Cross Destination
26 Capítulo Vinte e Seis
Notas iniciais

Thea e Roy continuavam a se olhar. Nem mesmo se lembravam que estavam na porta, e nem esperavam que alguém poderia se aproximar. Era como se estivessem só os dois. Roy percebeu que ela era mais nova que ele. A carinha de 15 anos não o deixava pensar de modo diferente. Mesmo que ele pudesse estar errado, ele olhou para as pernas desnudas, voltando aos olhos não muito tempo depois, se lembrando que a irmã o esperava de volta na sala. Thea se perguntava quem era o homem. Ele não parecia ser muito mais velho que ela, mas imaginava que pudesse ser mais um dos agentes de agência de seu irmão. Havia conhecido todos eles, mas nenhum era tão lindo quanto o que estava à sua frente. Ela percebeu os olhos dele em suas pernas, mas não corou ou se incomodou, já estava acostumada a ser olhada. Ela voltou a si ao ouvir a voz da cunhada.
Thea. – Roy se afastou ao ver Felicity se aproximar. Então era ela a irmã de Oliver e Tommy, ele pensou. Ele sabia que ela tinha quase 20 anos, o que queria dizer que não tinham tanta diferença assim. Ele era apenas 7 anos mais velho que ela. – Estávamos te esperando. Só faltava você.
Estava na casa do meu pai, e perdi a hora. – Desviou os olhos do homem a sua frente, e sorriu. – Me desculpe.
Tudo bem. Você já conheceu meu irmão?
Irmão? Ele..., é seu irmão? Eu nem sabia que tinha um irmão.
Eu descobri quando estava em Las Vegas. Roy essa é a Thea, minha cunhada. Thea, esse é Roy Harper, meu irmão.
Meio irmão. – Responde ao ver a confusão no olhar dela. – Temos apenas o mesmo pai.
Entendo disso mais do que você imagina.
Eu soube. – Ela entra e ele fecha a porta.
Estávamos falando de você a pouco.
Bom ou ruim? – Felicity riu.
Não sei dizer. – A cunhada arqueou as sobrancelhas.
Finalmente. Por que você gosta de se atrasar sempre que temos que nos reunir?
Boa tarde, Tommy. Eu estou muito bem. E você? – O outros riram. – Aprende a cumprimentar antes de reclamar, irmãozinho.
Era só o que me faltava. Receber sermão da minha irmã mais nova.
Eu sou só seis anos mais nova. – Retrucou, e o irmão revirou os olhos. Roy não tinha tirado os olhos dela desde que a viu na porta. Felicity, que percebeu os olhos dele na cunhada, se aproximou do irmão.
Linda, não é? – Ele a olhou, franzindo o cenho.
O que? – Fingiu não saber do que a irmã falava.
Ora, Roy... – Olhou para a irmã de soslaio. – A minha cunhada. Não se faça de sonso. – Ele não respondeu. – Diga logo que achou ela linda. Eu vejo seus olhares, e ela também percebeu.
Ela é linda, satisfeita? – Ela riu.
Será que Tommy acertou na previsão dele? – Ele a olhou, surpreso pela fala. – Ele disse que você ia encontrar alguém especial. Talvez seja ela. – Ela colocou a mão no queixo. – Tommy está começando a me assustar. – Ele revirou os olhos.
Isso não existe. E eu não estou interessado nela.
Você sabe com quem está falando? – Ele desviou os olhos dela. – Te conheço. Sei que você ficou interessado nela.
Ela é um bebê. – Felicity riu, balançando a cabeça.
Ah, irmãozinho, eu sei que está tentando fazer eu esquecer essa história. Mas ouça..., eu não vou. Ela tem dezenove anos, quase vinte. E você vinte e sete. Não é muita diferença, e ela não é um bebê. Thea é mais madura do que você imagina.
Felicity. – Ela foi chamada, fazendo com que ela se afaste do irmão e se aproxima de Oliver. – Nós já vamos almoçar.
Ah, sim. – Sorriu.
E felizmente não foi nossa querida anfitriã quem fez.
Graças a Deus. – Felicity olha indignada para o irmão. – O que? Você é uma negação na cozinha, Felicity.
Até o seu irmão. – Tommy diz rindo. Ray balança a cabeça.
