Cross Destination
25 Capítulo Vinte e Cinco
Notas iniciais

Felicity olhou para o celular, lendo mais uma vez a mensagem que chegou. Ela se perguntava como ele tinha conseguido seu número. Ele queria se encontrar com ela, queria que ela descesse e o encontrasse no estacionamento. Mas como ela desceria com o marido e os filhos na casa? Oliver acharia estranho se ela dissesse que desceria; não sabia nem mesmo qual desculpar dar. Desligou a tela, pensando em como ir se encontrar com ele sem que o marido soubesse. Ela não queria mentir, ou esconder coisas dele, mas sobre aquilo, ela não poderia dizer ao marido; por mais que quisesse. Respirou fundo, voltando os olhos para Oliver e as crianças, que assistiam TV. Mon-el e Kara dormiam assim como os gêmeos deles, diferente das filha e sobrinha. Ela mordeu o lábio.
Felicity? – Ela olhou para o marido, que estava sentado ao seu lado.
Sim?
Está acontecendo alguma coisa? Você começou a morder os lábios, e isso não acontece por qualquer coisa. – Ela respirou fundo.
Eu... Eu preciso pegar uma coisa que eu esqueci no carro.
Que coisa? – Pergunta com as sobrancelhas arqueadas.
Meu... Brinco. – Ela se recriminou por aquela mentira. – Eu o tirei aquela hora, quando reclamei que estava me machucando, lembra? – Explica, se lembrando da cena. – A chave está onde?
Precisa pegá-lo agora, Felicity?
Sim. Eu temo perdê-lo. E eu gosto muito dele, você sabe. – Ele suspirou.
Eu vou com você.
Não precisa, amor. Eu vou sozinha, rapidamente. Mike vai estar comigo.
Tudo bem. – Ela sorriu, beijou a bochecha do marido e se levantou. – A chave está na mesa de cabeceira. Não demore.
Não se preocupe. Eu vou pegar um casaco, deve estar frio lá fora. – Ela caminhou para as escadas, pegou os brincos, colocando no bolso de frente da calça de moletom verde musgo, vestiu uma blusa de frio qualquer, e antes de sair do quarto, pegou a chave. – Eu já volto. – Avisa, abrindo a porta.
Onde a mamãe vai? – Ela ouve Brooke perguntar, antes de fechar a porta.
Felicity estava se sentindo mal com a mentira. Ela queria muito não ter que mentir, mas não teve escolha. Não poderia contar á ele, era um segredo, e ela não tinha o "aval dele" para contar ao marido. Saiu do elevador olhando em volta, e agradeceu mentalmente quando não viu Mike ou qualquer um dos outros seguranças; seria difícil passar por eles. Passou pela recepção, encontrando a recepcionista que a cumprimentou. Felicity lhe sorriu, e caminhou para o estacionamento, olhando em volta, procurando por ele, ao mesmo tempo, temendo que visse um dos seguranças. O estacionamento estava deserto, e por passar das 19h, estava cheio de carros, o que ficava mais assustador ainda. Ela poderia ser pega e ninguém ver. Mas ela sabia que ele estava ali, tinha certeza, afinal, eles tinham uma senha secreta. Ela ainda se perguntava como ele tinha conseguido seu número, se aquele celular tinha sido dado á ela depois do acidente, pelo marido.
Felicity. – Ela olhou para a direita, encontrando ele retirando o capuz da blusa preta. Ela sorriu, e caminhou até ele. – Que saudades.
Roy. – Ele beijou os cabelos dela, quando ela o abraçou. – Eu também estava com saudades. Que bom que está aqui.
Eu não poderia ficar longe, sabendo que meu sobrinho tinha sido baleado.
Como soube? E o mais importante, como conseguiu o meu número?
Eu tenho te observado por meses, Felicity. Quer dizer, coloquei um homem de minha confiança para te vigiar, e foi ele quem conseguiu seu número para mim.
Fico tão feliz por te ver.
Por que se casou com o Queen, Felicity? – Ela suspirou. – Você podia ter fugido, podia ter me ligado e me avisado...
Eu o amo, Roy. – O cortou. Ele quem suspirou dessa vez. – E ele me faz feliz. Ele não teve culpa de nada. Tudo o que eu disse..., foi... – Respirou fundo. – A mãe dele armou tudo aquilo.
Como assim?
É uma longa história, mas o que eu posso dizer é que ela queria que Oliver se casasse com Laurel, e ele fingiu aceitar, para que a mãe dele os deixasse em paz.
