Cross Destination

40 Capítulo Quarenta


Notas iniciais
Leitores aqui estou com novo capítulo de CD Para quem estava ansioso para saber os sexos dos bebês... TCHARAM! Vai ser nesse mesmo. Antes de deixá-los ler, por favor, peço que leiam as notas finais. Obrigada Espero gostem. Boa Leitura

Felicity estava deitada na maca com o marido ao lado. Caitlin passou o gel na barriga já grandinha que indicava seus cinco meses e meio. Ela esteve naquele mesmo consultório por dois meses e nada de descobrirem o sexo. Ambos esperavam que aquele dia fosse “o” dia. Oliver falava com os filhos, assim como Felicity, no caminho de casa até o hospital, pedindo para que os filhos deixassem os papais saberem seus sexo.

Eles estavam tão ansiosos quanto os filhos, que dessa vez, ficaram com a tia Thea e o tio Roy, que já tinham combinado que levar ambos para assistir um filme no cinema.

Dos quatro, o mais ansioso estava sendo Oliver. Ele queria ver cada detalhe, ouvir os corações a bater, e claro saber logo se eram meninas; meninos ou os dois. A cada consulta era uma sensação nova para ele. Não havia passado por isso com os gêmeos, e era por isso que ficava tão emocionado e animado. Aquilo deixava Felicity feliz. O homem que ela amava estava realizando um sonho, ela não se arrependia nem por um minuto de ter tomado a decisão de ficar grávida.

— E então, Cait? – Felicity pergunta. — Vai dar para saber o sexo deles?

— Vocês estão tão desesperados. – diz rindo.

— E você gosta de nos ver desesperados.

— Ora, isso não é verdade. – ambos a olham. – Tudo bem, só um pouquinho. – riu.

— Cait, por favor.

— Calma! Eu estou vendo se está tudo bem com os três. – o casal volta a olhar para ela, atentos.– E eles estão. Lindos e perfeitos. – sorriu. – Ouçam isso. – de repente eles ouviram.

— São os coraçõezinhos deles. – Cait deixou que ouvissem por um tempinho considerável.

— Caitlin, tem algum perigo se a bolsa dela romper antes dos nove meses?

— Perigo algum. Na verdade, se isso acontecer, vai ser totalmente normal. não tem que se preocupar. A data para o nascimento é prevista para o dia 23 de maio. – ambos assentem. — Agora… Vamos ver se eles vão nos deixar ver os sexos?

— Por favor. – falam juntos, fazendo Caitlin rir.

— Okay. – Arrastou a palavras, desviando os olhos para a tela. – Vamos lá bebês, dêem esse gostinho para seus pais. – passou então o objeto eletrônico na barriga da amiga delicadamente, e então sorriu. – Eu acho que estão com sorte.

— Deu para ver? – Oliver perguntou ansioso.

— Eu acho que Bryan só não vai surtar tanto porque um dos bebês é menino. – Felicity abriu um sorriso largo, entendendo o que a amiga queria dizer.

— Isso... Isso quer dizer que os outros dois... – Oliver olha para Caitlin por um instante deixando sua frase no ar. – São meninas?

— Isso mesmo, Oliver. – o casal se olhou.

— Duas meninas e um menino. – Felicity diz, para em seguida sentir os lábios de seu marido.

— Tenho mais duas garotinhas, Bryan vai mesmo surtar. – a esposa riu.

— Será que eu posso saber os nomes? – Caitlin questiona com certa timidez na voz fazendo com que os amigos à olhem.

— Bom Cait, já que você é a madrinha do único garotinho que está dentro de mim... – começou sorrindo. – Nós diremos.

— Temos três nomes femininos, amor.

— Não temos mais. Eu já decidi qual vai ser os dois nomes.

— Então diz, porque até eu estou curioso. – Ela riu.

— Katie, Kallie e Kyle.

**--** **--**

— Duas meninas? – Brooke dava pulinhos animados. – Estamos ferrados, papai. – Oliver riu. – Espero que elas não sejam frescas como a Beev.

— Não tem nem aí pra você. Eu ganhei. – O casal riu. – Duas meninas; duas meninas; duas meninas. – Cantarolou, e o irmão revirou os olhos.

— Ora, Bry, não vai ser tão ruim.

