Crystal Animal
5 Capítulo 5
Acordei ótima, sem sonhos nem pesadelos, apenas pensando nas palavras de Tyler ontem a noite, decidi não comentar nada no café da manhã, além do mais, Cole poderia me odiar se soubesse, decidi falar com Jenn primeiro sobre isso tudo, logo após o café fomos para o pátio, um local cheio de árvores e animais silvestres
–Vai falar ou não ruiva? — ela vai ao ponto, como sempre -Ontem a noite Tyler disse que me ama — eu digo esperando risadas
–Eu ja desconfiava — ela não parece nem um pouco surpresa -Como assim desconfiava Jenn? — falo em tom de áspas
–Você ficou 2 semanas desacordada e ele passava dias te observando — ela diz e fico envergonhada
–Ah, ta — estou como um tomate
Ele me observava todas as noites, e cuidava de mim, ele me ama, eu disse que o amava, mas não estava em condições de discutir que não ontem, apenas falei da boca pra fora, afinal de contas, Cole também me ama, mas com essa vingança eu não tenho tempo pra paixão ou amor
–Ei, acorda Luna, acorda, psiu! — noto ela me chamando
–Estava pensando, desculpe, o que disse? — olho pra ela, os olhos dela erão cinzas e seus cabelos eram negros com mechas verdes em um perfeito rabo de cavalo, ela como eu tinha sardas na faixa do nariz
–Perguntei o que respondeu a ele — ela repete
–Que também o amo, mas disse da boca pra fora — me sinto culpada
–Você tem que falar pra ele — ela faz o olhar que só eu entendo, um olhar de razão
–Eu sei, vou falar no almoço — levanto do banco e ela faz o mesmo
Como se fôssemos conectadas deitamos na grama e não falamos mais nada por horas, apenas olhávamos os passaros, em raras ocasiões águias caçando pousavam e conversavam com Jenny e iam embora, depois de mais algumas horas Cole veio nos chamar pro almoço e nos separamos ao ir para as mesas, eu fui para mesa que Tyler compartilhava com a irmã e ela com Cole pra nossa mesa
–Precisamos conversar Tyler — sento de frente pra ele
–Vou pegar sobremesa pra mim — Diana diz parecendo um verdadeiro animal com comida na boca e levanta
–Fala logo Luna — ele ja deve saber o assunto, ou não
Explico tudo para ele que diz apenas
–Eu entendo — seu tom era disfarçando a tristeza
–Ty — falo querendo consolar ele -Sai daqui — ele grita e me empurra pra trás
Me afasto dando a ele privacidade e saio do refeitório, vou para meu quarto e ponho um biquini e me dirijo para as piscinas, a Dragon Mansion, o nome que ouvi Falcon chamar este local, era enorme, tinha 40 andares para cima e 10 para baixo, 300 quartos, 6 piscinas, 2 pátios e milhares de outras coisas, inclusive um arsenal de armas, que Cole começou a trabalhar na linha de montagem, era o sonho dele um emprego desses, mergulho na piscina e vejo uma pessoa sentada no fundo, usando o colar do tubarão estava uma garota, conheço ela faz mais de 10 anos, a mordida que me deu, era Tristana, minha antiga colega de escola, seus cabelos azuis claro ondulavam na água, decido sair da piscina, ainda de biquini eu vou para a sala de armas ver Cole
–Oi Luna — ele estava com parafusos e molas na mesa montando uma espécie de máquina
–Oi Cole — abraço ele pela cintura com força — o que está montando?
–Uma arma de parafusos, ela perfura fácil qualquer coisa — ele para de montar e segura minhas mãos — o que veio fazer aqui?
–Vim te ver, é claro — sinto que ele está meio hesitante quanto ao abraço
–Que bom, pensou naquilo que disse? — ele vira com o rosto próximo ao meu
–Cole, eu não posso antes de concretizar minha vingança — digo afastando o rosto
–Eu entendo, me desculpe por isso — ele me beija, mas dessa vez eu deixo
O beijo pode ter durado, 10, 20 ou até 40 minutos, mas foi bom, não queria dar esperanças a ele, mas não queria recusar também, quando ficamos sem fôlego cedemos e paramos para respirar
–Foi ótimo — ele fala ofegante
–Sim — digo também ofegante
–Eu sei, não é nenhum compromisso Lu, não se preocupe — ele sai da sala de armas e me deixa sozinha
–Tchau né — falo para mim mesma
Decido olhar as armas do arsenal, até que vejo luvas metálicas que me chamam a atenção, as coloco e vejo que se ajustam a minhas mãos, soco uma parede e abro um buraco, abro minhas garras, fazendo que garras metálicas saiam dos dedos da luva se ajustando as minhas
–Uou — corto uma mesa ao meio
–Quem permitiu que viesse aqui? — um garoto com olhos amarelos de cobra e cabelos negros aparece
–A desculpe — tiro as luvas
–Quem é você? — noto a língua dele sair e voltar rapidamente
–Luna, Luna Redwood — olho pra ele
–A filha de meuss mestress – percebo que ele tem um leve tom de uma cobra falando
–E quem é você? — pergunto
–Codinome Snake, espião da resistência e infiltrado nos Hunters — o aumento de S's na frase me irritava
–Você é o espírito da cobra né? — meio incherida
–Sim sou, e você vem comigo — em movimento rapido ele me desacorda
Fui raptada por um Hunter
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