Você vai sofrer bullying para sempre, por causa disso.
Eu vou aprender. – Oliver arregalou os olhos.
Onde? Na nossa cozinha não, né?
Oliver. – Os outros riram mais ainda ao ouvi-la o repreender.
Não sei com o que me preocupo mais, irmão. Com a sua cozinha, ou com a sua esposa. – Felicity bufou. – Acho que com a sua esposa.
Você acha? – A olhou incrédula, e os outros riram novamente. – Eu tenho uma ótima cunhada.
Ela está brincando. – Cait diz, em meio à risada.
Sim, eu estou. Mas eu acho que você não deve tentar mais não. Você tentou mais de três vezes, Lis. Você não nasceu para cozinhar.
Fato. – Roy concorda.
Tôcom fome. – Bryan, Lyon e Killian dizem juntos, assustando os pais.
Vocês querem matar todos nós do coração? – Sara quem se pronuncia.
Vocês ficam conversando, e não prestam atenção na gente. – Lyon reclama.
Estamos com fome, e já faz um tempão. – Killian explica, emburrado.
É. E a gente está em fase de crescimento. – Os adultos seguram uma risada.
Vamos comer então. – As crianças correram para a cozinha.
É, eles estão mesmo com fome.
Também, pudera. – Thea diz. – São quase duas da tarde.
Já? – Eles ficaram surpresos com a hora.
Está explicado. – Felicity comenta, indo para a cozinha junto dos outros.
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Felicity observava, de onde estava, o irmão e Thea conversando. Desde o almoço, quando ela fizera os dois se sentarem lado a lado, de propósito, que eles estavam se dando bem, e isso a agradava, mas não podia dizer o mesmo dos irmãos da garota. Eles estavam conversando, mas sempre davam uma olhada nos dois. Thea tinha ido mostrar o “enorme” apartamento para ele, dizendo que o irmão era exagerado. Felicity desviou os olhos para os amigos, não sabia do que conversavam, por estar observando o irmão e a cunhada. Já fazia mais ou menos duas horas que eles engataram em uma conversa, enquanto faziam um tour pelo apartamento, e agora estavam sentados de frente para a bancada.
Não gosto disso. – Ela ouviu o marido dizer.
Disso o que? – Pergunta, mesmo sabendo sobre o que era.
Minha irmã e o seu. – Murmurou.
Culpe a previsão do Tommy. – O outro bufou, mas ela riu. – Eu acho legal. E acho fofo. – Olhou para eles novamente. – Acho que dariam um belo casal.
Ele é mais velho que ela.
Sete anos, Oliver, pelo amor de Deus. Ele não é um velho. – Revirou os olhos. – Vai ficar empacando a vida da sua irmã? Deixe-a ser feliz.
Não disse que não quero que ela seja feliz, mas tem que ser..., com ele?
E o que você tem contra o meu irmão, posso saber? – Cruzou os braços. Ele percebeu que a esposa realmente estava magoada, e se arrependeu de seu comentário.
Nada. Eu... – Suspirou. – Desculpa. Eu não tenho nada contra o seu irmão. Eu nem mesmo o conheço de verdade. Eu só não queria que a minha irmãzinha namorasse. – Ela arqueou as sobrancelhas. – Juro que é só isso. Esse outro comentário meu foi idiotice. Eu não gosto de imaginar minha irmã namorando.
Eles ainda estão se conhecendo. Não precisa ficar pensando no futuro.
Ah, eu penso sim. É a minha irmãzinha. – Felicity sorriu e o abraçou pelo pescoço.
Eu também sou a irmãzinha dele.
Tinha que me lembrar? – Ela riu. – Adoro ouvir sua risada. – Diz com um sorriso. – E amo mais ainda seu gemido. – Ela olhou para os amigos, vendo se eles tinham ouvido, apesar de ele ter sussurrado.
Oliver, nossos amigos.
Eles nem mesmo estão prestando atenção em nós, meu amor. – Colocou a mão em uma das coxas dela, onde a saia do vestido não estava batendo. – Eu disse que estava curto.
Só quando eu sento, e não está tanto não. Exagerado. – Reclamou. – Sua mão está na minha coxa, por que está reclamando?
Eu queria estar com ela em outro lugar.
