Crônicas Do Olimpo - A Batalha Do Labirinto
5 Descoberto! O Plano do Inimigo
Percy e Annabeth morreram por minha causa.
Pelo menos era assim que eu pensava, ambos morreram em uma missão, ambos morreram para eu não morrer. Qualquer pessoa poderia se sentir culpada, eu me sentia grata de verdade por eles, durante a noite ainda tinha aqueles pesadelos do chalé em chamas, e dessa vez ela estava lá. Uma garota de cabelos loiros e olhos cinzentos tempestuosos e inteligentes sendo engolida pelo fogo...
Eu não podia acordar sorrindo com aquilo, mas em meio a tantos problemas eu sempre estava ali com Percy mesmo ele estando... Hum... Não exatamente aqui, mas eu prefiro acreditar nisso.
- E ai? Percy. — eu falei. — Como vão as coisas? — estupido perguntar, não é? — Aqui vão péssimas...
Então como se ele estivesse realmente ali eu contei tudo, menos a parte da mensagem de íris, temia que alguém ouvisse. Mas dei uma pequena indireta. Contei sobre Hansel, sobre meu pesadelo, sobre Luke...
- E Silena... — eu agora estava sentada ao lado da lápide olhando para o mar. — Como se eu tivesse esquecido dela... Ela não parece querer ser salva... Mas, eu vou traze-la de volta, tenho que acreditar nisso, ela foi minha primeira amiga de verdade... Não posso deixa-la ir embora assim.
Enquanto eu falava eu olhava para minha própria mão, lá jazia intacta uma pequena linha esbranquiçada, era uma cicatriz, a marca que Silena deixou em mim, uma marca de traição de quando ela tentou me matar.
Mais tarde eu fui aos estábulos com Haley, ele sabia que tinha algo de errado comigo, mas ele não sabia de nada, dei uma desculpa que não dormi muito bem durante a noite — o que no final de contas, não era mentira. — ele não engoliu essa, mas balançou a cabeça como se entendesse e não argumentou nada, foi ajudar Beatrice com os outros pégasos, eu fui direto ao meu velho amigo BlackJack.
Ei, chefe! Ele saltou na sua cocheira, suas asas negras golpeando o ar. Você me trouxe alguns cubos de açúcar?
- Fale baixo BlackJack! — sussurrei. — Você sabe que eles não lhe fazem bem não é?
Só tem uma filha de Poseidon aqui, eu posso falar MAIS ALTO que ninguém vai me ouvir. Mas então, você trouxe alguns?
Eu sorri e dei a ele um punhado. Blackjack e eu nos conhecemos há um bom tempo. Eu meio que o salvei do navio de cruzeiro demoníaco de Luke alguns anos atrás, e desde então, ele insiste em me retribuir com favores.
- Eu me sinto honrada a ser chamada de ninguém, foi ele quem derrotou Polifemo, não é? — falei.
Esqueci desse detalhe, mas não foi intenção chama-la de ninguém chefe!
- Eu sei. — falei. — Eu dei uma palmada em seu nariz.
Então temos algumas missões em vista? Blackjack perguntou. Eu estou pronto para voar, chefe!
– Não sei, cara. Todo mundo continua falando sobre labirintos subterrâneos.
Blackjack relinchou nervosamente.
Nuh-uh. Não para este cavalo! Você não seria louca o suficiente para ir a qualquer labirinto, chefe. Seria? Você vai acabar na fábrica de cola!
- Eu sei, mas é importante mesmo assim. — falei. — Mas você pode estar certo BlackJack, vamos ver.
Blackjack mastigou seus cubos de açúcar. Ele sacudiu a crina como se estivesse tendo um ataque hiperglicêmico.
Uau! Esses eram dos bons! Bem, chefe, se você criar juízo e quiser voar para algum lugar, basta dar um assobio. O velho Blackjack e seus amigos passam por cima de qualquer um por você!
- Vou me lembrar disso, com certeza. — falei.
Então um grupo de jovens campistas entrou no estábulo para começar suas aulas de equitação, e eu decidi que era hora de sair. Tive um mau pressentimento que não iria ver Blackjack por um bom tempo.
Naquela noite depois do jantar, Quintus nos tinha vestido em armaduras de combate como se estivéssemos prontos para a captura da bandeira, mas o humor entre os campistas era muito mais sério. Em algum momento durante o dia os engradados na arena tinham desaparecido, e eu tive a sensação que o que quer que estivesse lá tinha sido colocado na floresta.
- Muito bem! — suspirou Quintus. — Cheguem mais perto!