— Eu estou feliz, pelo menos veio um garotinho para eu ensinar irritar a Brooke. – Oliver gargalhou, enquanto a esposa balançava a cabeça. Bryan riu junto do pai.

— Mamãe, você não vai deixar, vai?

— Claro que não, meu amor.

— A mamãe nem vai ficar sabendo. Eu e o Kyle vamos fazer tudo escondido e em segredo.

— Para de implicar com sua irmã, garoto. – Oliver puxou o filho, lhe fazendo cócegas em seguida e o fazendo rir.

— Eu queria estar lá, mamãe.

— Na próxima vocês estarão. E Cait vai deixar vocês ouvirem os coraçõezinhos.

— Legal, deve ser maneiro ouvir.

— É sim, amor.

— Pai, eu quero ajudar a decorar o quartinho.

— Eu também. – Brooke volta a dar pulinhos. – De princesa.

— Não mesmo, Kyle vai estar no quarto também. – A menina faz um bico. – Vai ser igual o nosso.

— Estava pensando em algo que não fosse personalizado. – Felicity diz.

— Como assim? – os filhos olharam para ela, confusos.

— Estava olhando na internet... – Pegou o celular e procurou pela imagem que tinha salvo. – É um modelo para gêmeos, mas podemos adaptá-lo para trigêmeos. O que acham?

http://www.decoracao.com/wp-content/uploads/2013/02/134.jpg

http://www.ficargravida.com.br/wp-content/uploads/2017/07/morarmais.jpg

http://www.facilitimoveisplanejados.com.br/img/portfolio/infantil/05.jpg

— Eu gostei. Podemos colocar as iniciais deles na parede.

— Uhum!

— Só não gostei dessa luminária de flor. – Bryan comenta.

— Eu também não gostei, querido.

— Podemos achar outra luminária para colocar no lugar dela. – Felicity concordou.

— Mamãe, ao invés desses macarrões coloridos podemos colocar de outra cor?

— Claro, querida. Pensei em branco e rosa, branco e lilás e branco e verde água.

— Então eu já vou organizar tudo para começar a montar o quarto.

— Oliver, eu ainda estou no sexto mês.

— E os bebês podem vir antes do nono. Caitlin disse, e eu quero que nossos filhos já tenham o quarto montado quando nascerem. – Felicity sorriu.

— Eu quero ajudar.

— Eu também!

— Então está combinado, vamos sair para comprar as coisas. – E os gêmeos ficaram tão animados quanto os pais.

**--**

Felicity queria muito ouvir a conversa, mas eles falavam baixo. Ela tinha certeza de que falavam sobre Cooper, afinal, foi a única palavra que ouviu sair da boca de Collin. Ela reconheceu cada um dos que estavam ali, ao redor de seu marido. Até mesmo os novatos que o marido escolheu para proteger seus filhos.

Se perguntava o que eles tanto conversavam. Será que haviam encontrado Cooper? Seria bom demais para ser verdade. Só o queria longe dela, não se importava com o que aconteceria com ele, com o que eles fariam com ele. Felicity tinha certeza de que Oliver não deixaria barato tudo que Cooper fez a ela o conhecia bem o bastante para ter aquela certeza. E mesmo que ela não gostasse de violência, ela queria mais era que Cooper se ferrasse.

A mulher leu os lábios de Mike: Moira. O assunto agora passou a ser sobre a mãe de seu marido, pelo menos a mulher que lhe deu à luz, já que o nome “mãe” não a qualificava. O que mais aquela mulher estaria aprontando? Felicity também se perguntava onde estava Helena. Não a via à semanas desde que Moira a humilhou. Não gostava da mulher, mas também não a queria mal. Como poderia, ela estava se colocando em perigo para salvá-la de Cooper.

Será que ela estava em alguma missão? Felicity mordeu o lábio ao perceber que o marido tinha percebido sua presença. Ela o viu se despedir e logo em seguida os dezoito homens saíram porta a fora.

— Você sabia que é muito curiosa?

— É sobre minha vida. – Retrucou.

— Não quero que se preocupe com nada.

— Não quero que me deixe de fora das coisas. – Oliver suspirou.

