Crônicas de Arkauss

9 Capítulo 9 - Os jardins de Lihlium


Notas iniciais
Fala galera, tudo bom? Bom, tá aí mais um capítulo da historia que a gente está caprichando, espero que gostem, abraços!

Connor acorda com o som de vários passos lá fora. Seria um dia muito especial: a formatura de todos aqueles novatos, inclusive ele. A felicidade toma conta de seu corpo, ele finalmente seria um soldado valioso para o reino, protegeria sua família mesmo a distância e protegeria Luna, que logo iria ver, pois juntamente à formatura viria uma folga para aqueles que possuíssem famílias em vilarejos afastados. Apesar de ser seu caso, ele apenas poderia ver Luna.

E a majestosa filha do rei, Susana.

Ele salta da cama e se arruma o mais rápido possível, o dia todo ele teria livre para fazer o que bem entendesse. Decidiu que seria melhor ter uma vestimenta nova e havia escutado que uma senhora muito boa fazia roupas para esses tipos de ventos. Connor pegou seu velho amigo, que ultimamente estava de lado, para passear pela cidade e comprar algo novo, ele queria estar o mais apresentável possível.

Assim que o vê se aproximando, o cavalo relincha e balança a cabeça enfaticamente em alegria. O rapaz sorri e acena para o amigo, passando a mão sobre sua cabeça assim que se aproxima.

***

A cidade era linda agora que parou para observar, nos bares e tavernas haviam muitas pessoas felizes, risos ecoavam por todo o lado, musica se tornou algo comum por onde passava. “Os jovens devem comemorar” ele pensa e logo solta uma risada “pareço um velho falando”. Sem grande esforço Connor encontra uma pousada muito semelhante à de Luna.

Ele para e a encara, não pode evitar os pensamentos que o invadem, “sinto sua falta Luna, irei logo te ver” outro devaneio o invade: “como seus cabelos devem estar a essa altura?”.

— Arkauss! – chama alguém por de trás dele, Connor se vira e avista seu amigo se aproximando. Agora que tinha parado para pensar, não tinha visto Den desde que despertou.

— Den?! – Connor sai de seu devaneio e volta para a realidade – Mal te vi chegar, amigo.

— Claro que não viu, estava aí, parado feito um bobo. O que pensava? – Diz o jovem animado como sempre.

— Que a formatura já é esta noite e não tenho uma armadura à altura desse grande evento. E você, faz o que?

— Suas respostas sempre me impressionam, bem, eu estou indo atrás de Eyrea, a senhora que arruma roupas e essas coisas, mas se procura armadura te recomendo a loja de armadura da esquina meu caro. Peças boas, e não tão caras.

— Perfeita para mim. – Diz o rapaz dando tapinhas em sua bolsa de moedas — Eu irei, lhe agradeço por me informar.

— Me deve uma então – ele gargalha – ate breve Connor.

Connor se despede do amigo e toma o rumo para a loja que Den lhe falou. Ele amarra seu animal a uma árvore ali perto.

A loja possuía uma aparência velha, porém pessoas estavam por todas as partes em seu interior. “Espero que ainda tenha moedas o bastante” ele pensa, Connor pega sua bolsa de moedas e entra na loja, sendo recebido por uma linda dama de cabelos vermelhos como o fogo. Ela propõe a Connor que ele usasse uma armadura bem simples, sem desenhos, apenas a boa e velha defesa. Ele recusa. Lembra-se de uma das conversas com Luna, onde ela diz que o símbolo de sua casa quando ainda era nobre era uma águia, “a águia é um poderoso animal, era um bom brasão pra uma casa poderosa”.

— Quero uma armadura com uma águia, poderia encontrar uma assim? – Ele pergunta.

— Uma águia? Ambicioso o jovem, mas para sua sorte eu tenho sim, não é muito cara, mas lhe custará bastantes moedas...

— Bastante? – Connor olha para sua bolsinha – Mas “bastante” quanto?

