Crossed Ways

13 Decidi que quero ir embora.


Ele tinha gozado em suas calças! O corpo estava mole e ele não se lembrava de ter gozado tanto em sua vida e ainda estar duro feito rocha. A resistência de um vampiro é muito diferente de um humano, um vampiro cura mais rápido, e isso reflete em seus impulsos sexuais, mas nunca foi assim tão forte. Então era verdade que o sangue de uma vampira era um afrodisíaco. Deixava o vampiro praticamente no cio. Por que infernos ele a queria. Queria mais dela, precisava se enterrar dentro dela e passar horas. Seus instintos mais primitivos não queriam ceder. Debaixo dele Atena também estava inquieta. Olhou seu rosto enrubescido e a boca inchada de seus beijos (isso mesmo ele a tinha beijado!) E então suas presas estendidas. Inferno. Ela estava quente. Encantadora. Pálpebras pesadas. Os olhos azuis queimando em neon puro como uma água de mar muito cristalina. Ela lambeu os lábios e depois passou a língua pelas presas. Porra! Ele sabia onde seus pensamentos estavam indo. Não teve muito tempo de afastar ela quando ela moveu sua cabeça para o seu pescoço quase em transe. Pulou para fora da cama não se importando nem com a mancha constrangedora na frente de suas calças onde tinha se atirado várias vezes. Ela estava sedenta por que veio direto para ele.

Ele entendia. O corpo dela queria completar a ligação que ele tinha começado. Seu corpo queria também, mas era uma parte dele que se recusava a baixar.

— Isso não vai acontecer. – Ele diz ainda mais duramente do que sempre falou com ela. Ela o olha confusa quando ele segura seus ombros. – Atena, vá para o seu quarto e consiga uma bolsa de sangue.

— Eu quero você. – Ela diz. Sua voz ganhando um tom rouco de desejo que o fez querer gemer. Ele queria. A parte primitiva nele queria sentir suas presas enterradas em seu pescoço e ele podia sentir a sede a consumindo através de seu sangue. O instinto nele é de atender qualquer necessidade dela, afinal, ela era sua. Mas, ele não era dela e ele não poderia deixar ela ter ele. Precisava quebrar a ligação.

As responsabilidades que viriam se ele cedesse eram catastróficas para os dois. Ele não ia fazer isso. Nunca.

— Não!

— Por que? – ela perguntou com a voz sonhadora. Ele gemeu. Dando mais passos para trás.

— Por que eu não quero. – bom isso pareceu a ter magoado. Seus olhos azuis eram muito expressivos. Nada passava. Ou a onde de tristeza que passou por ele através do seu sangue pode ter sido o indicador. Ele não sabia, mas sabia que se não a afastasse iria até ela. Iria confortar ela e iam acabar levando as coisas longe demais.

— Você pode tomar de mim, por que eu não posso tomar de você? É apenas um gole!

— Eu não iria suportar suas presas na minha pele. Isso nunca vai acontecer. Você tem que sair agora, Atena. — ele disse sentindo ela queimar um pouco por dentro. Esse negócio de ligação era realmente uma merda. Ele podia sentir ela tão claramente. Suas emoções todas ali.

Ele era um bastardo filho da puta. Sabia disso.

Seu rosto queimou de vergonha e humilhação. Primeiro ela teve um orgasmo quando ele a mordeu. E agora ela estava implorando por seu sangue? Ela saiu do quarto ajeitando as roupas o máximo que deu. Correu para a cozinha e pegou uma bolsa de sangue onde afundou as presas com pressa. Nunca tinha sentido tanta sede em toda sua vida. Seu estomago doía e a garganta queimava. Se passaram apenas minutos quando ela sugou uma bolsa inteira e finalmente respirou.

Quando ela pensava que Talon não podia ser mais duro com ela, ela se enganava. Mas, infernos, ela não ia aguentar mais essa humilhação, doou seu sangue, o deixou morder ela! E Atena sabia bem o que era aquela mancha em suas calças!

Mas agora chega! Ela iria embora!

— Atena? Você está bem? – Summer estava na porta a olhando com preocupação.

— Sim, eu... Decidi que quero ir embora. – os olhos de Summer se arregalam um pouco.

— O que? Talon te machucou? Eu juro por Deus que se ele fez...

— Não! É só que... eu preciso do meu próprio espaço.

— Mas, eu pensei que estávamos nos dando bem!

— Sim, nós estamos! Eu posso arranjar alguma coisa por perto, e você pode vir me ver, eu só não posso ficar aqui...

— Por que?

— Essa é a casa de Talon e eu não me sinto bem vinda aqui.

— Ele disse algo para você? Eu vou matar ele!

— Não! Eu só... Quero ter algo que é meu entende? Quero ter um emprego e seguir a minha vida.

— Oh, entendo. – Summer parecia chateada. Mas, Atena não podia voltar atrás eu ficar na mansão mais um minuto.

— O que está rolando? – Kiran pergunta entrando na sala seguido de Dimi.

— Talon estragou nossa festa. – Dimi diz sorrindo. Eles eram idênticos. Era assim que Talon ficaria se sorrisse? E por que diabos ela estava pensando nisso?

— Atena quer se mudar.

— O que? Por que? – Kiran pergunta. Ele parece realmente perplexo.

— Você não pode ir! – Dimitri diz fazendo a mesma carranca que é tão comum em Talon e novamente, como diabos ela sabia disso?

— Eu preciso. Hum, vou arrumar um trabalho, eu tenho um diploma em contabilidade e marketing, eu tenho certeza que posso achar algo, os vampiros tem empresas não é?

— Muitas, querida, mas isso não vai ser necessário. Você não tem que sair.

— Eu tenho.

— Talon machucou você?- Dimitri pergunta olhando para o meu pescoço. – Se ele fez eu vou matar o filho da puta!

— Mamãe vai amar saber que você chamou ela assim. – Summer diz divertida.

— Não se atreva.

— Talon não me machucou, não é isso, eu só não me sinto bem vivendo de favor, só isso.

— Você acha que e isso que a gente pensa?

— Favor?! Que diabos fez você pensar assim?

— Você é uma de nós... – eles começaram e por um momento Atena se sentiu realmente aceita. Mas, ela não ia voltar atrás, não podia.

— Eu agradeço, mas minha mente está feita. Vocês podem me ajudar? – Os três a encararam e depois de um momento que ela pensou que realmente não fossem dizer nada eles assentiram com a cabeça.

— Vamos achar um lugar perto daqui. – Summer disse com firmeza.

— Ela pode trabalhar na Gold Inc. – Dimitri falou pensativo.

— Mas, antes ela precisa aprender a caçar. – Kiran disse com firmeza.

— Espera. Como é?