Crossroads - Vidas Cruzadas
39 Capítulo 38 - Vivendo
Notas iniciais
Não... eu não cheguei elogiando tanto pra não ganhar puxões de orelha pela demora em postar... que isso... *olhaprocéudespistando*
Ok, Ok, eu demorei um bocado... DESCULPAAAAAAA...
Vamos ler???
CAPITULO 38 — VIVENDO
Seis meses depois...
POV – Nannah
Tempo. Às vezes isso é tudo que precisamos para curar nossas feridas ou parar prolongar nossas alegrias. Mas muitas vezes o tempo passa mais rápido que gostariamos.
Eu tentei viver tudo o que podia com Anthony, foram seis longos meses o conhecendo, descbrindo as coisas que ele gosta de fazer, os lugares que ele visitou. Seis meses o vendo brincar com meus filhos no tapete da sala ou na praia. Eu podia dizer que nesses ultimos meses eu consegui ser mais feliz que nos dezoito anos que vivi antes de chegar em La Push.
– Pensando na vida? – Jake me abraçou por tras.
– Sempre. – falei me virando e dando um selinho nele para depois voltar a cuidar da minha parte do jantar de Natal.
Tinhamos decidido fazer uma festa na praia, para todos, mas desde ontem choveu muito e nós acabamos ficando com medo da chuva estragar nossa festa, então todos os meninos/lobos se juntaram e tiraram todos os méveis da minha sala – que foi ampliada alguns meses atrás para dar mais espaço para Ivy e Matt brincarem – e nós arrumariamos a festa ali mesmo e no fim viria apenas os lobos e suas familias, os conselheiros e os meus dois pais.
– Isso tá cheiroso, o que voce tá fazendo ai? – Jake perguntou enquanto fuçava nas minhas panelas. Bati com a colher de pau na mão dele que reclamou e soltou a tampa.
– Se você ficar colocando a mão em tudo, vai desandar a comida. – reclamei.
– Que culpa eu tenho se esse cheiro bom ta me fazendo ficar com fome. – ele riu – Se bem que não é só a comida que está me fazendo ficar com fome... – ele veio se aproximando com aquela cara de safado, me imprensando contra a pia. Ele começou a roçar o nariz no meu pescoço.
– Jake, eu estou cozinhando... e tem... tem gente na... na... sala. – eu estava perdendo a coerência com ele tão perto, respirei fundo, ignorando o cheiro dele que fazia meu corpo tremer, e retomei minhas forças o empurrando pra longe – Não faz isso. – pedi – Tem gente na sala, inclusive meus pais, então não me provoque.
– Sim senhora. – ele falou rindo de lado e mordeu o lábio.
– Droga Jake, não faz isso – me virei de costas pra ele.
– Eu não fiz nada! – ele riu. Ele sabia o efeito que causava em mim quando mordia o lábio daquele jeito.
– Vai ver se alguém precisa de ajuda na sala – falei o sem vergonha ainda chegou bem perto e deu uma mordida leve no meu pescoço.
oOo
– Nannah, tá pronta? – Embry perguntou da sala.
– Seria mais rápido se eu tivesse uma ajudinha aqui, né? – falei. Eu estava tentando vestir Matt, mas Ivy não deixava.
Eu estava com os dois na minha cama, e agora que eles tinham aprendido a engatinhar, Ivy não parava quieta um segundo.
– Deixa essa gatinha comigo – Embry entrou no quarto e pegou Ivy no colo, ela ficou toda serelepe, era incrivel o poder do imprinting nos dois, só Embry era capaz de acalmar a ferinha.
– Obrigada, La Push. – falei – Cadê o Jake?
– Foi até a casa de Anthony. – meu pai tinha conseguido comprar uma casinha pequena aqui em La Push, o que me deixava feliz, pois agora eu tinha meus dois pais perto de mim, mesmo que um deles por pouco tempo.
– Como ele está? – perguntei sabendo que Embry entenderia que eu estava me referindo ao meu pai.
