Notas iniciais
Primeiramente #ForaTemer Segundamente ta ai o cap. Terceiramente... ta bem divertido fazer cap do Joffrey, então acredito que teremos alguns vários seguidos dele por ai xD Quartamente... em breve vou escrever sobre o Norte, é que ta faltando inspiração pq quase todo mundo ta na capital, mas vai rolar =B

A mãe estava sentada no Trono de Ferro, onde o pai a deixou quando partiu para o Norte para trazê-los de volta. Naquela época lamentou que a comitiva do Oeste não tivesse se encaminhado a Porto Real primeiro e pudesse rever logo a família. Um degrau abaixo da rainha, Myrcella assistia com uma vista privilegiada, ao lado da tia, enquanto o rei entrava na sala do trono ladeado por Joffrey e Daemon, e também dando aos recém chegados uma visão privilegiada de si mesma. Brandon abriu um sorriso largo quando seus olhos se encontraram com os da irmã, caindo logo em seguida sobre a rainha que, apesar da expressão contida, mostrava no olhar a ansiedade que os príncipes também estavam sentindo.

—Seja bem vindo, vossa graça. — A rainha falou ao ter a mão tomada pelo marido.

—Obrigado, meu amor. — Eddard deixou um sorriso discreto nascer em seu rosto enquanto beijava a mão dela delicadamente. -Há alguém que deseja uma audiência urgente com a rainha…

Lady mother!”, Joffrey e Brandon não aguardaram o fim das palavras do rei, ou as referências formais que ainda precisavam trocar. A família real deu aos cortesãos que enchiam os salões mais uma de suas espontâneas cenas de afeto, que com o tempo tinham conquistado Porto Real e feito a todos esquecerem que Lannisters e Starks tinham saqueado a cidade pouco menos de duas décadas antes. Os dois príncipes embrulharam a rainha em dois abraços, mostrando que já não eram mais os menininhos que ela tinha sido obrigada a deixar ir anos atrás, eram homens grandes o bastante para fazê-la sumir entre os dois.

—Não posso mais chamá-los de “meninos”. — A rainha comentou ao receber um beijo em cada bochecha, até deixando uma lágrima rolar pelo rosto e rapidamente ser limpa.

—De fato, não seria apropriado, minha rainha. — Brandon foi o primeiro a falar, enquanto Cersei envolvia um de seus braços, fazendo-o aumentar seu sorriso. — É bom estar em casa.

—Logo terá outra criança para agarrar suas saias, mãe. Não se preocupe. — Joffrey comentou em um tom bem humorado, se referindo ao novo lobinho que crescia no ventre dela. O príncipe herdeiro pegou o outro braço de Cersei, e lhe beijou a bochecha mais uma vez. — Não sofra com o fim da nossa infância… Só quer dizer que não iremos mais embora. Brandon ainda vai querer que conte histórias para ele antes de dormir… Pra evitar os pesadelos. — Falou a última parte sussurrada, piscando para provocar o irmão.

Brandon revirou os olhos para a provocação de Joffrey, e o beliscou pelas costas, arrancando do irmão uma careta. Cersei riu com as palavras do primogênito, apertando levemente os braços entrelaçados aos dos filhos. O rei observou a família com uma expressão bastante satisfeita, os filhos e a esposa diante de si, Myrcella aproximando-se de braços dados com Sansa, e Arya, mesmo que ainda amuada, bem do seu lado. Fazia muito tempo que Eddard não tinha a matilha toda debaixo do mesmo teto, e Brandon não se lembrava de vê-lo tão satisfeito fora do Norte como naquele rápido momento de despreocupação. Mas tudo que é bom dura pouco…

—Um dia glorioso tê-los de volta. — Lorde Jon Arryn, a Mão do Rei, tinha entrado na sala do trono, tão velho quanto os príncipes se lembravam. — Está tudo sendo preparado para o torneio… Por falar nisso, Ned, chegou um corvo da Campina…

...E o momento de despreocupação tinha acabado. O rei trocou olhares com a esposa, e depois de um suspiro longo, despediu-se dos filhos com um pedido de desculpas e começou a caminhar com Lorde Arryn enquanto conversavam sobre… Bom, sobre o que quer que fosse. A rainha tinha desfeito o laço dos braços, beijando Brandon na bochecha e então se encaminhando até Arya. Só teve tempo de ver a mãe cochichar algo na orelha da irmã, e logo em seguida sua atenção foi tomada por outra coisa. Estivera evitando encarar a irmã desde que colocara os pés na Fortaleza Vermelha, porque tinha medo do que poderia sentir, do que achava que sentia quando olhava para ela, mas não quando olhava para sua cópia perfeita.

Do seu lado, Joffrey roubou sua atenção da ansiedade do reencontro, e colocou em seu coração um medo que por anos ele não achou que fosse ter. Desde que eram mais novos, o rei, o avô e basicamente todos os tutores em comum que tiveram depois costumavam levá-los para caçar, Joffrey gostava do esporte muito mais do que ele, mas acertar uma flecha em um veado não era o bastante, o irmão conseguia tirar prazer em caçar e matar animais mais ofensivos, perigosos. No dia do nome do avô, três anos antes, quando o príncipe herdeiro recebeu permissão para participar do torneio em Lannisporto, Tywin levou os netos e o herdeiro para uma caçada… E Joffrey lhe deu uma pelagem de um leão da montanha que ele perseguiu por uma noite. Na época Brandon achava que era apenas pela competição com o herdeiro Lannister, mas ele estava errado. O olhar que viu nos olhos verdes do irmão naquele momento, era exatamente idêntico ao olhar que ele tinha quando disse que queria a pelagem do felino, decidido e obcecado. Havia um brilho de ansiedade nos olhos do herdeiro do trono de ferro, que tremulava a cada vez que as duas damas pareciam mais perto, e Brandon não soube dizer o que sentiu quando finalmente ficou claro qual das duas tinha chamado a atenção de seu irmão.