— Eu faço isso para o seu bem você está grávida, não pode ficar se preocupando atoa. – Passou a mão na barriga da esposa. – Os bebês sentem seu nervosismo. Tudo que você sente amor, bom ou ruim, eles também sentem. – Ela entortou a boca e ele soube que havia ganhado.

— Eu fico mais nervosa quando não sei de nada.

— Eu juro que não tem nada com o que se preocupar. Eles estão seguindo minha mãe, mas até agora ela deu um jeitinho de despistar cada um deles, não sei como.

— Sua mãe é mais esperta do que podemos imaginar.

— Não pareceu, ao fazer aquela armaçãozinha de quinta.

— Por falar nessa armação... Onde está Helena? – Oliver franziu o cenho.

— Você está perguntando pela minha ex?

— Para você ver onde uma grávida pode chegar. – ele não conseguiu conter uma risada. – Está em missão?

— Está sim. Procurando saber mais sobre o maldito. – ela assentiu. – Por quê?

— Por que por mais que eu não goste dela, e isso é pelo fato de ela ser apaixonada por você, eu me preocupo. Não quero que ela se machuque por minha causa. Nem ela e nem ninguém.

— Não se preocupe com isso.

— É impossível.

— Ela está bem, falei com ela hoje. Não conseguiu nada ainda, mas ela disse que não vai desistir.

— Por quê? Não entendo.

— Porque ela não acha que você mereça ter aquele desgraçado na sua cola. Helena não é uma má pessoa. Ela se preocupa com os outros, em especial com as crianças. – Felicity ficou curiosa. – Eu não posso dizer mais nada.

— Eu entendo é a vida dela. – ele assentiu. – Espero que Cooper não faça nada com ela.

— Ela vai ficar bem. Helena é boa no que faz. – beijou a bochecha da esposa. – Agora que tal comer?

— Era isso que eu esperava ouvir. – ele riu. – Os gêmeos foram comer Belly Burger com Tommy, Barry e os filhos deles, e eu não vou poder comer.

— Não reclame.

— Isso é injusto. – ele quase riu da forma que ela havia dito aquela frase. Pareceu uma criança.

— Eu vou temperar uma sardinha com tomate, e você come no pão. Serve?

— Dá pro gasto. – ele riu. – Não ria. Não sabe o quanto eu estou querendo um Belly Burger.

— Semana que vem, quem sabe. – ela chega sorrir ao ouvir aquilo. – Vou picar uma couve também. Você precisa de salada.

— Enquanto faz isso posso comer um cacho de uva?

— Deve. – ele estava entupindo-a de fruta, para ver se ela parava de comer coisas gordurosas.

Já que eu vou comer a fruta, eu vou poder tomar o sorvete? – Seus olhos brilhavam com aquele pedido.

— Por que será que eu já esperava por esse pedido? – diz olhando nos seus olhos verdes enquanto ela sorri.

**--** **--**

Oliver sabia onde a esposa estava antes mesmo de se perguntar onde ela estava, quando sua mão passou pela cama, e não sentiu o corpo dela. Ele tinha certeza de que encontraria a esposa na cozinha, e foi como pensou. A encontrou em cima da bancada, com uma cadeira perto das pernas dela, com certeza ela a usou para subir na bancada. A mulher lambia um dos dedos das mãos e tinha uma torta de Nutella com avelã em um prato que estava na outra mão.

Ele sabia que ela comeria o resto da torta que fez mais cedo. Não pensou em esconder, mas deveria, pois conhecia a esposa grávida que tinha. Mesmo depois de ouvir alguns sermões de Caitlin, ela continuava a acordar de madrugada para comer. Em especial doces. Oliver suspirou e andou até ela podendo ver do outro lado um copo grande de coca e uma borda da torta de frango, ela não gostava daquela parte.

— Oliver. – ele soube que ela tinha se assustado. – Por que você chega de mansinho?

— Para ver o que está aprontando. – ela revirou os olhos. – Será que eu vou ter que falar com Cait sobre o que anda fazendo de madrugada?

— Eu comi a torta de frango antes. – ele quase riu. – E eu estava com fome.

— Depois de ter comido três pães com tomate e sardinha? – ela o fuzilou, e ele riu. – Você subiu na cadeira, não subiu? – Felicity deu um sorriso aberto e ele soube que a resposta era “sim”. – Isso é perigoso, Felicity.

