Cruéis Intenções

4 Capítulo IV - Três


Notas iniciais
Cadê minhas leitoras? Será que estão pulando carnaval? OMG! Fui abandonada, mas enfim...
Boa Leitura.

Era sempre assim desde o beijo, uma garrafa de vodka e Lourdes na mente. Como uma mulher poderia fazer ele se interessar tão profundamente? Por que um beijo ficava na sua mente? A vida estava negra para William, já não conseguia se concentrar no trabalho forçado pelo padrasto e não queria a farra com os amigos. Seu padrasto estava exultante por William parecer ter tomado um rumo na vida, nada de noitadas, apenas umas exageradas na bebida, mas ele bebia em casa agora.

– Tomou jeito! – O padrasto de William não era um homem muito bom, justo definiria o melhor. William seguia os passos de seu melhor amigo, estava trabalhando nos negócios do padrasto, o jornal local da cidade. – Quando Jeffrey parou de te acompanhar quis saber o segredo, vi que tinha uma mulher no meio. Quem é a garota? – O Sr. Bailey não era nem um pouco bobo, na verdade era muito esperto e perspicaz.

– Nenhuma mulher vai me deixar para baixo, é apenas a falta que Jeffrey esta fazendo. O resto do pessoal não é tão legal. É mais legal ficar em casa e beber sozinho. – O William não tinha convencido seu padrasto, mas o mesmo resolveu o deixar em paz.

A cidade inteira percebia como o ruivo galanteador e esquentado tinha sumido das farras e confusões. Uns resolveram aceitar que ele tinha amadurecido, outros que logo ele iria aprontar alguma coisa bem grande e pesada.

A vida de Jeffrey não podia estar melhor. Uma bela esposa atenciosa e educada. Bons colegas de trabalho. O orgulho e admiração do pai. Tudo que um dia ele pensou não conseguir conquistar. Ele pensava como tinha sido ingênuo em acreditar que o único jeito de viver era fugir para Los Angeles. Ele e William tinham tido uma idéia louca de formar uma banda e fugir, mas desistiram quando a idéia da banda não deu certo. Ninguém naquela cidade gostava de rock. Eram todos conservadores e perdidos no tempo.

A vida tinha tomado um rumo diferente e totalmente normal. Quando parou com uso de bebidas, Jeffrey transmitiu toda sua dependência em Lourdes. Ele respirava a esposa praticamente. A dependência chegava a ser ridícula, digna de uma criança às vezes. Mas Lourdes não ligava, ela achava que essa obsessão do marido era completamente normal.

A obsessão do marido só fazia a aumentar as enxaquecas, mas Lourdes não sabia disso. Chegavam a ser tão forte que tinha dias que ela não levantava da cama. Jeffrey nada podia fazer alem de comprar os remédios e obriga-la a toma-los.

William estava quase se matando sobre a decisão que devia tomar, tinha resolvido ser leal ao amigo de longa data. William tinha plena consciência de que Jeffrey poderia querer mata-lo, o amigo era um homem rancoroso. Estava tão esbaforido com a desiçao que nem se ligou da hora que ele ia visitar o amigo em casa.

– Jeffrey esta? – Ele encarava agora os olhos de um demônio disfarçado de anjo. Pelo menos era isso que ele achava de Lourdes.

– Ele esta trabalhando. – Lourdes estava com uma compressa de água morna sobre a cabeça e respondeu a pergunta de forma letárgica.

– Você esta se sentindo bem? – Demônio ou anjo? No momento ela parecia um anjo. A preocupação de William se acelerou. Olhar naqueles olhos castanhos era como esquecer a vida e razão que o levara ate a casa de seu melhor amigo.

Ela não pode responder a pergunta, desmaiou. Um baque surdo pode ser ouvido por William que estava sem reação. O jeito foi leva-la carregada ate o sofá da sala e esperar ela acordar. Foram os quinze minutos mais longos da vida de William.

– Vejam se não é o amiguinho do Jeffrey que me beijou. – Lasciva e perigosa um contato imediato com inferno.

– Loudes!? – Um pouco pasmo e um tanto perplexo, era assim que William se sentia. Ninguém no mundo tinha conseguido inibir o ruivo mais hiperativo do mundo, como ela.

– A própria, menos lerda e boca aberta. – Feroz, sagaz e felina, Lourdes desabotoava os primeiros botões de seu vestido.

– Eu... er... – William estava sem palavras e não conseguia pensar em nada.

– Tudo bem ruivinho, eu não vou fazer nada que não queira, nada que Jeffrey ficara sabendo também. – Uma maníaca sexual? Bom era tudo que vinha na mente de William.

O calor do corpos, a loucura excedente, a brincadeira sem limites. Dormir com a mulher do melhor amigo tinha sido o fim. Mas como contar ao melhor amigo que sua esposa tinha lhe atacado? Jeffrey era um cabeça dura e aquela mulher era uma maluca.

– Vai dizer que não era isso que queria? – William estava muito confuso. – Do jeito que correspondeu ao meu beijo...- A frase morreu em sua boca. Um pouco de orgulho ferido era visto em seu olhar.

– Jeffrey. – Foi tudo que o belo ruivo conseguiu dizer.

– Não me lembre de meus crimes a todo o momento. Somos eu e você agora. Se Jeffrey não souber, nada esta acontecendo. – O brilho maligno era visto em seu olhar.

– É como se eu estivesse vendendo minha alma ao diabo. – William não era muito religioso, mas nesse momento ele tinha virado um beato.

– Eu estou gostando de comprar sua alma, jovem William. – Lourdes riu como uma criança.

– Não fale deste jeito. – Ele queria dizer que ela era um anjo, mas depois de se lembrar da troca de suor entre os dois preferiu o silencio. William vestia suas roupas apressadamente e corria em direção a porta.

– Quando vamos nos ver de novo? – Ela tinha o segurado pelo braço.

– Isto não é certo. – Ele não conseguia olhar nos olhos dela.

– Eu sei que em breve você vai voltar. – William saiu pelo porta e Lourdes muito cansada foi dormir.

As visitas de William se repetiam cada vez mais. Depois da primeira noite ele tinha demorado uma semana para vê-la novamente. Ele era sempre recebido pelo doce mulher e atacado pela lasciva Lourdes.

Lourdes nunca se lembrava dos momentos que estava com William. Era apenas uma parte de sua vida que tinha se apagado, mas quando seu lado lascivo aparecia, ela se lembrava de tudo. Era um jogo perigoso e desleal. Um triangulo amoroso bizarro. Três corpos e quatro pessoas distintas.

Notas finais
Não gostei do final deste capitulo, mas... Bom gostaria de agradecer AliceHarvey por estar atenta na historia e ter me indicado alguns erros de informção, foi uma pequena alteração nos capitulos I e II.
Cadê as leitoras que falaram que iam acompanhar essa fic, hein? Tô esperando não se sintam timidas? Será que ninguem gostou por ser universo alternativo? Tô escrevendo dificil? Gente é só reclamar que eu melhoro (:
;* Talvez teremos capitulo amanha e quarta. Yeah eu adoro feriado.