Crush

1 Capítulo Único.


Notas iniciais
One-shot cutíssima de Orange, um belo mangá.
Não foi meu melhor trabalho, mas gostei do resultado final.

ANTES DE LER TENHA EM MENTE QUE:

Tem spoilers.
Pode ser muito confuso se você não leu o capítulo 19 do mangá, eu li em inglês e não sei se tem em pt.

As frases entre aspas foram retiradas do mangá, com leve modificações para se adequarem ao enredo.

As frases em itálico e do lado direito do texto são fragmentos da música em que a fanfic foi criada. Aqui está ela:

https://www.youtube.com/watch?v=n06U56F0ETM

Sabendo de tudo isso, aproveitem!

Eu saí de casa sem nem ao menos responder a minha avó, e subi na bicicleta, indo para nenhum lugar em particular.

Eu estava correndo no frio

Leve, me perguntando pra onde ir

Para fugir sem você

O vento frio batia no meu rosto, mas não secava as lágrimas que insistiam em escorrer pelo meu rosto.

Porque nem as forças da natureza, podem acalentar o peso do pecado que manchava minha alma.

Todo o meu medo está voltando pra casa

E é arrancado da alma

Você não pode ser eu

Eu vou virar você esta noite

Eu matei minha mãe.

Posso não ter pegado uma faca e enfiado em seu coração, posso não ter olhado em seus olhos enquanto ela comia a comida envenenada que eu ofereci, mas não deixava de ser um crime.

Na realidade, o fato de eu ter mandado uma mensagem, com palavras mesquinhas de um adolescente que não sabe medir suas consequências, sem nem ao menos ter olhado em seus olhos escuros para notar o quanto eu a machuquei... Foi pior.

Espero que ela me perdoe.

Nas noites mais assustadoras, a culpa me assolava, massacrando meu coração, onde eu era atormentado pelos meus pensamentos.

E se eu não tivesse dito aquelas palavras?

E se eu apenas tivesse recusado o convite de Suwa? Eles continuariam vivos se eu dissesse não, mas porque eu disse sim, minha mãe se foi.

E se, e se, e se, e se.

Mas estou preocupado que nem criança

Eu me sinto tão culpado

Vou compensar você esta noite

“Eu imagino o que acontece quando morremos. Nossos pecados desaparecem também? Eles são recompensados?

Será que alguém ficaria triste se eu me fosse? Será que tudo melhoraria amanhã de manhã?”

Com a visão manchada de lágrimas, eu ainda conseguia ver o cruzamento a minha frente.

Eles estão mudando o meu futuro

Visões que enterrei sob o solo

Naho estava lá também, mas estava tão clara e sorrindo tão brilhantemente, que eu soube na hora que era apenas minha imaginação.

Naho.

Eu fui cruel com ela. Nunca me desculpei pelas coisas que eu disse no ano novo.

“Nunca mais fale comigo de novo. Eu não vou mais te machucar, então não fale mais comigo...”

Eu amo ela. Mas o Suwa também a ama.

Não sou louco o suficiente para tragar ela para as profundezas do meu desespero, então não falei nada.

Ela estaria melhor com o Suwa de qualquer forma.

Eu estava me liberando por conta própria

Pele asfixiando sobre a libertação

Não há mais lágrimas, então eu posso ver claramente. O cruzamento, o sinal que indica que eu devo parar.

O caminho da liberdade.

Coçando arestas que foram deixadas sozinhas

Perseguindo lembranças que eu costumava ter

Eu não posso esperar até isto acabar esta noite

— Kakeru! – A voz de Azu surgiu em minha mente, me chamando animadamente.

— Kakeru. – Seguida de China, que me oferecia um sorriso gentil, raro diante de sua personalidade raivosa.

— Kakeru! – E então tinha Suwa, que era tão grande quanto seu sorriso era caloroso.

— Kakeru. – Hagita e seu estranho porém acolhedor personagem.

— Kakeru... – “Naho... Eu me pergunto para quem ela entregou o chocolate de dia dos namorados”

Eu gostaria de saber de quem ela gostava. Poderia ser eu?

Imagens que estive sonhando estão caindo

Eles estão mudando o meu futuro

Visões que enterrei sob o solo

Heh, sem chances.

O cruzamento estava cada vez mais próximo, e eu já conseguia escutar as pessoas gritando para eu parar. Ainda dava tempo de fazer a escolha.

Algo realmente mudaria com isso?

Os pesadelos que tenho tido chegaram

Eles estão mudando o meu futuro

Os sinais da minha criação na minha porta

Parando a bicicleta na faixa de pedestres, eu observei com uma calma sobrenatural o carro tentando frear desesperadamente.

“Mas acho que nada disso realmente importa.”

O branco dos faróis preencheu minha visão, depois veio a dor reconfortante.

Finalmente posso me desculpar com minha mãe...

Como você pôde fazer isso com ela?

Me desculpe, Naho. Talvez, em outra vida, posso tentar te fazer feliz de verdade, mas por enquanto...

Eu tenho que lidar com meus próprios pecados.

Notas finais
Comentários serão sempre apreciados!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!