Ele estava vestido com couro preto e bronze. Na luz das tochas, seu cabelo cinza o fez parecer como um fantasma. Sra. O'Leary pulou alegremente em sua volta, procurando restos do jantar.
- Vocês trabalharam em duplas... — disse ele. Quando todo mundo começou a falar e tentar agarrar seus amigos, ele gritou: — Que já foram determinadas.
- AHHHHHHHHHHHHHHHH! — todos reclamaram.
- O Objetivo é simples... — sua expressão escureceu, com a luz no seu rosto ele parecia levemente sinistro. — Pegar os louros de ouro sem morrer. A coroa está embalada em um pacote de seda, amarrado nas costas de um dos monstros. Existem seis monstros. Cada um tem um pacote de seda. Apenas um carrega os louros. Vocês precisam achar a coroa antes que as outras duplas. E, é claro... vocês terão que matar o monstro para obtê-la, e ficar vivos.
A multidão começou a murmurar entusiasmada. A tarefa pareceu bem simples. Ei! todos nós tínhamos matado monstros antes. É para isso que treinamos... Eu acho que vocês já sabiam disso depois de três temporadas, mas vejamos...
- Irei anunciar seus parceiros! — exclamou Quintus. — Não haverá negociação. Sem trocas. Sem reclamação.
Aroooof! Sra. O'Leary enterrou sua cara em um prato de pizza. Até eu tinha que admitir que para um cão infernal ela era até que fofa, me senti arrependida de tentar enfiar a espada no seu traseiro...
- Benjamin Chase com Annie Summers. — disse ele.
Devo dizer quando eu cheguei no acampamento, eles dois se odiavam, mas todo mundo sabe que Annie tem uma quedinha pelo Ben, eles se tornaram amigos, pareciam eu e o Jake que era basicamente : Querer estrangular as vezes, salvar a vida um do outro, amizade colorida... Quer dizer, não que eu e o Jake sejamos assim, eu não sei, Beatrice diz que sim, admito quando me falaram algo sobre amizade colorida achei que tivesse algo haver com íris. Mas não...
- Kimbely Dewes com Charles Beckendorf. — os irmãos de Hefesto...
- Travis Stoll e Connor Stoll. — que novidade... eles faziam tudo juntos!
- Clarisse la Rue com Lee Fletcher.
- Megan Jackson com Jake Turner.
- Legal. — deu um meio sorriso para Jake.
- Tem...hum... — ele começou a apontar para o próprio rosto. — Pasta de dente no seu rosto.
Eu tentei limpar, mas segundo Jake eu estava no lugar errado, então ele passou o dedo levemente pela minha boca limpando-a.
- Pronto. — disse ele.
Eu disse algo muito inteligente como:
- Éh...
Até que eu ouvi Quintus dizer:
- Hansel Phelps — disse ele. — Com Tyler.
Hansel quase pulou fora de sua pele de bode.
- O-O que?! M-Mas...
- Não, não – Tyler choramingou. – Deve ser um engano. Garoto-Jegue...
- É Bode! B-O-D-E! — exclamou Hansel.
- Coloque a culpa na Megan. — disse Jake.
- O que eu fiz? — perguntei indignada. — ... Dessa vez.
- Tyler anda mais com você.
- Ah... O que isso tem haver?
Ele bateu na própria testa.
- Sem reclamações. — repetiu Quintus. — Vá com seu parceiro. Vocês têm dois minutos para se prepararem!
Tyler e Hansel olharam para mim suplicando. Eu tentei dar a eles um aceno encorajador, e gestos de que deviam avançar juntos. Tyler espirrou. Hansel começou a mastigar nervosamente seu bastão de madeira.
- Eles vão ficar bem. — disse Jake. — Venha Cabeça-de-Alga. Vamos nos preocupar sobre como nós vamos nos manter vivos.
Ainda havia luz quando nós entramos na floresta, mas as sombras das árvores fizeram parecer como meia-noite. Estava frio também, mesmo no verão. Jake e eu achamos pistas quase imediatamente – pegadas feitas por algo com um monte de pernas.
- Por aqui... — disse Jake.
Seguimos o rastro.
Pulamos um afluente e ouvimos alguns galhos se quebrando nas proximidades. Nós agachamos atrás de uma rocha, mas eram só os irmãos Stoll tropeçando pela mata e praguejando. O pai deles era o deus dos ladrões, mas eles eram furtivos como búfalos.
Uma vez que os irmãos Stoll passaram, nós fomos mais fundo no lado oeste da floresta onde os monstros eram mais selvagens. Nós estávamos parados sobre uma elevação em uma lagoa de pântano quando Jake ficou tenso.
- Foi aqui que paramos de procurar. — disse ele.
