Crônicas Do Olimpo - A Batalha Do Labirinto
21 O Acampamento inteiro em luto
Notas iniciais
Havia uma jangada na beira da praia esperando por nós.
Eu não sei explicar como eu e Jake ficamos, depois do "acontecimento" conosco, eu me perguntei como tínhamos ficado, eu não podia evitar corar quando ele olhava para mim e sorria, como se estivesse lembrando. Enfim, não sabia quanto tempo havia se passado, mas ficamos tempo suficiente até que estivéssemos em condições de andar.
A jangada tinha três metros de toras amarradas junto com um poste como mastro e uma simples vela de linho branca. Não parecia como se estivesse em condições de navegar pelo mar, ou pelo lago.
– Isto os levará para onde vocês desejarem. — informou Calipso. — É bem seguro.
Jake assentiu.
– Bem... Até, então. — disse ele.
Calipso sacudiu a cabeça.
– Não se pode encontrar Ogígia duas vezes. — disse ela, depois ela virou para mim e sorriu. — Boa sorte Megan, vai precisar.
Ah, eu sabia. Mas consegui sorri de volta.
– Obrigada. — falei. — Por tudo.
Nós entrei na jangada. Imediatamente ela começou a se afastar do litoral. Em alguns minutos a ilha de Ogígia ficou perdida na neblina. Eu estava navegando sozinho sobre a água na direção do pôr do sol. Então eu disse à jangada o que fazer. Eu disse o único lugar que pude pensar, minha casa:
– Acampamento meio-sangue. — falei. — Nós leve para casa.
E assim fomos. Me sentei na superfície da jangada enquanto a mesma nos guiava para o acampamento, talvez demorasse um pouco. Jake se sentou ao meu lado. Não trocamos muitas palavras durante um tempo, passamos muito tempo em silêncio até que eu disse:
– Esta bravo comigo? — perguntei.
– Não. — ele franziu a testa confuso. — Por que estaria?
Dei um meio sorriso.
– Nada, bobagem. — falei, soltei um longo suspiro. — Então... O que faremos a seguir?
Ele pareceu pensar por um instante, então ele bufou irritado.
– Iremos atrás daquele mortal irritante. — disse ele revirando os olhos.
Eu sorri marotamente.
– Jake Turner, esta com ciúme? — perguntei.
Ele bufou de novo.
– Não diga besteiras.
– C-I-Ú-M-E-S — soletrei do mesmo jeito que ele havia feito comigo algumas noites atrás.
– Acho que eu vou tentar te afogar de novo...
– Não pode fazer isso, eu não me afogo. — deu língua para ele.
– Convencida... — disse ele.
– Idiota. — disse eu.
– Cabeça de Alga.
– Cabeça de Javali.
Paramos por um instante olhando um para o outro, e rimos. Estranhamente, mesmo no meio daquela missão e tudo mais, estávamos nos sentindo felizes, de certo modo.
Horas depois, nossa jangada foi levada até o Acampamento Meio-Sangue. Como nós chegamos lá, não faço ideia. Em algum ponto a água do lago simplesmente mudou para água salgada. O familiar contorno da costa de Long Island apareceu à frente, e um amigável casal de grandes tubarões brancos veio a tona e nós guiou até a praia.
O acampamento parecia deserto quando chegamos. Era fim de tarde, mas a classe de arco e flecha estava vazia. A parede de escalada soltava lava e balançava por conta própria. Pavilhão: nada. Chalés: todos desocupados. Então eu vi fumaça subindo do anfiteatro. Era muito cedo para a fogueira, e não achei que eles estavam assando marshmallows. Corremos para lá
Antes mesmo de chegar lá ouvi Quíron fazendo um anúncio. Todos olhavam em silêncio, Beatrice Rosetti assoava o nariz em um lenço rosado, pela primeira vez eu vi Connor e Travis Stoll mais sérios do que nunca como se todas as pegadinhas do mundo tivessem perdido o total sentido para eles. Quando entendi o que Quiron estava dizendo, eu empaquei no lugar. Jake parou no mesmo instante.
