Crônicas da Semideusa - A Deusa Perdida
4 Semideuses, sátiros e centauros
Notas iniciais
o que vocês ainda estão esperando pra ler?que eu deseje boa leitura?
Pois então que uma havaiana de pau acerte a sua cabeça enquanto estiver lendo
POV Clarisse:
É. Aquela vaca conseguiu se vingar de mim. Isso realmente não ia ficar assim, mas o Sr. D. fez o favor de me deixar meio maluca, então agora eu não posso mais olhar para a Sara, ou começo a correr em círculos novamente, me impedindo de brigar com ela. Porém ela também ficou meio pirada porque o Quíron saiu da cadeira de rodas e ficou pela primeira vez, na frente dela, em sua forma natural, isto é, de centauro.
POV Sara:
O que era aquilo? Eu até agora não sei bem como aconteceu, mas em um minuto o Sr. Quíron (N/Sara: agora tenho sérias duvidas quanto ao uso do ''senhor''.) (N/Quíron: olhe o respeito menina, é senhor sim!) (N/B: Ou será que é senhora... Ou senhorita... A égua é solteira, garanhões! Que venham os candidatos!) (N/Quíron: VAI LAVAR A LOUÇA POR UM MÊS!) (N/B: *Some nas sombras*.) estava na cadeira de rodas e no outro... Bem, primeiro eu imaginei que ele estivesse montado em um cavalo, depois eu percebi que ele era o cavalo, (N/A: Um cavalo?) tá bom, ele não era necessariamente um cavalo, mas da metade do corpo pra baixo era um garanhão branco (N/A: Ah tá) (N/B: Como você sabe que era um garanhão? Ficou olhando que eu seeeei...) (N/Sara: Uh. Eu. Prefiro. Não. Comentar.).
Minha mente estava a mil, comecei a pensar em coisas do tipo: Como aquilo cabia em uma cadeira de rodas e...
- Que tipo de coisa é... Isso?
POV Annabeth:
- Que tipo de coisa é... Isso? — Perguntou Sara.
- Ele, é um centauro. — Disse eu.
- Muito bem, que está disposto a falar um pouco mais sobre o acampamento para Sara? — Falou Quíron quebrando o silencio que ficou após a minha resposta.
Eu não estava necessariamente disposta a sair mostrando o acampamento a ela e explicando tudo, mas eu já estava acostumada a fazer isso então um campista a mais e um campista a menos...
- Eu quero. — Alguém disse antes mesmo de eu levantar a mão.
POV Sara:
- Eu quero. — Ele respondeu, neste exato momento eu acho que estou ficando tonta porque:
1 — Ele era Nico di Ângelo se oferecendo para me explicar tudo aquilo.
2 — Ele surgiu das sombras.
Comecei a me lembrar da pergunta que o Quíron havia me feito logo que cheguei ''Você gosta de mitologia grega?'', agora eu estava começando a me lembrar de uma das aulas do professor Brunner (N/A: He He' lembraram de alguma coisa?) e as palavras voltaram a minha mente, ele havia falado sobre centauros. Em minha mente começaram a se formar mais pensamentos '' Será que aqueles meninos com calça peluda eram sátiros? E aquelas meninas com o rosto verde, eram ninfas?''
A tontura piorou, comecei a ver tudo turvo e caí... Ou melhor, quase caí, porque bem nessa hora alguém me segurou.
POV Nico:
Percebi a confusão em sua mente, e no instante que ela começou a cair eu a peguei. Ela começou a corar e eu percebi que ainda estava com uma mão em sua cintura e a outra na sua coxa. Mesmo depois de ter posto ela no chão e com equilíbrio de novo, havia a mantido minhas mãos ali. Soltei-a na mesma hora e o Quíron finalmente disse para todos voltarem para as suas atividades, o que não deixou as filhas de Afrodite satisfeitas, mas mesmo assim elas saíram e nos dois ficamos sozinhos por um longo período só olhando um para o outro.
Meus deuses.
Ela era realmente linda.
POV Sara:
Nico ficou alguns segundos a mais com uma mão em minha cintura e a outra em minha perna, fiquei completamente vermelha e ao perceber isso ele me soltou (N/A: OMG!!! Que clima, é nessa hora que vocês se beijam... Tá parei) (N/B: Senãofossemeumanoeupegava...). Quíron ordenou que todos voltassem para as suas atividades e nos ficamos sozinhos ali, simplesmente nos olhando. (N/A: Atenção passageiros, coloquem imediatamente as máscaras porque o amor está no ar) (N/B: Uh? Que dorgas sê fumou, jow? *Dá tapa na própria testa* Sabia que não era bom se envolver com aquele cara, naquele dia, no beco, eu sabia que ele ia voltar e drogar minhas amigas!) (N/Cara: NÃO ME METE NISSO AÍ NÃO, JOW!) (N/B: Beleza, jow, tudo na paaaazzzz... *Soluço*).
- Nico... O que era aquilo? Ele tava na cadeira de rodas e aí... Virou aquela coisa — Disse eu interrompendo o silencio e o clima enquanto apontava pra a coisa tentando parar de corar.
