Notas iniciais
Melanie resolve mais alguns assuntos, é homenageada, castiga e o mais importante: descobre quem é seu cônjuge.

Eu e Zeus estávamos de volta ao Olimpo. A semana havia finalmente acabado. Hera e Deméter já estavam aqui, dava pra sentir a energia delas.

Encaminhamo-nos ao escritório de Zeus, e as duas já estavam lá.

- Bom dia meninas.

Deméter me respondeu, porém Hera não. Ela e Zeus se olhavam fixamente, quase que numa batalha. Hera estava à frente da escrivaninha, e Deméter estava sentada na poltrona de Zeus, para deixar o sofá para os dois.

Zeus então andou até Hera, pegou-a pela cintura e a beijou como se o mundo fosse acabar daqui a um segundo, como se a existência dele dependesse daquilo. Então eu (e provavelmente Deméter) senti uma onda fortíssima de amor. Eu estava realmente feliz pelos dois, pois provavelmente eles iriam se acertar realmente.

Quando eles pararam de se beijar, Zeus sorriu, e Hera ficou surpresa.

- Gente, por favor, sem mais demonstrações de afeto. Eu sou apenas uma criança inocente, e vocês ai, se pegando como se não houvesse amanhã!

Deméter riu e Hera ficou vermelha.

- Nós não estávamos “nos pegando” – ele fez aspas com as mãos – eu estava apenas beijando minha esposa para demonstrar quantas saudades eu sentia dela!

- Awn! – Eu e Deméter deixamos escapar, enquanto Hera deu um selinho em Zeus.

- Sentem-se – e fiz um gesto para o sofá. Chamei a poltrona de meu quarto, e sentei também. – Bom, pelo visto vocês entenderam o quanto fazem falta um ao outro. Zeus, você realmente se arrependeu. Eu confio em sua mudança, e espero não me decepcionar em nenhum ângulo com você. Nós conversamos muito essa semana, o que eu não tive a oportunidade de fazer com Hera. Estava reconstruindo o povoado ao redor de meu palácio, sinto muito. Zeus aprendeu a pedir desculpas, se arrependeu, entendeu seus erros e principalmente, enxergou que te ama e que aquele antigo casamento estava apenas tirando a vida de você Hera. Mas nós vamos ouvir tudo isso da boca dele, o que será muito divertido, eu tenho certeza. – E virei para Zeus, sorrindo.

- Você realmente vai me fazer falar tudo novamente?

- Claro! Sua esposa deve ouvir, junto comigo e uma testemunha. Você ainda tem sorte que eu não estou gravando nada!

Ele suspirou e começou.

- Eu senti sua falta a cada manhã quando eu acordava e você não estava lá, e também quando eu tomava café da manhã e você não ajeitava meu paletó, e não falava meus compromissos do dia. Quando você chegava algumas tardes, e apenas ficava ao meu lado, com a mão em minha perna e me observando. Desculpe-me por todo esse tempo. Eu fui um idiota, um babaca, um filho da puta, como diria Melanie – eu apenas sorri. – Eu não quero fazer você infeliz, sinto muito.

- Hera, você gostaria de dizer alguma coisa?

- Você é realmente um babaca por não perceber que me tinha ao seu lado. Mas eu te desculpo. Por favor, não esqueça que eu sou a deusa dos ciúmes, então é um pouco complicado ver você com outra mulher.

- O que nos leva a outro assunto. Zeus, você tinha outra coisa para dizer a essas mulheres esplêndidas, não tinha?

Ele ficou um pouco sem-graça, e eu não me importei nem um pouco, aproveitei e conjurei um suco de laranja para mim.

- Er, eu gostaria de me desculpar com você Deméter, porque há alguns dias eu fiz uma descoberta importante. Isso provavelmente irá te magoar, e eu te dou todo direito de me bater e me odiar. Provavelmente Melanie fará com que você não me odeie – “Muito provavelmente, na realidade.” – Sinto muito ter traído Hera com você, porque eu o fiz apenas porque você lembrava muito minha esposa antes de nós nos casarmos e eu fazê-la infeliz. Isso não diminui em nada meu amor por Perséfone, claro. Sinto muito.

