Cross Destination

49 Capítulo Quarenta e Nove


Notas iniciais
Atualização de Cross Destination, como prometido! Espero que goste. Amanhã tem mais um. Kissus

Havia várias pessoas na casa de campo. Elas andavam de um lado para o outro, e uma delas, dava ordens, para que tudo estivesse perfeito. O enorme jardim, estava sendo preparado para que fizessem a cerimônia. Haviam cadeiras brancas enfileiradas de cada lado, no meio um longo tapete feito de espelho. Rosas brancas e vermelhas, enfeitavam o local. Tudo havia sido escolhido nos mínimos detalhes, com os gostos de ambas as noivas. Do outro lado do jardim, haviam sido colocado mesas e cadeiras, um espaço para o DJ, e surpreendentemente, Thea havia conseguido com que colocassem um extenso tapete grosso, de forma que os convidados pudessem danças, em especial os noivos. Ela havia tido ajuda de Helena, e as outras garotas do grupo de segurança para que nada saísse do controle. Não muito longe das mesas, haviam colocado uma longa mesa de vidro, onde ficaria o buffet.

Enquanto as noivas e as madrinhas estavam em um dos quartos, se aprontando, os noivos e os padrinhos, estavam em outro – bem longe do quarto onde as mulheres estavam —, começando a se arrumar. As horas estavam passando depressa, mas com a ajuda de todos, inclusive dos seguranças, tudo havia ficado pronto uma hora antes de os convidados chegarem. O pessoal do buffet já estava a postos, e Thea, que havia ficado pronta mais rápido, mesmo sendo a última a subir para se preparar, havia ficado de prontidão, para o caso de o pessoal precisar. Também havia se prontificado em receber os convidados, até que os noivos estivessem prontos.

Felicity e Sara haviam se vestido com a ajuda de Caitlin e Laurel. O vestido da Queen era estilo princesa, tomara que caia, com corpete bordado, e delicadas aplicações de cristais Chatton na parte de cima, fluído com faixa, a barra da longa e volumosa – com bastante tule – saia, tinha bordados em renda. O vestido da futura Palmer, era estilo semi-sereia, com calda semi-longa e as alças eram grossas, e em renda, assim como todo o tecido do vestido, havia um pequeno decote e suas costas estavam visivelmente nuas. Ambos, feitos sob medida, exatamente como desejavam para aquele dia tão importante. Nos pés, Felicity calçava um Stiletto vermelho, de salto alto e delicadas rendas em flor por todo o sapato, com exceção do salto. Sara calçava um Stiletto vermelho com plataforma dourada, assim como o salto alto.

Felicity – Frente: https://www.josephinenoivas.com.br/wp-content/uploads/2019/06/Vestido-de-Noiva-Fluido-com-Faixa-Princesa-Tomara-que-caia-com-corpete-bordado-2.jpg

Costas: https://www.josephinenoivas.com.br/wp-content/uploads/2019/06/Vestido-de-Noiva-Fluido-com-Faixa-Princesa-Tomara-que-caia-com-corpete-bordado-4.jpg

Sara – Frente: https://www.josephinenoivas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/Vestido-de-Noiva-Semi-Sereia-com-al%C3%A7as-2.jpg

Costas: https://www.josephinenoivas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/Vestido-de-Noiva-Semi-Sereia-com-al%C3%A7as-3.jpg

Os vestidos das madrinhas eram idênticos, incluindo na cor, que era marsala. Era no estilo princesa — muito menos volumoso que o de Felicity —, alças ombro a ombro, com um pequeno decote e delicados bordados e brilho por metade do vestido. Havia uma fenda, que se abria na perna direita. O sapato delas eram no mesmo estilo. Dourado com strass, plataforma na mesma cor — sem o strass —, assim como o salto.

Vocês estão lindas. — Laurel comentou, com as mãos no rosto, o os olhos brilhando.

Laurel, você não vai chorar, vai? — Felicity sorriu, assim como Caitlin, Sara se pronunciou.

Se você estivesse grávida, diria que são os hormônios.

Isso aqui é minha emoção de ver minha melhor amiga e minha irmã se casando, Cait. — A outra assentiu. — Estou tão feliz por vocês duas.

Não mais que nós. — As noivas se olharam sorrindo.

Nervosas?

Nenhum pouco, Cait. — Respondem juntas.

Vocês não viram, mas lá fora está tudo tão perfeito. Thea caprichou.

Ela está amando mandar. — Todas riram, inclusive Felicity, que havia feito o comentário. — Mas temos que admitir, se não fosse por ela, não sei se nos casaríamos hoje.

Ela foi incrível. – Sara concordou com a amiga loira.

E então? Decidiram se entrarão sozinhas?

Entraremos sozinhas, Laurel. – Felicity concordou.

