Crônicas Do Olimpo - A Batalha Do Labirinto

27 Admitindo... O Rei dos fantasmas é revelado!


Notas iniciais
Demorou mais do que eu pretendia... mas tipo, eu parei na metade desse capítulo pra fazer o feitiço "flipendo!" e tomei um susto com o Quirrel, ganhei 15 pontos pra Grifinória (Hey hey hey, Weasley nosso rei! )

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Vamos lá? Acho que irão gostar!

- O que significa isso?! — questionou Dédalo.

– Luke mandou seus cumprimentos – disse Kelly. – Ele achou que você gostaria de ver seu antigo empregador Minos.

– Isto não fazia parte do nosso acordo – Dédalo disse.

– Isso não importa – Kelly disse. – Mas nós já temos o que queremos de você, e agora temos outros acordos para honrar. Minos pediu algo mais de nós, em troca de entregar este jovem semideus. – Ela correu um dedo sob o queixo de Nico.

- Não toque nele... — eu disse dando um passo para frente.

– Ah... Você esta ai também. — disse ela me lançando um olhar de nojo e se voltou para Dédalo, — Bem, tudo o que Minos pediu em troca foi a sua cabeça, velho.

Dédalo empalideceu.

- Vocês me trairão...

- Não sei porque não estou surpresa... — comentei.

– Acostume-se com isso – Kelly disse.

- Nico! — chamei. — O que fizeram com você?

Ele olhou para mim sombriamente.

- Fui enganado. — disse ele. — Minos disse que você estava em perigo... Ele me convenceu a retornar para o labirinto. Ele enganou a todos nós.

Eu mordi o lábio e olhei para Kelly.

- Onde esta Luke? E Silena? — perguntei. — Por que eles não estão aqui?

A demônio sorriu para mim como se estivesse dividindo uma piada particular.

– Eles estão... ocupados. Esttão se preparando para o ataque. Mas não se preocupe. Temos mais amigos a caminho. E nesse meio tempo, acho que terei um lanche maravilhoso!

Suas mãos se tornaram garras. Seu cabelo ficou em chamas e suas pernas na sua forma real – uma perna de burro, e outra de bronze.

- Megan... — Daniel sussurrou para mim. — As asas, acha que talvez...

Eu engoli seco.

- Pegue-as, vamos arrumar um tempo.

Jake e eu atacamos Kelly. Os gigantes foram direto na direção de Dédalo, mas a Sra O’Leary pulou para defendê-lo. Nico foi empurrado para o chão e lutou com suas correntes enquanto o espírito de Minos se lamuriava.

– Mate o inventor! Mate-o!

Daniel pegou as asas da parede, ninguém parecia dar atenção ou vê-lo como um problema. Kelly golpeou a mim e eu fui parar do outro lado da oficina sendo jogada contra a parede. Kelly agora lutava com Jake que tentava golpear ela com o sabre — sem sorte.

Tentei alcançar Jake, mas o demônio era rápido e mortal, me chutou novamente e eu cai sendo derrubada em uma estante de ferro, várias ideias em papel, projetos e planos caíram junto a mim.

Pelo canto do olho, eu vi a Sra O’Leary cravar suas presas no braço de um gigante. Ele gritou de dor e a girou, tentando sacudi-la. Dédalo pegou sua espada, mas o segundo gigante esmagou a escrivaninha com um soco e a espada saiu voando. Uma jarra de Fogo Grego caiu no chão, chamas verdes se espalharam rapidamente.

– Venham até a mim! – Minos gritou. – Espíritos da morte!

Ele ergueu suas mãos fantasmagóricas e o ar começou a zunir.

– Não! – Nico gritou. Ele estava em pé agora. Ele de algum jeito conseguiu retirar suas algemas.

– Você não me controla, jovem tolo – Minos caçoou. – Todo este tempo, eu tenho controlado você! Uma alma por outra alma, sim. Mas não será sua irmã que voltará dos mortos. Serei eu, assim que eu matar o inventor!

Espíritos começaram a aparecer ao redor de Minos – formas tremulantes que lentamente se multiplicaram, solidificando-se em soldados de Creta.

– Eu sou o filho de Hades – Nico insistiu. – Vá embora!

Minos riu.

– Você não tem nenhum poder sobre mim. Eu sou o senhor dos espíritos! O rei fantasma!

– Não. – Nico sacou sua espada. – Eu sou.

Ele fincou sua lâmina negra no chão, e ela deslizou pela rocha como manteiga.

– Nunca! – Minos começou a sumir. – Eu não vou perder para você...

O chão tremeu. As janelas bateram e se partiram em pedaços, deixando uma explosão de ar fresco. Uma fissura se abriu no chão da oficina, e Minos e todos os seus espíritos foram sugados para o vácuo com um lamento horrível.

