Crossroads
7 Capítulo 7
Quando Kiro percebeu que eu o observava, parou completamente corado, mas eu não queria que ele parasse, mordi o lábio inferior e caminhei até ele, coloquei as mãos na cintura dele e comecei a me movimentar do mesmo jeito que ele estava fazendo, não demorou muito ele começou a acompanhar meu ritmo e assim começamos a dançar juntos.
Sem me dar conta do que estava fazendo, comecei a deixar minhas vontades falarem mais alto do que a pouca parte de mim que ainda estava sóbria. Comecei a deslizar as mãos que antes estavam paradas na cintura de Kiro pelas suas costas por dentro da sua camisa, e ele mordeu o lábio, continuei deslizando as mãos pelo corpo dele, cada vez ousando mais e ele parecia estar gostando.
Kiro aproximou seus lábio dos meus e eu não pude resistir. O beijei, e foi um dos melhores beijos que eu já havia dado em alguém. As coisas começaram a esquentar e cada segundo que passava eu o desejava mais. Ele acariciava minha nuca e às vezes bagunçava meu cabelo, eu comecei a andar contra ele , fazendo ele dar passos pra trás até encontrar a parede, exatamente como eu queria. Pressionava o corpo contra o dele cada vez mais com o meu, ele parou de me beijar e mordeu meu pescoço, depois começou a levantar minha camisa até tirá-la e em seguida jogou-a no chão eu segurei nas coxas dele e trouxe as suas pernas até minha cintura, ele logo as cruzou em volta do meu corpo e depois envolveu seus braços no meu pescoço para se segurar melhor em mim.Caminhei com ele agarrado em mim até meu quarto. Deitei-o em minha cama, arranquei a sua camisa e deitei meu corpo sobre o dele...
Aquela tinha sido a melhor noite da minha vida, e para completar, eu não havia tido nenhum pesadelo. Bem, não que eu me lembre.
Acordei com o barulho irritante do meu despertador, Kiro me abraçava, e dormia como um anjo. Desliguei rápido antes que o barulho o acordasse, fui o soltando de mim devagar e quando levantei fiquei observando enquanto ele dormia. “Meu Deus do céu, o que foi que eu fiz? Eu não sou gay! Não posso ser. Talvez tenha sido a bebida que me alterou e eu não sabia direito o que estava fazendo. Acabei me deixando levar só isso.” Procurava um motivo para responder pelos meus atos, mas me desliguei dos meus pensamentos e fui tomar banho logo para poder preparar um café da manhã para nós dois antes de deixar Kiro em casa e poder ir trabalhar.
Assim que saí do banho fui acordá-lo, mas Kiro já tinha ido embora. Mil coisas se passaram pela minha cabeça a respeito de ele ter ido embora, mas não podia fazer nada e por um lado era bom porque não saberia mesmo como agir diante do que aconteceu aquela noite.
Fui trabalhar e no meio do meu horário de almoço alguém ligou para o meu celular. Eu segurava o celular em minhas mãos enquanto ele tocava, apenas ficava observando o nome de quem ligava “Kiro”. Kiro desistiu, mas não passou muito tempo ele voltou a ligar, mas eu voltei a ignorar sua ligação. Alguns minutos se passaram e eu recebi uma mensagem dele. “Eu tenho uma coisa para te dar, que horas eu posso passar na sua casa para te entregar?”
Demorei um tempo antes de resolver respondê-lo, mas o fiz, mandei por mensagem também, porque não tinha coragem de ligar para ele. “As 19h se puder.” Logo depois voltei ao trabalho porque se eu me perdesse em pensamentos sobre o Kiro eu sei que não despertaria tão cedo.
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