E o que o papai disse sobre isso?

Ele aceitou, ficou triste, mas compreendeu minha forma de pensar. — Olhou brevemente para a amiga loira.

Sah, se você quiser entrar com seu pai...

Não. — A interrompeu, pegando no vestido com ambas as mãos, para poder andar até a amiga – que não estava tão longe —, e pegar em suas mãos. — Entraremos juntas. Não poderia pensar em pessoa melhor para entrar comigo.

Você foi minha primeira amiga, então, eu penso o mesmo. — Diz sorrindo.

Felicity estava completamente perdida. Não conseguia encontrar o quarto que ficaria naquele acampamento. Quando resolveu ir naquele acampamento, não imaginou que se sentiria tão sozinha. Mais sozinha do que já era. Só estava ali, por conta das gincanas – e isso incluía esgrima. Ela amava. Havia aprendido aos cinco anos. Era a única lembrança além de montar e desmontar objetos eletrônicos , que tinha com seu pai. Ele havia lhe ensinado, e ela era muito boa. Passou por alguns grupinhos, em sua maioria de garotas, mas não prestou muita atenção. Ela queria colocar a mala no quarto, e ir para a cantina de uma vez, estava com muita fome. Não comeu nada durante a viagem, pois seu estômago estava revirando por conta de um garoto que comeu seis pacotes de salgadinho cheio de corante. O cheiro forte enfestou no ônibus, e infelizmente, como estava frio, nenhuma janela estava aberta.

Olhou em seu papel, e sorriu ao encontrar o quarto. Tinha mais cinco garotas com ela, e como era nova na cidade, não conhecia nenhuma delas. Colocou sua mala em frente a única cama vazia, soltou os cabelos que antes estavam em um rabo-de-cavalo , e em frente a um enorme espelho, do único banheiro do quarto, ela o arrumou. Seus cabelos negros desceram como cascata ao soltá-lo, tocando suas costas. Não trocaria de roupa, mesmo que isso indicasse que algumas garotas a olhassem de forma estranha. Era seu estilo, seu gosto e não mudaria. Mesmo que os olhares lhe deixassem incomodada.

Pensou em pedir informação sobre onde era a cantina, mas achou melhor procurar por si mesma. As pessoas a olhavam de forma estranha, e por isso não queria acabar levando alguma patada, que ocasionaria, em humilhação pública. Soube onde era assim que viu várias pessoas passarem por uma porta de vidro a alguns passos à frente dela. Caminhou em direção ao local, encontrando vários adolescentes sentados em frente a mesas de madeira, comendo, rindo, se divertindo. Ela pegaria o que queria, e voltaria para o quarto. Preferia um bom livro, a ficar no meio dos jovens de sua idade.

No instante seguinte, Felicity tombou com uma garota, que quase foi ao chão. Ela se recriminou. Mal chegou, e seu modo atrapalhada deu o ar das graças. Ela se surpreenderia se isso não acontecesse, já estava acostumada. Corou, e muito, quando viu os olhos da garota em sua direção. Ela era muito bonita. Tinha olhos azuis e cabelos loiros. Era um pouco mais alta que ela, vestia uma calça preta colada ao corpo, uma blusa branca, também colada ao corpo e um par de botas pretas, de cano longo. Passou a língua nos lábios, desviando os olhos da vestimenta da outra, se repreendendo mais uma vez por fazer tal coisa.

Me desculpa. Sua voz saiu um pouco baixa demais.

Ah, tudo bem. Mostrou um sorriso. Eu também não estava prestando atenção.

Não machuquei você?

Que nada. Precisa de muito mais para me machucar. – Brincou, e Felicity não pôde deixar de sorrir. – Então, nova na cidade?

Uhum. Balançou a cabeça. Cheguei a poucos dias.

Espero que goste de Star City. Eu particularmente amo.

É uma cidade bem pequena.

Muito pequena. Meu nome é Sara Lance.

Felicity. FelicitySmoak. Consegue dizer, sem gaguejar.

Bom, eu tenho que procurar a minha irmã. Mas nos vemos por aí, Felicity. Falou o nome devagar.

Oh, sim. Foi um prazer.

O prazer foi meu. Lhe sorriu, antes de sair andando em direção contrária à de Felicity.

Quem poderia imaginar, que seríamos melhores amigas, e que nos casaríamos no mesmo dia? — Felicity diz, sorrindo.

Eu nem imaginava que um dia iria me casar. Nunca tive esse sonho. — As outras riram, e ela acompanhou. — Mas, eu agradeço por ter conhecido Ray. Não vivo mais sem ele.

Que fofo. — Laurel diz, fazendo a irmã revirar os olhos.