—Bran! Estava com saudades! — Sansa tinha descido os degraus e chegado até eles antes de Myrcella.

Joffrey encarava a irmã da rainha com uma expressão que Brandon nunca tinha visto, quase maravilhado, mas que não disfarçava o olhar ligeiramente perturbado, como se estivesse em outra realidade. Brandon viu-se envolvido pelo abraço de Sansa, e automaticamente o retribuiu, aceitando o beijo na testa e logo se afastando para uma reverência mais formal. Por serem seus tios, os dois filhos de Lorde Tywin costumavam tratá-lo como criança, Brandon não se importava com isso na maioria das vezes, gostava de Daemon e Sansa, eles eram mais pacientes que seu avô e acobertavam suas travessuras, mas Joffrey não o deixaria em paz se visse aquele tipo de coisa.

—Não faz tanto tempo assim, milady. — Brandon falou com um sorriso gentil. Os olhos do jovem Stark não tardaram a deixar a ruiva para pousar na loira atrás dela. -Myrcella!

A princesa soltou riso abafado, e se adiantou com um ar tímido, e ao mesmo tempo empolgado. Ela fez uma reverência para Brandon, que a retribuiu com a mesma perícia, e ambos acabaram gargalhando antes de se abraçarem. O príncipe sentiu um arrepio gostoso quando Myrcella apertou o laço em volta de seu pescoço, os dedos se enfiando nos cabelos do irmãos, enquanto Brandon tirava os pés dela do chão.

—Pare, Bran! — Myrcella pediu ao som de gargalhadas, e quando o mais velho a colocou novamente no chão, ela se afastou e o olhou dos pés a cabeça. — Não parece ter rachado a cabeça por cair do rochedo… — O tom era de provocação e divertimento.

—Eu não cai, eu pulei… A água estava uma delícia. — Brandon respondeu com um sorriso que não conseguia apagar do rosto.

—A ta. — O olhar de Myrcella disse tudo que ela achava daquela versão dos fatos.

—Lady Sansa, não sabia que tinha voltado a corte. — Brandon quase levou um susto quando, repentinamente, Joffrey parecia ter passado por ele e chegado até Sansa sem que nem percebesse.

—Meu príncipe… É você? — Sansa se aproximou mais um passo do príncipe herdeiro com um sorriso agradável nos lábios. — Da última vez que o vi ainda tinha as pernas de um cabo de vassoura. — Sansa aprendera indiretamente com o irmão a provocar Joffrey, quando ainda eram pequenos.

—Sim, você também está muito diferente. — O príncipe mais velho respondeu ainda sorrindo, mas sem de fato parecer ter ouvido a provocação dela. -Uma das mulheres mais belas da corte, sem dúvida.

Ao lado de Brandon, Myrcella soltou um risinho abafado. A princesa beijou a bochecha do irmão e então se adiantou laçando o braço de Sansa com um olhar de quase censura ao irmão mais velho. Sansa terminou o laço dos braços que Myrcella começara, enquanto encarava Joffrey com uma mistura de confusão e divertimento. A leoa certamente não estaria esperando um galanteio dele, ou qualquer coisa além da educação formal com a qual ele sempre a tratou, o que já era muito mais do que Daemon jamais conseguiu.

—Eu vou perdoar que você nem mesmo me comprimentou, Joffrey. Deve estar cansado… Mas se nos dão licença, temos que nos aprontar para o banquete mais tarde. Até lá espero que seus modos tenham voltado, irmãozinho. — Myrcella era um misto de gentileza e alfinetadas saudáveis com o irmão mais velho.

—Eu… Me desculpe Cella… — Joffrey pareceu “acordar”, mas ainda indeciso entre olhar para a irmã ou para a ruiva.

—Tudo bem! — A loirinha o interrompeu com um sorriso gentil. Brandon pode perceber Sansa abrindo a boca para dizer algo, mas parando ao receber um apertão da princesa. — No banquete você poderá admirar Lady Sansa novamente.

Sansa e Myrcella contiveram risinhos que Brandon pode ouvir distantes, tão logo elas chegaram aos corredores. Joffrey parecia ainda aturdido segundos depois das duas donzelas se retirarem, e Brandon o encarava com uma expressão de censura diferente da de Myrcella… Mais séria. Ele até podia acreditar que a libertinagem era um costume “aceitável” da corte, mas o príncipe herdeiro tinha que tomar cuidado com as companhias que escolhia em seus “momentos de descontração”. Se suas intenções, porém, não fossem estas, então o assunto era ainda mais grave.

—Nem mesmo pense nisso… — Brandon se aproximou dele com os braços cruzados.

—Não sei do que você…

—Não… Não, negue pra mim, negue pra você. O que quer que seja, sufoque… Mate. Ache uma ruiva do Chataya... — Os olhos cinzentos encararam os verdes com uma seriedade além da sua idade. — Ela é a irmã de Daemon.

—Você não pode me mandar matar, e depois colocar mais lenha na fogueira… — Joffrey respondeu com um sorriso entre o divertido e o cruel. — Você não tem o direito de ficar sério e rabugento hoje. E já que falou em Chataya, parece uma boa maneira de voltar a capital…

Brandon apenas revirou os olhos e suspirou frustrado. Regra número um de Joffrey Stark, quando lhe mandavam não fazer algo e ele mudava de assunto… Bom, desastre is coming.

Notas finais
heheheh eita... se gostaram, comenta... recomenda a fic ai!! vlw flw!!