— Acalme-se jovem – ela ri – Posso lhe fazer mais barato, poucas pessoas usam este brasão. Na verdade, ele foi extinto por algum motivo... Eu irei arrumar algo para você.

Connor sabia o terrível motivo.

— Eu serei muito grato à senhorita por isso. – Ele fala em um tom simpático.

— Não se preocupe, irei pegá-la para você, aguarde.

Connor aproveita para olhar ao redor enquanto espera. O lugar é pequeno por dentro, mas conserva um espaço considerável para a locomoção. Para onde olhava, caixas com armaduras reluziam em um tom prata quase ofuscante, a variedade era impressionante para uma loja tão pequena que ficava ainda menor com tantos cavaleiros entrando e saindo dela. Em poucos instantes, a moça dos cabelos de fogo volta arrastando uma caixa tampada não muito grande, mas que aparentava ser pesada. Assim que se aproxima do balcão, solta a caixa e limpa seu exterior com um pano. No momento em que o tecido úmido desliza sobre a tampa empoeirada, um formoso brasão marcado diretamente na madeira se destaca. Nele, o busto de uma imponente águia é rodeado por uma coroa de louros. “É esse o símbolo de Luna” pensa ele tocando a caixa quase a abraçando.

— Aqui está jovem forasteiro – diz a mulher – espero que seja de seu gosto.

Ela abre a caixa e Connor se depara com uma armadura muito bem cuidada, de peitoral reluzente e luvas descansando uma em cada lateral da caixa, as pernas da armadura estavam enfileiradas no fundo divididas em partes como um quebra cabeça de prata. Junto a elas as costas da armadura e a túnica de metal enrolada com esmero em um canto, tudo muito bem polido e emitindo um brilho lindo. Connor pousa a mão sobre o símbolo da águia, ele sentia que essa era a armadura que necessitava.

— Ela é perfeita – diz ele à mulher sem tirar os olhos da armadura – quanto custa?

— Custa duzentas moedas de ouro meu jovem – ela responde – mas, espere, onde está o elmo?

— Elmo? – pergunta Connor tirando os olhos da sua armadura e olhando para a mulher.

— Sim, desculpe, mas não posso te vender uma armadura incompleta – diz ela se inclinando.

— Não, não se preocupe com o elmo, é esta a armadura que eu quero. – diz Connor com um tom decidido.

— Mas... – começa ela, mas hesita, pensa um pouco e depois continua sua fala – como quiser meu jovem, mas permita que eu pelo menos baixe o preço dela para cem moedas de ouro.

— De pleno acordo – responde Connor com um sorriso de triunfante no rosto.

Connor paga a bonita mulher com suas últimas moedas de ouro no saquinho e sai carregando a caixa. Assim que chega perto de seu cavalo, o animal bufa e balança a cabeça como se estivesse contrariado, dando passos para a direção contrária a que vinha o jovem. Connor sorri e coloca a caixa com algum custo no lombo do animal, mas não monta para não o sobrecarregar com o peso.

— Vamos meu velho amigo – diz ele guiando a pé o cavalo enquanto equilibrava a caixa com a outra mão – são apenas alguns passos até onde vamos ficar.

Os dois rumam para a hospedaria em um passo um pouco lento, o dia ainda ia alto, então Connor não precisava ter pressa. Apesar dos vagarosos passos, logo os dois amigos chegam ao seu destino, o homem então tira a carga do animal e lhe dá um pouco de feno que acabara de pegar por ali. Na porta o dono da hospedaria já o olhava com um sorriso no rosto, Connor faz negócio com ele e em seguida carrega a caixa que agora parecia mais pesada para dentro de seu quarto, depositando seu conteúdo na cama como uma criança que acabara de ganhar um brinquedo novo.

Connor contempla a sua compra e se lembra de Luna mais uma vez. “Ela adoraria ver isso” pensa.