Imediatamente entendi o que ele quis dizer.
Inverno passado, quando desistimos de procurá-lo, Hansel, Jake e eu estávamos sobre essa rocha, e eu os convenci a não contar para Quíron a verdade: que Nico era filho de Hades. Na época pareceu a coisa certa a fazer. Eu queria proteger sua identidade. Eu queria ser quem o encontraria e queria acertar as coisas por causa do que aconteceu com a irmã dele.
Agora, seis meses depois, eu não tinha sequer chegado perto de encontrá-lo. Isso deixou um gosto amargo em minha boca.
- Eu o vi. — falei sem olhar para Jake, mas sabia que ele estava me encarando. — Noite passada.
Ele franziu suas sobrancelhas.
- Como você pode te-lo visto?
- Escute, na noite passada... — eu olhei para ele. — Recebi uma mensagem de Íris a cobrar direto do mundo inferior, Nico não parecia me notar então, certo, não foi ele quem mandou a mensagem.
- Mas então quem foi?
- Não faço ideia, mas fosse quem fosse queria que eu ouvisse alguma coisa, Nico esteve tentando invocar os mortos, ele quer falar com Bianca, ele quer traze-la de volta.
Ele encarou as sombras da floresta.
- Invocar os mortos? Isso não é bom.
- Um fantasma esta dando maus conselhos a ele. — falei. — Ele disse algo sobre troca, uma alma por outra, uma alma que enganou a morte, alguém que deveria ter morrido.
Jake se voltou para mim.
– É... espíritos nunca são bons conselheiros, eles têm seus próprios planos. Velhos rancores. E eles ressentem os vivos.
- Nico vai... — engoli seco. — Ele vai vir atrás de mim, mas temos uma boa pista! O Fantasma disse algo sobre o labirinto também, que ele guiou Nico.
Ele assentiu.
– Isso resolve. Nós temos que entender o Labirinto.
- Certo, entendi. — falei. — Mas... Quem mandou a mensagem de íris? Se Nico não sabia que eu....
Um galho quebrou na floresta. Folhas secas rasgaram. Algo grande estava se movendo nas árvores, logo atrás do cume. E eu tinha um pressentimento de que não eram os Stoll. Juntos sacamos nossas espadas.
Chegamos ao Punho de Zeus, uma enorme pilha de pedras no meio da floresta oeste. Era um marco natural onde campistas se reuniam frequentemente em expedições de caça, mas agora não havia ninguém por perto.
- Ali! — Jake apontou.
- Não, espere... — eu o puxei. — Atrás de nos.
Isso era estranho.
- Todos os lados... — murmurou Jake.
Isso era estranho, mas ele tinha razão. Ruídos de corrida pareciam vir de várias direções. Nós estávamos circulando os rochedos, nossas espadas prontas, quando alguém bem atrás de nós disse:
- Oi.
Nós nos viramos, e a ninfa da floresta Emily ganiu.
– Abaixem suas armas! – ela protestou. – Dríades não gostam de lâminas afiadas, ok?
- Emily? — eu chamei. — O que você esta fazendo aqui?
- Eu moro aqui!
- Ah... Tá. — falei.
Eu baixei minha espada.
- Na Arvore! Claro!
Eu me senti meio estúpida. Eu vivi em torno de dríades por anos, mas nunca realmente falei com elas. Eu sabia que elas não podiam ir muito longe de sua árvore, que era sua fonte de vida. Mas eu não sabia muito mais.
- Vocês estão muito ocupados?
- Bem... — comecei. — Estamos no meio de um jogo com monstros e tentando não morrer.
– Não estamos ocupados. — disse Jake. — O que há de errado?
- É que Hansel... — ela gemeu. — Ele parece tão perturbado. O ano todo ele tem procurado por Pã. E a cada vez que ele volta, é pior. Eu pensei que talvez, a princípio, ele estivesse vendo outra árvore.
- Não. — falei quando ela começou a chorar. — Tenho certeza que não é isso. Hansel não é assim, eu conheço meu amigo.
– Ele teve uma queda por esse arbusto de mirtilo uma vez — disse ela tristemente.
Eu olhei para Jake buscando ajuda.
- Ele só esta estressado ultimamente. — disse Jake tentando ajudar.
- Hansel nunca olharia para outra arvore. — falei.
– Ele não pode ir para o subterrâneo! – ela protestou. – Vocês não podem deixá-lo ir.
Eu me sentia meio desconfortável.
– Pode ser a única maneira de ajudá-lo, se nós apenas soubéssemos onde começar. — disse Jake percebendo minha situação.
