Notas iniciais
Bom dia queridos leitores, estou de volta com mais um capítulo dessa nova história que estou escrevendo. Antes de deixá-los ler, eu gostaria de explicar uma coisa: Sei que eu disse que postaria a cada dez dias, mas estava pensando, e isso vai bagunçar a cabeça de vocês. Por isso, escolhi um dia da semana para postar os capítulos. Assim vocês saberão que “naquele dia” terá atualização. Como eu também estou estudando para o Enem, e tenho outras duas fic’s... Pensei em postar uma por dia, por isso, Cross Destination será atualizado toda segunda-feira. Bom, agora deixarei que aproveitem mais um capítulo Boa Leitura

**Felicity**

Senti meu corpo reclamar. Estava dolorida. Tentei abrir meus olhos, mas a luz me atrapalhou. Os abri novamente alguns minutos depois e foi menos desconfortável. Senti que alguém me observava, fechei meus olhos, pedindo... Não. Implorando, para que não seja o que estou pensando. A pessoa se aproximou, meu corpo tremeu e uma vontade de chorar me apossou. Apertei minhas mãos nos lençóis e então senti me tocar.

Não! — Ouvi e logo percebi que tinha sido eu. Me debati, enquanto a pessoa pedia para eu me acalmar. Abri meus olhos ainda gritando para me soltar e então a vi. Suspirei de alívio. Sarah Lance era quem em segurava. Como não percebi a voz feminina? — Sarah?

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Lis. — Meus olhos lacrimejaram e eu sabia que logo choraria. — Está tudo bem. Você está bem...

Meus... — Me lembrei dos meus filhos. — Meus filhos... — Ela me interrompeu.

Estão bem, não se preocupe. — Suspirei aliviada. — Estão na minha casa com Laurel e Tommy...

Laurel e Tommy? — Sussurrei.

Eles estão casados. — Me surpreendi com a notícia. Mas ela não ia se casar com Oliver? Oliver!

Quero meus filhos.

Você acabou de acordar. Chamei sua médica e ela está chegando. — Balancei a cabeça. — Eles estão bem, já disse. Confia em mim.

Tudo bem. — Tinha que me acalmar e confiar em Sarah. — Se está dizendo... — Olhei ao redor. — Há quanto tempo estou aqui?

Dois dias. — Fiquei novamente surpresa.

Dois...? — Me interrompo propositalmente.

Sim. Ficou desacordada desde o acidente. — Assenti. — Felicity o que estava fazendo naquele dia? O que está fazendo em Star?

Posso contar depois, por favor? — Ela assentiu. Não estava pronta para falar sobre "aquilo". Ela não desistiria, eu sabia, mas agora, nesse momento, só quero ver meus filhos. Me sentia culpada. Eles podiam ter se machucado... Ou pior. — Obrigada, Sarah. Eu sabia que me ajudaria. — Ela arqueou as sobrancelhas. — Por isso fui parar perto da sua casa...

Você... Você sabia onde estava indo?

Sim. Foi a única pessoa que eu pensei na hora do... — Novamente me interrompo propositalmente.

Está tudo bem. Conversamos depois. — Eu assenti. — Fico feliz por pensar em mim. — Ela sorriu e eu não pude deixar de corresponder.

Bom dia. — Uma mulher de cabelos castanhos avermelhados entrou no quarto. — Sou Caitlin Snow, sua médica.

Ah. — Olhei para Sarah. — Eu... — Estava nervosa.

Felicity está nervosa com o que aconteceu. — Sarah explicou.

Eu fiquei preocupada quando vi seus machucados, mas graças a Deus, você não sofreu nada sério.

Obrigada. — Ela assentiu. — Eu queria saber... -

Sim? — Sarah a olhou.

Eu vou poder ver meus filhos? — A mulher sorriu.

Com certeza. Vou lhe fazer uma bateria de exames e depois... Você pode ver quem quiser, Srta. Smoak.

Por favor, só Felicity. — Sorri.

**Felicity**

**--**

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Ainda não estou acreditando. — Sussurrou enquanto observava as três crianças dormirem.

Nem eu. — Ela estava se sentindo mal. — Oliver tem filhos... Gêmeos.

Oliver é pai. Como é que vamos dizer isso a ele? — Tommy estava preocupado. — Oi Ollie, tudo bem? Então, sabe aquele dia depois do cinema? Quando chegamos na Sarah, uma louca quase atropelou eu e minha mulher. E sabe quem era a pessoa que estava dentro do carro? Sua ex. Felicity Smoak. — Passou as mãos nos cabelos. — Ah, e isso não foi o mais surpreendente... Ela estava com duas crianças loiras dentro do carro. Gêmeos.

