Crônicas Do Olimpo - A Batalha Do Labirinto
2 Lar Doce Lar... Ou Algo assim
Notas iniciais
– Eu não costumo matar meninas... Mas o sangue de semideuses é raridade...
Um fato sobre os monstros : Eles amam brincar com comida. Não ligam nem se vai lhes dar digestão, fome sempre fala mais alto para eles, no caso daquelas... Hum... Empousas, a sede era pior.
Tammi olhava para Daniel (Lay: Acertei o nome da coisa!) de forma faminta enquanto se aproximava lentamente de nós com suas presas a mostra.
- Deixe ela de lado. — disse Tammi. — Ela só esta com ciúmes... Agora, venha e me dê aquele beijo.
Daniel parecia assustado e com nojo, já senti os dois ao mesmo tempo, não é muito legal não. Eu finalmente destampei Anaklusmos e apontei para a vampira-lobisomem-de-metal e a ataquei, ela recuou. Tammi tentou se desviar da minha lâmina mais uma vez, mas eu rodopiei e a chutei, ela vacilou e eu disse:
- Eu realmente não acho que você faça o tipo dele. — então eu a fatiei ao meio através do seu uniforme de líder de torcida, e com um grito horrível ela explodiu em poeira sobre Daniel que gemeu:
- Que droga é essa?!
- Monstros fazem isso... Desculpe. — falei dando de ombros.
– Você matou minha estagiária! – Kelly gritou. – Você precisa de uma lição sobre espírito escolar, meio-sangue!
Então ela também começou a mudar. Seu cabelo crespo se tornou chamas cintilantes. Seus olhos se tornaram vermelhos. Suas presas cresceram. Ela se voltou para nós, seu pé de bronze e sua pata galo-Pãdo desigualmente no chão da sala de música.
– Eu sou a empousa mais velha – ela rosnou. – Nenhum herói me derrotou em mil anos.
- Então você já passou da validade. — falei.
Kelli era muito mais rápida que Tammi. Ela se esquivou do meu primeiro golpe e rolou para a seção dos metais, derrubando uma fileira de trombones com um tremendo estrondo. Daniel saiu do caminho, eu me coloquei entre ele e a empousa.
Kelli olhava de mim para a espada, depois ela deu uma risada seca.
- Pobrezinha... Nem ao menos faz ideia do que esta acontecendo...
Hesitei.
- O que quer dizer?
Ela sorriu mostrando suas presas afiadas.
- Logo, seu lindo acampamentozinho estará em chamas, seus amigos serão escravos do Senhor do Tempo, e não há nada que você possa fazer para impedir. Seria misericordioso terminar sua vida agora, antes que você tenha que ver isso.
Isso não ia acontecer...
Pelo menos era o que eu queria acreditar depois que ela disse o nome de Cronos, o titã do tempo. Eu queria me convencer...
Do corredor, eu ouvi vozes. Um grupo do tour estava se aproximando. Um homem estava dizendo alguma coisa sobre combinações de armários.
Os olhos da empousa se iluminaram.
- Perfeito! Nossos convidados se aproximam!
Ela pegou uma tuba e jogou em mim. Daniel me puxou para desviar da tuba. A tuba passou por cima de nossas cabeças e quebrou o vidro da janela.
As vozes no corredor morreram.
- Megan! — Kelly gemeu como se estivesse com medo. — Por que você jogou aquilo?!
Estava muito confusa para responder. Kelly pegou um stand de música e golpeou uma fila de clarinetes e flautas. Cadeiras e instrumentos musicais caíram no chão.
- Pare! — eu gritei para ela.
As pessoas estavam correndo pelo corredor agora, vindo em nossa direção.
- Acho que tem alguém na porta! — ela cantarolou.
Kelly arreganhou suas presas e foi correndo para a porta. Eu fui atrás dela com Contracorrente. Eu tinha que impedi-la de machucar os mortais.
- Megan! Espere! — ouvi Daniel gritar atrás de mim.
Mas eu não percebi o que Kelly ia fazer até que fosse tarde demais. A Empousa se arremessou abrindo as portas. O Professor de inglês : Paul Blofis e um bando de calouros deram um passo pra trás em choque. Levantei minha espada. No último segundo, a empousa se virou para mim como uma pobre vítima.