— Fiz com cuidado.

— Mesmo assim. Você está sozinha, e se acontece algo?

— Tudo bem, você está certo. – diz, percebendo o quão perigoso foi. – Eu não pensei direito, mas não vou fazer novamente.

— Minha sanidade agradece. – ela riu. – Eu acho que já chega de doce. – Tomou o prato das mãos dela ouvindo em seguida seus murmúrios de descontentamento. – Não comece.

— Mas eu ainda estou com vontade.

— Ela vai passar se você dormir. – os olhos verdes lhe fuzilam, enquanto permite descê-la da bancada. – Não está com sono?

— Um pouco, mas os bebês estão mexendo muito. – Oliver coloca a mão na barriga dela.

— Muito? – concordou. – Vem, vamos deitar.

A puxou pela mão e a levou para o segundo andar, deitando-a na cama de casal, assim que entraram no quarto. Oliver se deitou ao lado dela, e colocou uma das mãos na barriga da esposa. Ele sabia que ela ficava desconfortável com os bebês se mexendo, e por isso não conseguia dormir. Felicity olhou para o rosto do marido e esperou pelo que ele faria. Ela sabia que ele faria algo, pelos olhos brilhantes e preocupados que ele demonstrava.

— Ei, filhotes, a mamãe precisa muito descansar. – ele sentiu os filhos chutarem várias vezes. – Vocês podem deixá-la dormir por algumas horas? – Felicity sorriu. – O que acham de ficarem quietinhos e deixarem a mamãe dormir? Tenho certeza de que vocês não querem que ela fique mal, não é? – Ele beijou a barriga dela. Eles tinham parado de chutar. – Boa noite. – Sussurrou, e olhou para a esposa.

— Eles gostam da sua voz.

— Tenho certeza de que vão reconhecê-la quando nascerem.

— Não duvido nenhum pouco, meu amor. – concorda, sorrindo.

— Durma, está bem? E nada de se levantar para comer.

— Prometo. – diz rindo. – Boa noite.

— Boa noite, baby. – beijou os lábios de forma gentil e se deitou ainda com a mão na barriga dela.

**--**

Eles haviam contado para os amigos sobre os sexos dos bebês e eles ficaram loucos. Tommy então não deixou o amigo em paz. “Você vai se ferrar”, foi a primeira frase que ele ouviu do melhor amigo. Eles se divertiam, mesmo com as provocações de Tommy. O fato de o casal ter mais duas garotinhas, era a única coisa que fazia Tommy Merlyn pegar no pé de Oliver.

Ele já sofria por Brooke, imagina por mais duas garotinhas? Era mais ou menos essa a frase dita por ele. E mesmo que Oliver não se importasse com as implicâncias, ele realmente se preocupava com aquilo. Eram suas princesinhas, afinal de contas. Laurel tinha ficado chateada pela amiga não ter deixado ela fazer um chá-revelação, mas não a ponto de ficar irritada, e de cara virada. Felicity quase riu quando a amiga surtou por causa disso. Sara disse que se ela estragaria os filhos da amiga, o que fez Oliver se levantar e dizer que “de jeito nenhum”. Roy comentava sobre fazer o único garotinho dos trigêmeos, ser um agente como ele, já que Bryan não tinha nenhuma intenção de ser um, quando crescesse. Felicity quem quase surtou dessa vez. Ray dizia que os bebês seriam mimados até dizer chega, e todo esse mimo viria apenas de uma pessoa: Oliver Queen.

Ninguém pode discordar, nem mesmo o pai das crianças. Barry e Caitlin faziam de tudo para fazer com que Tommy parasse de deixar o casal constrangido, mas era impossível e eles já deveriam saber disso. Estavam todos na sala, enquanto as crianças brincavam no jardim da casa de Laurel e Tommy, quando Sara tocou no assunto que chamou a atenção de todos.

— Sabe, eu estou curiosa sobre uma coisa.

— O que? – Felicity pergunta.

— Sobre os padrinhos. Eu não aceito não ser chamada para ser madrinha de um deles.

— Sara. – Ray repreende a noiva, e os outros riram. – Por favor, ignorem minha noiva.