Oliver. – Ela percebeu que os outros a olharam, pois ela tinha gritado. Ele riu. – Não é nada, gente. Oliver está me irritando. – Mentiu.
Irritando ou provocando?
Inconveniente, você não estava fazendo suas gracinhas aí? Continua, que Mon-el e Kara estavam gostando. – Os amigos riram.
Isso é um absurdo. Como é que alguém me convida para almoçar e me maltrata na frente dos outros convidados?
Eles já estão acostumados, e você não é convidado, você já é de casa. – Eles voltam a rir, até mesmo Oliver que balança a cabeça.
Você é irritante assim, sempre?
O tempo todo. – Thea responde Roy. – Ele adora implicar com a Felicity.
Ele vivia dizendo que ela logo iria engravidar.
Por que tem que lembrar, Sara? – Ela deu de ombros.
Eu tinha razão. Esses dois estavam num fogo...
Okay. – A voz de Roy se torna alta, interrompendo Tommy. – É da minha irmã que estamos falando, por favor.
Ela já tem filhos, e isso já te deu imaginações. – Oliver e Felicity olham indignados para Tommy.
Eu não preciso de mais delas. – Os outros riram.
Compreensível. – Ray diz.
O fato é que ele não consegue fechar a boca. – Barry se pronuncia.
Realmente, irritante e inconveniente, mas é da família, fazer o quê. – Ray diz, fazendo o outro o fuzilar. Ele riu, não se importando.
Quanto amor. – Mon-el comenta com a esposa, que ri.
Vocês não vivem sem mim. – Se vangloriou. Oliver bufou. – Quer saber por que não gostam que eu fale? Porque eu falo a verdade. Oliver vivia faltando ao trabalho para ficar sozinho com a Felicity.
Tommy. – Laurel o repreende. – Não ouça meu marido, Roy, por favor.
Mais imagens na minha cabeça. – Reclama, fazendo os outros rirem.
Inconveniente. – Felicity rosna.
Tenho pena da sua mulher. – Mon-el comenta.
Não adianta falar, Tommy sempre foi assim.
Agora estou percebendo que tudo que ela disse sobre ele, é verdade. – Kara comenta em seguida, sentindo-se envergonhada pela amiga.
Okay. Não vou dizer mais nada sobre vocês dois. Só porque eu tenho pena do seu irmão. Não é muito legal imaginar isso.
Você diz isso porque você também tem uma irmã. – Ele me olhou indignado.
Meu amor, não. – Balança a cabeça. – A irmã também é minha, me ajuda. – Os outros riram.
Ai, como são ridículos. – Thea revira os olhos. – Eu sou mulher, namoro quem eu quiser, quando eu quiser.
Você deveria ouvir seus irmãos. Se meteu com aquele maldito, e agora...
Tommy. – Oliver chama sua atenção.
Foi mal, isso não é hora.
O que foi? – Felicity pergunta, curiosa. – Ele te procurou novamente, Thea?
Não. Não que eu saiba pelo menos. Ele foi lá em casa, mas encontrou meu pai, no meu lugar..., depois disso não soube mais dele.
Talvez nosso pai tenha lhe dado um fim.
Credo, Tommy. – Ela estremece. Ele dá de ombros.
Estou brincando.
Era só o que faltava para essa família, mais um lunático. – Roy revira os olhos.
Era o que eu estava pensando. – Oliver diz, olhando para o cunhado.
Por que eu estou ouvindo isso pela segunda vez? O que querem dizer com “mais um lunático”?
Sua irmã não sabe? – Oliver balançou a cabeça. – Foi mal.
Podem começar a contar.
Hoje não, irmãzinha.
Por que?
Porque é uma coisa desconfortável, e nós já conversamos sobre esse “ser” desprezível hoje. Outro dia contamos a você. – Oliver o olhou. – É melhor contar, ela não vai nos deixar em paz. Você a conhece tão bem quanto eu.
Tudo bem. – Murmurou. – Outro dia eu mesmo te conto.
Eu não vou me esquecer.
Eu sei. Você sabe ser irritante quando quer. – Ela o fuzilou e Roy segurou uma risada.
Eu e minha irmã não fazemos isso uma com a outra não. – Karin diz rindo. – Vocês estão sempre se provocando.
Vai se acostumando, Kara, aqui é assim mesmo. – Caitlin diz, sorrindo.