O dia passa como um raio, antes que ele pudesse perceber já era quase noite e ele deveria se arrumar. Ele o faz em pouco tempo, mas com muito cuidado, colocando cada parte da armadura, depois encaixa a espada na sua cintura com esmero e coloca seu escudo nas suas costas, em seguida, sai em direção ao castelo, onde ocorreria a cerimônia.

Assim que chega, é conduzido juntamente com alguns outros novatos pelo mesmo criado de antes à sala de formatura. “Por sorte esse criado está aqui, o castelo do rei é tão grande que certamente me perderia como antes” pensa ele sorrindo um pouco, logo todos entravam no luxuoso salão principal do castelo.

A formatura estava impecável, o castelo estava simplesmente deslumbrante, como se uma chuva de ouro e flores estivessem caindo do teto... “Luna amaria esse lugar... Um dia a trarei pra cá”, Connor estava simplesmente em transe com tamanha beleza, mas tudo poderia melhorar.

Todos os novos guardas se encontravam em forma, e um por um, eram afirmados como um guarda real. Cada um deles ajoelhavam-se perante o Rei, e ouvia seu nome em uma típica frase que nunca mudava “Eu, Rei Nicolas, o proclamo guarda real do Reino de Lihlium”, porém a emoção que cada pessoa ali sentia era extremamente grande. Havia algumas pessoas antes de Arkauss, o que aumentava imensamente seu nervosismo. Enquanto seus olhos devoravam nos mínimos detalhes a beleza daquele lugar, Arkauss vê a linda princesa que uma vez fora tão gentil com ele descendo a escadaria ao lado do trono. Ela estava linda, usava um vestido vermelho extremamente elegante que chamava a atenção de todos naquele castelo, ele possuía detalhes bordados à mão de grandes rosas, e estava com o cabelo solto, tão grande e brilhante quanto antes.

Finalmente a vez de Arkauss chega, em seu olhar estava todo o nervosismo e toda a paixão que carregara junto à sua determinação até ali. Enquanto o rei pronunciava as tão esperadas palavras clichês, Connor pensava no lindo sorriso de Luna quando ele a salvou, no seu lindo olhar quando queria agradecê-lo, mas também pensou em sua família, que uma vez sem acreditar em suas habilidades, apenas o mandou embora, pensou na princesa pura e gentil...

Seus pensamentos mudavam tão rápidos como tudo em sua vida nesse último ano.

Connor finalmente é chamado, seu coração palpitava, sua garganta secava e suas mãos estavam trêmulas, a ponto de quase não conseguir desembainhar sua espada, mas ainda sim o fez e se ajoelhou. O rei passou a lâmina de sua espada de um ombro a outro do rapaz, fazendo um arco sobre ele e repetindo as mesmas palavras de sempre. O jovem olha para cima e encontra os olhos da princesa nele logo ao lado do ombro do pai, ela sorri para ele e ele sorri de volta, mal se aguentando de alegria.

***

Assim que toda a formatura acabou, Connor se direcionou ao jardim do castelo, lá haveria ar fresco para que ele pudesse pensar. A saudade em seu coração era grande, o orgulho que aqueles que o amam deveriam sentir, mas sequer sabem do seu feito ainda o machucava um pouco. O lugar ainda continuava deslumbrante, uma grande variedade de flores ocupava um enorme espaço muito bem organizado para que cada espécie diferente ocupasse exatamente uma dimensão especifica e equivalente à outra; fontes de águas cristalinas jorravam, feitas para criar um contraste entre todas aquelas flores puras. Haviam uns três ou quatro bancos onde se poderia observar não só a diversidade de flores como também a de estrelas, tudo simplesmente de tirar o fôlego. Connor se senta em um dos bancos, olha para as estrelas e lembra-se de Luna uma vez mais, como se voltasse no tempo àquela noite na pradaria. “Brilham tanto quanto seus olhos naquele dia Luna”.

Connor em seu devaneio não percebe a presença de outra pessoa sentando-se ao seu lado.

