Crônicas de Kybia
2 O começo de uma amizade
Notas iniciais
Capitulo 1:
590 AGE, Lucius tinha apenas dez anos, era uma garoto de físico normal, cabelos brancos, olhos azuis e uma pele clara, ele trabalhava com seu pai na lavoura, era uma plantação de arroz simples, mas que supria todo o reino Kybia, eles praticamente dependiam dela, seu pai trabalhava demais e sua mãe cuidava da casa. Um dia Lucius resolveu sair para explorar a floresta próxima ao reino, diziam que as pessoas desapareciam lá, diziam que havia seres como hobgoblins, lobisomens e que havia um beholder que rondava por ela, mas também diziam que os deuses eram bons, poderia se tudo invenção.
Lucius pegou um dos cavalos de seu pai e resolveu adentrar a floresta, ele galopou por cerca de uma hora e nada havia ali, continuou galopando por uns quarenta e cinco minutos e então o encontrou, a sua frente havia um abismo e uma arvore caída sendo segurada pelos galhos e na ponta desta árvore havia um garoto que aparentava ter a mesma idade que ele, cabelos lisos. negros como a noite. repartidos para a direita, seu cabelo possuía um corte estranho, parecia estar raspado nos lados, sua pele com um tom claro como a de Lucius, esse que por sua vez desceu do cavalo e resolveu falar com o garoto misterioso.
– Eh, quem é você? – perguntou Lucius.
Nesse momento o garoto olhou para trás e viu Lucius, o garoto parou e analisou ele, seus olhos eram negros como seus cabelos e profundamente sérios, e então respondeu secamente.
– Não lhe interessa – disse o garoto se virando para frente.
Mesmo com o fora Lucius insistiu em saber quem era aquele garoto.
– Está perdido ou coisa do gênero? – perguntou Lucius.
– Olha garoto, por que não volta para casa? – perguntou o garoto se levantando e virando para Lucius.
Lucius ficou meio impressionado pelo equilíbrio do garoto que veio andando e até voltar a terra firme.
– Eu gostaria, mas eu me perdi – disse Lucius meio envergonhado – Pode me ajudar a achar o caminho de volta para o reino?
O garoto bufou e respondeu a pergunta:
– Tudo bem, meu nome é Dharak, e não eu não estou perdido, sempre venho aqui para pensar um pouco – disse Dharak.
– Meu nome é Lucius, prazer em conhece-lo – disse Lucius estendendo sua mão.
Com um apertar de mãos o inicio de uma amizade foi selada. Lucius e Dharak seguiram a pé pela floresta indo por uma trilha que era até então desconhecida por Lucius, ele estava vestido com uma blusa branca de mangas curtas e meio amarrotada, um short marrom e em seus pés havia um sapato de couro meio gasto, mas ainda usável. Dharak usava uma blusa preta que parecia nova, uma calça preta e também, aparentemente, nova seus sapatos de canos meio longos possuíam duas placas de metal no calcanhar e um pouco acima do peito do pé.
Após caminhar por mais ou menos vinte minutos Lucius arriscou fazer uma pergunta.
– Onde você mora?
Dharak o olhou e então respondeu: — Moro de favor na ferraria do Senhor Roque.
– Mora de favor? – perguntou Lucius.
– É eu o ajudo com a loja e ele me da comida e um lugar para dormir – respondeu ele com um leve sorriso.
– O que aconteceu com seus pais?
– Minha morreu durante o parto, fui criado pelo meu pai até meus nove anos, ele me ensinou a caçar, escalar, me virar em geral e me ensinou a empunhar uma espada – explicou Dharak ainda com um leve sorriso – mas então, em um belo dia, meu pai resolveu desaparecer, ele me deu uma espada e me disse para ir a capital até uma ferraria e mostrar a espada, ele disse que lá eu ficaria seguro e foi isso que eu fiz, fui até a capital mostrei a espada ao Senhor Roque e desde então estou morando com ele — finalizou ele com uma expressão séria e meio triste.