Ei, Lis, então você não vai entrar com o seu irmão? — Cait perguntou, curiosa

Bom, como a Sara disse que entraríamos juntas, deixei que ele acompanhasse Thea, já que era a única sem par. Então ele vai ser apenas meu padrinho. O melhor padrinho, tenho que admitir. — As outras sorriram. — Ele aceitou isso muito bem.

Eu vivi, para ver você de noiva.

Elas estavam tão concentradas na conversa, que não haviam percebido a porta se abrir, ou por ela passar, a amiga de National City e sua filha. Ela estava vestida da mesma forma que as outras madrinhas da noiva. Tinhas um sorriso animado no rosto, e sua cabeça pendia para o lado, enquanto seus olhos estavam fixos na amiga. A pequena criança ao lado dela estava com um vestido branco com a saia volumosa — tanto quanto a de Felicity —, entre os fios dos cabelos dourados, uma linda tiara em forma de coroa, e nos pés, uma sapatilha dourada com uma linda flor no centro.

Kara. — As duas se abraçaram quando a outra loira se aproximou. — Você demorou.

Me desculpe. — A noiva sorriu. — Vocês estão lindas. — Olhou para as outras mulheres no cômodo. — Todas vocês estão.

Digo o mesmo, Kara. — Caitlin diz, sorrindo.

Obrigada por vir.

Não poderia deixar de vir ao casamento da minha amiga. Você foi a primeira amiga que eu tive, Felicity. — Elas sorriram uma para a outra. — Apesar de que..., não foi ada fácil fazer você ser minha amiga. — As outras riram.

Sim, eu fui muito complicada.

Nova cidade, novas identidades, nova peruca. Ela passou a mão nos fios preto-azulado. Aquela cor a fazia se lembrar de Oliver. Não que precisasse de muito, para se lembrar dele, afinal, ele lhe deu duas criaturinhas fofas, que era sua vida. Sentia saudades, apesar de se sentir triste. Magoada, ainda. Ele a deixou, ele a traiu, e não quis saber dos filhos. Pensou que ele teria pelo menos a decência de procurar pelos gêmeos, mas isso nunca aconteceu. Talvez, se tivesse coragem, o procuraria, e deixaria os filhos com ele, a salvo. Mas não poderia reencontrá-lo, e não poderia ficar longe das pessoas que mais amava no mundo. Por mais que soubesse que eles estariam melhor com o pai, ela não conseguiria ficar longe deles. Era parte dela. Seu coração sangrava só de imaginar tal cena. Por isso nunca o procurou. Ele sabia dos gêmeos, e nunca foi atrás deles, então, não seria ela a fazer o contrário.

Olhou a linda paisagem ao seu redor. Seus filhos dormiam, finalmente, e por isso aproveitou para se sentar no jardim e apreciar o lugar. Era a primeira vez que conhecia aquele lugar. Seu irmão acertou em cheio. Esperava que pudesse viver em paz por alguns anos, sem ter Cooper em sua cola. Sem ter alguém que estivesse ligado aquele monstro, procurando-a. Sentia seus pelos se arrepiarem só de imaginar ser pega. Ainda que estivesse segura, ela sentia um medo grandioso de ser encontrada novamente, que fosse levada, e que seus filhos ficassem sozinhos, sem ninguém para cuidá-los.

Assim que Bryan e Brooke acordaram, os colocou no carrinho para gêmeos, decidida a dar um passeio. Lugar novo, vida nova. Precisava aproveitar. Alemanha era um lugar muito lindo, mas ela não podia deixar sentir saudades de Star City, viveu tanta coisa lá. Teve seus primeiros amigos, encontrou seu primeiro amor, e foi lá que concebeu os bebês no carrinho a sua frente. Mesmo que ainda doesse muito pensar no homem que ama sim, ainda o amava muito, mesmo depois de tudo , ela sentia saudades. Em especial de Sara. Ainda estava magoada, e decepcionada com Laurel, mas não a odiava. Já tinha muita tristeza em sua vida, para sentir algo como ódio em seu coração. Não precisava de mais desgraça em sua vida.

Ai. Piscou duas vezes, ao ouvir a voz carregada de pela dor e pelo susto, e então Felicity percebeu que havia passado em cima do pé de uma mulher loira que estava sentada em um banco de madeira velha.

Meu Deus. Me desculpa. Se afastou do carrinho, para se aproximar da mulher. Eu sinto muito, eu realmente..., sou muito desastrada.

Tudo bem. Passou a mão nos dedos. Não foi nada, só doeu na hora. Não sinto mais dor.

Ai, que vergonha. Murmurou.

Sério, não se preocupe. Ela sorriu, e olhou para os bebês no carrinho. Gêmeos. Felicity sentiu seus músculos doerem ao vê-la tocar seus filhos. Que lindinhos. Olha, Mon—el. E então a morena percebeu o homem sentado com um bebê no colo. Devia ter a mesma idade que seus filhos. Era uma garotinha.