E você confia nessa versão?
Laurel e Sara são minhas melhores amigas, elas não mentiriam para mim. E... Eu conheço o Oliver, eu sei que ele não mentia quando me contava a história. Ele nunca me traiu, ou quis me magoar...
Tudo bem. Eu só espero que esteja certa, ou seu marido vai se ver comigo. Ninguém machuca minha irmãzinha. – Ela sorriu, beijando seu rosto em seguida.
Não se preocupe. Oliver não vai me machucar. Ele me ama.
E Bryan? Brooke?
Eles estão bem. Os dois. Bryan quase ficou paraplégico, mas Deus o salvou disso. Não sabe como eu fiquei assustada. Oliver ficou se sentindo culpado. – Ele franziu o cenho. – Ele prometeu ao nosso filho que nos protegeria, por isso a culpa.
Bom, no lugar dele também me sentiria assim.
Eu não contei sobre você, como me pediu. Mas Roy... Não quero mentir para ele, nem mesmo esconder coisas.
Como ele escondeu sobre Helena Bertinelli? – Felicity se surpreendeu com a frase. – É. Eu sei sobre isso. Tenho meus contatos.
Ele está arrependido. – O defendeu. – E eu confio nele, já disse. Ele me ama, só não me contou porque... Porque não achou que fosse importante. – O irmão bufou. – Eu sei, ele errou. Mas eu o perdoei.
Você é a pessoa mais doce, carinhosa, e amorosa que eu já conheci. – Ela volta a sorrir. – Se o perdoou, então não tenho mais o que falar sobre isso. – Ela fica feliz em ouvir o que ouviu. – Estou com saudades dos baixinhos.
Eles também sentem sua falta, mas sabem que você estava muito ocupado.
Eu vim para Star, porque soube que o desgraçado está vindo para cá, e já que você não vai querer fugir, vou te proteger.
Mas e o seu trabalho?
Eu já resolvi tudo, e estou liberado. – Ela fica tão feliz que o abraça novamente. Ela não teria que ficar longe do irmão novamente. – Não vou deixar ninguém te machucar, nem mesmo aquele maldito. Ninguém vai tocar na minha garota.
Felicity? – Ela se assusta, se afasta do irmão e se vira, encontrando o marido.
Oliver? – Ele não estava com uma cara muito boa, ela percebeu.
Quem é você? – Oliver pergunta, desgostoso. – E quem você pensa que é para chama-la de sua garota? — Roy deu um sorriso provocante.
É o que ela é. Minha garota. – Felicity olha para Roy. Sabia que ele estava provocando seu marido, e também sabia que aquilo não iria prestar. – Ela foi minha por muito tempo. Era minha até antes de você a encontrar.
Para, Roy.
O que você quer dizer com isso? – Rosna.
O que você acha que eu quero dizer? – Provoca, dando um sorrisinho. Oliver fecha as mãos em punhos. – Ela só está com você porque eu deixei.
Roy. – Felicity o repreende.
Você deixou? – Pergunta, falando as palavras lentamente. – Se você tivesse cuidado dela melhor, ela não teria sido interceptada pelos homens de Cooper, e não teria parado no hospital.
Eu estava cuidando dela melhor do que imagina. – Volta a provocar, não se importando com a frase do outro. Estava adorando deixá-lo com ciúmes.
Quem é você? – Volta a perguntar, perdendo a paciência.
Alguém que é mais importante para ela do que você.
Chega. Não faça isso, eu sei que está tentando provocá-lo. Deixá-lo com ciúmes.
Ora, é uma brincadeirinha. Queria que ele sentisse o que você sentiu á algumas semanas atrás. – Oliver franziu o cenho. Felicity revirou os olhos e se voltou para o marido.
O que você veio fazer aqui? Disse que já voltava.
Você estava demorando, e Mike me disse que não estava com você. – Se aproximou, desviando os olhos para o homem que abraçava a cintura de sua esposa. Felicity olhou de um para o outro, percebendo o desgosto nos olhos de ambos. Ela se afastou do irmão, e ficou no meio de ambos.
Ahm... Oliver, esse é Roy Harper... – O outro assentiu, e ela diz o que queria ter dito desde o começo. – Meu irmão. – Oliver a olha, surpreso.
Como é? Irmão?
Meio irmão. – Roy responde. – Achou que éramos o quê? – Provoca mais um pouco. – Eu não vejo Felicity desse jeito. Seria incesto.