Às vezes pior. – Laurel comenta em seguida.
Então, eu preciso ir.
Você chegou atrasada e já quer ir?
Nós também temos que ir, Tommy. – Laurel interrompe a cunhada, sem nem perceber.
Temos?
Sim. Nós temos. Está ficando tarde, e amanhã Lyon tem aula.
Aula? Mas amanhã é sábado. – Mon-el se pronuncia, confuso.
Ele faz aula de luta desde os quatro anos.
Legal. – Roy diz. – Isso é muito bom. Bryan também deveria fazer. – Oliver o olha. – É só uma opinião.
Não. Na verdade, não seria uma má ideia não.
Sério que está cogitando isso? – Felicity pergunta, insegura. – Não acha que seria perigoso?
Claro que não, amor.
Pois eu posso falar com a professora com você amanhã, se você quiser.
Killian também está fazendo a aula, e está gostando muito.
Bom, se ele quiser... – Olhou para o filho. – Eu concordo.
Então, eu vou chamar o Lyon para nós irmos.
E eu a Kitty. – Caitlin se levantou junto da amiga.
Já vão também? Não querem ficar para jantar?
Não, obrigada, Lis. Vocês devem estar cansados.
Ollie, vou subir para pegar a Niki.
Não precisa nem avisar, Tommy. – Apontou para a escada, e o amigo subiu.
Eu também já vou.
Por que? – Felicity reclamou quando ouviu o irmão. – Fica mais um pouco. Janta aqui.
Não, eu preciso mesmo ir, maninha. Tenho que resolver umas coisas ainda hoje.
Sobre?
Algo que não precisa se preocupar. – Ela cruzou os braços.
Impossível. – Murmurou.
Vou ficar bem. Ligo quando eu chegar em casa. – Ele beijou a testa da irmã.
Thea, Malcom vai vir te buscar?
Não. Eu vou de Uber.
Como é? – Tommy, que descia as escadas com a filha no colo, pergunta. – Você vai de quê?
Ah, não começa.
Até esses dias atrás, o maldito do seu ex, estava atrás de você. – Oliver diz. – Ele te ameaçou. – Roy, que ouvia atentamente, franziu o cenho.
Roy pode levá-la. – Felicity diz com um sorriso enorme no rosto. O irmão a olha. Ele sabia que ela estava fazendo aquilo de propósito, e ele não se incomodava, na verdade.
Malcom pode vir buscá-la. – Tommy diz, não gostando muito daquela ideia. Felicity olha para o marido, que suspira. Ele sabia o que ela estava fazendo.
Você se importaria?
Sério que está cogitando? – Tommy o olha, incrédulo.
Ele já está aqui, Tommy.
É. Ele está de carro, e é meu irmão. Confiável. E..., melhor ainda. É um agente.
Eu estou bem aqui. – Thea grita, fazendo com que Niki resmungasse. – Desculpa, pequena. – Sussurra, passando a mão nos cabelos claros. – Vocês não vão perguntar a minha opinião?
Não. – Dizem seus irmãos.
É o cúmulo. – Resmunga e Roy ri.
Eu posso deixá-la lá. – Ela o olhou. – Eu só não faço ideia de onde mora.
Ela explica, não é, Thea? – Felicity pergunta, fazendo gestos com os olhos e a cabeça. Thea então compreende o que ela estava fazendo, e olha para o irmão da cunhada, voltando os olhos para a mesma, segundos depois.
Bom, se não for incômodo.
Nenhum. – Felicity sorri, animada.
Virou cupido agora? – O marido sussurra para ela, mas ela fingiu não ouvir.
Então está combinado. Meu irmão leva a irmã de vocês.
Por que eu acho que estou perdendo alguma coisa? – Tommy se pergunta, olhando para Felicity, Roy e Thea.
Podemos ir agora? Combinei de sair com meu pai.
Claro. – Thea se aproximou dos irmãos lhes dando um beijo.
Não deixe de me ligar e vir me visitar.
Com certeza. Eu quero passar mais tempo com meus sobrinhos, e com você. – Ela assentiu, beijando sua bochecha. – Até mais, Queen.
Até, Harper.
Nossa, tão antiquado, isso. – Felicity revira os olhos.
