Crônicas Da Raijinshuu - Aqueles Dias...
1 Capítulo 1: Laxus, nos aceita?
Notas iniciais
Tá, não vale tacar magia!Eu sei que já tenho outras fics pra escrever, mas tava tão empolgada com essa idéia que não consegui me conter!Eu AMO a Raijinshu, apesar de não ir com as fuças do Laxus =P Além disso, duas fics minhas tão quase no fim...
Espero que gostem, o site está precisando de idéias originais!
Boa leitura!
Mira se perguntava se aquele seria um dia calmo ao chegar para o seu turno na guilda e encontrar Kinana debruçada sobre o balcão, parecendo um pouco desesperada.
-Bom dia, Kinana.Algo errado?
-Ah, bom dia, Mira-san!Bem, não exatamente... — ela olhou em direção à cozinha, suspirando profundamente. — ao menos, ainda não.
Gritos, risadas e sons de utensílios de cozinha sendo maltratados podiam ser ouvidos por todo o prédio.A albina ergueu uma sobrancelha, desconfiada de que, fosse lá o que fosse, sobraria pra elas mais tarde.
-O que está acontecendo lá dentro?
-Erza-san por acaso comentou que descobrira uma doceria em Redberry que tinha a melhor torta de morango que ela já comera, e, antes que eu desse conta, isso já havia se transformado em uma competição pra ver quem era o melhor cozinheiro de doces da guilda...em duplas!
Pelo barulho de explosão de sucedeu o relato da garota, Natsu com certeza estava participando daquilo.Certamente a sua cozinha seria feita em pedaços...era melhor dar uma conferida.
-Oi, pessoal, o que est...kyaaah!! — o gritinho resultara de uma grande porção de chantily que lhe acertara o rosto com uma precisão científica.Mira lambeu um pouco do doce, fazendo uma senhora careta logo em seguida. — É...salgado?
-Oe, Mira, gomene! — Natsu riu com um batedor de ovos na mão, espalhando o creme branco por toda a parte.- Eu me confundi um pouco!
"Quem é que confunde açúcar com sal?" Se perguntou, tentando tirar aquela meleca do cabelo.
-Estamos fazendo tortas! — Wendy sorria, misturando a massa com a ajuda da Charlie.
Mira observou o lugar, avaliando quais das duplas poderam se tornar potencialmente letais de alguma forma irreversível.
Wendy e Charlie.Seguro.
Gray e...Juvia?Hmmnn...manter em observação.
Natsu e Happy.Arriscado...
Lucy e Erza.Dependendo do humor da ruiva, risco de desabamento...
Levy e Lily.Bizarro, mas tranquilo e funcional (e algo lhe dizia que ele tentaria decorar aquela sobremesa com o máximo de kiwis que conseguisse...)
Evergreen e Freed?Sério mesmo?(De algum jeito, nem era tão estranho assim...).Não chamariam tanto a atenção, se não fosse por um detalhezinho básico: os dois estarem tentanto se fuzilar com o olhar naquele exato momento.
Aquilo parecia perigoso...
-E quem é o juiz?
-Todos nós! — respondeu uma empolgada Lucy, despejando morango picado no recheio.
-Aye!Cada um vai julgar as receitas dos outros,mas não pode julgar a sua própria!Natsu, cadê a pasta de peixe?
-Aqui! — Mira tinha a certeza absoluta de que nenhum ser vivo sensato teria coragem de provar aquela coisa pavorosa.
-Ever, o que pensa que está fazendo?
As atenções no lugar se voltaram mais uma vez para a dupla Raijinshuu.
-Estou misturando a gelatina, ao contrário de você que se enrolou completamente com o creme!
-Eu estou seguindo a receita, pode por favor tentar parar de improvisar? — ele estava a ponto de explodir.Mira guardou pra si mesma a observação de que ele ficava muito fofo vestido de chef de cozinha e com o cabelo comprido preso em um rabo de cavalo.
-Tá, tudo bem, senhor eu-sou-o-melhor-cozinheiro-dessa-porcaria-de-lugar!Faça tudo sozinho, eu estou de saída!
Ela atirou a tigela que usava no chão, com raiva, deixando o companheiro sozinho e com cara de tacho.
-Freed-kun... — Wendy murmurou, triste. — está tudo bem?
-Sim, não precisa ficar preocupada. — ele sorriu de leve pra ela, antes de tirar o chapéu e desamarrar o cabelo. — Com licença...
Os membros ficara meio imóveis enquanto o fitavam deixando o cômodo, o clima de alegria já dissipado.
-Isso não é nada bom. — a albina suspirou como queixo apoiado em uma das mãos.
-É só uma discussão boba, não é?Pra quê toda essa preocupação?
-Não é tão simples assim, Charlie.Brigas entre a Raijinshuu não são tão levianas quanto as do Natsu com o Gray, por exemplo. — Erza comentou.
-Aye...
-Porque não, Erza?
-Digamos, Lucy... — Gray recolocava a camisa cuja ausência fora a culpada pelo mais recente desmaio de Juvia. — que eles vivem em um mundo diferente do nosso.É complicado entender a cabeça deles de verdade.
-Que chato... — Levy murmurou, meio cabisbaixa.