— Não, não ignorem não. – Sara e Laurel dizem juntas.

— Eu também quero saber. – A Merlyn completou.

— Eu também estou curioso. Eu não sou padrinho dos bebês da Sara, não aceito não ser de um desses pestinhas.

— Não chame meus filhos de pestinhas. – Os outros riram.

— É, meus sobrinhos não serão pestinhas.

— Desculpe amor, mas sendo filhos do meu irmão? Eu não duvido de nada.

— Mas de que lado você está? – Thea riu ao ouvir o irmão.

— Ela só está dizendo a verdade. – Laurel diz. – Você e Tommy eram umas pestes.

— Será que podemos voltar ao assunto de antes? – eles riram ao ouvir Sara. – Gente, estou curiosa, preciso saber.

— Eu já sou padrinho dos gêmeos, então sei que não serei escolhido.

— Você sabe quem são?

— Claro, ela é minha irmã. – Tommy se levantou.

— Que injusto. – os outros riram.

— Nós já escolhemos os padrinhos antes mesmo de sabermos o sexo. – Oliver conta.

— E nós ficamos sabendo primeiro que vocês. – Caitlin comenta sorrindo, apontando para ela e o marido.

— Que injusto. – as mulheres dizem juntas.

— Ollie, pensa bem no que vai dizer. – o outro revira os olhos.

— Eu acho que você deveria repensar, cunhado.

— Por que eu também acho isso?

— Porque meu irmão paterno não é uma boa influência?

— Digam logo de uma vez. – Ray riu ao ver o desespero da noiva.

— Kyle terá Barry e Caitlin como padrinhos.

— Isso quer dizer que...

— Que você e Ray serão os padrinhos da Killie, e Tommy e Laurel serão os da Katie.

— Você diz que Katie é a que chuta mais.

— Sim, ela é a que acaba comigo. – passou a mão na barriga. – Te amo mesmo assim, amor. – sussurrou.

— Eu vou ficar com a mais pestinha de todos? – Felicity o fuzilou, os outros riram. – Ollie, você está encrencado com essa garotinha. Ainda mais por ter me chamado para ser o padrinho dela.

— Não devia ter feito isso, Oliver.

— Estou começando a achar isso também, Barry. – as mulheres riram. – Felicity, tem como trocar? – elas voltam a rir. – Damos a mais calminha para ele e Laurel.

— Agora eu não aceito a troca. Vou fazer a Katie deixar vocês dois de cabelo em pé.

— Nisso eu te ajudo. – Roy diz, fazendo a irmã e o cunhado olharem para ele. – O que? Eu sou o tio, meu trabalho é estragar eles. – os outros riram.

— E eu vou ajudar também, vou adorar fazer eles aprenderem tudo que meu irmão fez na infância e adolescência.

— Deus me livre. – todos riram ao ouvir Felicity. – Tá amarrado em nome de Jesus. – eles voltam a rir. Ela realmente tinha ficado preocupada.

— Eu sei tudo sobre a infância e adolescência do Ollie, irmãzinha.

— Oliver, eu acho que você está ferrado. – Ray diz.

— Eu não acho, eu tenho certeza. – Barry diz em seguida. E Oliver também tinha, assim como Felicity.

**--** **--**

— Papai, a gente ainda não comprou os materiais. – Bryan lembra o pai, enquanto jantavam.

— Que bom que me lembrou, filho. Mês que vem vocês voltam às aulas e nós não compramos nada.

— Tão rápido. – Reclamou, arrastando as palavras fazendo os pais rirem.

— Eu sei, querida.

— Queria ficar mais em casa.

—Vocês têm um mês para se divertirem.

— Queria ter mais. – a irmã concorda.

— Não vamos pensar nisso agora.

— Papai, vamos poder escolher tudo?

— Claro, Bry. Vamos esperar essa semana passar, e então compramos tudo.

— Temos que pegar os uniformes deles na escola. – Felicity lembrou o marido.

— Eu vou passar lá amanhã mesmo. Você está com a lista de materiais, não está?

— Dentro da minha bolsa. – responde comendo a sala verde com molhos caseiros.

— Se eu soubesse que você gostava tanto dessa salada verde, eu teria feito mais vezes na semana.