As más noticias: a luta continuava ao nosso redor, e eu me deixei distrair demais. O Sabre de Jake estava agora ao meu lado, me ergui do chão a tempo de ver Kelly arreganhando as presas para o cabeça de javali, ele estava com um corte na testa e desarmado caído contra a parede, a empousa o prendia dizendo:

- Seu gosto deve ser incrível!

Nesse momento, Anaklusmos voltara para o meu bolso, eu recuperei meu equilíbrio e destampei a caneta e a lancei na direção do demônio. Foi uma cena bem legal na qual se viria nos cinemas. A espada se transformava no ar e o demônio recuou assim que Anaklusmos se prendeu na parede causando uma grave rachadura na mesma.

Kelly mostrou as presas para mim. Anaklusmos desapareceu voltando para meu bolso, eu estava de frente para a empousa, em um movimento rápido e desviando de seus ataques, eu tirei Anaklusmos do bolso e a destampei dizendo lentamente:

- Se afaste do meu namorado, monstrenga!

Então eu enfiei a lâmina de Anaklusmos na sua barriga, equanto isso ela gemeu:

- Nenhum... Espirito... Esportivo...

Com um grito horrível, Kelly se dissolveu em vapor dourado.

Eu ajudei Jake a levantar, ele ainda estava meio tonto, mas sorriu e conseguiu achar força para dizer:

- Finalmente... Admitiu, cabeça de alga.

- Não importa agora.. — falei.

A Sra O’Leary e Dédalo ainda estavam lutando com os gigantes, e eu podia ouvir gritos nos túneis. Mais monstros estavam chegando na oficina.

- Temos que ajudar Dédalo. — eu disse.

- Não vai dar tempo! — gritou Daniel. — Eles estão perto.

Ele já tinha ajustado as asas em si mesma e estava fazendo o mesmo com Nico, que parecia pálido e suado por causa de sua luta com Minos. As asas se prenderam imediatamente às suas costas e braços.

- Agora você. — disse ele.

Em segundos, Daniel, Jake, Nico e eu tínhamos ajustado em nós asas acobreadas. Eu já podia sentir meu corpo sendo levado pelo vento através das janelas. O Fogo Grego estava queimando as mesas e os móveis, subindo pela escada em espiral.

- Dédalo! — chamei. — Venha!

Ele estava ferido em centenas de lugares – mas ele estava sangrando óleo dourado ao invés de sangue. Ele tinha encontrado sua espada e estava usando parte de uma mesa esmagada como escudo contra os gigantes.

– Eu não vou deixar a Sra O’Leary! – ele disse. – Vão!

Não havia tempo para discutir. Mesmo que ficássemos, eu não tinha certeza se poderíamos ajudar.

– Nenhum de nós sabe como voar! – Nico protestou.

– Ótima hora para se aprender – falei.

E juntos, nós quatro pulamos pela janela direto para o céu aberto.

Pular de uma janela a mais de trinta metros acima do chão normalmente não é minha ideia de diversão. Especialmente quando estou usando asas de bronze e batendo meus braços como um pato e gritando:

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAARGH!

Eu mergulhei em direção ao vale e às pedras vermelhas abaixo. Eu tinha certeza que iria virar uma mancha de graxa no Jardim dos Deuses, quando Jake gritou de algum lugar acima de mim:

- Mantenham os braços esticados!

A pequena parte do meu cérebro que não estava engolida pelo pânico a escutou e meus braços responderam. Assim que eu os estiquei, as asas endureceram, pegaram o vento, e minha descida desacelerou. Eu planei para baixo, mas num ângulo controlado, como uma pipa mergulhando.

Experimentalmente, bati minhas asas uma vez. Fiz arcos no céu, o vento assoviando no meu ouvido.

- Uhuuuuuuu! — gritei.

A sensação era inacreditável. Depois de pegar o jeito delas, eu senti como se as asas fossem parte do meu corpo. Eu podia planar e girar e mergulhar do jeito que eu quisesse.

Eu virei e vi meus amigos espiralando acima de mim, brilhando na luz do sol. Atrás deles, a fumaça ondeava pela janela da oficina de Dédalo.

- Aterrissem logo! — gritou Jake em algum lugar mais acima. — Essas asas não vão durar para sempre!

- Quanto tempo? — gritou Daniel.

- Não quero descobrir!

Nós planamos para baixo em direção ao Jardim dos Deuses.

Eu fiz um círculo completo em volta de uma das agulhas rochosas e assustei um casal de alpinistas. Então nós quatro planamos ao longo do vale, sobre a estrada, e aterrissamos sobre o terraço do centro de visitantes. Estava no fim da tarde, e o lugar parecia bem vazio, mas nós desatamos nossas asas o mais rápido que pudemos. Olhando para elas pude ver que Jake estava certo.