– São... Mortalhas? — perguntou Jake.
– Quieto. — falei.
– ... assumindo que eles estejam mortos. — disse a voz de Quiron. — Depois de um silêncio tão longo, é improvável que nossas preces serão atendidas. O campista, Haley, indeterminado. Se coloca como voluntário para fazer as honras finais a Megan Jackson, e Clarisse La Rue. A Filha de Ares para Jake Turner.
Um pequeno garotinho de 12 anos com cabelos loiros e olhos azuis hipnotizantes se colocou a frente, havia um corte em sua bochecha e parecia recente. Havia uma bainha ao redor da sua cintura aonde estava uma pequena adaga. Haley... O triste garotinho indeterminado desde os sete anos em que viveu no acampamento.
Nós fomos para a parte de trás do anfiteatro. Ninguém nos notou. Todos eles estavam olhando adiante, assistindo Haley pegar um longo pano de sepultamento de seda verde, com um tridente bordado, e jogar nas chamas. Logo e, seguida foi Clarisse logo atrás de Haley jogando um longo pano de sepultamento vermelho com uma lança e uma cabeça de javali bordado, o mesmo foi transformado em cinzas.
– Eles morreram como heróis. — disse Quiron.
– É, eu sei que nós somos incríveis. — eu falei.
– Sim, são mesmo. — respondeu Quiron. — Espere ai...
Então agora ele pareceu nos notar ali, eu e Jake riamos enquanto todos nos olhavam assustados, Cabeças se viraram. Pessoas ofegaram.
– Megan! Jake! Vocês estão vivos! — sorriu Beckendorf.
– Como isso é possível?! — exclamou Kim do chalé de Hefesto.
Um grupo de outras crianças se aglomerou ao nosso redor. Ouvi algumas maldições do chalé de Ares, mas Clarisse só rolou os olhos, como se ela não acreditasse que nós tivemos a cara de pau de sobreviver.
Quíron se aproximou e todos abriram caminho para ele.
– Bem – ele suspirou com um óbvio alívio. – Eu não acredito que já tenha ficado tão feliz em ver um campista retornar. Mas vocês precisam me contar...
– ONDE HADES VOCÊS ESTAVAM?! — berrou o pequeno Haley.
– Ei! Não coloca o meu tio nisso, ele não tem culpa de nada. — falei.
Jake riu.
– O que importa é... — ele se virou para Quiron. — Temos um jeito de viajar pelo labirinto...
– E... Acho que você não vai gostar muito. — acrescentei.
– Nem eu gostei muito. — disse Jake para mim.
– Talvez devêssemos discutir isto em algum lugar mais reservado, não acham? — perguntou Quiron. — O resto de vocês, de volta para suas atividades normais!
Sem nos esperar protestar, ele apanhou facilmente Jake e a mim como se fôssemos gatinhos, nos atirou em cima de suas costas, e galopou para a Casa Grande.
Nós contamos a ele a história inteira. Exceto a parte do beijo... É claro... Tipo, acho que isso não importava muito. E eu já fiquei corada só de pensar no momento. Eu expliquei como causei a explosão no Monte Sta. Helena e fomos jogados para fora do vulcão. Fomos parar na ilha de Calipso. Então Hefesto me achou e me disse que nós poderíamos sair dali. Uma jangada mágica nós trouxera de volta para o acampamento.
– Entendo. — disse Quiron não me parecendo muito surpreso. — Mas... Sobre o modo de viagem pelo acampamento...
– Bem, eu meio que já sabia. Mas agora eu já entendi. — falei. — Precisamos de um mortal.
Jake revirou os olhos.
– Megan, eu já disse que isso é loucura.
Quíron se ajeitou em sua cadeira de rodas e acariciou sua barba.
