Notas iniciais
HEY! I'M BACK!

OH MY! QUÉZIA SARA, VOCÊ QUER ME MATAR? MEU, TO PIRANDO, DE VERDADE, MUITO MUITO MUITO OBRIGADA MESMO POR TODO O APOIO, TODO O CARINHO E PELA RECOMENDAÇÃO. É POR ESSE APOIO QUE EU RECEBO QUE EU ESTOU AQUI, ISSO QUE ME DÁ VONTADE DE CONTINUAR A ESCREVER! ♥

OBRIGADA TAMBÉM A TODAS AS OUTRAS LEITORAS. FICA DIFÍCIL FALAR O NOME DE TODAS, MAS OBRIGADA DE CORAÇÃO POR ACOMPANHAR, FAVORITAR E POR TODAS AS REVIEWS! ♥

ESPERO QUE VOCÊS GOSTEM! EM ESPECIAL VOCÊ, QUÉZIA, AFINAL, ESSE CAPÍTULO É DEDICADO A VOCÊ! OBRIGADA DE NOVO!

BOA LEITURA! :*

POV Austin

....

The sun don't shine

The sky ain't blue

If I can't be with you ♪

Terminei de dedilhar as notas da música recém escrita.

– Boom! — Comecei enquanto encostava o violão no chão de madeira da varanda — mais uma música incrível da melhor compositora do mundo! — Eu a abracei, ela retribuiu e vi que ela ficou envergonhada com as minhas palavras e apenas agradeceu baixinho.

Olhei ao redor, ainda envolvendo-a pelo ombro e o cenário tinha mudado: agora o céu estava com várias estrelas e a lua também aparecia.

Mirei a castanha ao meu lado enquanto embalava a rede com os pés. Ela também olhava para o céu, e posso dizer que a luz da lua realçou a sua beleza e aqueles olhos... Eu conseguia ver a lua através deles.

– Austin... — Ela disse tirando-me do meu "transe", enquanto eu ainda admirava a lua — Obrigada — fiquei confuso e frangi o cenho. Quando ela não obteve a resposta, olhou para mim, e, percebendo a minha reação, completou a frase sorrindo: — por tudo!

Eu sorri mais do que eu poderia chegando a machucar as bochechas:

– Eu é que tenho que te agradecer porque eu aprendi muito com você e enfim, eu não sei se seria o que sou hoje se não fosse por você, baixinha!

– Aww, Austin! Eu sempre vou estar aqui para você — Ela me apertou num abraço de urso. Quando ela soltou me lançou um sorriso e eu retribui. Ela desviou o olhar para dentro da cabine e focou no relógio, que se seguiu por um pulo da rede para a cabine seguido pelo bater de portas e gavetas e uma voz um pouco abafada:

– Falta meia hora para encontrarmos o capitão!

– Yay! — disse com ironia enquanto levantei e fui para a cabine pegar as roupas para me trocar vendo-a passar com os braços cheios para o banheiro.

Em menos de dez minutos eu já estava vestindo minha roupa social com a camiseta um pouco aberta e a gravata mais larga acompanhadas pelo meu all star. Baguncei o meu cabelo e esperei a garota sair do banheiro.

POV Ally

Olhei para o espelho do banheiro e vi uma garota com um vestido vermelho longo, sapatos e uma bolsa de mão dourados, um coque bagunçado lateral, maquiagem natural, brincos pequenos e um colar de ouro com um pequeno pingente de brilhante. Suspirei. Acho que ficou bom. Vou até a porta do banheiro a destranco e puxo-a vagarosamente.

– Pode sair, Alls! Não estou me troc... — a voz do garoto foi ficando mais fraca e ele parou de falar quando me viu sair do banheiro.

– O quê? Exagerei?

– Não! — disse ele rapidamente, respirou e falou com mais calma — Não... Você está incrível!

Sorri sem graça e mirei os meus pés enquanto espremia meus braços à frente do meu corpo e murmurei um agradecimento. Mirei o relógio, dez minutos atrasados... Ele chegou do meu lado e estendeu o braço para que eu passasse o meu pelo dele e saíssemos dali.

Chegando no salão, Austin foi procurar pelo capitão e eu fiquei esperando perto da porta entalhada que dava acesso ao salão. Eu corri os olhos pelo local e me surpreendi. Era simplesmente maravilhoso! Amplo, tinha um palco sendo usado por um grupo de pessoas tocando músicas clássicas. Na frente do palco tinha um espaço vazio, no outro extremo tinha uma mesa comprida com o coquetel e as bebidas eram servidas por garçons que andavam por tudo. Os móveis eram um pouco rústicos e estavam perfeitamente dispostos por todo o salão, ao total, deveria ter umas cinquenta mesas redondas, cada uma com cinco cadeiras estofadas, que ficavam bem longe umas das outras, pois a mesa era grande. Em cima das mesas tinham arranjos florais de rosas vermelhas. Cortinas vermelhas pendiam cobrindo as "janelas" que davam saída ao deck principal e no meio do salão tinha um lustre de cristal muito grande e que dava mais elegância ao local.