— Gosto mais ainda quando tem esses molhos deliciosos que você faz. – ele riu.

— Mamãe, você está comendo pra caramba.

— Eu estou comendo por mais três, essa é a razão de eu comer tanto.

— Papai, agora que eu comi a salada todinha, eu vou poder comer a torta de chocolate?

— Eu quero sorvete com bolinho.

— Cupcake. – o pai corrigiu. – Vocês antes vão comer o resto deste peixe frito que está no prato de vocês.

— Ah, papai. Você disse só sobre a salada.

— Isso não quer dizer que tenha que deixar comida no prato.

— Isso mesmo. Se cabe o doce, cabe o restante do peixe. – a menina fez um bico.

— Tá bom. – Arrastou a palavra, e os pais sorriram. Enquanto a pequena reclamava, Bryan comia do peixe que estava em seu prato, sem reclamar, afinal, ele amava o peixe que o pai fazia.

**--**

Sua esposa se arrumava enquanto mandava o e-mail para a Reign Interprice. Ele não estava seguro daquela troca, e não sabia nem mesmo o porquê. Sentia um desconforto, uma vontade imensa de desistir daquela ideia feita pela sua esposa. Ela estava grávida de sete meses. Ela deveria ficar segura em casa, em segurança.

A olhou por breves minutos, deixando o teclado do notebook. Ela vestia uma blusinha de mangas curtas, branca com várias flores pequenas e vermelhas, um macaquito jeans e uma sapatilha na mesma cor. A barriga, já grande demais, evidenciava sua situação. Ele pensou em fazê-la mudar de ideia, mas a escola de seus filhos exigia sua presença. Ele era essencial naquele dia e só por isso aceitou a ideia de sua esposa ir no seu lugar, à reunião na RI.

Felicity tinha percebido os olhares de seu marido. A preocupação para com ela era tocante, mas ela ficaria bem. Ela sabia que ele não estava feliz com aquela troca, sabia que ele tinha motivos para querer que ela ficasse em casa, mas aquilo era preciso. Era importante e ela precisava ir no lugar dele naquela reunião assim como ele precisava ir à escola com os filhos.

Era o primeiro dia de aula, e seus filhos precisavam dele na festinha da escola. Assim que terminou de se maquiar buscou pelas coisas que precisaria; a bolsa com seus documentos, o celular, as chaves e claro, a pasta da RI. Ela tinha ouvido o marido falar tanto sobre aquele projeto que ela havia decorado. Estava um pouco apreensiva, se perguntando como o conselho da empresa a veria, mas não tinha medo, estaria com seu "sogro".

— Está feito. – ela o ouviu. – Eles sabem que eu estarei ocupado e que você estará no meu lugar, junto de meu pai.

— Tudo bem.

— Gregory estará com você. Ele dirigirá. – Felicity concorda apenas com um gesto sútil de cabeça. – Outros dois carros estarão seguindo vocês.

— Oliver, eu vou estar bem.

— Preferia que Mike e Collin estivessem com você também.

— Os outros são tão bons quanto.

— Eu sei. – responde depois de um suspiro alto. – Não tire seu colar. – se aproxima da esposa, tocando o objeto que ele deu de presente.

— Nunca. – passou a mão em seu rosto. – Amor eu ficarei bem, ou melhor, nós ficaremos bem.

— Eu queria poder deixar você em casa.

— Você precisa de mim.

— É só que... – ele pensou em dizer que estava com um mal pressentimento, mas achou melhor se calar. – Tome cuidado. Não saia de perto dos seguranças, Felicity.

— Eu prometo. Voltarei em algumas horas. – ele assentiu. – Quando eu voltar, quero saber tudo o que aconteceu na escola.

— Pode deixar. – o celular de Oliver vibrou. – Gregory.

— Então eu já vou.

— Te acompanho até lá embaixo.

Oliver pegou na mão pequena e a puxou para fora do quarto. Seu peito, seu cérebro, seu corpo, tudo pedia para que ele desistisse e fizesse sua esposa grávida ficar em casa, mas ele fingiu não ouvir. Não era nada, era o que dizia a si mesmo. Ela e seus filhos estariam a salvos, era o que pensava quando chegou ao carro. Por que que mesmo que ele ficasse repetindo aquilo um milhão de vezes, em sua mente, o sentimento de que algo ruim aconteceria, não passava? Era horrível aquela sensação, e não poder fazer nada sobre ela, o deixa mais tenso ainda. A voz de um dos seguranças o despertou dos pensamentos ruins.

