Crossed Destinies
14 Happy New Yearrrr
Notas iniciais
— Será que sua mãe vai gostar de mim? — Emma pergunta com medo.
— Por que ela não gostaria? — Regina pergunta de forma retórica, encarando a loira ao seu lado.
— Sei lá, por eu ser garota? — Emma responde de forma óbvia, estacionando o carro na parte da garagem que Regina havia lhe indicado.
— E desde quando isso é problema, Swan? — Regina não conseguia entender o medo de sua namorada. — Minha família é mente aberta, até por que tenho parentes que são gays e lésbicas. — Ela comenta enquanto a loira desliga o carro. — Amor, minha mãe sabe o quão feliz você me faz, o quanto você me salvou e o quanto você tem mudado minha vida para melhor. — A morena diz, fazendo carinho no rosto de sua namorada. — Minha mãe sempre dizia que queria minha felicidade, independente de tudo. Minha felicidade é você, então ela está feliz por mim. — As duas suspiram e Regina se aproxima de Emma, depositando um beijo sobre seus lábios, demonstrando o amor que havia entre as duas. — Relaxa, está tudo bem. — Regina sussurra encostando sua testa sobre a da loira, e a mesma acena confirmando.
— Desculpe acabar com o momento love do casal, mas mamãe vai surtar se você demorar mais um pouco. — Zelena aparece de surpresa, assustando Regina e Emma.
— Você veio do alem, Zelena? — Regina pergunta, se ajeitando no banco do carro. — Você tem jeito de bruxa, não de fantasma.
— Olha aqui queridinha, você me respeite. — Zelena olha para a irmã com olhar de quem aprontaria. — Não se esqueça que eu, mamãe e papai sabemos de muitas histórias suas de criança. — A ruiva pisca para a cunhada que começa a rir.
— Zelena Mills, você não ouse fazer isso! — Regina sai do carro, indo atrás da irmã.
— Cunhadinha, ouse sim, por que olha, minha mãe acabou com minha reputação no Natal. — Emma diz indo pegar as coisas no porta malas.
— Regina vá ajudar sua namorada, você acha que ela é sua empregada? — Zelena reclama e Regina olha para a mesma com cara de brava.
— Nós nem trouxemos muita coisa para a casa da mamãe e é assim que você fala? — Regina se faz de ofendida.
— Ah claro, até por que aquela mala enorme nas mãos da Swan é apenas dela né. — Zelena diz com ironia.
— É das duas. — Emma ri e sai arrastando a mala de rodinhas. — Ah! Sabia que esquecia de algo. — Ela diz deixando a mala no caminho e voltando para o carro, pegando um lindo arranjo de flores. — Pronto, podemos ir.
— O que você deu para sua sogra, Regina? Por que a mamãe vai amar esse arranjo de flores. — A ruiva se vira para a cunhada. — Já te adianto que ganhou pontos com sua sogra, Emma.
— Ainda bem. — Ela responde rindo no momento que entram no elevador, e Regina pega o celular para tirar uma foto das três, contra o espelho daquele cubículo de metal.
— Até que enfim que minhas crianças chegaram. — Cora fala ao abrir a porta e Emma ajeita sua postura. — Que filhas mal agradecidas, eu as coloco no mundo e elas esquecem de vir me visitar. — Continua seus dramas enquanto abraça as duas irmãs. — Você deve ser Emma Swan, a garota que roubou o coração do meu bebê. — A mais velha fala e fecha a cara.
— Mamãe, nada de assustar a Emma, ela já estava tendo uma síncope no carro. — Regina fala e a loira se envergonha, fazendo Cora rir.
— São para você, Sra. Mills. — Emma estende o arranjo de flores e Cora abre um enorme sorriso.
— Sem senhora, por favor, isso me deixa idosa e eu estou na flor da idade. — Cora comenta arrancando risos das garotas. — Muito obrigada querida, eu amei! Vou até colocar em cima da mesa como enfeite! — A mais velha sorri e deixa as meninas passar para dentro de casa.
— Cadê papai? — Regina pergunta. — Ele me disse que estaria aqui quando chegasse.