– Pra situação dele, até que bem. –Embry sentou Ivy na cama, se sentando ao lado dela, ela começou a brincar com a escova que usei para pentear os cabelinhos dela – Eu imaginei que quando ele parasse de se transformar, as coisas seriam piores, mas não são...
– Jake me disse que o processo entre meu pai parar de se transformar e morrer – a palavra saiu com dificuldade – é lento.
– Essa roupinha ficou linda na Ivy. – Embry descaradamente mudou o assunto, me fazendo rir. Nenhum dos que sabiam o que estava acontecendo com meu pai me deixava pensando no assunto por muito tempo, de alguma forma eles sabiam quando meus pensamentos estavam voltados pra isso e sempre chegavam conversando coisas totalmente diferentes, brincando ou mesmo me arrastavam pra um passeio em Forks, compras em Port Angeles ou coisas do tipo.
– Foi presente da Mell e do Seth. – falei.
– Ela tá parecendo uma princesinha.
– E você um São Bernardo, de tanto que baba. – ele riu e jogou uma das almofadas que estava na cama em mim, mas eu consegui me desviar – Aqui. – enterguei Matt a ele – leva os dois lá pra sala, eu vou me trocar.
– Sim senhora, primeira dama alpha. – ele pegou Matt e saiu rindo.
Tomei um banho demorado, aproveitando a babá temporária, pelo menos no caso do Matt. sequei meu cabelo, deixando-o liso com apenas alguns cachos nas pontas e fiz uma maquiagem leve. Coloquei um vestido longo e calcei um salto.
– Não passa perfume não. – Jake pediu entrando no quarto na hora que eu ia colocar meu perfume – Eu gosto do seu cheiro.
– Sim senhor. – falei colocando o perfume de volta na pendeadeira – Você está lindo.
Jake estava vestido com uma calça jeans escura e uma camisa clara justa que marcava bem os braços e o peitoral e calçava um tênis cinza.
– Olha quem fala – ele me abraçou e deu um beijo no meu pescoço – A rainha da beleza. Você vai deixar as outras mulheres sem graça.
– Mentiroso. – dei um selinho nele e o puxei para sairmos do quarto – Como meu pai está?
– Bem. Eu acho.
– Como assim? Aconteceu alguma coisa? Ele está sentindo alguma coisa?
– Hey, calma. – ele parou na porta do quarto, antes de abri-la – Anthony me chamou porque ele acordou com uma sensação estranha, como um pressentimento. Ele está bem, só disse que um pouco agoniado com essa sensação.
– Você acha que já é... algum sintoma mais, mais forte? Que a hora tá chegando? – perguntei sentindo meu peito se apertar, por mais que eu tivesse aceitado a adecisão do meu pai, eu ainda não tinha me acostumado a ela.
– Acho que não. Seu pai ainda está forte... apesar de já ter meses que ele parou de se transformar. Ele disse que a única coisa que ele perdeu, digamos assim, foi a velocidade, a capacidade de ouvir e ver melhor.
– Como se ele fosse agora um humano normal. – falei.
– É basicamente. – Jake concordou – Carlisle disse que é parte do processo, que ele vai se tornando mais humano a cada minuto e que vai perecendo como todo humano, só que numa velocidade maior...
Fiquei em silencio, eu não tinha e nem sabia o que dizer.
– Chega desse assunto. – Jake me deu um selinho – Hoje é festa. Seu pai está bem e está lá fora te esperando.
– Então não vamos deixar ninguém esperar mais, certo? – ele sorriu e nós saimos.
A sala estava cheia, se bem quem bastava meia duzia de lobos e aquela sala já ficava cheia. Rachel e Emily tinham feito uma mesa na parede oposta à cozinha, perto da janela e a comida estava lá. Bastante comida diga-se de passagem.
– Nossa você está linda, filha. – Anthony foi o primeiro a me receber, ele realmente não parecia mal, estava apenas um pouco abatido e os olhos dele estavam tristes.
– Você também está lindo, pai. – falei.
Era tão fácil chamá-lo de pai que parecia que eu fiz isso a minha vida toda. Ele estava realmente lindo, vestindo uma calça jeans mais social e uma camisa azul com a manga dobrada até o cotovelo.
