Crossed Destinies
16 Marry me?
Notas iniciais
— Eu não acredito que Emma Swan esteja tão apaixonada a esse ponto. — David dizia enquanto ela e os amigos passeavam pelo shopping. — Jamais imaginei isso vindo de você, Emma.
— Poxa, eu não posso parar e olhar vitrines de alianças? — A loira pergunta descontraidamente. Depois que voltara do final de semana com Regina, Arthur, Zelena e Ruby, a loira percebera que não poderia perder sua amada por nada. — Eu não sei viver sem ela mais, é como se Regina Mills fosse meu coração e eu não consigo viver sem meu coração. — Os amigos param atrás da loira assustados pois nunca viram sua amiga dessa forma.
— Esse momento é meu! — Killian coloca uma mão sobre o peito e outra sobre a boca, fazendo uma cara teatral. — Meu santo Swanqueen vai acontecer totalmente real de casamento e tudo e eu vou presenciar de pertinho porque meu sonho de princesa ta sendo realizado.
— Swanqueen? — Emma fez uma cara de interrogação.
— É, fizemos uma votação um dia na escola para escolher o nome do shipp e os alunos escolheram esse porque a Regina exala a áurea de uma rainha né mores. — Ele diz como se fosse óbvio e Emma assente, ele estava certo.
—-x--
— Achei que demoraria mais a chegar. — Regina diz ao ver Emma parar com seu carro em frente a sua casa. A loira havia pedido para a morena se arrumar que dentro de uma hora estaria passando ali, pois elas sairiam para passar a noite fora. Emma havia conseguido com Edward, seu colega de faculdade, uma casa de campo emprestada, pois quando a mesma contou sua ideia para o rapaz, ele logo providenciou tudo que a mesma precisava. — Para onde vamos?
— Isso é surpresa. — Emma diz deixando um beijo sobre os lábios de sua namorada. — O que foi?
— Você está linda! — Regina tinha os olhos brilhando. — Você é linda! — Ela suspira. — A mulher mais linda desse mundo!
Emma usava uma calça jeans preta com os joelhos rasgado, uma camisa jeans arremangada e um boné estampado sobre sua cabeça com os cabelos lisos. Nos pés calçava seus tênis botinha da Nike.
Regina estava o oposto, devido ao tempo fresquinho que estava, optou por um vestido de manga comprida com bolso e capuz, e um par de tênis.
Emma apenas sorriu. Ela estava misteriosa e Regina sentiu isso.
— Falta muito? — Regina perguntou.
— Não. — Emma responde simples.
— Ta demorando demais. — A morena resmunga.
— Vai valer a pena, confie em mim. — Diz virando a esquerda, entrando em uma trilha que continha muitas árvores ao seu redor.
O cheiro de flores exalava no ambiente, e as duas e sentiam extasiadas. Quando Emma para o carro na lateral da casa, ela percebe que Regina estava perplexa olhando o ambiente.
— Como você conseguiu essa casa? — Regina pergunta.
— Edward me emprestou. — Emma responde simples. — Gostou? — A morena assente. — Como já é noite, hoje não poderemos aproveitar muito, mas tem um lago aqui perto que podemos nadar, e amanhã quando amanhecer, vamos caminhar pelos arredores.
— Sem problemas amor. — Regina diz e sorri, um sorriso sincero e apaixonado. — Eu não acredito que temos uma casa linda assim, apenas para a gente. — Ela abraça a loira, que a encosta contra o carro. — Eu ainda não estou entendendo seus planos, mas eu já os amo. — Ela sussurra contra os lábios de Emma. — Assim como eu amo você. — Termina e deposita um beijo nos lábios de Emma, que logo é correspondido pela loira.
— Vou pegar algumas coisas no carro, pode ir entrando se quiser. — Emma diz ao se desfazer do abraço. Enquanto a mesma pegava as coisas, Regina continuava estática olhando a casa.
As bases da casa eram de madeira, enquanto as paredes eram de vidro. Com uma escada na lateral que subia para o terraço e com várias plantas decorando a frente, Regina sentia um legítimo clima de casa de família.
— Eu quero uma casa assim quando crescer. — Ela disse ainda vidrada, enquanto Emma já havia tirado tudo do carro. — De verdade, eu quero uma casa assim. — Agora ela ria.