– Ah. – Emily limpou uma lágrima verde em sua bochecha. – Sobre isso... – Outro barulho na floresta, e Emily gritou, – Escondam-se!
Antes que eu pudesse perguntar o porquê, ela fez poof e se transformou em uma névoa verde.
Eu e Jake nos viramos. Saindo da floresta havia um brilhante inseto âmbar, mais de três metros de comprimento, com pinças denteadas, uma cauda blindada, e um ferrão longo como minha espada. Um escorpião. Amarrado às suas costas estava um pacote de seda vermelho.
- Escute, um de nos vai atrás dele. — disse Jake, conforme a coisa tiniu para nós. — Corta a cauda dele enquanto o outro o distrai pela frente.
- Eu distraio, você tem o capuz da invisibilidade. — lembrei.
Ele assentiu. Nós lutáramos juntos tantas vezes que sabíamos os movimentos um do outro. Podíamos fazer isso, fácil. Mas tudo foi por água abaixo quando outros dois escorpiões surgiram da floresta.
- Três deles? — Jake parecia indignado. — Isso não é possível! A floresta inteira, e metade dos monstros vêm até nós?
Eu engoli em seco. Um, nós poderíamos dar conta. Dois, com sorte. Três? Duvido. Os escorpiões correram em nossa direção, movimentando suas caudas farpadas como se tivessem vindo aqui só para nos matar. Jake e eu colocamos nossas costas contra o rochedo mais próximo.
- Escalamos?
- Não acho que vá da tempo. — disse ele.
Ele tinha razão. Os escorpiões já estavam nos cercando. Eles estavam tão perto que eu podia ver suas bocas hediondas espumando, antecipando um delicioso suco gelado de semideuses.
- Cuidado! — Jake defendeu um ferrão com a parte plana de seu sabre.
Eu apunhalei com Anaklusmos, mas o escorpião saiu de alcance. Nós andamos pela lateral do rochedo, mas os escorpiões nos seguiram. Eu ataquei outro, mas ir pela ofensiva era muito perigoso. Se eu fosse para o corpo, a cauda estocaria para baixo. Se eu fosse para a cauda, os ferrões da coisa iriam vir dos dois lados e me agarrariam. Tudo que poderíamos fazer era nos defender, e não seríamos capazes de manter isso por muito tempo.
- Estamos ferrados... — disse Jake.
- Sempre... — resmunguei me defendendo de outro ataque.
Eu dei outro passo para a lateral, e de repente não havia mais nada atrás de mim. Havia uma fenda entre as duas maiores pedras, algo pelo qual eu passara um milhão de vezes, mas...
- Jake! Por aqui! — chamei.
Jake cortou um escorpião então olhou para mim como se eu fosse louca.
- O que?! É muito estreito.
- Eu te dou cobertura.
- Nem pensar, não vou te deixar para trás.
- Não é hora para cavalheirismo, anda logo! — falei desviando das pinças dos caranguejos mutantes.
Ele mergulhou atrás de mim e começou a se apertar entre as duas pedras. Então ele ganiu e agarrou as tiras de minha armadura, e de repente eu estava dando cambalhotas em um poço que não estava ali um momento antes.
Eu podia ver os escorpiões acima de nós, o céu roxo noturno e as árvores, e então o buraco fechou como uma lente de câmera, e nós estávamos em uma completa escuridão.
Nossa respiração ecoava contra a pedra. Estava frio e úmido. Eu havia caído bem em cima de Jake.
- Ai! — disse ele.
- Desculpe. — falei libertando-o.
Eu estava sentada em um chão irregular que parecia ser feito de tijolos.
Ergui Anaklusmos. O fraco brilho da espada era suficiente apenas para iluminar o rosto confuso de Jake. Eu gaguejei meio nervosa.
- On-Onde estamos?
- A salvo dos escorpiões, pelo menos. — disse ele.
Tentei me acalmar, mas estava em pânico de verdade. A rachadura entre as pedras não poderia ter nos levado a uma caverna. Eu saberia se houvesse uma caverna aqui; eu tinha certeza disso. Era como se o chão tivesse aberto e nos engolido. Tudo o que eu pude pensar era na fissura no pavilhão-refeitório, onde aqueles esqueletos tinham sido consumidos no verão passado. Eu imaginei se a mesma coisa tinha acontecido conosco.
Eu levantei novamente minha espada para iluminar.
- É uma sala longa... — murmurou Jake.
Agarrei seu braço.
- Espere... Não é uma sala, é um corredor. — falei.
A escuridão parecia... vazia à nossa frente. Havia uma brisa calorosa, como nos túneis do metrô, mas parecia mais velho, mais perigoso de alguma maneira.