– É lindo, não? — gelei e senti meu coração acelerar, pois eu conhecia aquela voz. Virei-me em direção a porta e o vi. Sim, era o Matthew! Enquanto eu estava conhecendo o local, ele havia se aproximado.

– Maravilhoso!

– Todo o trabalho foi recompensado nesse momento quando eu deixei você impressionada.

– Você ajudou?

– Na verdade, sim. Eu fiz os desenhos, de todo o navio na verdade, e tomei todos os cuidados para esse jantar.

– Parabéns, estou até sem fôlego! — Disse-lhe com um sorriso sincero.

– Vamos comigo, eu tenho uma mesa para nós — e estendeu sua mão como o Austin tinha feito há pouco... Oh, Austin.

– Matthew! O Austin tinha saído para encontrá-lo, mas...

– Tudo bem, ele vai nos encontrar em breve — acenei com a cabeça e deixei-me ser conduzida. Ele nos levou para a mesa que parecia ser a principal, pois o arranjo em cima dela era diferente. Quando eu cheguei perto da cadeira ele me pediu permissão e puxou-a para mim. Agradeci e sentei, sendo acompanhada por ele segundos depois. Ele pediu ao garçom alguma bebida para ele e eu pedi um suco natural. Em menos de cinco minutos lá estavam as bebidas e alguns canapés e outras comidinhas que estavam na mesa do coquetel. Começamos a comer e ele puxou alguns assuntos aleatórios, como de onde eu era, o que eu gostava de fazer, se eu estudava e todo o papo que temos com alguém quando começamos uma amizade. Foi até bem divertido, mas eu olhava discretamente ao redor buscando pelo loiro, mas ele ainda não havia aparecido. Aonde ele tinha ido?

Quando acabamos de comer eu avisto cabelos loiros e bagunçados vindo em nossa direção, mas ele não parecia muito animado.

– Boa noite! — Disse enquanto sentava soltando um pequeno sorriso sem graça. Nesse momento o capitão estava falando com um homem muito bem vestido que sentou ao seu lado dizendo que seria breve. Virei-me para o lado em que Austin sentou e falei baixinho:

– Onde você estava?

– Longa história, depois eu te conto — ele disse enquanto tirava um porta guardanapos do seu guardanapo e jogou em cima de outro prato, servindo o seu com alguns canapés.

– Então, Austin! — Matthew começou enquanto Aus degustava o coquetel — Fiquei sabendo pela sua empresária que você canta e dança muito bem!

– São os olhos e ouvidos dela — nós rimos, Austin mais sem graça do que nunca. O QUE ACONTECEU COM ELE?

– Então, eu gostaria de saber se você poderia cantar uma música hoje. Diremos que um aquecimento para o show da semana que vem.

– Desculpe, mas eu acho que não posso tocar com eles — disse Austin indicando o pessoal que tocava — não é por nada não, mas é que não é o meu estilo de música.

– Vamos lá, faz um pequeno arranjo com eles. Eu sei que você tem músicas lentas, eu vi seus vídeos.

– Tudo bem — Austin disse sorrindo fracamente e levantou-se enquanto comia seu último canapé. Matthew levantou-se também e foi levando-o em direção ao camarim, que pelo jeito, ficava atrás do palco. Eu fiquei sozinha e resolvi ir ao banheiro dar uma olhada no penteado e na maquiagem.

Quando eu voltei do banheiro, fiquei aguardando perto do palco a entrada e apresentação de Austin. Em poucos minutos o próprio capitão estava no palco:

– Senhoras e senhores! Muito obrigado pela presença! Hoje teremos uma participação especial aqui. Ele fez um arranjo especial então peço aplausos para: AUSTIN MOON!

Austin apareceu no palco com um violão emprestado e se posicionou atrás do pedestal com um microfone.

– Boa noite! Meu nome é Austin Moon e essa música se chama "I think about you".

Austin começou a dedilhar as notas no seu violão e foi acompanhado pelo homem que tocava violino, o que deu um toque ainda mais romântico à música. Quando ele começou a cantar, Matthew chegou ao meu lado e sussurrou ao meu ouvido:

– Me dá a honra? — E estendeu sua mão para mim, convidando-me a dançar. Eu mirei a direção de Austin, que cantava com os olhos fechados.

– Tudo bem — eu disse, depositando a minha mão sobre a sua. Eu olhava diretamente nos seus olhos azuis enquanto ele ia ajeitando a minha mão na dele e puxou-me para mais perto colocando a mão nas minhas costas. Deixamo-nos embalar pela música e eu fui sendo levada por ele, já que não danço NADA bem. Eu estava ficando hipnotizada. Muitos casais se juntaram a nós na pista de dança. Ele estava dançando muito bem e também fazia com que eu me sentisse bem. Até que parei de mirar naqueles olhos em que eu havia me perdido. Olhei na direção de Austin que nos olhava diferente enquanto acabava a última frase da música e tocava os últimos tempos da canção.