As faixas autoadesivas que prendiam as asas nas nossas costas já estavam derretendo, e nós estávamos perdendo penas de bronze. Parecia um desperdício, mas não podíamos consertá-las e não podíamos deixá-la por ali perto dos mortais, então nós enfiamos as asas nos cestos de lixo fora da cafeteria.

Eu olhei para Nico e sorri.

- Mandou bem, rei dos fantasmas.

Ele corou, mas retrucou dizendo:

- Você também, namoradinha do cabeça de Javali.

- O que esta dizendo? Bafo de cadáver?

- O que você ouviu e o que você disse, água-viva ambulante.

Nós nos encaramos por um instante, nenhum de nós aguentou e rimos um do outro.

Eu usei o binóculo de turista para olhar para a colina onde a oficina de Dédalo estivera, mas ela tinha desaparecido. Sem mais fumaça. Sem janelas quebradas. Apenas um lado de uma colina.

- Mudou de lugar. — adivinhou Jake. – E não temos como saber pra onde.

- O que faremos agora? — perguntei. — Como voltaremos apra o labirinto?

Jake olhou fixamente para o Pikes Peak à distancia.

– Talvez não possamos. Se Dédalo morreu... ele disse que sua força vital estava ligada ao labirinto. A coisa toda pode ter sido destruída. Talvez isso pare a invasão.

Eu pensei sobre Hansel e Tyler, ainda lá em baixo em algum lugar.E Dédalo… mesmo ele tendo feito algumas coisas terríveis e colocado todo mundo que eu gosto em risco, parecia uma terrível maneira de morrer.

– Não – disse Nico. – Ele está vivo.

– Como você pode ter certeza? – perguntei.

– Eu sei quando as pessoas morrem. É uma sensação que tenho, como um zumbido no meu ouvido. E aliás, sou filho do deus dos mortos, oras...

Daniel estudou Nico por um momento.

- Sério? — disse Daniel animando-se. — Que máximo!

- É... É legal mesmo quando sua madrasta não te transforma em um dente-de-leão... — ele suspirou. — Acho que eu não faço mais tantas visitas ao meu pai mais.

Eu olhei para ele.

- Dente-de-Leão? — perguntei.

- Longa história. — ele sacudiu a cabeça.

- Tá... Mas e Tyler e Hansel? — perguntei.

Nico balançou a cabeça.

– Isso é mais difícil. Eles não são humanos ou meio-sangues. Eles não têm almas mortais.

– Nós temos que ir para a cidade – Jake decidiu. – Nossas chances de encontrar uma entrada para o labirinto serão maiores. Temos que voltar para o acampamento antes do exército de Cronos.

– Nós poderíamos apenas pegar um avião – Daniel sugeriu.

Estremeci.

– Eu não voo.

– Mas você acabou de voar!

- É diferente, eu voei baixo. — eu disse. — É o território de Zeus, e ele e meu pai... Bem, não se dão muito bem e digamos que não sou a sobrinha preferida de Zeus, ele poderia me mandar voando para longe com seu super raio-mestre e não se importaria se vocês estivessem junto.

- Espera... Você já encontrou Zeus? — perguntou Daniel. — Mas que...

- Irado, já sabemos. — suspirou Jake. — Nós só precisamos de um carro para nos levar de volta a cidade.

Daniel olhou para o estacionamento. Fez uma careta, como se ele estivesse a ponto de fazer algo de que se arrependeria. Ele suspirou.

- Certo, eu cuido disso.

- O que vai fazer? — perguntou Jake.

- Apenas confie em mim...

Jake pareceu inquieto, mas não tinha muita opção.

– Ok, eu vou comprar um prisma na loja de presente, tentar fazer um arco-íris, e enviar uma mensagem de Íris para o acampamento.

– Eu vou também – Nico disse. – Estou faminto. E Megan, tente não... Hum... Ser devorada por um monstro enquanto estamos fora, ok?

- Você fala como se fosse mais experiente que eu nesse lance. — eu disse.

Ele fez uma careta.

- Tá bom. — disse. — Apenas tomem cuidado.

- Pode deixar. — falei. — Ficarei com Daniel então.

Ele franziu as sobrancelhas como se não me quisesse com ele. Isso me fez sentir um pouco mal, mas eu o segui para o estacionamento mesmo assim.

Ele se dirigiu para um carro preto grande estacionado no canto do estacionamento. Era um Lexus com motorista, como o tipo que eu sempre via andando ao redor de Manhattan. O motorista estava na frente, lendo um jornal. Ele usava um terno preto e gravata.

- O que vai fazer?- perguntei.

Ele me segurou pelos ombros.

- Apenas espere aqui. — ele me fez prometer. — Por favor.

- Ok, ok... — eu disse. — Vou ficar aqui.

- Valeu...

