Crossroads
6 Capítulo 6
“Mais uma noite de pesadelo está por vir” Fiquei pensando sozinho enquanto assistia TV e bocejava. Resolvi ir dormir afinal que escolha eu tinha.
Eu estava caído no chão, eu sangrava, sentia dores por todo o meu corpo. Eu olhava pra cima com dificuldade e via alguém, mas não dava pra saber quem era porque estava contra a luz do poste. Passei a mão pelo nariz e a olhei depois, acho que estava quebrado, mas eu não sentia doer tanto quanto algumas outras partes do meu corpo.
Acordei. Eu estava suado dessa vez, involuntariamente coloquei a mão no nariz e olhei. Meu coração estava acelerado.
O dia havia sido um saco como sempre, mas um pouco depois de eu ter chegado do trabalho recebi uma surpresa que me agradou. O interfone tocou e o rapaz da portaria me disse que Kiro estava no portão, mandei ele subir e fiquei esperando por ele ansiosamente.
-Kiro! Que bom te ver- Eu disse depois de abrir a porta.-
-É bom te ver também. Mas desculpa por ter vindo sem avisar, eu só queria te fazer uma surpresa.-
-Que desculpa o que Kiro, pode vir quando quiser. Me deixou muito feliz, sério eu tenho me sentido sozinho.-
-Mesmo? Porque resolveu morar sozinho Strify?-
-Entra primeiro, e fique a vontade.- Falei dando espaço para que ele passasse.
Ele se sentou no sofá e voltou a perguntar. – Pronto, agora me diz.-
Caminhei até o sofá, e me sentei ao seu lado. – Bem, eu morava com meus pais, mais eles são muito controladores sabe? Eu não tenho a mínima privacidade lá, eu não agüentava mais eu precisava de um lugar só pra mim. Eu estava ótimo até começarem os meus pesadelos.- Eu ia contar que ele tinha mudado mas não queria começar a falar disso outra vez, eu queria curtir mais a companhia de Kiro ao invés de só falar de uma coisa que não nos trazia nada de bom.
-Entendi, mas porque não faz como eu, e não chama algum amigo para morar com você? Vocês podem dividir as contas, terem um lugar só pra vocês e botariam regrinhas para que um respeite as necessidades do outro.-
-Já pensei nisso, mas não acho que gostaria chamar nenhum amigo meu pra morar aqui.-
-Entendi...-
-Quer beber alguma coisa?-
-Ah, pode ser.-
Bebemos Uísque, conversamos e rimos muito. As horas começaram a passar voando. Quando me dei conta Kiro e eu estávamos dançando qualquer coisa que tocava no rádio, estávamos bêbados e a gente não parava de rir por um minuto. Assim que acabou a musica eu e ele olhamos pro rádio esperando que começasse outra, e assim que a nova música começou, eu olhei para o Kiro e ele estava rebolando de um jeito que eu não pude deixar de notar.
Eu nem estava mais dançando, eu só olhava para o jeito que Kiro movimentava seus quadris. Ele estava de costas pra mim e ainda não tinha percebido que eu o olhava descaradamente como se quisesse o devorar.
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