Eu ia dar um passo, mas Jake me puxou de volta.
- Espere! — a voz dele ecoou. — Não... Se... Mexa.
Ele estava realmente me deixando assustada.
- Jake... Onde estamos?
- Esta tudo bem... — ele prometeu. — Vai ficar tudo bem, vamos sair daqui.
Eu olhei para cima e percebi que não poderia ver de onde tínhamos caído. O teto era pedra sólida. O corredor parecia esticar indefinidamente em ambas as direções. Eu segurava a mão de Jake como se fosse minha vida, normalmente eu me sentiria envergonhada, mas ali no escuro era bom lembrar que eu não estava sozinha.
Era a única coisa da qual eu tinha certeza. Ele estava comigo.
- Respire fundo. — fiz o que ele mandou. — Dois passos para trás.
Eu estava tão nervosa que tropecei no meu próprio pé.
- Calma... Devagar. — Jake me instruiu.
Andamos para trás juntos como se estivéssemos em uma espécie de campo minado.
- Certo, me ajude a examinar as paredes. — disse ele.
- Para que? — perguntei.
- A Marca de Dédalo... — disse ele como se aquilo tivesse que ter sentido.
- Hum... Ok... Mas o que...
- Achei! — exclamou ele aliviado.
Ele colocou sua mão na parede e pressionou contra uma pequena fissura, que começou a brilhar em azul. Um símbolo grego apareceu: o antigo Delta grego.
O telhado se abriu e nós vimos o céu noturno, estrelas brilhando. Estava bem mais escuro do que deveria. Uma escada de metal apareceu do lado do muro, subindo, e eu podia ouvir pessoas gritando nossos nomes.
- MEEEEEGAN!! JAAAAAAKE! — esse era meu irmão Tyler com sua voz retumbando mais que as outras, mas outros estavam chamando também.
- Estamos aqui! — gritou Jake.
E então começamos a escalar.
Nós fizemos nosso caminho ao redor das rochas e corremos em direção a Clarisse e outros campistas que seguravam tochas.
- Onde vocês dois estavam?! — Clarisse exigiu. – Nós estivemos procurando por uma eternidade.
– Mas nós saímos apenas por alguns minutos – eu disse.
Quiron veio trotando até nos, seguido por Tyler e Hansel.
- Méééégan. — Hansel baliu. — Vocês estão bem?
- Acho que sim... Caímos em um buraco.
- Buraco? — Benjamin Chase surgiu. — Não tem buracos aqui.
Os outros me olhavam descrentes, e então para Jake.
– Sério! – falei. – Havia três escorpiões atrás de nós, então corremos e nos escondemos nas rochas. Mas nós só fomos por um minuto.
- Megan, vocês sumiram por quase uma hora, o jogo acabou.
– É – Hansel murmurou. – Nós teríamos vencido, mas um Ciclope sentou em mim.
– Foi um acidente! – Tyler protestou, e então espirrou.
Clarisse estava usando os louros dourados, mas ela nem se gabou sobre tê-los ganhado, o que não era o estilo dela.
- Buraco... — ela repetiu então olhou para Jake e logo em seguida para Benjamim. — Quiron, tenho um mau pressentimento sobre isso.
Jake respirou profundamente. Ele olhou ao redor para os outros campistas.
- Quiron, acho que deveríamos falar sobre isso na Casa Grande.
- Vocês encontraram, não é?
Jake mordeu o lábio.
- Sim.
Um punhado de campistas começou a fazer perguntas, parecendo tão confusos quanto eu, mas Quíron levantou a mão para ter silêncio.
– Esta noite não é a hora certa, e este não é o lugar certo. – Quiron encarou as pedras como se tivesse acabado de notar o quão perigosas elas eram. – Todos vocês, voltem aos seus chalés. Durmam um pouco. Uma partida bem jogada, mas o toque de recolher já passou!
Houve um grande número de queixas e sussurros, mas os campistas se foram, conversando entre si e me olhando desconfiados.
- Isso explica tudo! — exclamou Clarisse. — Mas isso realmente não é bom, se vocês encontraram uma entrada aqui... Isto explica do que Luke está atrás.
- Entrada? — perguntei. — Entrada do que?
Jake se virou para mim, seus olhos negros cheios de preocupação.
- Uma rota de invasão bem no coração do acampamento... Uma Entrada para o Labirinto.
Ficamos alguns minutos olhando para a rocha, então todos os palpites de Jake sobre uma invasão pelo labirinto para o acampamento tinha suas chances de serem certas agora.
Notas finais
Muito Jegan, Jegan, Jegan.... ^0^
Comentem, troque uma ideia, erros? Avisem, plz!
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