Daniel marchou direto para o motorista e falou com ele. Ele franziu a testa. Daniel disse mais alguma coisa. Ele ficou pálido e apressadamente dobrou seu jornal. Ele assentiu e procurou por seu celular. Depois de uma breve chamada, ele abriu a porta traseira do carro para Daniel entrar. Ele apontou na minha direção, e o motorista balançou sua cabeça um pouco mais, como Sim, senhor. Qualquer coisa que quiser.

Eu não podia imaginar porque ele estava agindo tão perturbado.

Daniel voltou para me pegar bem quando Jake e Nico apareceram de volta da loja de presentes.

- Falamos com Quiron. — contou Jake. — Eles estão fazendo o seu melhor para se preparar para a batalha, mas ele ainda nos quer de volta. Eles vão precisar de todos os heróis que possam ter. Nós encontramos uma carona?

– O motorista estará pronto quando nós estivermos. — disse Daniel.

- Certo... — disse Jake de modo suspeito.

O motorista estava agora falando com outro cara em calças caqui e camisa polo, provavelmente o cliente que tinha alugado o carro. O cliente estava reclamando, mas eu podia ouvir o motorista dizer:

– Sinto muito, senhor. Emergência. Eu requisitei outro carro para o senhor.

- Vamos logo. — disse Daniel.

Ele nos conduziu para o carro e entrou sem nem mesmo olhar o homem perturbado que o alugara. Um minuto mais tarde nós estávamos cruzando a estrada. Os assentos eram de couro. Tinham espaço de sobra para as pernas. O banco traseiro tinha televisões de tela plana acopladas ao encosto de cabeça e um frigobar, estocado com garrafas de água, refrigerantes, e petiscos.

Nós começamos a escolher.

- Qual o destino, Sr. Kane?

- Ainda não tenho certeza, vamos apenas dar uma olhada ao redor.

— O senhor manda. — disse o motorista.

Olhei para Daniel.

- Conhece ele? — perguntei.

- Não.

- Então...

- Apenas mantenha seus olhos abertos – ele disse. – Me ajude a olhar.

O que não respondeu exatamente a minha pergunta.

Nós dirigimos através do Colorado Springs por uma meia hora e não vimos nada que Daniel considerasse uma possível entrada do labirinto. Eu estava muito ciente do ombro de Daniel pressionado contra o meu. Eu continuei me perguntando quem ele era exatamente, e como ele podia ir até um chofer ao acaso e imediatamente conseguir uma carona.

Após aproximadamente uma hora nós decidimos dirigir para o norte através de Denver (Daniel : DANIEL!... Ah, tá falando do lugar, não é?), pensando que talvez uma cidade maior tivesse mais chance de ter uma entrada do labirinto, mas estávamos todos ficando nervosos. Estávamos perdendo tempo. Então, bem quando estávamos saindo do Colorado Springs, Daniel deu um pulo.

– Saia da estrada!

O motorista olhou de relance para trás.

– Senhor?

– Eu vi algo, acho. Saia daqui.

O motorista desviou pelo trânsito e pegou a saída.

– O que você viu? – perguntei, porque estávamos bem fora da cidade agora. Não havia nada ao redor exceto colinas, pastagens, e algumas propriedades agrícolas dispersas.

Daniel fez o motorista virar para esta estrada de terra pouco promissora.

Nós passamos por uma placa rápido demais para que eu conseguisse ler, mas Daniel disse:

– Museu Ocidental de Mineração & Indústria.

Para um museu, aquilo não parecia grande coisa – uma pequena casa como uma antiga estação rodoviária, algumas brocas e bombas e pás velhas em exposição lá fora.

- Bem ali! — apontou ele apontou para um buraco ao lado de uma colina próxima, um túnel tapado e com correntes. – Uma antiga entrada de mina.

– Uma entrada para o labirinto? – Jake perguntou. – Como você pode ter certeza?

– Bem, olhe para isso! – Daniel disse. – Quero dizer... eu posso ver que é, de algum modo.

Ele agradeceu ao motorista e nós todos saímos. Ele não pediu por dinheiro nem nada.

– Você tem certeza que ficará bem, Sr. Kane? Eu ficaria feliz em ligar para o seu...

– Não! – Daniel disse. – Não, sério. Tá tudo legal, valeu mesmo. Mas nós estamos bem.

O museu parecia estar fechado, então ninguém nos incomodou enquanto nós escalávamos a colina até o eixo da mina.

Quando nós chegamos à entrada, eu vi a marca de Dédalo gravada no cadeado, mas como Daniel pode ter visto algo tão minúsculo lá da estrada, eu não fazia ideia. Eu toquei o cadeado e as correntes caíram. Nós chutamos algumas tábuas e entramos.

Para melhor ou pior, nós estávamos de volta ao labirinto.

Notas finais
#Animada #Pra #Batalha #Do #Labirinto