— Você não conhece seu pai, Regina? — Cora faz uma pergunta retórica para a filha. — Ele demorou demais para ir ao mercado, e agora se mandou correndo pra lá. — Emma, espero que beba cerveja, por que Henry fez um estoque só por que Regina disse que você gosta. — Cora se vira para a nora e Regina começa a rir.
— Ah, sem dúvidas eu bebo! — A loira sorri com cara de quem apronta.
— Mamãe, vamos levar as coisas para o quarto e colocar uma roupa mais confortável, já descemos. — Regina diz e Emma a acompanha, com Zelena no encalço das duas. — Que foi Zelena, quer ver a Emma trocar de roupa também?
— Olha irmãzinha, não é uma má ideia. — Zelena diz como quem não quer nada e a morena a repreende com o olhar, fazendo Emma gargalhar.
— Olha aqui Zelena, você respeite minha namorada! — Regina diz adentrando o quarto, com Emma atrás de si e Zelena entrando e se atirando na cama da irmã. — Meu Deus, o que fiz pra merecer uma irmã tão chata e folgada assim? — Regina joga as mãos para o ar, em forma de rendição.
— Nasceu, irmãzinha. — Zelena diz e se esquiva de uma almofada que voa perto de seu rosto.
— Vai Zelena, até Emma ficará brava por você ver ela dormindo. — Regina começa a rir. — E vai pirar se imaginar que você tirou foto dela toda retorcida no sofá. — A morena senta sobre a cama.
— Ela vai pirar com você irmãzinha, por ter permitido. — Zelena diz já na porta. — Não demorem, sabe que mamãe ainda preserva o sexo apenas para a noite. — A ruiva diz rindo e deixa o quarto, deixando a irmã e a cunhada sozinhas.
Regina olha para Emma que dormia como um anjo. Quando ela foi digna de um amor como o de Emma? Quando ela se viu merecedora de alguém como a loira em sua frente? Alguém que daria o corpo, o coração e a vida pela morena.
Regina não sabia como, mas Emma estava em todas as partes de seu corpo, seus poros, sua respiração, e até mesmo na cicatriz que a morena tinha no canto de seu lábio. A morena desvia o olhar para um porta retrato perto de sua namorada e sua mente viaja longe.
— Turma, hoje teremos a aula prática. Trabalhamos diversas formas de imagem, e uma delas hoje será a fotografia, que ajuda a definir o tempo; coisas que passaram e mudaram, e coisas que continuam iguais, intactas. — Explicava Diana, a professora de Artes. — Como foi pedido, quem tivesse câmeras poderiam trazer para a aula e quem não tem, pode se juntar com algum colega que trouxe.
— Emma, você trouxe a sua. — Neal pergunta, porem a atenção da loira estava presa sobre o ombro de Neal, onde se encontrava Regina Mills, a professora preferida de Emma. — Ah meu Deus, quando você vai assumir para ela o que sente? — Neal diz olhando também para a morena, pegando a câmera da mão de sua amiga e se afastando, tirando uma foto de Emma encarando devotamente Regina.
— Como você conseguiu essa foto? — Emma pergunta bocejando. — Eu não acredito que dormi nessa poltrona.
— Você dormiu sim amor. — Regina diz e ri. — Foi Neal que me deu, depois de você ter ido embora. — A morena suspira. — Alguns dias depois que foi, ele apareceu com essa foto e essa moldura, dizendo que sabia como você me amava e sabia que colocaria tudo em risco caso tivesse me contado. Afirmou ser um presente para eu nunca esquecer de você, e eu deixei aqui no meu quarto, por causa do Robin. Ele nunca entrava nesse meu quarto. — A morena sorri.
— Por que ele não entrava? — A loira pergunta interessada.
— Ele não entrava, porque eu não permitia. — Regina encara Emma. — Aqui sempre foi meu templo, Emma. Cada canto desse quarto sabe das minhas histórias, dos meus sonhos, das minhas lágrimas. Não é qualquer pessoa que eu permito entrar aqui.
— Então podemos dizer que não sou qualquer uma? — A loira faz uma cara pensativa.