Eu estava pronta para apartar qualquer briga, e Hera estava tensa ao lado de Zeus. Deméter se levantou, deu a volta na escrivaninha e parou em frente aos dois. Eu já estava de pé, pronta para segurá-la quando ela apenas abraçou Hera. Eu e Zeus a ouvimos dizer baixinho para a irmã:

- Desculpe por ter traído-a também, junto ao seu marido. Eu fui uma péssima irmã, e mesmo assim você me perdoou. Peço perdão Hera, porque você é uma irmã maravilhosa e esplêndida, mas mesmo assim eu fui capaz de te ferir. Sinto muito.

Hera não disse nada, apenas ficou sorrindo feito uma besta.

- Ótimo, já estamos todos felizes, eu sei. Agradeçam-me depois, porque agora meu pai nos convidou para uma festa em Atlântis. Eu, Melanie, filha do Rei Poseidon e da Rainha Palas Athena, Princesa de Atlântis, autorizo Hera e Deméter a entrarem em Atlântis até terem sua autorização revogada. Agora, se me dão licença, ainda tenho que falar com Afrodite.

~*~

- Então você e Hefesto estão realmente bem?

- Sim. Ele fica um dia aqui, um nas forjas. Hoje é o dia das forjas. Eu realmente adorei essa idéia. Alguns dias ele pede para trocar, para que dê tempo ele terminar algum projeto, então a quantidade de dias seguidos que ele passou por lá, ele tem que passar comigo.

Eu estava realmente contente pelos dois. Afrodite não era ruim nem nada, e Hefesto era realmente gentil comigo.

- Mas agora eu devo falar de outro assunto com você Melanie. Sua profecia. Você tem idéia de quem pode ser seu cônjuge?

- Tenho. Mas eu realmente não consigo me decidir entre as duas possibilidades.

- Me explique sobre os dois.

- Bom um é o Renato. Ele é meu amigo desde os meus seis anos. Nós passamos muita coisa juntos, e ficamos juntos também, mas nunca deu muito certo. Ele e eu somos como morangos no inverno: nunca bons o suficiente e sempre muito azedos. Outro é o Alceu. Ele é mais que meu amigo, ele é minha família inteira. Faz um ano, dois meses e três dias que eu não o vejo. Ele tem a péssima mania de deixar o cabelo crescer demais, e é bem diferente dos garotos da nossa idade. Ele é bem mais maduro, mas ri de qualquer besteira. Ele é bem pontual na maioria das vezes, mas se você chamá-lo para um programa que ele não goste, ele vai se atrasar.

- E você realmente está na dúvida entre os dois?

- Eu estou. Eu e Alceu tentamos alguma coisa, e durou algumas semanas. Estava indo tudo bem, até que ele disse que não arriscaria nossa amizade. Respeitei, e fiquei feliz em ser apenas sua melhor amiga.

- Sinto muito, mas para mim está bem óbvio Mel.

- Acho que a pessoa da profecia é o Renato. Ele pelo menos gostou de mim.

Então ela murmurou algo inteligível.

- Sinto muito, o que você disse?

- Nada.

- Quem nada sou eu, meus pais e os peixes. O que você disse Afro?

- Nada Mel.

- Afrodite, conte-me o que você disse. Você estava falando sobre o cônjuge da profecia, tenho certeza.

- Você está enganada.

- Afrodite, você pode enganar a qualquer deus aqui, menos a mim. Conte-me quem é.

- Eu não posso contar.

- Claro que pode. Você é uma deusa, pode tudo, desde que não viole as leis divinas.

- E as leis dizem que nós não podemos nos intrometer em missões.

- Em missões dos semideuses. Eu não sou uma semideusa, como você deve saber Afrodite.

- Eu não poderia contar.