– Oh não, por favor! – ela chorou.
Eu não pude parar minha lâmina. Já estava em movimento. Pouco antes do bronze celestial atingi-la, Kelly explodiu em chamas como um coquetel molotov. Ondas de fogo espirraram sobre tudo. Eu nunca vira um monstro fazer aquilo antes, mas eu não tive tempo de pensar sobre isso. Daniel Kane me puxou para longe assim que chamas engoliram a porta.
- Megan? — Paul Blofis parecia completamente atordoado, olhando para mim através do fogo. – O que você fez?
Garotos gritavam e corriam pelo corredor. O alarme de incêndio disparou. Os regadores do teto ganharam vida.
- Oh... óchi... — qualquer pessoa poderia pensar que eu tinha espirrado, mas na verdade eu disse algo como "Oh, droga!"
- Você tem que sair daqui! — Daniel exclamava para mim.
Ele estava certo. A escola estava em chamas e eu seria responsabilizada. Mortais não podem ver através da Névoa corretamente. Para eles iria parecer que eu acabara de atacar uma indefesa líder de torcida na frente de um grupo de testemunhas. De forma alguma eu conseguiria explicar isso.
Eu me afastei do Professor Blofis e corri para a janela quebrada da sala de música.
Foi pura adrenalina? Não, tá mais para pânico, era estranho pensar, mas eu tinha mais medo do pensamento dos mortais do que dos monstros... Tá, acho que eu disse exatamente algo tipo isso, eu não sei, mas enfim, eu não sei porque eu estava eufórica, já tinha colocado fogo em uma escola antes.
Eu irrompi para fora do beco na 81 leste e dei de cara com Jake, o filho de Ares.
- Eu ouvi os alarmes, o que você fez? — Também te amo Jake... (Estou sendo irônica, tá?)
- Duas líderes de torcida com pernas peludas de metal e olhos vermelhos e presas! Uma dela pegou fogo e a outra foi desintegrada. — falei o mais rápido que pude.
- Empousas, você quer dizer?
- É... Isso ai.
Ele agarrou meus ombros para evitar que eu caísse na rua.
- Pelo menos, elas se afastaram... — ele disse. — Missão cumprida. Podemos voltar...
Então Daniel Kane, ainda coberto de poeira de monstro, saiu do beco exigindo, gritando:
- Megan! Espere!
Por um momento Jake parecia de bom humor — o que é raro para um filho de Ares. — então quando ele viu Daniel ele voltou ao normal. Ele encarou Daniel e depois olhou para mim. Ainda segurando meus ombros.
- Quem é esse?
- Ah... Daniel. Jake. Jake... Daniel. — eu ainda recuperava o folego. - Ele é... Um amigo, eu acho...
- Ah... É seu namorado? — Daniel perguntou.
Eu já ia dizer que não quando Jake disse:
- E se for?
- Ah, nada. Problema nenhum. — não sei o que Daniel pensou, mas então ele se virou para mim. — Você esta com problemas grandes. E ainda me deve uma explicação do que raios aconteceu lá.
- Não diga Raios. — falei, eu sempre estremecia lembrando da minha primeira aventura.
Sirenes de carros de polícia soaram na FDR Drive.
- Megan. — Jake disse friamente. — Devemos ir, agora.
Então Daniel agarrou minha mão enquanto Jake agarrava outra.
- Espere! Quero saber mais sobre semideuses. — disse ele. — E essas coisas que eu consigo ver. E monstros. E esta coisa sobre os deuses. Você tem telefone? Pode me dar o seu numero.
- Não, ela não pode. — disse Jake seco. — Vamos, Megan.
- Então eu dou o meu! — exclamou Daniel pegando um marcador azul permanente e escrevendo um numero de telefone da minha mão. — Você vai me ligar e explicar, ok? Você me deve isso. Agora vá.
- Mas... — comecei.
- Eu invento alguma coisa para eles. Eu vou dizer a eles que não foi sua culpa. Vá!