-Vamos deixar de tristeza, temos um concurso pra realizar!Voltem ao trabalho, eu julgarei os pratos de todos vocês!
-Erza, isso não vale, a gente combinou outra coisa! — Lucy reclamou, choramingando.
Os outros riram, voltando ao tradicional clima de descontração da guilda.Mas Mirajane não estava completamente aliviada; sentia que aquilo ainda traria vários problemas.
Enquanto isso...
Freed caminhava furioso em direção a sua casa, sabendo que àquela hora Bickslow ainda não teria voltado.Queria muito ficar sozinho naquele momento, de cabeça quente.
Ele odiava discutir com a Evergreen, isso o fazia sentir-se mal por muito tempo.Tanto é que nos últimos tempos, as brigas entre eles haviam diminuído bastante,ainda mais se comparadas ao início da criação da guarda, alguns anos atrás.
Aquela fora uma época difícil...
~~Flash Back On~~
-Então...vocês tem certeza disso?
O loiro erguia as duas sobrancelhas em sinal de descrença.Sua maior vontade era a de dar uma longa e gostosa gargalhada, mas sabia muito bem que provavelmente feriria os coraçõezinhos daqueles três magos que, timidamente, se alinhavam à sua frente com a idéia mais do que original de fornecer-lhe uma guarda pessoal.
Não que ele precisasse, mas aquela ideia o agradava profundamente.
-S-s-se você não tiver objeções, será uma grande honra servi-lo, Laxus-sama! — o de longos fios esverdeados, Freed Justine, se curvava em reverência, tremendo de ansiedade e nervosismo.
Os outros dois, Bickslow e Evergreen (e esta ele fizera questão de avaliar de cima a baixo, ficando bem satisfeito com o resultado), aguardavam em silêncio.Também estavam nervosos.
Laxus assentiu, exibindo os caninos brancos em um largo sorriso.
-Se é o que querem, eu não tenho nada contra isso.
Uma comemoração tímida, porém animada.Os cinco bonecos de madeira do manipulador de almas sobrevoavam os ares gritando "consegimos, conseguimos!".
-Não o decepcionaremos, Laxus-sama! — Freed voltou a falar, as lágrimas quase escorrendo de emoção, sendo repreendido por uma sensata Evergreen.
-Qual é a sua primera ordem pra gente, Laxus? — Bickslow perguntou.
-Primeiro, pare de me chamar de "-sama", isso é ridículo. — apontou pro Freed, que assentiu freneticamente — E, eh, ordem...
Pensou um pouco; não fazia idéia do que ordenar àqueles três pupilos ansiosos por agradá-lo, aquilo acontecera muito de repente.
-Vão treinar um pouco, façam uma missão.Afinal, a minha guarda precisa ser composta dos magos mais fortes da guilda, não é mesmo?
-Hai!
Ele os dispersou com a mão, e os três foram direto até o quadro de missões procurar alguma coisa pra fazer.A brecha foi aproveitada pelo Mestre da Fairy Tail, que se aproximou de seu neto com um misto de orgulho, preocupação e curiosidade.
-Yoo, Laxus!Vejo que conseguiu seus próprios seguidores!
-Hm-hum. — tentou esconder o orgulho.Era bom ter um pouco de reconhecimento de vez em quando!
-Espero que saiba fazer um bom proveito disso, afinal não é todo dia que alguém... hey, onde está indo?
-Comer.Conversas moralistas me dão fome.
Makarov abanou a cabeça em uma negativa.O que estava acontecendo com o seu garoto?
-Este! — Bickslow abanava um panfleto acima de sua cabeça, já entregando à responsável para que ela desse baixa no livro de missões. — Nada como desvendar o mistério de uma vila abandonada pra melhorar os ânimos!
-Fantasmas, fantasmas! — os bonequinhos proclamavam alegremente.
Ever parecia estranhamente paralisada.
-P-precisa ser mesmo essa?Olha,tem um monstro marinho que aparece às vezes no lago Swan.N-não preferem ir nesse aqui?
-Hihihi, porque, Everzinha? — Ele colocou a língua pra fora, a expressão de deboche. — Quem a visse assim poderia até pensar que você tem medo d-
Não chegou a concluir a frase.Ela tomara o panfleto de suas mãos e o guardara dentro do decote,irritada.
-Não ouse terminar essa frase.E NÃO ME CHAME DE EVERZINHA, não te dei toda essa intimidade!Partimos ao meio-dia, é bom que os dois incompetentes não se atrasem!
Ela saiu do lugar batendo o pé, quase a ponto de petrificar um pobre transeunte inocente.Freed e Bick ficaram para trás, o primeiro franzindo a testa e o segundo rindo divertido.
-Garota irritante... — a delicada mão apertava o florete, indignada. — Ela precisa aprender modos...
-Caminha aê, Freed, vamos nos esforçar pra nos darmos bem,pode ser?
Ele bufou, e também saiu de perto.Bickslow suspirou, rezando pra que aquela história de grupo não terminasse em tragédia.
Notas finais
Nos próximos capítulos, mais explicações sobre a convivência forçada entre os três magos e algumas informações sobre o início do trio.
Agora...reviews?
Kissus!
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