Ei, garoto. – Chama quando vê o sobrinho, que se despedia de Laurel e Caitlin. – Eu já vou também.
Agora? Por que?
Fica mais um pouco, tio Roy. – A pequena pede.
Não posso mesmo pequena. Mas eu venho depois, prometo. – Ela assente e ele lhe dá um beijo na bochecha, e em seguida, ela lhe faz o mesmo.
Queria que jogasse videogame comigo. – Ele olha para Bryan, enquanto que Ray puxava Brooke para um abraço. A menina ri quando ele lhe faz cócegas, e antes que ele se afastasse, ela lhe dá um beijo na bochecha.
Eu venho outro dia, campeão. – Oliver arqueou as sobrancelhas quando viu Bryan o abraçar.
Não vai embora de novo pra sempre, né? Vai ficar aqui, né?
Não se preocupe, eu vou ficar em Star. – Beijou os cabelos claros. – E nós dois podemos ir ver um jogo de beisebol.
Meu pai me levou já, ia ser legal ir de novo.
Então eu vou marcar para irmos, nós dois. – O menino sorriu, não soltando o abraço.
E depois podemos ir comer um sanduíche.
Você agora come essas coisas, é? – Ele assente. – Sua mãe deixa?
Ela também come.
É. Sua mãe evoluiu. – Eles riram. – Venho te pegar um dia para fazermos um programa.
Nós dois. Porque a Brooke é muito fresca.
Não fale assim da sua irmã. – Bryan riu quando o tio começou a lhe fazer cócegas. Enquanto isso, Oliver percebia a afeto que o filho tinha para com o tio. Isso não era um problema, o que o incomodava era que Bryan não era daquele jeito nem com ele. A forma como o filho estava abraçado ao tio, a forma como ria, a forma como chamava o outro para fazer um programa. Não estava acreditando que estava mesmo com ciúmes de seu filho com o tio dele. – Eu tenho que ir. – Bryan emburrou.
Não é justo. Você nem brincou com agente.
Eu venho outro dia, já disse. Eu prometo. – Ele assentiu.
Vamos? – Thea chama e ele assente.
Liga quando chegar lá. Os dois.
Pode deixar. – Dizem juntos, se despedindo de longe dos outros, em seguida. Thea antes, beijou os sobrinhos, Killian, Kitty e os filhos de Kara, para depois sair atrás de Roy.
Você fez isso de propósito, não é?
Agora que você percebeu? – Oliver bufou.
Inacreditável, Felicity.
Eles se deram bem, larga de serem chatos.
Não. Não mesmo. Isso não.
Foi você quem disse para o irmão dela que ele encontraria alguém especial. – Provocou, mesmo que também estivesse incomodado. Era sua irmã, afinal de contas.
Maldita seja a minha boca. – Felicity gargalhou.
**--** **--**
Tia, eu não estou com sono. – Felicity ouve Mabel. Ela estava no quarto dos filhos, onde Mabel e Sophie estavam dormindo também.
Está tarde, já está na hora de dormirem.
Mãe, podemos assistir “O rei leão”? – Bryan pergunta, animado.
É, mamãe, a gente vai dormir bem rapidinho.
Por favor? – Sophie e Mabel pedem juntas.
Vocês são chantagistas. – Eles riram. – Tudo bem. Eu vou colocar o filme.
Minha mãe não vai vir dar o beijo de boa noite?
Sabe o que é, querida? Eu acho que ela e seu pai não vão conseguir fazer isso hoje.
Por que?
Seus irmãos estão um pouco..., enjoados. – As meninas franzem o cenho. – Eu acho que é o calor, querida. Estão deixando-os agoniados. Eu já liguei o ar condicionado dos cômodos, mas eles ainda não se acalmaram.
Eles devem estar estranhando ainda, tia. Faz pouco tempo que estamos aqui.
É verdade, Sophie. Logo eles se acostumam. – Termina de colocar o filme e se afasta. – A TV vai desligar sozinha. Daqui..., quatro horas. O filme vai acabar e vai começar mais um, só para o caso de vocês não terem dormido ainda.
Mamãe. – Ela o olhou. – Por que o tio Roy não pode ficar aqui? Por que ele teve que ir embora cedo? Ele nem brincou com agente...