— Oliver. Senhora. – Felicity revirou os olhos. Odiava ser chamada de "senhora".

— Gregory.

— Como vai, Gregory? – pergunta educada, como sempre.

— Vou bem.

— Cuide dela.

— Com a minha vida. – Oliver assentiu. – Seremos cuidadosos o tempo todo.

— A qualquer sinal de perigo...

— Nós faremos com que ela chegue em casa em segurança, Oliver. – ele olha para trás encontrando os outros dez segurança, incluindo quem lhe fez aquela garantia. Tyler.

— Não se preocupe meu amor, eu ficarei bem. – os outros sorriram. Ela confiava neles.

— Tudo bem. – beijou seus lábios rapidamente. – Vá com Deus.

— Fique com Ele. – sorriu. – Te amo.

— Também te amo.

A viu entrar no carro e vários sons de porta batendo foi ouvido por ele. Ela lhe sorriu, pelo vidro, que foi fechado quando o carro começou a andar para longe dele. O medo não o deixava nenhum por um minuto, muito menos aquele sentimento ruim que crescia mais e mais em seu peito. Será que ele deveria ter ouvido aquele sentimento, e cancelado aquela reunião, mesmo sabendo que poderia trazer problemas para a QC? Respirou fundo, não querendo mais pensar sobre aquilo. Oliver não foi para dentro do prédio até que não mais pudesse mais enxergar o carro em que sua esposa estava dentro.

**--** **--**

— Você sabe a localização, Gregory? – Felicity se fez ouvir assim que saíram de dentro do estacionamento.

— Sim senhora.

— Já disse para me chamar de Felicity.

— Não sei se isso é certo. Você é a esposa do Oliver, e...

— Sim, disse certo. Esposa, não propriedade. – ele a olhou rapidamente. – E você o chama pelo nome, porque comigo tem que ser diferente? – ele deu um meio sorriso.

— Se isso é tão importante para você...

— É sim.

— Então farei um esforço.

— Obrigada. – agradece com um sorriso. – Os outros estão perto?

— Não muito. Tem dois carros entre eles, mas estamos bem. – Ela assentiu. – Está desconfortável?

— Estou bem. – Felicity o viu mexer no aparelho que estava no ouvido.

— Tyler. – ela ouviu. – Sim, estou vendo. – ela olha para trás e vê o carro preto em que Tyler se encontra. – Tudo bem, farei um contorno.

— Está acontecendo alguma coisa? – Ele parece estar calmo, mas alguma coisa lhe dizia que era o contrário.

— Não, não está, Felicity. Só vamos pegar outra estrada.

— Por quê?

— Confia em mim?

— Por que eu sinto que esconde algo de mim?

E ele realmente escondia. Não queria assustá-la, não queria deixá-la nervosa, mas sabia que se não dissesse ela acabaria ficando como ele não gostaria. Enquanto ele pudesse fingir que estava tudo bem, ele o faria, só para que não a deixasse temerosa. Olhou pelo retrovisor e viu o que o amigo havia lhe dito a alguns minutos. Um carro azul os seguia desde a última rua que passaram, a quase quinze minutos atrás. Placa roubada, era o que Tyler tinha lhe dito. Ele reprimiu um droga, imaginando a merda que poderia acontecer se não o despistasse.

— Gregory? – Ela realmente se assustou quando ele virou onde não podia, para entrar em outra rua, uma de duas pistas.

— Felicity, eu preciso que fique calma.

— Eu vou ficar quando me disser o que está acontecendo.

Sua respiração estava ofegante, uma das mãos estava na altura do peito e seu corpo tremia mesmo que não quisesse. Gregory percebeu o estado da loira, e se sentiu mal por deixá-la daquela forma. Ele precisava acalmá-la, mas também não mais poderia esconder o que estava acontecendo, mesmo que quisesse muito. Poderia ser pior se não contasse. Realmente, ficar no escuro não era a melhor forma de se sentir segura, e era por esse motivo que ele contaria a ela.