Ele se virou e correu de volta para a Goode. Jake me olhou como quem pede uma explicação então ele correu me puxando junto, até que nos paramos em um beco escuro.
- Quem era ele?
- Já disse. Daniel Kane. — falei.
- Você contou para ele sobre nos! Como pode fazer isso?! — ele parecia... zangado?
- Eu não tenho culpa se ele consegue ver através da Névoa! — exclamei e isso o pegou de surpresa.
- Isso não justifica nada! — sua voz ecoou no beco.
- Não grite comigo! — exclamei. — O que mais eu poderia dizer a ele? Ele me reconheceu da represa Hoover...
- Espere um instante... — ele parecia ligar os pontos. — Você já o conhecia antes?
- Sim e não... do inverno passado. Mas sério, eu mal o conheço! Não tenho nenhuma ligação e... Por que estou explicando isso para você?
- Como assim? Você me deve uma...
- Não importa agora, temos que voltar logo para o acampamento! A Empousa disse algo sobre Cronos, e o acampamento pegar fogo... E Você não tem direito de jogar a culpa para cima de mim!
Ele parecia confuso e pálido mesmo no escuro.
- Certo, tem razão... Sobre voltar e a culpa. — ele suspirou irritado, eu sabia que ele odiava estar errado. — Vamos logo.
Eu já tinha protestado sobre a ideia de Jake mais ou menos o caminho inteiro, mas não tínhamos escolha, Jake pegou um dracma no bolso e o jogou no asfalto, o mesmo afundou como se tivesse sido jogado na água. E com as palavras certas apareceu diante de nos em um segundo, o Táxi das Irmãs cinzentas.
- Ah... Vocês de novo. — disse a da janela.
Jake ignorou e me puxou para dentro do banco de trás.
- Acampamento Meio-sangue. Rápido!
Então nós fomos na velocidade na luz.
Meia hora depois estávamos subindo a colina meio-sangue na direção do Pinheiro de Thalia, aonde jazia o velocino de ouro (longa história) protegido por um dragão chamado por Sr. D de Pelé, mas o nome dele era Peleu.
- Então, já descobriu o paradeiro de Nico? — outra longa história.
- Não... Ele parece simplesmente ter sumido do mapa. Você sabe...
Suspirei meio preocupada com o garoto que queria me matar, ele deveria estar com onze anos agora, com o mesmo desejo de antes quando eu lhe contei sobre sua irmã, Bianca. E da sua morte.
- Me pergunto se Hansel já chegou... Será que ele teve alguma sorte? Na busca de Pã?
- Isso você terá que perguntar para ele.
Então Jake apontou para ao longo da colina. Sentado na grama estava o sátiro Hansel. como se esperasse por nos, assim que ele nos viu correu com um grande sorriso no rosto.
- Vocês estão vivos!
- Acho que isso era para ser bom. — falei. — Bom te ver, Menino-jegue.
Abaixo de nós o Acampamento Meio-Sangue parecia pacífico – campos verdes, floresta, construções gregas brancas reluzentes. Uma casa de fazenda de quatro andares que chamávamos de Casa Grande situada altivamente no centro dos campos de morango. Ao norte, depois da praia, o estreito de Long Island brilhava à luz do sol.
Ainda assim... algo parecia errado. Havia tensão no ar, como se a própria colina estivesse prendendo a respiração, esperando algo ruim acontecer.
Descemos o vale e encontramos o acampamento de verão em plena atividade. Grande parte dos campistas chegara na última sexta-feira, então eu já me sentia deslocado. Os sátiros estavam tocando suas flautas nos campos de morango, fazendo as plantas crescerem com mágica dos bosques. Campistas estavam tendo aulas de montaria, passando sobre as árvores em seus pégasos. Fumaça subia das fornalhas, e martelos retiniam enquanto garotos faziam suas próprias armas para Artes & Ofícios.
e Demeter estavam apostando uma corrida de bigas em torno da pista, e no lago de canoagem alguns campistas em um trirreme grego lutavam com uma serpente marinha grande e laranja.
Um típico dia no acampamento.
- Clarisse já chegou da missão? -perguntou Jake para Hansel.