Ele teve pesadelos. — Comentou depois de um tempo, enquanto olhava para o garotinho loiro. — E não quis explicar sobre o que.

Com certeza foi por causa do acidente.

Não. Acho que não. — Olhou para a esposa e percebeu que ela estava muito mais preocupada que ele. Seu olhar era de angústia.

Ei. — Pegou em suas mãos. — Felicity vai ficar bem. E então vamos saber o que houve e quando ela voltou.

Eu quero saber de tudo Tommy. — O olhou, desesperada. — Ela parecia estar fugindo de algo. Eu... Estou preocupada.

Eu sei. Também estou. — Eles voltaram os olhos para as crianças. Lyon tinha se dado bem com os gêmeos. O outro garotinho que eles tinham descoberto o nome no dia anterior, com muito custo, só se acalmou quando Sarah e Laurel mostraram fotos delas com a mãe dele. E mesmo assim tinha sido uma dificuldade fazê-lo acreditar. Lyon ajudou muito também. Ter ele por perto fez o menino ficar menos desconfiado. A garotinha estava calma, ela não deu tanto trabalho quanto o irmão, mas também ficavam juntos o tempo todo. Faziam tudo juntos. Onde um ia, o outro ia junto.

Vai ser uma loucura explicar isso ao Oliver. — Laurel se pronunciou um tempo depois. Ela não parava de se preocupar, mas além disso... Se culpar.

O que fazemos? — Sua mulher se levantou de supetão. — Laurel? — A olhou não entendendo. Ela estava mais séria do que o normal. Irritada, poderia dizer.

Isso é tudo culpa daquela mulher. — Rosnou. — Ela vai ter que pagar por isso.

Felicity também tem culpa. — Ela o olhou. — Ela fugiu. Não deixou que ele se explicasse.

Eu a entendo. — Voltou os olhares para as crianças. — Ela estava magoada. Ouviu o amor da vida dela aceitando se casar com sua amiga. Eu. — Seus olhos marejaram. Tommy se levantou.

Laurel? — Pegou em sua mão. Ela estava se culpando, conhecia bem a esposa, para saber disso. — A culpa não é sua. — Mesmo dizendo aquilo, sabia que ela continuaria a se culpar. Conhecia a esposa que tinha.

O que será que houve com ela? Com eles? — Seu coração doía só de pensar. Ele a abraçou, acalmando-a. Ficaram em silêncio por alguns minutos, até Laurel se soltar do marido e olha-lo nos olhos. — Você fica aqui com eles?

O que vai fazer? — Ela o olhou.

Contarei ao Oliver que ele é pai.

Não faça isso. — Ela arqueia as sobrancelhas, descrente.

Ele têm o direito de saber. — Ele não pode discordar.

Então... Você fica. — Suspirou. — É melhor ele ouvir isso de mim.

Tudo bem. Por favor, não faça com que ele tenha raiva dela.

Não vou fazer isso. Apesar de eu achar que ela deveria ter ficado e enfrentado tudo... Eu a entendo. Eu mesmo fiquei irritado quando soube...

E você me ouviu. E ficamos bem depois disso.

Talvez eles estivessem juntos se ela não tivesse fugido.

Moira teria dado um jeito de deixa-la longe dele. — Fechou as mãos em punhos. — Aquela mulher é um monstro.

Não posso discordar. — Ele a abraçou novamente. — Vai ficar tudo bem.

Espero que Felicity acorde logo.

Eu também. — Suspirou. — Mas além de tudo... Espero que Oliver compreenda tudo. — A beijou e saiu.

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Tommy? — O amigo entrou assim que ele deu a passagem. — Aconteceu alguma coisa? — O amigo tinha lhe ligado para avisar que não poderia sair.

Você estava dormindo?

Sim. — Tommy arqueou as sobrancelhas. — Não nos vimos ontem. Você disse alguma coisa sobre Lyon ficar doente...

Não era exatamente o Lyon. — Foi a vez de Oliver arquear as sobrancelhas. — Eu não sei como te contar isso...

Fala logo Tommy. — O interrompeu.

É melhor você se sentar. — Ele bufou, mas fez como o amigo pediu. Tommy o acompanhou até a sala. Ambos se sentaram no sofá. — Me ouve primeiro e depois que eu terminar, você surta, ok?

Apenas fale logo. — Disse grosso.

Me prometa antes.

Prometo. — Revirou os olhos. — Satisfeito?

Tudo bem. — Suspirou. — Bom, quando chegamos na Sarah... — Tommy começou a contar desde o começo. Oliver quis surtar quando ouviu o nome da Ex-namorada, mas Tommy não deixou, lembrando-o da promessa que ele tinha feito a poucos minutos.