São lindos. Pelo jeito não pegou nada de você. E Felicity não pôde retrucar, porque era verdade. Mesmo com a cor de seus cabelos verdadeiros, eles não se pareciam com ela. Se parecem com o pai então.

Muito. Mais do que eu... Se interrompeu ao perceber que diria “gostaria”. A filha de vocês também é linda. Mudou de assunto.

Mabel. Nossa primeira filha. A mulher respondeu sorrindo, olhando para a filha. Você é daqui da cidade?

Não. Cheguei a poucos dias.

Veio a passeio como nós então... Felicity não respondeu. Estamos aqui a dez dias. E é perfeito. Estamos adorando. Vai gostar também.

Bom, com licença, eu preciso voltar para a minha casa. Acabou falando demais. A que eu aluguei. Acrescentou, nervosa. Foi um prazer.

Espere. Seu nome? Kara pergunta, ao se levantar.

Hanna.

Kara e Mon—el. Não quer almoçar conosco?

Oh, obrigada, mas eu realmente preciso ir. Acenou e saiu.

Não podia fazer amizade com ninguém. Não podia confiar em ninguém. Precisava cuidar-se, para que nada lhe aconteça, e consequentemente, aconteça aos seus filhos. Ela precisava ficar a salvo por eles. E por esse motivo, mesmo que tivesse achado o casal muito gentil e agradável, ela não podiasedaraoluxodeconfiarneles,nemporummomento.

Me arrependeria todos os dias, se não tivesse deixado vocês se aproximarem. — Ambas sorriram um para a outra. — Mabel, vem me dá um beijo. – A garotinha caminhou até Felicity, que se abaixou para abraçá-la e lhe dar um beijo, logo depois de ela fazer o mesmo. – Você está linda demais. Uma verdadeira princesa.

Você que está, tia Lissy. Eu adorei os babados. – Tocou no vestido da tia, tirando um sorriso de cada uma das mulheres presentes.

Eu também achei um máximo. — Tocou a ponta do nariz dela com o dedo.

Querida, não vai cumprimentar as outras? — Não precisou lembrá-la outra vez, a garotinha abraçou cada uma das amigas de sua mãe — mulheres que ela já chamava de tia —, e elogiou a outra noiva, que a beijou no rosto.

Ela está linda, Kara.

Seu filho acha o mesmo. — Felicity gargalhou, imaginando a Kara de Mon–el.

Eles já se encontraram, é? — Pergunta com um sorriso.

Ele nos trouxe até aqui, mas disse que precisava voltar, porque o tio Tommy estava enlouquecendo os noivos. — Conta, risonha.

Meu marido. — Suspirou. — Tinha que ser.

Se ele não provocar alguém, não é ele, Laurel. — As outras riram com o comentário de Caitlin.

Mon-el o acompanhou até o cômodo onde os outros estão.

Seu marido não ameaçaria meu filho, não é?

Só se ele não tiver medo de morrer. — As outras riram com a indireta de Felicity, inclusive Sara. Elas olharam para a porta, quando a mesma se abriu.

Ei, noivas, prontas para se casarem? — Thea diz, divertida.

Mais que prontas. — Felicity abraçou Brooke, que estava vestida como Mabel, assim como Kitty, com a diferença do desenho da tiara, e o modelo da sapatilha.

Então, em cinco minutos, virão buscá-las. Se preparem. — Fechou a porta.

Thea sabe que também é madrinha?

Alguém deveria lembrá-la. — Caitlin diz depois de Laurel, fazendo as outras rirem.

**--** **--**

Oliver e Ray já estavam nervosos o suficiente, e mesmo assim, Tommy Merlyn não parava de provocar. Era um dom que o amigo tinha. Irritante, mas o que eles podiam fazer? Ele era um ótimo amigo, mesmo que fosse insuportavelmente irritante. Oliver não poderia se casar sem que o melhor amigo estivesse ao seu lado. Eles estiveram juntos por muito tempo. Eram amigos desde a infãncia, e passaram por muitas coisas um do lado do outro. Tendo um ao outro como apoio. Tommy esteve com Oliver quando ele descobriu seus sentimentos por Felicity, que na época tinha cabelos extremamente negros, esteve com Oliver quando ele decidiu que a conquistaria, o ajudou a fazer tal coisa, esteve com Oliver quando ele escolheu passar o resto de sua vida com a loira, quando foi escolher o anel de noivado, quando sofreu por perdê-la, por culpa de Moira. Estiveram juntos quando bebeu até cair, sentindo raiva de si mesmo e de sua mãe, por ter feito Felicity deixá-lo. Estiveram juntos quando decidiu provocar a mulher que o trouxe ao mundo, entrando na agência em que Sara trabalhava. Foram muitos momentos. Oliver não poderia se esquecer, de que foi o melhor amigo que lhe contou sobre a volta da mulher que amava, e sobre ter filhos, gêmeos.

