Cruzada Escarlate

1 Cruzada Escarlate


A chuva tamborilava,num som suave,tão calmos que iram inaudiveis para uma garota,que deixava seus longos cabelos de um tom ruivo forte serem lavados pela água que caia do céu.Esfregou a palma da mão nos olhos,na tentativa de acordar de um sonho ruim.Nada.Como uma última prece,ela deitou sobre o corpo gélido e molhado de seu irmão favorito.
- Tarshii...! — Clamou chorosa,tentando expressar pela voz,a dor que sentia.Mais e mais lágrimas escorriam pelo rosto pincelado de leves sardas,misturando a água salgada do corpo com a doce da natureza.
- Tarshii!! — Desta vez,berrou em súplica fazendo a voz ecoar em direção a porta aberta da casa a frente.Sentada na área,junto com corpo do irmão hesitava em querer entrar,sabia o que encontraria : Corpos ensanguentados de pessoas que já foram a sua família.
O seu grito de dor,foi ouvido as redondezas porém Kira,ocupada em velar em luto eterno o irmão,não sentiu a aura,ou a alma de uma pessoa.A poucos centímetros da ruiva,pousou a mão pesada no ombro dela,ainda com o rosto inchado e vermelho virou o rosto para ver quem a confortava,um grande manto com capuz negro,molhado e pesado cobria o rosto,corpo e parte do chão atras do seu portador,cabelos negros e lisos escorriam para fora do capuz,e apenas o queixo com uma barba amanhecida e um nariz com uma grosseira cicatriz era visto.
-Q-quem é você? — Gaguejou entre os soluços,tremia agora de frio e de medo.
-Não tema garotinha. — A voz grossa a fez estremecer mais uma vez,ele não se importou,fez com que ela o olhasse nos olhos erguendo o queixo da mesma,os olhos verdes encontraram os cinzentos. — Você chora por que sua família morreu,não é?
A resposta foi um balanço de cabeça,com dois tapinhas no topo da cabeça de Kira,o mais velho se pronunciou — Você quer vir comigo?Você terá um lugar aonde dormir e uma boa comida.
- Não. — Sem gaguejar,firme e forte,Kira respondeu.Olhou ao corpo falecido,lá permaneceria.O Mais velho sorriu,aquela o daria trabalho,mas seria uma ótima aliada.
- Que audácia,agora vamos. — Sem permissão,puxou-lhe a pelos braços,Kira rosnou um resmungo e se chacoalhando pode se soltar.Com raiva,o homem tomou mais forte a mão dela,porém não pondo força o suficiente para quase a quebrar. — Eu disse,Vamos.Você não pertence mais a essa família,você é minha propriedade,sabe por que? — Se ajoelhou,olhando-a firmemente nos olhos e grunhiu. — Por que eu matei a bastardo de seu irmão,a vadia de sua mãe e o cafetão de seu pai.É,eu os matei!

Rosnando,Kira tentava o atacar mas nada adiantava. — Então por que não me mata também?
A resposta veio mais calma que a ameaça,suspirando. — Por que você é preciosa demais,para se matar assim.

De inicio,ela não compreendeu mas com o desenrolar de semanas,foi se aproximando mais do homem que havia matado sua família e selado o seu destino,ele a treinava e a alimentava e de bônus a dava um bom lugar para se dormir mas como nada é de graça,Kira,que já aos treze anos se mostrava uma necromante habilidosa,realizava missões.Suas habilidades de classe,consistiam em vários tipos de magia negra e branca,exorcismo,possessão e invocação.Tantas boas habilidades,que seu recrutamento já havia sido pedido em mais variadas partes do mundo,e assim Azeroth,seu mentor e assassino de família poderia muito bem a vender pelo o que bem entendesse.E assim o fez,vendida por 18 moedas de ouro,7 de prata e 56 de cobre a um Lorde de guerra local da França foi transferida a Oradur Sur Glade,uma cidadela abandonada,com poucas pessoas a viver nela.

A rua estava vazia com a calada da noite,escondida no manto negro,com apenas fios rebeldes do cabelo vermelho cacheado,Kira liderava um pequeno grupo com três homens para uma missão de rondamento,a visto estava tudo limpo.O som de risadas e conversas dos mais variados tons ecoam numa rua sem saída,no beco haviam dez jovens compartilhando suas histórias ao redor de um poste de iluminação.A alma deles eram de tantas formas e sensações,havia uma delas que era tão gelada quando o mais vigoroso inverno,e outra...tal outra que fez seu coração bater tanto a pondo de tremer seu corpo.
-Quem são? — Pediu a um dos seus subordinados.
-Alguns da nova gerações de treinados,dizem que são bem fortes..Mas creio que você é mais.

-Meu ego te agradece. — Riu.Mas uma vez,voltou a olhar os dez amigos,o mesmo subordinado que a elogiou,colocou as mãos em respectivos ombros.
-Você tem vontade se ser como eles?
- Muita. — Suspirou,porém o som do sino da igreja catedral soou,marcando que já era hora de voltar,olhou mais uma vez ao grupo,cada pessoa a li,parecia convida-la para se juntar e rir até a meia-noite.Não sabia se era destino,mas lutaria para estar ao lado delas,mas principalmente,ao lado de um par de olhos azul profundos,a qual mexera totalmente com o coração da necromante.

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