Não acredito nisso... — Se levantou em desespero quando o amigo terminou. — Ela voltou! — Colocou as mãos nos cabelos.

Sarah está com ela no hospital. — O viu passar as mãos nos cabelos. — Ela me ligou agora a pouco para dizer que "ela" acordou. — Oliver andava de um lado para o outro. — Mas ela não perguntou de você.

Claro que não. — Debochou. Fechou suas mãos em punhos.

Tem outra coisa... — Oliver o olhou, arqueando as sobrancelhas

Que coisa?

Eu e Sarah encontramos identidades falsas dentro da bolsa no porta malas. E algumas perucas também... — Ele novamente arqueou as sobrancelhas, dessa vez, confuso. — Me lembro de três cores apenas... Vermelho, Castanho avermelhado e preto azulado.

Por que ela precisaria dessas coisas? — Tommy deu de ombros.

Não faço a menor ideia. Mas as crianças pareciam muito temerosas. Laurel acha que ela fugia de algo... Ou alguém. — Oliver se preocupou. — Eles são idênticos a você, apesar de ter os olhos da Felicity.

Como ela pode esconder de mim...?

Oliver, se coloca no lugar dela. — Oliver o olhou descrente. — Ela ouviu você aceitar se casar com a amiga dela. Como esperava que ela ficasse?

Ela não poderia me ouvir antes?

O que você faria se estivesse no lugar dela? — Ele não respondeu. — Faria o mesmo que ela, certo? Talvez faria algo pior...

Eu... — Sabia que o amigo estava certo. — Eu só gostaria de saber por que ela esconderia meus filhos de mim... Mesmo que ela achasse que eu estava casado com Laurel... Eu não tinha o direito de saber?

Talvez ela não soubesse como lhe dizer isso. — Oliver balançou a cabeça para os lados. — Eu também a culpei á alguns minutos atrás.

Então?

Mas então eu vi os olhos da minha mulher. — Suspirou. — Ela se culpa Oliver. E á sua mãe.

Ela não é a culpada. Minha mãe quem é... — Se sentou no sofá desajeitado. — E Felicity.

Muitas coisas podem ter acontecido á ela. — Eles pensavam o mesmo: O que faria felicity Smoak voltar á Star?— O que você vai fazer? — Perguntou alguns minutos depois.

Quero saber o que houve com ela. E principalmente... Saber que história é essa de identidades falsas e perucas. — Tommy assentiu. — Avisa Sarah que eu vou vê-la. — Seu amigo o olhou surpreso.

Agora? — Oliver se levantou caminhando até seu quarto.

É claro. — Gritou e Tommy seguiu para onde o amigo tinha ido. Quando entrou no quarto, o viu trocando de camisa.

Tudo bem, mas... Vai com calma. — Oliver novamente não respondeu.

**--** **--**

Ela estava calada. Pensando no que tinha ouvido agora á pouco. Sarah tinha lhe contado tudo. Contou sobre a chantagem que Moira fez ao próprio filho e á sua irmã mais velha. Sobre a ideia de Oliver e Laurel em fingir aceitar aquele absurdo. Eles só precisavam de tempo para que Laurel pudesse fazer um exame e esfregar na cara de Moira Queen que o filho que ela esperava era de Tommy. E mesmo depois disso feito, a mulher ainda teve a ideia insana de dizer que Olive poderia criar a criança. Ambos ficaram horrorizados com a proposta da mulher. Laurel ficou tão irritada que depois de desabafar o quanto a outra era desagradável, uma mejera maldita e entre outros nomes horríveis, ela foi parar na sala de emergência. Malcom descobriu tudo e proibiu Moira de se aproximar tanto de sua nora quanto de seu neto. Felicity ficou horrorizada ao ouvir tudo aquilo. Moira realmente era um monstro.

Felicity? — A loira olhava para as mãos em cima do corpo. — Você... Por que você estava com identidades falsas? — Sussurrou, Felicity se assustou.

Como...?

Eu e Tommy encontramos. — Ela apertou as mãos. — Lis, o que houve com você? De quem está fugindo? — Estava mais que preocupada.

Você não sabe o inferno que eu tenho passado. — Seus olhos lacrimejaram.

Então me diz. Eu posso te ajudar... — Felicity engoliu o choro

Não consigo. — Sussurrou. — Eu não consigo falar...

Eu sou sua amiga. Estou aqui para o que precisar... — Pegou em sua mão. Felicity a olhou agradecida. A porta foi aberta e um garotinho de olhos verdes entrou correndo.

Mamãe! — Subiu na cama e a abraçou. Ela o abraçou de volta, beijando seus cabelos loiros. Seu coração estava mais leve.