- Olha. Eu vou dizer uma coisa agora e acho que você muito provavelmente não vai acreditar. Por tanto eu preciso que você me prometa que não vai sair correndo, ou gritar comigo, ou me dar um tapa, nem algo do tipo.
- Tá...
- Você é uma semideusa, filha de Nêmesis.
- Eu sou o que? — Falei inclinando a cabeça um pouco para a direita, demonstrando que eu não entendia mesmo.
- Uma semideusa, seu pai nunca lhe contou nenhuma história de que a sua mãe morreu ou foi embora?
- Bem... Ele me disse que a minha mãe morreu. – E me culpava por isso. Completei mentalmente.
- A sua mãe é a Nêmesis, deusa da vingança e da justiça, o que faz de você uma semideusa.
Ok. Vamos supor que eu realmente não esperava isso, eu sou só a Sara, uma menina problemática que vive sendo expulsa dos lugares e eu sei que alguma hora eles vão me expulsar daqui também.
- Vem, vamos dar uma volta — Disse ele me oferecendo a sua mão.
POV Nico:
Estávamos andando pelo acampamento, e mesmo sendo perigoso, entramos na floresta. Comecei explicando para ela sobre deuses e antigas histórias gregas, em determinado momento uma ninfa dos bosques passou por nós e Sara perguntou o que era aquilo.
- Aquela é uma ninfa dos bosques, elas são, hum... Espíritos das árvores. – Falei sinalizando para a ninfa sair. Acho que ela entendeu por que bem nessa hora, desapareceu em uma nuvem esverdeada (A ninfa, não a Sara.).
- Então... Sátiros também existem?
- Sim, sim claro! — Ela estava começando a entender.
Continuamos, conversando e andando pela floresta e chegamos em um espaço amplo, onde dava pra ver o céu com todas as estrelas. Ficamos ali, fomos chegando cada vez mais perto um do outro, mais perto, mais perto, agora a minha boca estava a centímetros da dela e nós nos olhávamos intensamente. (N/A: Adoro interromper em momentos importantes, mas CALMA, NÃO ME MATEM!) (N/B: AQUILO É UMA AVAIANA DE PAU? *Traumatizada* ; *Foge*) Ouvimos um rugido nada amigável. Um monstro, com certeza estava próximo. Amaldiçoei-o baixo, em grego antigo, peguei minha adaga e no momento que ele apareceu virou uma nuvem de pó amarelo.
- Que diabos...?
- Um monstro. Nunca ande pela floresta, é perigoso...
- Não foi você quem me trouxe aqui? — Disse ela.
- Bem... Foi, mas é que... — Ela começou a rir, sua risada era linda, comecei a rir também.
POV Grover:
Já era tarde, comecei a ouvir risadas dentro da floresta, fui me aproximando e vi um Nico com uma menina desconhecida, porém extremamente parecida com ele.
- Nico? O que lhe traz aqui está hora? — Perguntei.
- Aaaaaaah — A menina gritou quando me viu.
POV Nico:
- Aaaaaaah — Gritou Sara
- Ah, oi Grover, bem essa é Sara, Sara esse é...
- Um sátiro? — Ela perguntou ainda um pouco assustada.
- Graças aos deuses! — Grover disse levantando os braços dramaticamente. — Uma das poucas que me reconheceu como um sátiro. A maioria me chama de bode quando me vê pela primeira vez... Só se for bode mesmo... — Exclamou.
- Bem... É Sara, esse é Grover, sim, um sátiro. — Respondi.
- Mas você ainda não me respondeu Nico, porque está aqui uma hora dessas?-Perguntou Grover novamente.
- Ele veio me explicar sobre o acampamento, eu fui reclamada hoje e ainda não sabia sobre os semideuses, muito menos imaginava que sou uma. — Respondeu Sara.
- Que horas são? –Perguntei.
- Deve ser por volta de meia noite. — Disse Grover.
- Nossa! O tempo passou rápido demais, Sara acho melhor a gente continuar amanhã.
- Tudo bem, eu também não imaginei que fosse tarde assim. — Ela respondeu.
- Nesse caso, boa noite para vocês, e prazer em conhecê-la Sara. — Despediu-se Grover, já entrando na floresta.
Eu guiei Sara para fora da floresta e levei-a para o chalé de Nêmesis, os seus pertences já estavam lá dentro e nós ficamos na porta.
- Nico. – Ela virou-se para mim. — De quem você é filho?
Fiquei com medo de que ela não gostasse da resposta, mas ainda assim respondi.
- De Hades.
Ela não pareceu se importar com o fato de eu ser filho do deus dos mortos. Desejei para ela uma boa noite e quando eu estava saindo ela me chamou e me deu um beijo.
Sim. Um Beijo. Eu sentia suas mãos em meus cabelos, e puxei sua cintura, como uma forma de aprofundar nosso beijo. Eu não acreditava. Estava beijando Sara. Com um pequeno baque, prensei-a na porta enquanto subia uma de minhas mãos para seu cabelo, deixando a outra pousada em sua cintura. Pela falta de ar, separamo-nos ofegantes.
Olhei seu rosto corado e, sorrindo internamente, dei um beijo em sua bochecha e desejei boa noite novamente.
E eu tinha certeza de que nunca mais ia esquecer seu gosto de chocolate.
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