- Sim... Por que você...
- Vejo vocês mais tarde...
Então ele se virou e correu provavelmente a procura da irmã. Estranhei a atitude é claro, depois que Jake começou a andar comigo, Clarisse implicava com ele, ele se irritava, as vezes eles tentavam se matar... Ninguém se preocupava. Alguns irmãos são assim.
Clarisse, do chalé de Ares, era uma das pessoas de quem eu menos gostava. Ela era uma miserável e ingrata valentona. Seu pai, o deus da guerra, queria me matar. Ela tentava me massacrar regularmente. Fora isso ela era ótima.
Hansel tocou uma nota nova em sua flauta de bambu,
- Acho melhor você ir logo. — disse ele. — Beatrice vai começar com a inspeção pelos chalés e sei que você não é a pessoa mais organizada que conheço.
- É bom falar com você também, te vejo depois. — falei dando as costas para Hansel e o deixando sozinho tocando sua flauta.
Enquanto eu andava pelo acampamento, cumprimentei alguns amigos. Na estrada para a Casa Grande, Connor e Travis Stoll do chalé de Hermes estavam fazendo ligação direta na caminhonete do acampamento. Vi Haley — o indeterminado que já estava com doze anos de idade — ele acenou para mim e eu acenei de volta.
Eu estava bem irritada com o comportamento de Jake... E quando eu estou irritada eu vou para a arena de esgrima.,aonde eu geralmente vou quando estou de mau humor. Praticar com a espada sempre me acalma. Talvez porque esgrima seja uma coisa que eu realmente consiga entender. Eu entrei no anfiteatro e meu coração quase parou. No meio da arena, de costas para mim, estava o maior cão infernal que eu já tinha visto.
Digo, eu já vi uns cães infernais bem grandes. Um do tamanho de um rinoceronte tentou me matar quando eu tinha doze anos. Mas este cão era maior que um tanque. Eu não fazia ideia de como ele tinha passado pelas fronteiras mágicas do acampamento. Ele parecia em casa, deitado de barriga, rosnando contente enquanto mascava a cabeça de um boneco de treino. Ele não havia me notado ainda, mas se eu fizesse barulho sabia que ele me perceberia. Não havia tempo para buscar ajuda. Eu destampei Anaklusmos e corri para o combate.
Eu levei a espada para baixo, nas enormes costas do monstro, quando, vindo do nada, outra espada bloqueou meu golpe.
CLANG!
O cão infernal levantou as orelhas. “WOOF!”
Eu pulei para trás e instintivamente ataquei o espadachim – um homem grisalho em uma armadura grega. Ele desviou meu ataque sem problemas.
- Ei! Calma! Trégua! — ele ergueu a mão.
Suspirei ofegante, o cara era bom.
- Para uma garota você até que luta bem, mas não me parece filha de Ares. — disse ele.
- Isso é um cão infernal! E isso... — apontei para ele. -Me magoou, é machismo! Sou filha de Poseidon.
- Entendo. — disse ele. -Mas não ligue para a Sra. O'Leary, ela é inofensiva.
Eu pisquei.
– Sra. O’Leary?
Ao som de seu nome, o cão infernal latiu novamente. Eu percebi que ela não estava brava. Ela estava excitada. Ela empurrou o encharcado, tremendamente mastigado boneco na direção do espadachim.
- Boa garota! — disse o homem. Com sua mão livre ele agarrou a o boneco pelo pescoço e o atirou na direção das arquibancadas. – Pegue o grego! Pegue o grego!
- Você tem um cão infernal de estimação... — eu falei aquilo em voz alta só para ver o efeito.
Sra. O’Leary foi atrás de sua presa e atirou-se no boneco, amassando sua armadura. Ela começou a mastigar seu elmo.
O homem sorriu contidamente. Ele estava com seus cinquenta anos, acho, com seu cabelo grisalho curto e barba grisalha feita. Ele estava em boa forma para um cara mais velho. Vestia uma calça de caminhada preta e trazia uma armadura de bronze por cima da camiseta do acampamento. Na base do seu pescoço estava uma marca estranha, uma mancha púrpura parecida com uma marca de nascença ou uma tatuagem, mas antes que eu pudesse perceber o que era ele levantou as tiras de sua armadura e a marca desapareceu sob sua gola.