Ele tinha outras coisas para fazer, mas ele vai vir ver vocês novamente. – Ele assente. Felicity então se lembra do que Laurel havia dito antes de ir embora.
“Acho que você deve conversar com Bryan”
“Por que?”
“Acho que..., ele pode acabar magoando Oliver, sem perceber”
“Do que está falando, Laurel?”
“Oliver ficou com ciúmes do seu irmão com Bryan, Felicity. Você não viu, mas eu vi os olhos dele. A forma como Bryan ficou todo animado, e isso o deixou com ciúmes. Ele não vai admitir, mas...”
“Entendi. Obrigada por dizer”
Bry? – Ele a olha. – Eu quero falar de algo sério com você depois, está bem?
O que eu fiz?
Nada, amor. – Sorriu. – É algo sério, mas não é para eu brigar. Está bem? – Ele assentiu. – Boa noite. – Ela diz mais alto, para todos.
Boa noite.
**--** **--**
Oliver entrou no quarto, mas não encontrou a esposa. Estranhou, mas continuou seu trajeto até a cama. Provavelmente ela estaria no quarto dos gêmeos, colocando-os para dormir. Se deitou de bruços, fechando os olhos em seguida. Estava com as costas doendo, seu corpo pedia por cama. A empresa estava sugando-o, e ainda tinha aquela coisa ridícula que ficava rodando em sua mente. Sentir ciúmes do filho. Mas realmente aquilo havia lhe incomodado, só não iria dizer em voz alta. Bryan era totalmente diferente com ele. Ele sabia que o filho o amava, mas com Roy era diferente, e por mais que se recriminasse, aquele sentimento de ciúme não passava. O barulho da porta foi o que o fez voltar a si, fazendo com que ele abrisse os olhos, se surpreendendo ao ver a esposa sair do banheiro com uma camisa azul marinho de mangas curtas, que batia a um palmo e meio dos joelhos dela. Oliver se sentou.
Essa camisa ficou melhor em você do que em mim. – Diz, sorrindo malicioso.
Mesmo? – Ela inclinou a cabeça.
Está ainda mais gostosa que mais cedo. – Ela sorriu, mordendo o lábio em seguida.
Elas são confortáveis. – Se aproximou, sentando-se no colo do marido.
Se eu soubesse que você estava assim, eu teria vindo para o quarto mais cedo. – Ela riu. – Me desculpa por estar te deixando tão sozinha por esses dias.
Eu entendo que anda ocupado.
Mesmo assim eu não gosto disso. Antes agente tinha tanto tempo para nós dois... – Apertou as coxas, trazendo-a para mais perto de si.
Eu também sinto sua falta.
Foi por isso que se vestiu assim? – Beijou os lábios dela rapidamente. – Com a minha camisa? Deixando-a mais gostosa do que você é naturalmente?
Eu queria te agradar. – Ele sorriu, admirando aquele corpo em seu colo.
Você me agrada de qualquer forma, Lis. Mas tenho que confessar que isso me agradou ainda mais. – Diz, começando a subir lentamente a sua camisa, que estava no corpo dela. – Lis, você está... – Ficou surpreso ao perceber que ela não usava nada por baixo daquela grande camisa. – Eu te amo, sabia disso?
Te amo também. – Consegue dizer antes de sentir seus lábios serem tomados por um beijo selvagem. Felicity puxa os cabelos loiros, gemendo, sentindo-o apertar sua nádega com força, com ambas as mãos. Ele sentiu as unhas dela fincarem em suas costas, quando os sexos de ambos tiveram um contato maior. Oliver mordeu o lábio inferior, puxando-o lentamente, antes de voltar a tomar os lábios carnudos para ele, chupando a língua dela. Rapidamente ele retirou aquela grande camisa. Observou os seios dela, ouvindo-a respirar ofegante, e então tomou um deles com a boca, fazendo a esposa gemer e arfar. Ele gostava daquele som. Felicity o deitou na cama, e introduziu a língua dentro da boca dele, e Oliver aprofundou o beijo, colocando uma das mãos por dentro dos cabelos loiros da esposa, enquanto que a outra dava um tratamento especial em um dos seios. Felicity ouviu o gemido rouco do marido quando se mexeu em cima dele, roçando seus sexos. Ela o fez novamente provocante, e dessa gemeu juntos dele. Oliver a afastou devagar, mas não menos rápido, deixando-a confusa por poucos minutos, até que entendeu quando o viu retirar o short de dormir e a boxer que usava Ele a puxou de volta para cima dele, voltando a beijá-la. Felicity morde seu lábio, mexendo o quadril por cima do membro do marido, que assim como ela, gemia de prazer. Sem esperar mais, Felicity desceu o quadril se colocando por cima do membro de Oliver, que tinha ambas as mãos na cintura fina, ajudando-a a se manter naquela posição. Sentindo ser invadida, Felicity gemeu alto, e em seguida o gemido rouco de Oliver foi ouvido.