Por um momento eles ficaram em silêncio andando pela floresta com a cabeça baixa, após dez minutos Lucius resolveu quebrar o gelo.
– Você tem quantos anos?
– Dez – respondeu ele.
– Eu também – disse Lucius com um tom de animação – Você disse que seu te ensinou a escalar, certo? – perguntou ele parando a frente de Dharak.
– Sim – respondeu – Porque a pergunta?
– Me ensina?
– Se estiver disposto – disse Dharak.
– Eu sempre estou disposto a fazer qualquer coisa! – disse ele exalando animação.
Então os dois saíram correndo floresta adentro, Dharak escalou uma árvore baixa para demonstrar, Lucius tentou escalar e rapidamente conseguiu, deixando Dharak surpreso, então eles resolveram continuar, Dharak saltou do galho que eles estavam para outro que estava um pouco mais alto, ele se segurou e ergueu-se e se pôs agachado no galho, Lucius tentou, ele saltou e segurou no galho, mas não conseguiu se ergue, Dharak o ajudou e o pôs do seu lado.
– Não se preocupe, é realmente difícil ergue-se só com a força dos braços com um pouco mais de treinamento você irá conseguir. – disse Dharak com um sorriso no rosto.
Nesse momento eles ouviram um barulho, Dharak saltou alguns galhos para ver o que era, Lucius o seguiu com um pouco de dificuldade, ao chegar onde Dharak estava ele iniciou uma frase: — O que foi... – Dharak colocou a mão em sua boca e fez o sinal para ele ficar em silêncio e em seguida apontou para o chão a frente deles, então Lucius viu duas criaturas grotescas.
– O que são? – perguntou sussurrando Lucius.
– Hobgoblins – respondeu Dharak de forma séria, também sussurrando.
– Hobgoblins?! Quer dizer que eles realmente existem? – perguntou sussurrando meio assustado.
– Desde que eu venho aqui eles existem, mas eles tinham sumido.
– Parece que estão de volta.
– Vem me segue! – disse Dharak saltando para outro galho.
Lucius seguiu Dharak com menos dificuldade do que antes, parecia estar aprendendo a saltar, Dharak seguia de volta para a capital, foi quando aconteceu, Lucius escorregou e caiu, Dharak ouviu o grito dele e parou, olhou para trás e viu-o caindo, sem que percebessem tinham subido bastante pulando de galho em galho, Dharak pegou cipó da árvore que estava então o jogou para ver se conseguia segura-lo, mas falhou. Ele amarrou o cipó na árvore e decidiu saltar para tentar pega-lo, então o fez, segurando no cipó ele caia em direção ao Lucius, ele conseguiu pegar em sua mão, ao abrir os olhos Lucius viu Dharak segurando-o e então olhou para baixo e viu um buraco grande e aparentemente sem fundo, ele gritou, Dharak percebeu o buraco e tentou erguer Lucius para o cipó, mas não conseguia, então ele ouviu um estalo, olhou para cima e viu o cipó arrebentando, ao ver isso ele disse.
– Fudeu.
E então o cipó arrebentou e eles caíram em direção ao buraco sem fundo.
– Você pertence a mim agora – disse uma voz imponente e séria na cabeça de Dharak
– Você pertence a mim agora – disse uma voz graciosa e doce na cabeça de Lucius.
Dharak abriu os olhos e se viu na floresta, fora do buraco, olhou em volta e viu que ele estava próximo a entrada da capital ele olhou para a sua esquerda e viu Lucius ainda desmaiado, Dharak percebeu que havia um colar no pescoço de Lucius, um colar com uma pedra branca como a luz, ele olhou para baixo e viu que também possuía um colar, só que ao invés de branco a sua cor era preta, preta como a escuridão. Ele olhou para cima e disse.
– O que aconteceu?
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