– Há precedentes, de qualquer modo. Teseu teve a ajuda de Ariadne. Harriet Tubman, filha de Hermes, usou vários mortais em sua Ferrovia Subterrânea só por essa razão.
– Nessa missão, tudo o que um mortal pode fazer é atrapalhar. — disse Jake irritado.
– Jake, se acalme. — falei segurando sua mão. — Não tem outro jeito, é difícil admitir... Mas precisamos da ajuda de Denver...
– Daniel. — corrigiu Jake, até ele com isso?
– Daniel. — corrigi.
Mas ele parecia muito distraído brincando com meus dedos, afastei minha mão assim que percebi o que eu fiz.
Quiron sorriu para nós, com um olhar do tipo: Eu-sei-de-tudo-o-que-vocês-acham-que-eu-não-sei.
– Pela manhã Argos levará vocês dois para Manhattan. E... Aliás, achei que devessem saber, você estava certa, Megan. Quintus desapareceu.
– Desapareceu? Como? Como assim? — perguntou Jake confuso.
– Três noites atrás ele deslizou para dentro do Labirinto. Juníper e Emily o viram indo. Parece que você estava certa sobre ele.
– Ele é um espião do Luke. — falei.
Eu havia contado a Quíron sobre o Rancho Triplo G – Como Quintus havia comprado os escorpiões lá e Geríon estava abastecendo o exército de Cronos.
– Não pode ser coincidência. — completei.
Quíron suspirou fortemente.
– Tantas traições. Eu esperava que Quintus se provasse um amigo. Isso significa que meu julgamento foi ruim.
– E quanto a Sra. O'Leary? – perguntei.
– O cão infernal ainda está na arena. Não deixa ninguém se aproximar. Eu não tive coração para colocá-la em uma jaula... ou destruí-la.
– Quintus não iria deixá-la assim. — disse Jake.
– Como eu disse, nós estávamos errados sobre ele. Agora, você deve se preparar para a manhã.
– Certo.- falei. — mas... Enquanto a Tyler e a Hansel?
Quiron contemplou a lareira vazia.
– Não sei, criança. — disse ele. — Emily, a ninfa. Esta muito perturbada ultimamente. Todos os seus ramos estão ficando amarelos. O Conselho dos Anciões do Casco Fendido revogou a licença de Hansel in absentia. Assumindo que ele volte vivo, eles o forçarão a um exilo vergonhoso. – Ele suspirou. – Hansel e Tyler são cheios de recursos, porém. Nós ainda temos esperança.
Mesmo assim, aquela última frase não me reconfortou.
– Megan... — Jake tentou me chamar, mas eu virei e passei pela porta, ouvi Jake murmurar algo para Quiron, mas não fiquei o suficiente para ouvir.
No instante seguinte eu me encontrei na lateral do chalé de Poseidon, de frente a uma lápide, aquele lugar no qual eu sempre visito. Todo dia no acampamento.
Perseu Joshua Jackson
Amado Irmão e Filho
"Coragem, Lealdade e Força"
Era isso o que dizia a lápide.
Suspirei e comecei a falar:
– Foi culpa minha. — falei. — É sempre culpa minha... Eu deixei eles irem... Deixei você ir... Eu sou fraca Percy, por que não me deixou morrer? Seria melhor se fosse você aqui no meu lugar...
– Não penso assim.
– Eu sei... Imaginei que... — hesitei — Percy?
– Octavian.– corrigiu a voz, me virei e vi o garoto alto e magricela.
– Ah, o assassino de bichinhos de pelúcia. — falei.
– E Megan Jackson, assassina de fontes. — disse ele, se sentando no meu lado e colocando diante a lápide de Percy, um tufo de tulipas.
– Achei por aqui perto. — disse ele.
Eu dei um meio sorriso.
– Valeu. — falei.