— Estamos sendo seguidos. – ela acabou por ficar mais nervosa. – Precisa respirar devagar. – cortou três carros com rapidez e o que estava seguindo-o fez o mesmo. – Precisa tentar se acalmar pelos seus filhos. – ela então colocou a mão livre na barriga. – Eu não vou deixar que nada aconteça a vocês.

— Os outros...

— Estão tentando se aproximar, mas não estão conseguindo.

— Os da frente também?

— Eles foram interceptados naquela rua em que saí. – agora ela entendia o desvio.

— Como eles estão?

— Eles sabem se virar.

Felicity não diz mais nada, pois o carro ganha mais velocidade. Ela decide deixar que Gregory dirija sem distrações, para que pudesse pensar e fazer o que sabe fazer. Mesmo nervosa e morrendo de medo, ela não diz uma palavra. Ela fecha os olhos, começando a pedir a Deus que não deixasse nada acontecer a ela e os filhos, pedindo que Ele cuidasse de todos, inclusive dos seguranças dela. A preocupação não era só com ela, era com os outros também, que poderiam se machucar na intenção de deixá-la a salvo. O carro faz curvas em alta velocidade, mas ela não se importa.

Ela ouvia Gregory falar com alguém, mas não conseguia assimilar sobre o que. Queria saber mais sobre o que estava acontecendo, queria saber como estavam os seguranças do carro que ficou na outra rua, queria saber por que Cooper estava fazendo aquilo, sendo que ele não a queria machucada. Felicity dá um gritinho fino ao sentir a pancada traseira. Gregory a olha por breves minutos antes de pisar mais no acelerador. Outro carro bate contra o carro deles, dessa vez do lado dela, e ela fecha os olhos segurando o grito.

— Inferno. – o ouviu.– Por que estão fazendo isso? Pensei que aquele desgraçado a quisesse viva. – ela sabia que ele não falava com ela. – Mande reforços. – a vontade de chorar crescia em seu peito. – Vou passar pela ponte agora. Não tem como, Tyler. – rosnou. – Vou pela rua dos bosques. – avisou, já pisando novamente no acelerador depois de mudar de marcha. – Se segure, Felicity. – Ela apoiou as mãos no banco ao mesmo tempo em que o carro virava de uma vez, derrapando com essa ação. – Merda! – ele sussurra, mas ela ouve.

— Estamos indo...

— Estamos indo para a casa que Helena ganhou de herança dos pais. – a interrompeu, respondendo a pergunta que ela faria. – É um lugar afastado, mas seguro.

— Helena?

— Ela está em missão.

— Ainda?

— Oliver pediu que ela verificasse algumas coisas fora do país.

— Sobre? – ele suspirou. – Diz de uma vez.

— Sobre Moira Queen.

O carro foi jogado para fora da pista assim que ele terminou de falar.

Felicity desmaiou na terceira vez em que o carro capotou. Com as rodas para cima, foi assim que o carro ficou. Ele tinha ido parar dentro do bosque. Pessoas se aproximavam, cautelosos e preocupados. Os outros carros fugiram, mas ninguém prestou atenção. Ninguém conseguiu chegar perto do carro que tinha caído na área debaixo do bosque, totalmente destruído. Pessoas olhavam de cima da pequena ponte, se perguntando se alguém estaria vivo depois do que houve. Cada uma das pessoas que olhavam para o carro, ou até mesmo ligando para a emergência, se assustou ao ver e ouvir o carro preto explodir.

Notas finais
Por favor, não me matem. Eu sei que não parei em um momento agoniante... Eu mesma estaria surtando. Mas eu precisei. Então... Não queiram me matar. Eu não sei quando eu volto. Sinceramente, acho que só daqui duas semanas, ou um pouco mais Mas por favor, não desistam de mim. Ando ocupada pra caramba. Estou estudando para Enem, estudando por causa de um curso online, e cuidando da minha sobrinha linda. Então fica difícil vir postar, ainda mais escrever. Minha sorte é que eu estou conseguindo escrever de madrugada, mesmo assim, não é toda madrugada que eu posso ficar online..., então, até daqui 15 dias. Postei e fugi, com medo de queiram minha cabeça em uma bandeija de prata. Ou ouro, vai saber...