Eu me afastei um pouco do capitão e assim que a música acabou eu soltei-me dele. Agradeci a dança e a noite e corri pelo salão em direção à mesa em que estávamos pegando minha bolsa de mão e fui andando em direção às cortinas vermelhas. Segurei nelas e abri uma das portas/janelas e saí para o deck.

POV Austin

Deixei o palco rapidamente enquanto agradecia ao pessoal que tocou comigo. Cheguei no camarim, meu coração ainda estava apertado e eu encontrei a última pessoa que eu desejava ver: o capitão metido, Matthew! Ele parecia animado...

– Parabéns, Austin, você canta muito bem! Com certeza terá um show na próxima semana!

Eu respondi sorrindo forçosamente e fingindo animação, e parece que ele não notou:

– Obrigado. Acho que já vou para a minha cabine, estou um pouco cansado.

– Tudo bem, mas não a tranque, a sua AMIGA pelo jeito não foi para lá. Boa noite! — ele frisou a palavra amiga. Que raiva, mas não me virei, somente tranquei minha mandíbula, olhei para cima, respirei fundo e saí de lá. Ao sair vi uma baixinha apoiando-se nas cortinas. Eu fui atrás dela para tirar satisfações. Como ela fez aquilo comigo?

Quando a alcancei ela estava apoiada no corrimão do deck mirando as estrelas.

– Pode me explicar o que aconteceu? — Comecei.

– Como assim?

– Não se faça de inocente! — Ela me olhou confusa — O que aconteceu durante a canção?

– Austin, você está bem? — Eu limpei a garganta e bati levemente os pés na madeira. — Ah! Está se referindo a dança? Bom, eu dancei com ele, mas foi só isso...

– Ally, eu sei muito bem o que ele quer com você e não é somente uma dança.

– Você sabe que o que está falando não tem absolutamente nada a ver...

– Isso porque você não sabe que ele fez um dos guardas me enganar e dizer que ele estava na "sala" dele e depois me fazer andar por outros corredores do navio do lado oposto daqui.

– Por isso você se atrasou?

– Sim... — Suspirei — não vê, Ally? Ele quer ficar sozinho com você! — Eu estava me controlando ao máximo e se eu o visse naquele momento avançaria nele com socos e mais socos, ela trocou de lugar comigo no deck, rodeando a minha frente e parando do meu outro lado enquanto falava:

– Para, Austin! Eu não acho que tenha sido ele e eu já disse que não houve nada, foi APENAS uma dança.. — Eu a fitei, ela pensou um pouco — Parece até que está com ciúmes — ela me encarou... Não pude deixar de desviar o olhar. Fingi que estava olhando o rastro que o navio estava deixando...

– Eu não estou é só que... — hesitei por um segundo tomando coragem, apesar de sentir-me pesado, continuei — E-eu pensei que aquela música significava algo para você, como significa pra mim. Foi quando eu me declarei pra você, mas você nem lembra não é?

– Claro que eu lembro — ela olhou bondosamente e falou calmamente — Por favor, não faça chantagem emocional! Você está exagerando. Não faça isso comigo e com você mesmo — ela chegou mais perto e colocou a mão no meu ombro.

– Tudo bem, eu vou para a cabine... Você vai ou vai ficar com o seu novo amigo?

– Pelo amor de Deus, Austin! — Ouvi-a bufar e bater as mãos ao lado do corpo — Você está ouvindo o que eu estou dizendo?

– Sim, eu estou.

– Não parece!

– Seja qual for a sua decisão, tome o meu terno — tirei-o e apoiei nos seus ombos que estavam frios — você está tremendo de frio aqui — pausei e olhei-a. Ela me olhava indignada e agradecida — Eu já vou... — Virei as costas e fui saindo até que depois de alguns segundos eu ouvi o barulhos de salto alto chocando-se contra a madeira vindo atrás de mim, mas que não chegava a me alcançar. Será que ela ficou brava?

Notas finais
COMPRIDO O CAPÍTULO, NÃO?
A DECLARAÇÃO DO AUSTIN FOI NA SEGUNDA TEMPORADA DE A&A, QUANDO O AUSTIN CANTA ESSA MÚSICA PRA ALLY. Ok?
ENFIM, DEIXEM COMENTÁRIOS, SUGESTÕES, RECLAMAÇÕES, DÚVIDAS DE QUÍMICA E MATEMÁTICA... ASPDOKASPODKPASOK' TO BRINCANDO (A ÚLTIMA PARTE, CLARO).
ATÉ A PRÓXIMA, GALERA! BEIJOCAS ♥