— Veja bem se não é Sir Connor Arkauss. – diz uma voz doce.

— Princesa?! – Connor dá um salto do banco e se põem em reverência – Princesa, com sua licença...

— Você é galante Arkauss – ela ri discretamente – Gosto disso em você, não perca isso com o tempo...

— Princesa?– O cavaleiro se mostra confuso.

— É um lindo lugar, certo? – Diz ela mudando de assunto — Minha mãe costumava vir aqui, meu pai fez tudo isso aqui para ela em homenagem a seu casamento.

— Ele é realmente um bom homem, mas onde vossa Rainha está?

— Ela faleceu, há alguns anos, me espanta não ter conhecimento disso...

— Sinto muito pela ignorância princesa...

— Não há o que sentir – ela ri novamente e olha para o jardim – meu pai já se casou novamente, mas nunca vi sua esposa, ele não permite que ninguém a veja, creio que seja ciúmes.

Os dois ficam em silêncio por um tempo.

— Seria melhor se entrasse Princesa, é perigoso aqui – jovem fala, por fim.

— Não preciso temer, por isso você está aqui. Para me proteger, certo?

Connor fica sem reação, mesmo Susana falando palavras tão frias, ainda soava gentil e calma. “Creio que mesmo se o mundo desabar, ela ainda será calma e gentil”, pensa. O silencio impera novamente, Connor sem esboçar reação alguma e a princesa com um sorriso esperando por qualquer resposta.

Connor então volta a se sentar ao lado dela no banco.

O céu estava especialmente bonito essa noite, uma brisa fresca soprava do Leste e tudo que estava ali se movia, assim como os cabelos de Susana. Connor se sentia estranhamente inquieto quando ela se aproximava, como se tivesse medo de fazer algo que a desagradasse, mas ainda sim querendo conhecê-la melhor. O rapaz começa outro assunto para acabar com o silêncio constrangedor que se edificava cada vez mais, e para isso ele inicia por elogiar os lírios e rosas vermelhas como sangue que enfeitavam os arredores do banco que os dois dividiam, o que despertou o olhar doce e profundo da princesa, fazendo-o brilhar por um instante.

Enquanto se falavam, Connor não conseguia desviar sua atenção dos olhos de Susana, aquele azul era tão profundo que vez ou outra ele tinha que desviar o olhar para não se perder em seus pensamentos como sempre fazia assim que a via. Outra coisa que despertava o encanto do jovem cavaleiro eram seus cabelos, que à luz de uma tímida lua e das estrelas que pintavam o céu noturno, emanava um brilho dourado opaco deslumbrante, como moedas de ouro brilhando no fundo de uma fonte, cabelo esse que vez ou outra teimava em cair sobre um rosto que para ele era perfeito, liso e delicado, como uma pétala de flor. “Ela faz jus ao seu título de princesa desse reino” pensa consigo mesmo. Mas de repente ele é acordado por um pedido que o deixa novamente sem reação.

— E então cavaleiro, se incomodaria de me acompanhar em uma pequena caminhada pelo jardim? – Pergunta ela.

— Seria uma honra, Princesa Susana – ele responde se levantando e estendendo a mão para ela.

— Me chame apenas de Susana pelo menos por hoje, não gosto desses tratamentos distantes com quem ficará próximo a mim.

O jovem hesita um pouco, mas decide obedecê-la.

— Como quiser, Prin... Digo, S-Susana – diz o jovem cavaleiro sentindo seu rosto começar a queimar.

Ela acha graça novamente na reação do cavaleiro e sorri, então se vira e começa a andar na direção em que o caminho de pedras separava uma seção de flores de outra, indo em direção à borda que separava o jardim de um desfiladeiro formado pela montanha em que o castelo se encontra. Este parecia não ter fim, sumindo na escuridão e reaparecendo em um riacho que dava para um grande lago no horizonte.