- Você pode, porque você é a deusa do amor. O Cupido é seu filho, você quem controla as pessoas que se apaixonam ou não.

- Você está me pressionando.

- Impressão sua. Mas conte-me, como foi fazer meus pais se apaixonarem?

- Foi fácil. Difícil mesmo foi os fazer perceberem que estavam apaixonados. Eu utilizei de todos os meus recursos, até tive uma mãozinha de Hera, e nós montamos um plano tão perfeito que me deu até orgulho...

- E quem você faria se apaixonar por mim?

- Oh, eu já fiz, e ele é tão alto e...

Ela estacou, e arregalou os olhos, como se tivesse se dado conta do que havia falado somente agora. Eu fui pega de surpresa, e caí sentada na cama de Afrodite.

- Alceu...

~*~

Eu estava pronta para receber todos os convidados, com minha farda de gala. Ela era apenas para o recebimento das honrarias, meu vestido da festa estava pronto, perfeito para me receber.

- Filha está na hora.

Abri a porta, e saí. Meu pai me olhou, orgulhoso.

- Hoje você vai receber mais medalhas de honra ao mérito.

- Pra que tudo isso?

- Você vai ver.

Palas chegou, e rodeou o outro lado de Poseidon. Ele ofereceu o braço para nós duas, e mesmo sendo contra minhas regras militares, eu aceitei.

- A cerimônia não vai demorar muito, vai?

- Não filha. Eu apenas entregarei as medalhas. As suas vão primeiro, para que você possa se trocar.

Palas estava muito calada, mas tudo bem. Talvez ela estivesse apenas nervosa.

~*~

- Eu gostaria de fazer alguns agradecimentos antes de entregar as medalhas. Aos meus irmãos, Zeus e Hades, que me nos ajudaram a acabar com Oceano. Obrigado irmãos, sem vocês seria bem mais difícil terminar com aquilo.

Ambos ficaram muito, mas muito orgulhosos disso. Afinal todas as pessoas da vila estavam ali, além do EM, e todos os olimpianos.

- Infelizmente, eu não tenho duas bocas para homenagear os dois ao mesmo tempo, então a regra das ladies first está sendo válida. Para meu capitão honorário, Melanie – chuva de aplausos, enquanto eu subia ao palco – eu entrego a medalha de Estratégia, por desenvolver um sistema de sondas que nos permitiu evacuar a vila antes que qualquer dano a vocês fosse feito. Obrigado, Capitão. Você foi de suma importância para nossa vitória.

Ele prendeu a medalha em minha farda e me abraçou.

- Parabéns filha. Você merece isso e muito mais. Agora vá, e se troque.

Soltei meu pai e desci do palco. Palas já estava me esperando.

- Venha, você deve se trocar.

- Para quem o papai vai entregar medalhas também?

- Ele promoverá seu irmão a Major. Tritão se provou de grande valia.

- Hum. Mãe, Anfitrite está aqui?

Ela fez uma careta, e eu sorri.

- Não. Ela sempre é convidada, assim como todos os outros moradores da vila, mas ela nunca vem.

- Sei. E se ela viesse um dia?

- Bom, desde que ela se mantivesse bem longe do meu marido, não haveria problema nenhum.

Eu realmente gargalhei, e entrei em meu quarto. Comecei a tirar a farda, e soltei meu cabelo. Ele estava realmente bonito.

- Eu deixo o cabelo solto mãe?

- Você não agüentaria nem metade da festa de cabelo solto. Venha cá e eu faço uma trança embutida.

Sentei em minha cama, e Palas começou a mexer em meus cabelos. Eu simplesmente relaxei.

- Mãe? – Ela apenas resmungou. – Eu estou quase acabando minha missão. Eu tenho apenas que achar meu cônjuge, e então estará tudo pronto.

- E o que te incomoda?

- Que ele talvez não queira largar tudo para ficar comigo.

- Muitos matariam para poder estar no seu lugar, ou no dele.

- Exatamente. Ele não, e é isso que me preocupa.