Ele nunca poderia se casar, sem ter aquela pessoa ao seu lado. Seu melhor amigo. Seu irmão. Ele tinha um carinho muito forte por cada um de seus amigos, por cada um que estava ao lado dele naqueles meses que se passaram, mas o Merlyn era alguém especial. E ele não conseguia definir o carinho e admiração, que tinha pelo mesmo. Além de ser agradecido por nunca ter desistido de ajudá-lo, e de fazê-lo voltar a viver, quando Felicity foi embora.

Você é meu melhor amigo, e não poderia me casar sem você aqui... — Oliver se pronuncia, se virando para o amigo. — Mas se não calar a boca, juro que te chuto para fora desse quarto. — Os outros riram, inclusive o Merlyn.

Finalmente. Estava esperando pelo momento em que diria isso, Oliver. — Ray diz, fazendo os amigos rirem novamente.

Como é que você ainda não chutou o trazeiro dele? Eu já teria feito. – Eles voltam a rir com o comentário de Roy. – Cunhado, você padece.

Ah, eu sei disso. — Suspirou, fingindo cansaço. — Mas o que posso fazer, né?

Ollie, o que seria de você sem mim? — O outro bufou.

Ah, cala a boca, Tommy. — Barry se pronuncia, revirando os olhos.

Sério. Quando a Felicity o deixou, eu o encontrava em um bar todos os dias, caído em uma alguma poça de vômito. — Os outros fizeram uma careta.

Que nojo.

Isso é mentira, Barry. Bom, a parte do vômito. – Os amigos riram.

Então você caiu na noitada? — Roy pergunta, com as sobrancelhas franzidas.

Acredite, não peguei mulher nenhuma, eu só queria beber.

Helena.

Não me lembre. — Eles riram novamente. — Sim, eu e ela ficamos por cinco meses, até eu perceber que ela estava apaixonada, e..., bom vocês sabem.

Você deu o pé.

Não fala desse modo. — Mon-el diz. — Felicity disse que a mulher é uma boa pessoa. E que elas têm conversado bastante.

Eu achei que o mundo estava acabando. — Voltam a rir com o comentário do Oliver. — Sério. Eu tive que ameaçar Michael, por culpa da minha esposa.

Oh. — Roy riu. — Cupido Felicity Smoak–Queen.

Ela pediu para você fazer isso?

Pediu, querido Barry? — Riu. — Não. Ela me ameaçou.

Com o que? — Oliver e Tommy se olharam, e o outro começou a gargalhar, entendendo tudo.

Felicity é demais.

Veado. — Sussurrou. — Rindo da desgraça alheia.

Oh, ela ameaçou ficar sem sexo. — Roy franziu o cenho novamente, dessa vez por conta do comentário de Ray.

Okay, não vamos falar sobre isso, porque ela é minha irmã. — Eles riram. — Sacanagem.

Como você acha que seus sobrinhos vieram?

Cala a boca, Tommy. — Rosnou, e o outro riu.

Você não gostaria se fosse com a sua irmã, gostaria? – Barry provocou, e Tommy fechou a cara. – Pela sua cara a resposta é não!

Não faça com os outros o que não quer façam com você. — Tommy bufou ao ouvir Ray.

Vocês são assim toda vez que se encontram? Eu ainda não me acostumei. — Mon-el diz, rindo. — Um provoca o outro, o tempo todo.

Sim. Alguma hora você vai se acostumar. Não é desse jeito quando as crianças estão presentes, Tommy tenta se controlar. — Oliver explica.

Ah, por falar em crianças..., seu filho é muito abusado, sabia disso? — Ray franziu o cenho.

Como é?

Disse que minha filha estava linda. — Os outros riram.

Meu filho é um cavalheiro.

Ficarei de olho nele mesmo assim. — Murmurou.

Eu também ficaria. — Barry e Oliver dizem juntos, fazendo Tommy gargalhar.

Eu quero estar bem pertinho quando suas filhas começarem a namorar, só para eu provocar cada um de vocês. — Os três bufaram.

Não é por nada não... — Roy se pronuncia, chamando atenção. — Mas eu acho fofo a forma como Lyon trata minha sobrinha. — Tommy sorriu ao ver a provocação. — E o mesmo eu digo sobre Bryan e Kitty.

Roy..., você por algum acaso quer viver para ver sua irmã casar? – Barry ameaça, fazendo os outros rirem.

Por favor, espere até depois do casamento, que eu te ajudo. — E dessa vez, todos, inclusive Oliver e Barry começaram a rir.