**--**
Felicity e Oliver entraram no carro, e saíram do estacionamento, cantando pneu. Eles haviam deixado as crianças com Kara e Mon-el, e seguiram para o hospital. Como aquele dia estava um tempo mais frio, eles tinham dormido até mais tarde. Passava das 15h quando o celular de Oliver tocou. Ele atendeu e acabou por ouvir um Barry desesperado no telefone. Eles realmente estavam preocupados. Tudo que fizeram foram se vestir rapidamente, e seguir para o carro. Oliver havia conseguido, depois de várias tentativas, falar com Tommy, e avisá-lo do que estava acontecendo. Ray e Sara também estavam a caminho do hospital, assim como Thea. Ela pegaria Kitty, e ficaria com a menina no apartamento do irmão, até que tudo ficasse bem. Felicity pensava que a menina estaria preocupada, assustada, e confusa, e por isso pedia para Oliver chegar o mais rápido possível. Além de estar preocupada com Caitlin, ela estava preocupada também com a menina. Era só uma criança, e o que ela deve ter visto, com certeza a deixou assustada. Oliver estacionou o carro em frente ao hospital, e após trancar o carro, eles correram para dentro do ambiente. Perguntaram á recepcionista pelos amigos e foram indicados para a sala de espera. Assim que Kitty viu a “tia”, ela correu para ela. Felicity estava certa. Assim que colocou os olhos na menina, soube que estava certa. Ela estava assustada, e a jugar pelo rosto avermelhado, ela havia chorado. Felicity a pegou no colo assim que a menina chegou até ela, abraçando-a. A menina voltou a desabar, e Felicity tentava confortá-la, enquanto andava até Barry. Os amigos ainda não haviam chegado, ele estava sozinho.
Barry, como Caitlin está?
Entrou em trabalho parto a algumas horas.
Com sete meses?
Pois é. Infelizmente isso está acontecendo. Ela estava..., bem e de repente começou a sentir a contração. E a bolsa rompeu em seguida.
Na frente dela? – Oliver sussurra e Barry assente. – Por isso está tão assustada. – Felicity estava um pouco longe deles, tentando acalmar a pequena, que continuava a chorar.
Foi inevitável.
É claro que foi. Ninguém esperava por isso. – Se sentou depois que amigo fez o mesmo. – Ela vai ficar bem. Ela e o bebê..., vão ficar bem.
Eu fiquei tão nervoso e assustado que acabei assustando a minha filha, e a minha mulher. – Oliver colocou a mão no ombro dele. – Quando chegamos, a médica não deixou que eu entrasse. Ia deixar Caitlin mais nervosa.
Qualquer um na sua situação ficaria nervoso, Barry. Não fique se sentindo culpado.
Ela deve estar precisando de mim.
Então vá até lá. Você já está mais calmo, ou não?
Estou. – Olhou para a filha.
Cuidamos dela. – Barry se levantou e seguiu para onde a esposa estava. – Ele foi ficar com Caitlin. – Explica quando vê a esposa se aproximar.
Quero minha mãe. – Resmungou, chorosa.
Ela vai estar com você daqui a pouco, princesa.
Ela está trazendo seu irmãozinho ao mundo. – Oliver explica. – Está ansiosa para ver ele?
Meu irmãozinho tá fazendo a mamãe sofrer.
Não. Querida, não é isso não. – Felicity fez com que Kitty a olhasse. – Sua mãe está se esforçando para que você o conheça. Está tudo bem com ela.
Quando vou ver a mamãe?
Em algumas horas.