– Oi princesa. – George se aproximou com Leah e me deu um beijo no rosto.
– Oi pai, oi Leah. – falei. A loba me sorriu, ela estava usando uma calça jeans e uma bata, tão diferente da Leah que eu conheci, a que usava short e camiseta surrada, que chegava ser estranho vê-la vestida assim, mas ela estava linda.
Fui cumprimentada por todos os outros e fiquei aqui e ali conversando um pouco com cada um até que meus olhos cairam na direção de Leah e ela fez sinal que queria conversar comigo. Pedi licença à Sue e Charlie, com quem estava conversando e fui até o quarto das crianças, pra onde Leah tinha ido.
– Algum problema, Leah? – perguntei. Ela parecia agoniada. Na sala o som foi aumentado, e mesmo com minha audição aguçada, eu mal conseguia ouvir o que as pessoas estavam conversando lá.
– Eu pedi Jake pra aumentar o som assim que você viesse conversar comigo. – ela falou se sentando na poltrona que eu usava para amamentar meus filhos – Eu não quero que ninguém escute o que eu estou falando... quer dizer, eu não quero que George escute, porque acho que os garotos ainda podem ouvir...
– Você está me deixando preocupada, Leah. – falei puxando um puff e me sentando na frente dela.
– Olha Nannah. – ela começou – Eu sei que deve ser mega estranho pra você me ver com seu pai. Principalmente porque eu nunca demonstrei nenhum carinho por voce. Na verdade eu não gostava mesmo de você.
– Eu imaginava. – falei – Apesar de não saber o motivo.
– Eu gostava do Jake. – ela falou de uma vez me assustando – Você deve conhecer a minha história com Sam. – fiz que sim com a cabeça – Pois é, quando eu mudei para a matilha de Jake, eu acabei me identificando muito com ele, afinal nossas desilusões amorosas eram muito parecidas, então eu acabei me apaixonando por ele. Mas ele nunca percebeu isso, e nunca me deu chance nenhuma... ai você chegou aqui. E mal você apareceu, já abalou todo mundo... e você mexeu com Jake. Ele estava de quatro por você, isso era visível. Então eu fiquei com ciúmes.
Ela parou por um minuto respirando fundo.
– Ai foi descoberto o imprinting dele por você e o seu por ele e as crianças e o casamento... e eu vi que nunca teria uma chance. Mas ai apareceu o George... ele me viu como eu era, e foi meu amigo e a gente acabou se descobrindo. Eu amo seu pai, Nannah, de verdade. E eu sinto que ele também me ama.
– E você está me contando tudo isso por que? Você sabe que eu aceitei vocês dois juntos, né? E que eu estou muito feliz com isso.
– Eu sei. – ela sorriu – Eu te contei tudo isso porque eu preciso conversar sobre uma coisa com você, e eu queria que você soubesse que eu não sou mais aquela Leah que você conheceu.
O quarto ficou em silencio por um minuto, Leah parecia estar criando coragem pra falar o que quer que fosse.
– Eu to grávida. – ela falou de uma vez. Eu abri e fechei a boca em busca de algo pra falar, mas eu não encotrei palavras – Eu não sabia que podia ter filhos... desde que eu me transformei eu não tive um ciclo menstrual. Eu achava que ser loba tinha me tirado a possibilidade de ser mãe. Mas já tem algumas semanas que eu to me sentindo mal, vivo cansada, e como literalmente feito um lobo. Ai eu me lembrei de como você ficou quando estava grávida... eu não quis acreditar a principio, mas ai decidi ir em Port Angeles e fiz um teste no laboratório e deu positivo.
– Mas isso é maravilhoso Leah!
– Só que eu não sei o que seu pai vai pensar. – ela falou eu vi algumas lágrimas cairem de seus olhos – Eu não sei se ele quer ter mais filhos... ele já perdeu um, eu não sei o que pensar.