Ei. Cinco minutos. Parem de ficar fofocando. – Eles olham para a porta, vendo Thea Merlyn–Queen, com um sorriso provocador. – Acabei de ver as crianças. Ollie, Barry, Mon-el, estão se preparando para ser suas filhas no lugar de Felicity e Sara daqui alguns anos? – Eles franziram os cenhos, ouvindo-a gargalhar. – Cinco minutos. – Avisa novamente, ainda gargalhando, enquanto fechava a porta.

Tommy, acabei de perceber que provocar maldosamente, é de família. — E ninguém pôde retrucar Roy Harper.

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Amados, estamos reunidos aqui hoje, para unir Oliver Queen e Felicity Smoak... – Desviou os olhos para o outro casal. – Ray Palmer e Sara Lance, em sagrado matrimônio. Nosso coração deve nos encher de júbilo, ao ver que esse casal – Apontou para os Queen – Depois de desentendimentos e afastamento de ambas as partes, conseguiram transformar suas ilusões em uma linda realidade. Oliver e Felicity sofreram, conheceram a dor da separação, diante de algo que não havia sido escolha deles, mas se mantiveram firmes em seus próprios sentimentos, em seus princípios. Não desistiram um do outro, mesmo diante de todos os problemas em que os abateram. E principalmente, tiveram fé. – Fez uma pausa. – Ray e Sara tiveram suas vidas entrelaçadas, mesmo com feridas no coração de um deles. Eles puderam viver esse amor, mesmo com medos, resistências, dificuldades em fazer outros aceitarem o amor que sentem um pelo outro, em aceitarem, o desejo de ambos em passar o resto da vida deles um com o outro. Isso é algo que nem todos os casais conseguem suportar. – E os amigos, que sabiam a história de ambos os casais, não podiam concordar menos, afinal, foi quase que o mesmo que Oliver e Felicity passaram. – Para um casamento, precisa ter sabedoria, cumplicidade, respeito e realização. A partir de agora, o mundo não é mais apenas uma promessa: é o sonho vivido a dois. Dois corações. A caminhada é longa e deve ser repleta de carinho e compreensão. Vocês devem aproveitar intensamente os momentos bons e permanecer unidos, e para superar os ruins, é uma arte a ser vivenciada todos os dias. Assim se constrói um caminho duradouro e feliz. – Olhou nos olhos dos casais. – Oliver. Felicity. Sara. Ray. Hoje vocês começam uma caminhada juntos. O casal não é aquele que nunca tem problemas, mas sim aquele que apesar dos obstáculos, sempre permanecem juntos, seja o que for. Um amor, quando é tão bonito como o de vocês, merece ser falado de todo o coração aquilo que têm de mais puro, e de mais belo o que vocês têm para expressar nessa noite tão especial. E por que não na frente de seus amigos e familiares? – Eles sorriram um para o outro. – Olhou para o noivo. – Oliver.

Felicity..., eu tinha certeza desde que era um moleque, de que quando chegasse a hora, meu coração pulsaria mais rápido, mas é claro que nunca falei isso para os meus amigos. Achava que somente uma pessoa muito especial seria capaz de mudar minha vida, e eu estava certo. Foi então que você chegou, despretensiosa, linda e pronta para me amar assim do jeito que eu sou. Somos semelhantes, dois amantes, duas almas que se reencontraram e tiveram a segunda chance de ser feliz. Nós, hoje casados, somos a prova viva de que o amor sempre vence. Quero que saiba que para sempre, dividirei minhas angústias e felicidade contigo, serei o seu abrigo e a sua proteção. Para sempre vou admirar esse seu olhar doce e delicado toda vez que me olhar. Para sempre, vou agradecer aos céus por ter me concedido a benção de conhecê-la e poder fazer parte da sua vida. Por isso, estamos aqui, celebrando as infinitas vezes que merecemos viver juntos e agora, enfim, será para a eternidade. Eu te amo muito. – A loira sorriu, dando uma mordida no lábio, em seguida, sem nem mesmo perceber.

Felicity. – O pastor acena para a loira.

Oliver, você sabe que a minha vida não foi fácil, precisei encarar muitas coisas até chegar até aqui, mas a parte mais tranquila de toda minha caminhada foi o momento em que te reencontrei. Ali percebi que eu poderia ser feliz de verdade, e para sempre se a sua mão eu segurasse. Cada minuto ao seu lado é especial demais, parece que você tira os meus pés do chão e faz com que eu seja a pessoa mais feliz desse mundo. Por isso, quero dizer que te amo cada dia mais e que prometo que esse sentimento só aumentará, mesmo depois que a nossa saúde não for tão boa, que o nosso corpo não for o mesmo, e que os problemas surjam, porque sei que, ao seu lado, nada disso terá valia alguma, somente o carinho e o amor que construímos. Hoje eu sou a pessoa mais feliz do mundo, não só por hoje, pela celebração do nosso amor, pelo casamento ou pela linda festa e pelos convidados amados aqui presentes, mas sim por eu ter reencontrado o amor da minha vida. Você é o motivo do meu riso, é por você que tenho vontade de ser melhor sempre e de fazer o mundo feliz só porque eu sou feliz. Você me deu as pessoas mais importantes da minha vida. E hoje selo o meu maior desejo perante a todos, que é o de fazê-lo a pessoa mais realizada do mundo. Eu te amo, meu amor, e serei melhor do que você sonhou.