- É, por ai mesmo. — disse ele. — Eu não podia deixar você enfiar uma espada na anca dela, podia? Isso poderia tê-la assustado.
- Quem é você?
- Se eu abaixar a espada, promete não me matar?
- Não sou tão covarde a ponto de atacar um inimigo indefeso. — falei. — Se bem que para os cinquenta anos você até que luta bem.
- Como deduziu que eu tenho cinquenta?
- Ei! Você disse que garotas não podem lutar esgrima e serem ótimas nisso! — exclamei.
- Touché. — disse ele erguendo sua mão para mim apertar, eu o fiz. — Quintus.
- Megan Jackson.
- Ah... Então você é a Megan, eu conheci o seu irmão, é uma grande perca.
Estremeci.
- Sim. É. — falei simplesmente. — Desculpe por tentar matar seu monstro de estimação... — falei ansiosa para mudar de assunto, a Sra. O'Leary latiu para mim. — Sem ofensas.
- Eu sou o novo instrutor de espada. Ajudando Quíron enquanto o Sr. D está fora. — disse ele.
- Entendo... — Tentei não encarar enquanto a Sra. O’Leary arrancava o escudo do boneco com o braço ainda atado e balançava como um frisbee. — Espere! O Sr. D está fora?
– Sim, bem... tempos difíceis. Até Dioniso deve ajudar. Ele foi visitar alguns velhos amigos. Certificar-se de que eles estão do lado certo. Eu provavelmente não devo falar mais que isso. Sabe como é...
Se Dioniso estava fora, essa era a melhor notícia que eu tivera o dia todo. Pelo menos não tinha ninguém para me chamar de Miley, Milena, sei lá... Com ele fora o verão poderia realmente ser legal. Por outro lado, se Dioniso havia mexido seu traseiro e efetivamente começado a ajudar os deuses recrutando contra a ameaça dos Titãs, as coisas deviam estar muito ruins.
Na minha esquerda, houve um alto BUMP. Seis engradados de madeira do tamanho de mesas de piquenique estavam empilhados, e eles estavam balançando. Sra. O’Leary ergueu a cabeça e avançou na direção das caixas.
- Calma, Garota! — Quintus disse. — Esses não são para você.
As caixas martelavam e sacudiam. Havia palavras impressas nas laterais, mas com minha dislexia eu levei alguns minutos para decifrar:
RANCHO TRIPLO G
FRÁGIL
ESTE LADO PARA CIMA
Ao longo da parte de baixo, em letras menores:
ABRA COM CUIDADO. O RANCHO TRIPLO G NÃO SE RESPONSABILIZA POR DANOS PATRIMONIAIS, MULTILAÇOES OU MORTES EXCRUCIANTEMENTE DOLOROSAS.
- O que é? — perguntei.
– Uma pequena surpresa – Quintus disse. – Para o treinamento de amanhã a noite. Vocês vão adorar.
- Sei... — falei, pelo segundo aviso eu já não fiquei muito animada para a "pequena surpresa."
Quintus jogou o escudo de bronze, e a Sra. O’Leary se moveu pesadamente atrás dele.
– Vocês jovens precisam de mais desafios. Não existiam acampamentos como este quando eu era um garoto.
- Você é um meio-sangue? — perguntei.
- Surpresa?
- Sim... Quer dizer... Não... Mas...
Quintus riu baixo.
– Alguns de nós chegam à idade adulta, sabe. Nem todos nós somos objeto de terríveis profecias.
- Sabe sobre as minhas profecias? — perguntei.
- Um pouco. — disse ele. — Você tem realmente uma história e tanto. Eu não desejaria estar no seu lugar.
- Isso era para me tranquilizar. — perguntei.
- Desculpe. — disse ele.
E foi nesse momento em que eu ouvi o som de cascos vindo na nossa direção. O Terno Tweed, o cheiro de café permaneciam os mesmos, mas algo parecia preocupa-lo.
Era Quiron, nosso diretor de atividades.
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