– Eu sabia que você estava viva. — disse Octavian. — Fiquei confuso sobre o que sentir, digo... Alguns deuses a queriam viva, outros... Bom...
– Eu já sei. — eu o cortei. — E... Tem andado assassinando muito bichinhos de pelúcia?
– Você é muito superficial. — resmungou ele.
– Desculpe. — eu disse rapidamente.
Ele ainda estava como sempre, não havia mudado muito, continuava um garoto sem emoção no rosto. Ele ainda era um mistério para mim e para muitos ali, ficamos um bom tempo em silêncio, até que eu disse:
– Então... De onde você é... Exatamente? — perguntei.
Ele continuava olhando para as tulipas amarelas diante da lápide.
– Como imaginei. — disse ele se erguendo do chão. — Você ainda se pergunta sobre mim, acho que isso todos querem saber... Sabendo a vontade dos deuses, eu não confio e nem desconfio de você, Megan Jackson. Você deveria fazer o mesmo quanto a mim e seu destino.
Franzi o cenho.
– O que meu destino tem haver com..
– Quero dizer que, se não for cautelosa, seu destino pode acabar como minha coleção de pelúcias. — disse ele sombrio.
Ele retirou do bolso uma pequena miniatura de uma zebra de pelúcia, ele sacou sua faca e enterrou-a no meio da barriga da zebra de pelúcia largando o mesmo no chão, Octavian desapareceu na distância. Me deixando sozinha com uma lápide e uma zebra de pelúcia com um tufo de enchimento escapando da costura.
Tinha que admitir que, as vezes Octavian me dava uma pontada de medo. Mas eu acreditei nele, realmente se eu não fosse cautelosa, eu mesma acabaria como aquela zebra.
Antem do jantar eu caminhei até a arena de esgrima, e lá estava a Sra. O'Leary — um enorme monte preto e peludo. — mascando as orelhas de um boneco guerreiro.
Quando ela me viu, latiu e veio saltando em minha direção. Achei que eu fosse virar biscoito de cachorro, só tive tempo de dizer:
– Ei!
Antes que ela me fizesse rolas e começasse a lamber minha cara. Eu só fico molhada quando quero, porém acho que isso não contava quando o caso era saliva de cachorro.
– Ei, garota. — falei. — Não consigo respirar! Saia de cima de mim...
Depois de muito tempo eu consegui faze-la desgrudar de mim, e comecei a coçar sua orelha.
– Onde esta seu dono, hein? — perguntei. — Como ele pôde simplesmente te deixar aqui, hum?
Ela choramingou como se quisesse saber disso também. Eu estava pronta para acreditar que Quintus era um inimigo, mas ainda não conseguia entender porque ele deixou a Sra. O'Leary para trás. Se havia alguma coisa que eu tinha certeza, era que ele realmente se importava com o seu mega-cão.
Eu estava pensando sobre isso e tirando a baba de cachorro da minha cara quando uma voz de garota disse:
– Você tem sorte dela não ter arrancado sua cabeça. — disse.
– Clarisse. — cumprimentei.
Clarisse estava do outro lado da arena com sua espada e escudo.
– Vim aqui para praticar ontem – resmungou. – E ela tentou me mastigar.
– É, ela é inteligente. — eu disse.
– Engraçadinha.
Ela veio para perto de nós. Sra. O'Leary rosnou, mas eu bati levemente em sua cabeça e a tranquilizei.
– Cão estúpido. — disse ela. — Não vai me impedir de treinar... Mas diga, o que há com você e o meu irmão?
Clarisse fez um círculo em volta da arena. Quando ela foi pra cima do boneco mais próximo, ela atacou cruelmente, cortando sua cabeça fora em um único golpe e perfurando o estômago com a espada.
Eu pensei um pouco antes de responde-la.
– O que quer dizer? — a arte de responder uma pergunta com outra pergunta...
Ela retirou a espada e continuou andando.
– Esquece... — disse ela me fitando. — Não é da minha conta.