O casal sorriu um para o outro, sem desviar nem por um momento, dos olhos um do outro. Olhavam fixos, expressando o amor que sentiam, demonstrando a cada um dos presentes, o quanto se amavam. A maior parte dos presentes sabiam o que haviam passado, o quanto tinha sido difícil suportar a dor, a separação, o sofrimento que sentiram quando tudo desabou a mais de sete anos atrás. O pastor, que também havia ficado sabendo sobre tudo — com exceção da parte de Cooper —, também se sentia feliz por realizar uma cerimônia do casal que passou por tantas dificuldades, e mesmo assim, mesmo depois de tanto tempo, conseguiram superar os obstáculos.

Ray. – O pastor acena para o outro noivo, induzindo-o a falar os próprios votos.

Sara, no momento em que coloquei meus olhos em você, eu sabia que você era a escolhida para mim. Eu não entendia, naquele momento, como alguém que sofreu ao se apaixonar uma vez, poderia voltar a sentir aquele sentimento, mas de forma maior, grandiosa, sem precedentes. Me assustei um pouco, não posso mentir, mas eu sabia que era amor. – Balançou a cabeça, sorrindo. – Eu sei que é amor. – Se corrigiu. – Eu sei que é amor, pois todos os dias eu penso em você. Eu sei que é amor, não porque digo que te amo, mas sim porque toda as vezes que vejo nossas fotos, eu planejo meu mundo com você. Eu sei que não é fácil, nunca foi e nunca será..., o amor será complexo, tanto pela forma de demonstrar, quanto na forma de sentir, e por isso não podemos esquecer da forma de viver e conviver com esse amor. – Apertou a mão dela levemente, antes de voltar a se pronunciar. – Eu não te prometo o mundo, mas espero de coração que nosso amor não acabe nem após a morte. No céu ainda quero estar com você nos meus braços. Porque eu amo ficar com você, amo seu cheiro, seu jeito, amo sua boca perfeita, seu cabelo, amo seu corpo inteiro! Quero ser seu marido eternamente, meu amor. – Ela sussurrou um eu te amo, e ele sorriu. – O que você precise de mim, seja para dar a volta no mundo, ou ir até a vizinha... – A noiva riu baixinho. – Ou apenas para infernizar um pouquinho a sua irmã...

Ei. – E as risadas ecoaram mais uma vez ao ouvir a exclamação de Laurel, inclusive de ambos os noivos.

Eu estarei ao seu lado. – Completou. – Você, Sara Lance, foi uma daquelas coisas boas que aconteceram na minha vida. E olha que foram poucas... – Diz ao se lembrar da ex-mulher, da morte da mãe, das brigas inconstantes com o pai, da madrasta mais que odiada. – Você é a mulher que escolheram para mim, e eu agradeço tanto, porque o que seria de mim se não tivesse te conhecido? – Os olhos escuros de Ray se encontraram com os claros do filho. – O que seria de nós? – Sara olhou para o garotinho que via como filho. – Mesmo Killian não tendo seu sangue, você o amou como mãe, o aconselhou, foi o suporte que eu e ele precisávamos. E eu sei que vou ser feliz, se tiver você, Killian e os gêmeos comigo pelo resto da minha vida. Você me ensinou o que é amar e ser amado de volta, e esse é só um dos vários motivos de eu te amar. Te amo infinito.

Sara. – O pastor olhou para a mulher, que havia acabado de mandar um beijo para o noivo.