E naquela hora Regina sentiu seu coração errar o pulo. Como era horário do sol se pôr, e a casa era toda de vidro, os raios solares já laranja, contrastavam com a cor da pele de Emma, que se encontrava ajoelhada em frente a morena. Uma caixinha de veludo preto sobre as mãos, que dependendo de sua resposta, contaria uma nova história das duas naquele momento. Os olhos de Regina em súbito se encheram de água.
— Sei que sempre faço isso de surpresa pra você, mas eu não consigo mais esperar. — A loira tremia. — Você entrou em minha vida como um furacão e em todas vezes o furacão veio ajeitando tudo, ao invés de bagunçar mais ainda. — Emma respirava fundo tentando conter as lágrimas e as batidas de seu coração. — Eu nunca acreditei no amor, e muito menos em casamentos, nessas coisas clichês.. Mas ai você apareceu e mudou todos meus paradigmas, mas isso nunca foi ruim, muito pelo contrário eu sempre adorei sentir essas coisas apenas com você. — Regina soluçava igual criança. — Sempre escutei que quando a pessoa é sua alma gêmea, ela pode estar do outro lado do mundo, que ela vai te encontrar sem muito esforço, e isso aconteceu com a gente. Depois de tantos anos, eu fui parar na sua escola novamente. Se isso não for amor verdadeiro eu não sei dizer o que é. — Ela ria tentando conter o nervosismo, mas sua visão já estava embaçada. — Eu te amo, Regina Mills. Te amo tanto que chega a sufocar. Eu te amo de uma forma que jamais amarei outra pessoa, porque também não quero amar outra pessoa. Eu te amo e tenho certeza que não terá um dia que eu não vá te amar. E eu quero que esse amor agora se torne concreto, através desse anel, quero que me sinta em você, não de forma sexual, mas sim sentimental, quero que olhe seu dedo e lembre que tem alguém que te ama mais que tudo, e que faria qualquer coisa para te ver sorrir. Você é meu Sol, Regina. Você me aquece e tem vezes que até me queima. Você é meu centro e o resto não importa. — Ela suspira fundo, sabendo que teria que fazer a pergunta principal. — Regina Mills, aceita se casar comigo? Aceita ser minha companheira para o resto de nossas vidas? Aceita conviver futuramente com a pessoa mais ranzinza que Deus poderia ser capaz de colocar em sua vida? Você aceita ser minha mulher e deixar com que eu faça você se sentir dessa forma?
Regina chorava. Ela não sabia dizer em palavras o que sentia, apesar de sempre ter uma resposta para tudo; mas nesse momento estava muda. Ela queria mais que tudo dizer que sim, que se casaria com Swan, que teriam uma casa linda com vários animais e crianças correndo em seu gramado. Ela queria gritar a plenos pulmões o quanto queria, mas da sua boca nada saia. Ela abria e fechava, tentava, mas estava muda. Seu corpo não se mexia no lugar, e Emma começara a pensar que poderia ter se apressado demais.
Quando a loira pensou em levantar, Regina conseguiu mover suas pernas em direção a Emma, se atirando sobre seus braços e beijando seus lábios. O gosto das lágrimas sobre o beijo demonstrava o quanto cada uma estava entregue tanto ao sentimento quanto ao relacionamento. Emma não precisava de palavras, com essa atitude ela estava ciente que Regina estava dizendo sim para elas.
— Me dê sua mão. — Emma diz ao cortar o beijo, e Regina estica a mão, deixando seu dedo anelar amostra para Emma depositar o anel. Com uma grande pedra brilhante no centro, e várias menores ao redor do circulo do anel Regina via seu dedo brilhar, e nada poderia lhe deixar mais feliz. A morena encarava aquele anel com um brilho no olhar, e nada mais estava importando para ela, além da loira em sua frente. — Eu te amo. — Emma sussurra contra os lábios de Regina e a mesma sorri com os olhos ainda cheios de lágrimas. — Eu te amarei até o último dia da minha vida.. Até meu último suspiro. — Emma confidencia e Regina lhe beija novamente, demonstrando todo o amor que havia em si, para a loira.
Como Regina estava sobre Emma, a mesma lhe pegou no colo e lhe levou para dentro, deitando-a no tapete da sala, enquanto o sol ainda estava a se por.
— Posso te fazer minha? — Emma pergunta, enquanto olhava profundamente nos olhos de Regina.
— Hoje e sempre. — A morena responde e então puxa Emma para outro beijo, que logo lhe corresponde.
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