— Você nunca foi e nunca será qualquer uma! — A morena sorri e se aproxima da namorada. — Nunca. — Deixa um selinho sobre os lábios da mesma. — Nunca!
— Minha filha, seu pai chegou e está procurando por você. — Cora diz batendo na porta e Emma deixa um selinho sobre os lábios da namorada.
— Já estamos indo mamãe, peça para que o papai espere um pouco apenas. — Regina diz e percebe Cora se afastar da porta. — Vai mudar de roupa?
— Não, e você? — A morena nega. — Então vamos logo que quero conhecer meu sogro. — Emma diz e Regina sorri, deixando mais um beijo sobre os lábios de sua namorada.
— Quem é vivo sempre aparece, não é mesmo Regina Mills? — Henry falava com a cara fechada, enquanto encarava sua filha que havia colocado as mãos para trás em sinal claro de "desculpa papai". — Regina, Regina.. Vem aqui com seu velho pai. — O senhor de cabelos grisalhos pede abrindo os braços, e a morena se joga neles.
— Papai que saudades! — A morena funga, sentindo cheiro inebriante que apenas seu pai havia. — Eu sinto tanto a sua falta, você não faz ideia! — Ela confidencia, enquanto seu pai segura seu rosto para examinar suas feições.
— Você está linda! — Os olhos do velho homem reluziam felicidade. — Você é linda! Seus olhos brilham, seu sorriso está mais iluminado.. Emma Swan está fazendo muito bem a você! — Henry dizia e os olhos de Regina se enchem de água.
— Está me fazendo muito bem! Melhor coisa que me aconteceu. — A morena diz e abraça seu pai novamente. — Venha, vou lhe apresentar o amor da minha vida. — Diz puxando seu pai pela mão. — Papai, essa é Emma Swan. Amor, esse é Henry Mills, meu pai.
— Sr. Mills, é um prazer lhe conhecer. — Emma diz esticando a mão para o mais velho, e o mesmo a recebe de bom grado.
— O prazer é todo meu, Emma Swan. — Ele diz. — Estava na hora de eu conhecer o motivo dos sorrisos de minha filha. — Ele acrescenta com um sorriso verdadeiro. — Gostaria de uma cerveja? — O mais velho pergunta enquanto vai até a cozinha, e apenas escuta Emma concordar.
O dia transcorre de forma alegre e prazerosa, e Emma realmente se sentia em casa na presença de seus sogros. Seus sogros, jamais imaginou que algum dia conheceria os pais de Regina, e muito menos que os chamaria de sogros.
— Regina, sabemos que você é a mais demorada, então faça o favor de começar a se arrumar agora! — Zelena adentra o quarto, deixando uma garrafa de cerveja com Emma, que já havia tomado seu banho. — Papai e mamãe disseram que não vão a praia conosco, então jantaremos antes da meia noite para depois estar na beira da praia no horário dos fogos.
— Certo Zelena, entendemos. — Regina diz e adentra seu banheiro, se preparando para um bom e relaxante banho.
Enquanto a morena estava em seu banho, Emma se arrumava, optando por uma bermuda branca rasgada nas beiradas, uma camiseta branca com as mangas dobradas e a gola em O, com um coque samurai deixando as pontas soltas e cacheadas. Nos pés calçava uma sandália* Nike Kawa Shower também branca.
— Ah! Você está maravilhosa amor! — Regina diz enquanto abraça a loira por trás. — Eu sou a pessoa mais sortuda do mundo por ter você! — Deixa um beijo no pescoço da mesma, enquanto Emma suspira fundo, exalando o perfume agridoce que emanava da pele de Regina.
A morena começa a se arrumar enquanto Emma resolve sair do quarto para ir beber com a cunhada e seu sogro.
— O jantar está quase pronto, será que dev... — Emma "perde" a voz ao ver Regina adentrando a sacada com um short jeans curto e desfiado, um cropped de alça fina preto, uma rasteira nos pés, o cabelo liso e a boca marcada por um batom matte vermelho.
