviam centenas de pastas,vídeos de testes e experimentos,antigos e novos membros de todas as facções,mapeamento completo de cada complexo...centenas de outras pastas.Havia uma pasta fortemente criptografada.Tentei hackea-la,mas com o equipamento que estava na hora,seria impossível.

– Achei. — Disse,e cliquei na pasta que continham informações sobre os Divergentes.Haviam centenas deles,com fichas completas,desde informações básicas até coisas pessoais.Haviam gravações do teste de aptidão,gravações feitas na sede da Audácia e até mesmo gravações feitas com as câmeras das ruas.Copiei os arquivos para um pendrive enquanto procurava pelo nome de Olliver.

Finalmente encontrei.Lá estava ele,com todas as suas informações e uma foto ao lado.Havia também o vídeo do seu teste de aptidão.Mais abaixo na sua ficha,havia um mapa,com sua localização atual.Ele realmente estava no prédio da Audácia,mas numa área de acesso restrito,onde apenas poucos membros podiam entrar e a guarda era forte.Copiei todas as informações possíveis do computador de Jeanine,despluguei meus equipamentos e apaguei o histórico de acesso.

Quando estava prestes a sair da sala,ouvi o barulho de passos ecoando de fora da sala.Meu coração disparou na hora.Não haviam lugares para me esconder,e ouvi o barulho do elevador chegando no andar onde eu estava.Voltei os móveis e objetos para o lugar o mais rápido que pude,e tentei procurar uma saída.

A luz de um poste voltou minha atenção à janela."Claro,a janela",pensei,enquanto a abria.Os dormitórios ficavam dois andares abaixo daquele.Tracei uma rota "segura" ao andar dos dormitórios através das elevações dos detalhes do prédio.Saltei cuidadosamente pela janela e coloquei um pé em uma das partes do prédio.

Ouvi pessoas entrando pela sala e descia,torcendo para que eles não olhassem pela janela.Os sons se afastavam,até que não podia mais ouví-los,e eu finalmente cheguei ao andar dos dormitórios.

Fui ao banheiro que ficava no final do corredor,retirei as roupas que estava usando e coloquei na mochila.Joguei-a através da janela à minha cama para que ninguém me percebesse.Quando ia entrar na sala,Trombei de frente com Caleb,com uma cara horrível de sono.

–Foi mal,preciso ir ao banheiro.Espera,por que está só de cueca? — Ele indagou.

–Eu durmo assim. — Respondi,o que era bem verdade. — Só me levantei para ir ao banheiro.

Entrei no quarto e me deitei,esperando meus batimentos cardíacos voltarem ao normal.

[...]

Na manhã seguinte,acordei com o toque do meu despertador.Meus colegas de quarto já haviam levantado,e provavelmente estavam tomando café da manhã àquela hora."Será que me descobriram?" Pensava,mas cheguei à conclusão de que não adiantaria ficar naquele questionamento.Eu tinha tomado todos os cuidados possíveis.Mesmo que tivessem descoberto que alguém invadiu a facção,jamais chegariam a mim.

– Falta pouco,Olliver.Em breve,ficaremos juntos de novo. — Disse,segurando o colar que ele me dera de aniversário.

Notas finais
Bom,espero que tenham gostado,vou tentar postar o 4 esta semana também.