Você está bem, meu amor? — Pegou no rosto do filho, o olhando nos olhos. Ele assentiu. Olhou para Sarah. — Ela e a mamãe somos amigas.

A outra me mostrou uma foto e você estava nela mamãe...

Lembra que eu disse que morei aqui alguns anos? — Ele assentiu. — Eu tive ótimas amigas. Você se lembra das fotos?

Sim. Mas estão diferentes. — Ela sorriu.

Faz muito tempo, meu amor. As pessoas mudam... — Suspirou. — Quero que você fique com elas. São amigas da mamãe e são confiáveis.

Vamos morar aqui?

Não sei, querido. Mas até eu sair daqui, é aqui que ficaremos... — Ele voltou seus olhos para Sarah que sorriu.

Ela vai ficar aqui para cuidar de você?

Vou. — Sarah respondeu no lugar da amiga. — Não se preoucupe. Estarei aqui o tempo todo... Cuidando dela. — Ele voltou os olhos para a mãe.

E sua irmã? Cadê ela?

Com a amiga dela. — Apontou para Sarah.

Nós somos irmãs. — Corrigiu. Ele disse um "ah".

Mamãe, se ela vai ficar aqui, agente vai ficar com quem?

Por enquanto vão ficar onde estão.

Mas agente não pode demorar... Agente tem que ir embora. — Sarah estava surpresa. Primeiro aquele menino não parecia ter a idade que tinha e segundo, de quem eles estavam fugindo? De quem eles tinham tanto medo?

Meu amor, eu tenho que melhorar antes. E por enquanto... Ficaremos em Star.

Mas e se ele nos encontrar? — Sarah ficou ainda mais curiosa e preocupada. — Ele vai levar você... — Se desesperou. Felicity o interrompeu.

Vai ficar tudo bem, ok? — Pegou em seu rosto com ambas as mãos. — Estaremos seguros aqui.

Mamãe... — Sussurrou temeroso.

Confia em mim, querido. — Beijou seu rosto. — Vai ficar tudo bem.

Promete? — Ela assentiu.

Sarah, você pode leva-lo? Prefiro que ele fique com Laurel.

Claro. Vou falar com Laurel e já volto. — Ela assentiu. — Vamos?

Tudo bem, querido. — Felicity disse quando ele a olhou. — Quero que cuide da sua irmãzinha, ok? E que comportem-se. — Assentindo, ele desceu da cama, não sem antes de dar um beijo na mãe. E então pegou na mão de Sarah.

Suspirou. Estava temerosa. Não podia ficar ali por muito mais tempo ou aquele "homem" a encontraria. Suas mãos tremeram junto do seu corpo, temendo o pior. Não podia deixar que isso acontecesse. Seus pensamentos foram dispersados pelo barulho da porta se abrindo, olhou para a mesma pensando ser Sarah. Sua surpresa foi ver seu grande amor em sua frente. Oliver Jonas Queen.

CONTINUE...

Notas finais
O que vocês acharam desse segundo capítulo? O reencontro Olicity será no próximo! Vocês tem alguma opinião de como será? Eles tem muita coisa para falar. Muita coisa aconteceu desde que Felicity o "deixou". O próximo vocês já sabem, sai na próxima segunda-feira. Data de Lançamento: 11/06 Prévia Oliver. - Ela estava muito surpresa ao me ver. Bom, não era a única. Felicity. - Vi ela estremecer, quase dei um sorriso ao saber que eu ainda causava nela o mesmo que ela causava em mim. Quem te contou...? Tommy. - Ela assentiu, abaixando o olhar. - Mudou seus cabelos... É. - Disse tocando-os. - Mas você não veio até aqui para saber dos meus cabelos. - O tom de sua voz não saiu grosseira. Os gêmeos... - Felicity fechou os olhos e mordeu os lábios. Ela os mordia quando estava querendo alguma coisa ou, como estava agora, nervosa. - Eles são meus...? - Ela me interrompeu. O que você acha? - Rosnou. - Quem você pensa que eu sou? Desculpa. Não foi isso que eu quis dizer. - Fiz a pergunta errada. Suspirei. Eu não podia dexa-la irritada. - Por que você me escondeu isso? Eu não sabia. - Arqueei as sobrancelhas. - Descobri algumas semanas depois que estava em Las Vegas. - Então era onde ela estava, com a mãe. - Se eu soubesse antes teria te contado... Por que não me ligou? Não deu um jeito de me avisar? - Esperei e ela não me respondeu. - Eu tinha o direito... - Me interrompeu. Você tinha o direito. Mas não finja que não sabia. - Arqueei as sobrancelhas.