– Leah – me aproximei e segurei as mãos dela – É exatamente por ter perdido um filho que meu pai vai amar a noticia que você está grávida. Eu sei que ele me aceita como filha, mesmo eu não tendo o sangue dele, mas um filho dele vai deixá-lo radiante.
– Você acha mesmo? – ela já parecia mais feliz.
– Eu tenho certeza. E ainda arriscaria que esse seria o melhor presente de Natal dele. – o sorriso dela ficou enorme – Vai lá mulher, conta pra ele que você está esperando um filho dele.
– Obrigada Nannah.
– Foi um prazer, e sempre que precisar conversar, eu to aqui... só não espera eu te chamar de mamãe, ok? – ela riu.
– Mas nem sonhando... eu lá vou ser mãe de uma marmanja como você? – nós saimos do quarto rindo o que chamou a atenção de todo mundo.
Jake e os outros lobos tinham um sorriso discreto no rosto, eles já sabiam a novidade. Leah pegou meu pai pela mão e o levou na cozinha. Eu fui pra perto de Jake e fiquei conversando com Seth e Mell.
De onde estavamos podiamos ouvir os dois conversando, apenas por causa de nossa audição aguçada, mas eu tinha certeza que a risada do meu pai foi ouvida por todos. Não demorou e ele voltou com Leah e uma garrafa de champagne.
– Qual o motivo da alegria? – Rachel perguntou.
– Um motivo muito bom – George falou ennchendo duas taças com champagne e passando a garrafa pra Jake que terminou de encher a de todo mundo.
– Um motivo muito, muito bom. – ele continuou – Acontece que essa loba linda aqui – ele deu um selinho em Leah – Vai me dar o maior presente de todos, a maior alegria que qualquer homem, apaixonado, poderia ter. La Push em breve ganha mais um novo habitante.
– Você vai ser vovó Sue! – Paul gritou fazendo todo mundo rir e Sue, que estava com os olhos lacrimenjando correr para abraçar a filha, que já chorava muito.
Depois disso era só alegria. Os meninos brincavam um com o outro, sempre tinha uma piadinha e vez ou outra eles começavam a fingir estar lutando, Jake tinha que reclamar os mais novos o tempo todo. Só Anthony não estava mais lá, ele tinha se sentido estranho e avisou que estava indo embora. Eu quis ir com ele, mas ele me prometeu que me ligaria se acontecesse qualquer coisa.
Os casais também pareciam estar mais apaixonados, Paul anunciou que ele e Rachel finalmente marcaram a data do casamento, meu pai prometeu a Sue que não demoraria a se casar com Leah também. Jared e Kim já tinham se perdido em algum canto da casa e Seth e Mell estavam tão grudados um no outro que mal dava pra saber onde começava um e terminava o outro. Lana e Colin trocavam olhares significativos, Jake, Paul e Embry já tinham apostado quanto tempo levaria até que eles assumissem que estavam juntos.
– Meu Deus isso aqui tá tão meloso que eu ainda não entendi como as formigas ainda não tomaram conta da casa! – Paul falou fazendo todo mundo rir.
– Ok, então vamos trocar os presentes. – Rachel falou se levantando e saltitando até a arvore de Natal.
– Amor, proibe ela de organizar qualquer coisa com Alice – falei – Elas estão ficando muito parecidas.
– Eu ouvi isso Nannah! – Rachel falou – Devia deixar você sem seu presente.
– Você sabe que eu te amo, cunhas. – mandei um beijo pra ela que pos lingua pra mim.
Rachel começou a troca de presentes. Ivy e Matt ganharam muito brinquedos, principalmente de Rachel e Mell. Jake ganhou de Rach uma coleção de livros sobre automoveis, onde falava desde marcas clássicas até como funcionava motores e tudo mais. Pra mim minhas cunhadas dederam uma correntinha de ouro com um pingente de um casal de crianças.
De repente, a porta da sala foi aberta chamando a atençao de todos, eu me virei achando que fosse Anthony que estava melhor e decidiu voltar para a festa, mas não foi olhar do meu pai que meus olhos encontraram.
– Violet? – George perguntou o que estava engasgado na minha garganta.
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