— Nossa filha, acho que é a primeira virada de ano que te vejo assim. — Henry comenta enquanto Regina fica envergonhada e Emma sorrindo boba.
— Você está linda! — Diz a loira, ao se aproximar e beijar a testa de Regina, oferecendo a long neck que estava em sua mão para a mesma.
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— FELIZ ANO NOVO! — Zelena gritava enquanto Emma e Regina se beijavam, realizando um desejo interno da morena de algum dia realizar isso com a mesma. — VOCÊS VÃO FICAR MESMO SE BEIJANDO ATÉ 00:01? QUE PORRA. — A ruiva diz de forma brava, enquanto o casal nem dava bola para o que acontecia ao seu redor.
Regina sempre tivera o desejo de beijar de 23:59 até às 00:01. Emma quando soube, não pensou duas vezes e beijou sua namorada de forma apaixonada.
— Zelena Mills, você está segurando vela enquanto Regina e Emma se beijam? — Ruby apareceu ao lado da ruiva, segurando firme em sua cintura. — É um desperdício isso. — A morena de mechas vermelhas afirma falando no ouvido da ruiva, e a mesma se arrepia. — Mas acho que podemos acabar com isso. — Diz e beija Zelena sem pudor algum.
Por um momento a ruiva se assusta, mas o álcool que se misturava entre as bocas, e a forma que as mãos da morena seguravam sua cintura, tirava qualquer vontade de se afastar. Nunca imaginara beijar uma garota, mas a diferença de lábios, de movimentos, de cuidado, de toque, estava tirando qualquer chance de não querer continuar com aquele contato. Quando Regina e Emma se separam, enxergam as duas, e Regina olha boquiaberta para a irmã, pois jamais imaginara ver uma cena dessas.
— Quem diria, Zelena Mills provando a tal da fruta proibida.. — Emma fala alto, fazendo as duas se separar e Ruby bater contra a mão da loira, em sinal claro de "valeu pela ajuda". — Agora vamos para o luau.
— Eu não acredito que você ajudou a planejar isso, Emma Swan e não me contou! — Regina finge cara de brava, indo em direção ao mar. — Me sinto traída e agora vou me jogar ao mar. — Zelena e Ruby pararam para esperar o casal, enquanto Emma ria do drama de sua namorada.
— Amor, você sabe o ditado que falam sobre o mar? — Emma pergunta e Regina a encara negando. — Dizem que quando é virada de ano e o dia de Iemanjá, tudo que é jogado para ela, se ela gostar e valer a pena, ela fica.. — Regina estava tão concentrada, que nem vira Emma se aproximar. — Se ela não gosta ou não vale a pena aos olhos dela, ela manda de volta. — Emma sussurra no ouvido de Regina e a mesma se arrepia. — Vamos fazer o teste. — A loira termina pegando a morena no coloco e indo até dentro do mar, largando a namorada e voltando correndo, pois sabia que a mesma voltaria pirada. Ruby e Zelena riam descontroladamente, da mesma forma que muitos que estavam ali.
— Emma Swan! Você tem sorte de eu não valer a pena aos olhos de Iemanjá. — Regina diz vindo de forma ameaçadora. — Porque se não agora você entraria mar a dentro pra retirar essa coisa linda que você diz amar, porque garanto que Iemanjá não abriria mão! — Diz dando as costas.
— Ainda bem que pra ela não vale a pena, porque pra mim vale muito. — A loira diz e puxa Regina contra si. — É a coisa de mais valor que tenho. — Sorri e deposita um beijo sobre os lábios da morena. — Você está com frio?
— Não Swan, eu to tremendo porque gosto de sentir meus músculos se contrair assim. — Regina responde debochada e Emma começa a rir. — Claro que estou com frio, minha namorada me jogou mar a dentro.
— Aqui, toma. — Emma diz retirando sua camiseta, entregando para Regina que suspira ao ver sua namorada apenas de top. — Agora não babe.
— Vai se foder. — Regina sussurra contra os lábios da namorada, após colocar a camiseta da mesma.
— É o que pretendo depois desse luau. — Emma responde baixo, com um sorriso sacana.
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