Ray, quando te conheci, eu estava muito fechada. Eu não esperava me apaixonar, e não queria isso para mim. Como diz minha irmã, eu sou teimosa. – Os outros riram. – Mas aconteceu mesmo assim. Eu sabia que era você, desde o início, só não quis acreditar. Você me fez ver o mundo de outra maneira, me fez ver que eu posso me sentir fragilizada de vez enquando, que você estaria ali para me amparar, não importa o quê. – Sorriu. – Talvez eu tenha demorado pra perceber..., demorado muito, para perceber meus sentimentos por você... – Ele sorriu. – Mas o fato foi que eu percebi, e no mesmo momento eu tive a certeza de que não podia te perder, afinal você era a pessoa separada para mim. O homem da minha vida, o homem que me fazia sentir borboletas no estômago, como nunca havia sentido antes. Eu me surpreendi comigo mesma, quando comecei a namorar você, me vi como outra pessoa, uma nova mulher, e isso me deu um pouquinho de medo, mas... – Fez uma pausa, mordendo o lábio, antes de voltar a se pronunciar. – Não importa quantas outras opções a vida queira me dar, eu sempre escolherei você. Independentemente de qualquer coisa. Eu não vou te prometer um feliz para sempre, Ray, mas eu prometo te fazer feliz um dia de cada vez, porque isso eu sei que consigo. – Piscou, sorrindo. – Você é a melhor parte de mim, Ray Palmer. Você e nossos filhos. Cada um deles. – Olhou para Killian, piscando para ele com um sorriso, no qual ele devolveu. Sara se voltou para o tão logo marido. – Eu te amo.

As Alianças, por favor. — Killian e Bryan, que estavam com as alianças, se aproximaram, entregando para seus pais, e voltando para seus lugares, onde os primos e irmã estavam. – É muito bonito quando duas pessoas se amam ao ponto de decidirem passar o resto da vida juntas. Um casamento é o maior símbolo de amor e união que pode existir em um relacionamento. Escolher estar ao lado de alguém para a vida toda e estar disposta enfrentar tudo pela pessoa, é o que casais como Oliver e Felicity, Ray e sara, mostram para o mundo, que amor genuíno ainda existe. Mas isso não quer dizer, que nunca passarão por dificuldades, e é por isso que o casal precisa sempre se lembrar das promessas que fizeram um ao outro no altar, e se sustentarem nelas quando estiverem passando por momentos difíceis. Assim conseguirão enfrenta-los da melhor maneira. – Ambos os casais balançaram a cabeça, concordando com o pastor. – A aliança no matrimônio é sinal de promessa um ao outro, de amar, honrar, cuidar, respeitar; na alegria e na tristeza, na saúde e na doença até que a morte os separe. A aliança do casamento é selada com o juramento feito um ao outro. Repitam comigo. – Sussurrou a última frase para os noivos, que desviaram os olhos do pastor para as mulheres que amavam.

Que esta aliança seja o símbolo puro e imutável do nosso amor. – Oliver e Ray dizem juntos, colocando a aliança no dedo anular da mão esquerda de suas, em breve, esposas.

Que esta aliança seja o símbolo puro e imutável do nosso amor. – Felicity e Sara dizem juntas, colocando a aliança no dedo anular da mão esquerda de seus, em breve, maridos.

Os olhos deles não desviaram um do outro nem por um momento, durante a frase dita pelo pastor, que eles tiveram de repetir. Seus olhos demonstravam o quanto se amavam, e o quão felizes estavam por tornar aquela cerimônia real. Sorriram um para o outro, esperando pela frase final do pastor. Os convidados puderam ver o amor expressado nas palavras ditas, assim como o pastor, que sorriu.

Na qualidade de Ministro do Evangelho, eu vos declaro marido e mulher. – Cada um dos presentes sorriu, assim como os casais no altar. – Podem beijar suas noivas.

E isso era o que Oliver e Ray esperavam, desde que viram elas entrando juntas, andando até eles pelo tapete vermelho, sem desviar os olhos. Tão felizes quanto eles. Lindas, e perfeitas. Eles queriam ter as beijado no momento em que elas chegaram até eles, mas não o fizeram, em respeito ao pastor. Mas não havia sido fácil se manter firme, não quando os belos olhos de Felicity e Sara não os deixavam nem por um momento. Eles deixaram o nervosismo de lado, a partir do momento em que as viram, de mãos dadas, no batente da larga porta que as levava para o jardim. E agora, eles enfim poderiam realizar aquele desejo carnal.

Oliver puxou Felicity pela cintura, tomando seus lábios, com calma, surpreendendo a todos, inclusive a esposa, que sorriu em meio ao beijo, quando a inclinou para trás, jogando seu corpo para frente, ouvindo os aplausos dos convidados. Ray, beijou Sara no mesmo momento em que Oliver, mas diferente dele, apenas a puxou pela cintura, segurando os cabelos loiros que estava com um lindo e delicado penteado, com uma das mãos, sentindo os braços dela rodear seu pescoço.

Eles enfim estavam casados. Uma realização dos sonhos de ambos os casais, em especial dos Queen. Era algo que queriam desde muito tempo. Agora era oficial. Eles não se importavam com os fotógrafos, não se importavam com os dois jornalistas que haviam sido convidados por Thea, para que não tivessem penetras, e não começassem o falatório sobre o casamento de seus irmãos e amigos. Só se importavam com o momento deles. Com a felicidade que estavam sentindo por ter aquele sonho realizado.

Notas finais
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