Ela suspirou.
– Quero te pedir um favor.
Dei de ombros.
– Diga.
– Quando encontrar Dédalo. — ela hesitou. — Mate-o.
Eu a fitei por um momento.
– Clarisse, eu...
– Porque alguém faria algo como o Labirinto, Megan? Essa pessoa é má. Claramente má. Merece morrer...
Por um segundo ela me lembrou Eurítion, o vaqueiro, seu muito mais velho meio irmão. Ela tinha o mesmo olhar duro em seus olhos, como se tivesse sido usada nos últimos dois mil anos e estivesse ficando cansada disso. Ela embainhou sua espada.
Ela já estava indo quando eu disse:
– O que aconteceu? — perguntei. — É algo haver com Chris Rodriges?
Ela olhou para mim como se eu fosse seu próximo alvo. A Sra. O'Leary rosnou. Desejei ter ficado de boca fechada.
– Clarisse! — ouvi outra voz.
Jake Turner havia acabado de entrar na arena.
– Eu soube do Chris. — ele arfou recuperando o folego. — Mas não precisa tentar matar minha namorada.
– Relaxa, maninho. — respondeu Clarisse. — Estávamos apenas conversando. O tempo de praticar acabou. A partir de agora, vai ser de verdade.
Ela saiu pisando duro da arena, e quando ela desapareceu eu fitei Jake por um longo tempo.
– Namorada? — repeti.
Jake corou.
– Bem, quem beija daquele jeito não pode se chamar de amiga, não é?
Eu não respondi, apenas combinei com ele porque eu também fiquei vermelha.
– Você tem que parar com isso. — falei. — Não posso ficar corando toda hora.
Ele riu.
– Mas você não negou que é minha namorada. — disse ele.
Eu suspirei.
– Eu... E-eu... — suspirei. — Por que você sempre faz isso comigo?!
– O que eu fiz?
– Eu fiquei sem fala! — admiti. — Ah! Droga...
Ele riu.
– Mas você ainda não negou. — disse ele.
– Acho que sim... — suspirei, ele sorriu. — Mas, o que aconteceu com Chris?
O sorriso dele se dissolveu.
– Ele está na enfermaria agora, muito fraco para se mover. — contou. — Quiron teve que ordenar que Clarisse voltasse a seguir seu horário, pois ela estava ao lado de sua cama constantemente. Ele não responde a nada. Não come nem bebe. Nenhum dos remédios de Quiron ajuda. Ele simplesmente perdeu a vontade de viver.
Eu estremeci. Apesar de todos os desentendimentos que tivera com Clarisse, eu me senti péssima por ela. Ela tentou tanto ajudá-lo. E agora que eu estivera no Labirinto, pude entender porque foi tão fácil para o fantasma de Minos levar Chris a loucura. Se eu estivesse vagando por lá sozinha, sem meus amigos para ajudar, eu nunca conseguiria sair.
– Foi Minos. — falei.
– Sim, eu sei. — disse ele. — Nós vamos dar um jeito nisso tudo. A gente sempre dá.
Eu assenti. Ele se aproximou de mim e colocou uma mecha teimosa atrás da minha orelha.
– Vamos, está na hora do jantar. — ele me puxou pelo pulso para fora da Arena.
A Sra. O'Leary voltou a mastigar as orelhas do seu boneco guerreiro (eu realmente não queria estar no lugar dele...) Eu estava avoada demais pensando no caso de Chris, era por isso que Clarisse queria que eu matasse Dédalo? Pela primeira vez, tive pena de Clarisse, depois de conhecer Jake direito descobri que os filhos de Ares não pensavam apenas em guerra. Até mesmo o deus da guerra pode se apaixonar. Falando nisso, enquanto seguíamos nosso caminho ouvi Jake murmurar:
– Namorada...
Para minha sorte, Jake não viu. Mas eu admito que não pude evitar sorrir.
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