- E é isso o que o faz tão perfeito para a profecia.

- Você sabe de quem eu estou falando?

- Claro que sei, Nie.

Meus olhos começaram a lacrimejar. Só ele me chama assim.

- Oh não, não chore. Você ainda tem uma festa para aproveitar. Terminei aqui.

Eu terminei de tirar a farda e coloquei meu vestido. Desta vez ele era vermelho, comprido, e seria muito comportado se não fosse pela fenda iria até dois palmos da minha coxa. E um salto preto tão alto quando possível, que me deixou maior que minha mãe.

- Você está linda, Princesa. Mas ainda falta seu tridente.

- Ele não vai combinar com o vestido, mamãe.

- Claro que vai. É só você querer.

Então eu peguei meu tridente e usei meus poderes. Ele ficou preto, deixando as esmeraldas em evidência.

- Uau. Não acredito que eu não havia pensado nisso.

- Mais de um ano se passou e você ainda não se acostumou conosco, ainda não se acostumou a ser uma deusa.

Fiquei em silêncio. Não tinha o que dizer.

- Vamos. Seu pai já deve ter terminado de entregar as medalhas.

Fomos caminhando em silêncio, e quando nós estávamos no corredor do salão de festas, dava para ouvir meu pai falando claramente.

-... E esse baile tem um propósito. Ele é em homenagem a uma pessoa muito especial – nós estávamos na porta do salão – minha amada herdeira. – E minha mãe abriu as portas, e se transportou para ficar ao lado de meu pai.

Eu fiquei um pouco chocada, mas tratei de esconder e sorrir.

- Minha herdeira. Sem ela seria muitíssimo mais difícil destruir Oceano. Ela isolou-o da água, aproximou pelas costas dele e quando ele a percebeu, ela deu um golpe que o fez cair. Quando no chão, ela deu o golpe fatal com seu tridente, enquanto seus tios usavam de seus poderes no titã. Ela abriu uma passagem para o Tártaro e o jogou lá, para que ele nunca mais saia.

Enquanto Poseidon falava, eu me encaminhava para ele, minha mãe e meu irmão. Ao lado deles, estavam Zeus, Hera, Perséfone e Hades.

Meu pai me deu um beijo na testa, e minha mãe me abraçou. Meu irmão me abraçou e falou que eu realmente merecia.

Uma música suave começou a tocar e meu irmão me tirou para dançar.

- Princesa Melanie, tão bela dama, me concederia a honra desta dança?

- Claro que sim Major, a honra seria toda minha.

Ele deu risada.

- Como você é boba Mel. E ai, está orgulhosa?

- Muito, na realidade. Destruímos Oceano, meus pais estão muito felizes, meus tios e avós também.

Quando eu mencionei meus pais os olhos dele ficaram meio escurecidos.

- Oh, desculpe. Foi insensibilidade falar de meus pais para você.

- Não, não foi. Anfitrite e o pai já se separaram faz muito tempo. É que eu tenho aquele desejo de voltar a ver os dois juntos, mas não é possível. Minha mãe e muito mais feliz sem Poseidon, e vice-versa. E se Athena não estivesse aqui, eu não teria minha irmãzinha bobona. E eu realmente gosto de Athena.

- Bom, já que é assim, nós poderíamos trocar de par, o que acha?

- Estão vendo? Ela já quer me trocar por alguém mais novo! Essa mulher é um absurdo! Eu dou de tudo para ela e ela ainda quer mais.

- Isso mesmo. Me entregue sua coroa, Poseidon e me declare imperadora disto daqui. Ai sim eu estarei satisfeita!

- Não serve você ser a imperadora de meu coração? – Poseidon perguntou, arqueando uma sobrancelha, todo galante. Palas apenas riu, e deu um selinho nele. Poseidon soltou-a e ofereceu sua mão a mim, e Tritão fez o mesmo.

- Aposto que você dança melhor que seu pai Tritão.