A conversa sobre flores logo se transforma em uma conversa sobre o céu escuro da noite e depois em uma rápida prosa sobre a brisa fria que soprava, voltando novamente para flores, tudo enquanto Connor fitava a jovem e sua beleza em segredo.

Durante o trajeto, porém, algo de inesperado acontece. Susana, enquanto andava perto da beirada tropeça e se desequilibra na direção do vazio, Connor por reflexo a segura em seus braços antes que ela caísse.

Os dois ficam assim por um tempo, com o braço de Connor em sua cintura e as mãos da princesa no peito do rapaz. Susana o olha bem de perto nos olhos e diz:

— Que princesa sou eu? Dando preocupações para o guarda real já em sua noite de formatura.

— Não é trabalho Susana, será uma honra protegê-la, mas está bem? – Diz o jovem em um tom calmo em meio a um discreto sorriso.

— Estou bem, obrigada, graças a você.

Os rostos dos dois jovens agora estavam próximos... Talvez... Próximos demais.

Connor estava frente a frente com os olhos que ele tanto admirava, com o rosto que ele tanto lhe encantava e com os cabelos que mesmo caídos de lado no rosto de Susana, ainda brilhavam na noite. Seus pensamentos se perdem no redemoinho dos olhos de um azul mais encantador que o mar e talvez com ela tenha acontecido a mesma coisa. Ambos não sabem bem o que se passa, mas algo prometia estar próximo de acontecer.

Connor abaixa sua cabeça levemente enquanto seus braços apertavam Susana contra seu peito como se possuíssem vida própria, a mulher fecha os olhos lentamente e não resiste, logo seus rostos se encontraram e ele pôde sentir a pressão dos seus lábios e o calor de sua boca, ela tinha um gosto suave, quase doce, uma sensação diferente para ele, tão puro de sentimentos. Os dois ficaram assim por longos segundos, abraçados, sentindo o toque um do outro, compartilhando de cada sensação, até que Susana se afasta, fazendo Connor soltá-la. A princesa vira de costas para Connor e coloca a mão direita na boca, enquanto descansa a outra no busto, em um claro sinal de vergonha, Arkauss também não ficava atrás, sentia seu rosto formigar de tanta vergonha e tinha nítida impressão que poderia queimar um tecido se ele entrasse em contato com seu rosto.

— Eu preciso voltar para os meus aposentos – diz Susana timidamente para terminar o silêncio que se instaurou, sua voz podia ser confundida com o soprar da brisa de tão fraca e suave.

— Eu a acompanho até a entrada do castelo princesa – diz o jovem por não saber mais o que dizer.

Ela aceita o convite do rapaz e os dois caminham em silencio a passos um pouco apressados lado a lado, na direção do portão de entrada do castelo. Assim que atravessam o jardim e encontram o portão, Connor para um pouco antes para se despedir, ainda com muita vergonha. Susana se vira para ele, faz uma reverência segurando o vestido e sorri.

— Vai ser uma honra ser protegida por você Sir Connor Arkauss — diz ela desaparecendo pelo portão.

Connor então fica parado diante do portão, estático, digerindo os momentos que acabaram de acontecer. O vislumbre da beleza de Susana, o jardim maravilhoso em que os dois conversaram como se fossem velhos amigos, aquele acidente que a colocou em seus braços e principalmente o beijo que ele nunca imaginava que existiria, ou que mereceria.

Parado ali ele ainda podia sentir seu calor.

Depois de muito meditar sobre tudo, o jovem foi para a hospedaria onde estava hospedado sob custos do rei. Dentro de pouco iria ver Luna, mas agora sua cabeça estava imersa em um turbilhão de pensamentos, confusa. Assim que chega, retira sua armadura e se deita para dormir. Naquela noite ele não conseguiu sonhar com nada que fizesse sentido, apenas lampejos e coisas sem nexo em sequência. Teria o gato dourado deitado finalmente tomado seu colo?

Notas finais
E então galera, gostaram? Espero que sim, até a próxima, abraços!