Seu pai foi ficar com sua mãe, para ajudar ela. – A menina assentiu. – Daqui a pouco você vai ver seu pai aparecer para dizer que está tudo bem, e que seu irmãozinho nasceu.
Você já sabe o nome dele, Kitty?
Connor. O papai e a mamãe disseram que eu podia escolher. – O casal sorriu.
É um nome lindo.
A mamãe e o papai também gostaram. – Olhou para Felicity. – Tia, Lissy, o Connor e a mamãe vão pra casa hoje, né?
Não, amor. Provavelmente só amanhã.
E eu vou ficar com quem? – Ela tinha os olhos marejados. – Aqui com a mamãe?
Não, você não vai poder ficar aqui, Kitty. – Oliver responde. – Você é uma criança, e sua mãe só pode ficar com um adulto. Seu pai deve ficar com ela.
E eu?
Você..., fica comigo. – Oliver assentiu ao sentir os olhos da esposa sobre ele. – E com Oliver. Está bem? – Ela assentiu.
Oliver, Felicity. –Eles olham para a direita e encontram os outros amigos.
Chegaram juntos?
Coincidentemente.
Como a Cait está?
Está em trabalho de parto, Laurel.
Mas ela está de sete meses. – Sara diz, assustada.
Acontece. Barry entrou para ficar ela.
Isso..., não é perigoso?
Não. Os médicos diriam, se fosse, Ray. – Felicity responde, com calma.
E você, pequena, como está? – Thea se abaixou na altura da menina.
Ela está assustada, mas eu já disse que está tudo bem.
Daqui a pouco você vai poder ver seu irmãozinho. – Thea diz, sorrindo. – E você não vai querer largar ele.
Kitty. – Ela desvia os olhos para quem a chamou. Seu pai. – Quer ver seu irmãozinho?
Quero. – Desce e corre para os braços do pai.
Eles estão bem, Barry?
Estão, Felicity. Graças a Deus deu tudo certo. Caitlin está fraca, mas disseram que ela está bem. – Eles assentem.
Você deve ter surtado.
Ah, eu surtei. Pergunte ao Oliver. – Sorriu. – Querem ir vê-lo?
É muita gente no quarto.
Só por um momento. – Deu de ombros, e todos resolveram segui-lo. Eles entraram em um quarto branco demais, que até mesmo incomodava um pouco, e encontraram Caitlin, pálida, com um bebê com manta verde claro, nos braços.
Olha seu irmãozinho, amor. – Diz fraca, fazendo Felicity arquear as sobrancelhas.
Ele é fofinho.
Ele é. Bem gordinho. Pega na mãozinha dele. – Barry se aproxima para ela fazer como a mãe disse.
Oi, irmãozinho. – Sussurra. – Eu sou sua irmã mais velha. – Os outros sorriram, vendo a cena. Felicity vê Caitlin fechar os olhos, incomodada com algo.
Ele é lindo, Barry.
E novamente, a cara da Cait.
Será que virá ruivo?
Eu não acho. – Laurel diz depois de Ray. – Acho que terá apenas os olhos da Cait.
E ele tem os olhos dela. – Barry diz, sorrindo, olhando para o filho, que dormia tranquilo.
Barry..., – Ele olha para a esposa. – Pega ele.
O que?
Pega ele. – Ele o faz, estranhando o pedido. – Estou... – Ela fecha os olhos.
Está sentindo dor, Cait? – Felicity se aproxima, enquanto se aproxima.
Um pouco.
Eu vou chamar um médico. – Ray sai do quarto.
Thea, leve a Kitty para fora do quarto. – Felicity pede, sem olhar nos olhos da cunhada, que faz como pedido.
Não quero. Quero ficar com a minha mãe. – Ela não deixa que Thea a pegue. Barry estava tão preocupado, que nem mesmo fez a filha ouvir a Queen. Kitty se assusta quando um som alto começa a tocar.
Cait? – Oliver se aproxima, afastando Barry, quando uma equipe médica chega ao quarto. Eles falavam alto, e o som continuava no mesmo ritmo. Barry sentia seu coração parar ao ouvir aquilo. Sua esposa estava tendo uma parada cardíaca.
Se afastem. – Ele ouve um dos médicos gritar. Mas seus olhos não desviaram nem por um minuto da esposa, que continuava inconsciente, e seu coração, passava a falhar gradativamente.
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