- Mas não tenha dúvidas que eu sou melhor que esse velho, Rainha.

Meu pai apenas bufou e me fez rodopiar.

- Você tem sido uma péssima companhia para Tritão. Até ele me chama de velho agora!

- Ele não devia falar nada. Só quem pode falar algo aqui sou eu, que tenho apenas dezessete anos.

Nós dançamos em silêncio por algum tempo.

- Você está linda Mel. Não é mais o bebê que eu dei para os Fernandes cuidarem. É quase uma mulher.

- Relaxe velho. Eu serei sempre um bebê para você. Nós temos a eternidade, esse é o interessante de se ser um deus.

Poseidon me abraçou bem forte, e a música terminou. Eu senti alguém me puxando e me virando, colocando uma faca em meu pescoço.

- Você ousa colocar essa pirralha dentro do meu palácio Poseidon? Assim como essa vadia que está ao seu lado. E você, Tritão, seu traidorzinho, me abandonou para servir o papai e a madrasta?

Meu pai fez menção de avançar, e ela colocou a faca mais funda em meu pescoço, começando a furar. Enviei amor para minha mãe, que olhou para mim automaticamente. E então eu mexi os lábios, dizendo:

“Faça alguém agarrar e afastar os braços dela.”

Minha mãe assentiu, e Poseidon tentava negociar. Minutos depois eu apenas senti a faca se afastando de meu pescoço, e me endireitei. Olhei para trás e lá estavam Perséfone e Hera, cada uma segurando um braço de Anfitrite.

- Nunca mais chame minha irmã de vadia, entendeu? NUNCA MAIS! – E Perséfone deu um tapa na cara de Anfitrite.

- Nem ofenda minha neta. Quem você pensa que é para ofender a Princesa dos Mares? – E torceu mais o braço dela, tentando quebrá-lo.

Eu cheguei bem perto de Anfitrite, e ela ficou com medo.

- E nunca, nunca mesmo, ofenda meu irmão. Ele é um homem honrado, e um filho excelente.

E eu dei as costas a ela.

- Soldados, levem-na para o quartel do EM. Eu estarei a caminho para decidir o que fazer com a prisioneira.

Fui diretamente ao Tritão. Ele me abraçou murmurando desculpas.

- Pare com isso. Você não tem o que se desculpar. Você pode interceder por sua mãe. Você quer fazer isso?

- Neste instante não. Faça o que você achar melhor.

- Você quer manter seu direito te interseção?

- Quero.

- Esse direito será mantido. Darei uma sentença a sua mãe e, caso você não achá-la justa, poderá revogá-la e sugerir outra mais leve.

- Obrigado Mel.

- É minha obrigação. Acredite, eu estou com raiva de Anfitrite. Ela te ofendeu, e ofendeu minha mãe. Mas eu resolverei as coisas.

Esperei um pouco para sair da festa, mas quando o fiz, as coisas estavam bem amenas. Meu pai ainda estava muito nervoso, mas mamãe já estava cuidando dele. Zeus e Hera estavam se agarrando em algum canto e Hades e Perséfone estavam dançando. Ótimo, estavam todos distraídos o suficiente para que eu me transporte ao EM.

~*~

- Anfitrite, você tem algo a dizer em sua defesa?

Nós duas estávamos em uma cela, mas a diferença é que eu tinha a chave.

- Não.

- Então eu, Princesa de Atlântis, a condeno a trinta anos de isolamento. A cada cinco anos você terá direito a uma visita. Sua comida será enviada, e você terá várias atividades para fazer todos os dias. Outros aspectos da sua condenação serão explicados por um soldado. E deixe-me contar algo a você: quando você sair daqui, cada passo que você der, eu ficarei sabendo. Cada pessoa que você conversar eu saberei onde, sobre o que e quando vocês se falaram. Eu estarei em sua cola como um cão de caça.

Abri a cela e saí.

Notas finais
Comentem lindinhos da minha vida. Vocês não sabem quão importante isso é!
Repostado em 06/01/2013