Você só estava...
Eu estava te provocando. – Deu de ombros. – Ela é minha irmã mais nova. – Explica. – Nós temos o mesmo pai.
Como pode ter certeza de que isso é verdade, Felicity? – Se volta para a esposa.
Minha mãe confirmou. Roy apareceu quando eu estava grávida de seis meses, ele contou sobre nosso pai, e minha mãe confirmou a história. Ela sempre soube de Roy.
Você que a ajudou.
E continuaria fazendo se você não tivesse descoberto ela aqui em Star.
Eu estou cuidando dela desde então, e você? – Felicity respirou fundo, fechando os olhos. Era claro a animosidade dos dois.
Por favor, não comecem. – Eles olham para ela. – Poderiam tentar se entender? Você é meu marido. – Se virou de costas para ele, passando a olhar nos olhos do outro. – E você é meu irmão. Como eu posso viver feliz, sendo que as pessoas que mais amo se odeiam? – Eles se olharam por alguns minutos, e então ao mesmo tempo, deram um suspiro alto.
Felicity acabou de me contar que você não a traiu. – Roy comenta, tentando se controlar, pela irmã.
Nunca poderia fazer isso. Eu sempre a amei. Eu ia me casar com ela naquela época, mesmo contra minha mãe. – Responde, controlado.
Moira tentou fazer seu showzinho, mas já faz semanas que não a vemos.
E vocês acham que ela vai deixar barato? – Bufou. – Ela odeia a minha irmã, e vocês estão casados... – Oliver não pôde descordar. – Ela deve estar armando um plano para tirar Felicity do seu caminho.
Eu não vou deixar que minha mãe faça nada á ela. – Afirma.
É bom mesmo, ou sua mãe vai se arrepender de ter nascido.
Eu posso dizer o mesmo.
Vocês dois ficam assustadores quando falam assim. – Eles olham para ela.
Por que não disse que tinha um irmão? – Oliver pergunta á esposa. – Eu não entendo, somos casados, você podia ter confiado em mim.
Eu não autorizei. – Os homens voltam a se olhar. – Meu trabalho é secreto, ninguém poderia saber sobre mim, muito menos você. Mas me liberaram, e por isso estou aqui. E por isso agora você sabe sobre mim.
Por que agora?
Porque não precisam mais de mim. Porque meu sobrinho levou um tiro, e principalmente... Porque o desgraçado, filho da puta, está vindo para Star.
E como sabe disso?
Eu tenho meus contatos.
Ele também é um agente, Oliver. – Roy franziu o cenho.
Ele é um agente?
Você não sabia disso? Pensei que tinha seus contatos. – Felicity revirou os olhos.
Eu não busco informações sobre Oliver Queen. – Retruca.
Isso é novidade já que sabia que eu estava casado com a sua irmã.
É, eu deveria procurar mais sobre você. Em especial a mulher na qual você estava namorando antes de reencontrar minha irmã.
Isso com certeza não é da sua conta.
Passou a ser quando você escondeu dela que teve outra pessoa. – Felicity não estava acreditando que seu irmão e marido estavam discutindo.
Eu já expliquei minhas razões a ela, não devo nada a você.
Pois você está muito enganado. É da felicidade da minha irmã que estamos falando.
E quem disse que não a faço feliz?
Isso eu quero ver com meus próprios olhos.
Parem. Os dois. – Praticamente grita, cansada daquela discussão inútil. – Meu Deus, como vai ser difícil. – Ela desvia os olhos do céu. – Eu estou implorando. Eu... A pessoa que vocês amam. Por favor, não se provoquem, nem fiquem discutindo coisas do passado. Eu quero que se deem bem, é tão difícil assim, fazerem isso por mim?
Me desculpe. – Dizem juntos á ela.
Eu amo os dois, não quero que discutam. Muito menos na frente dos gêmeos.
Tentarei me controlar, irmãzinha.
Eu também. Me desculpa, amor. – Ela suspirou, fechando os olhos, aliviada.
Você tem onde ficar? – Pergunta alguns minutos depois, olhando para o irmão.
Tenho sim, não se preocupe. – Oliver e Roy ouvem passos e olham para onde vinha, se colocando na frente de Felicity, ambos colocando a mão atrás das costas, no cós da calça.
É só o Mike. – Ela revira os olhos. – E vocês estão armados? – Eles a olham de soslaio. – Inacreditável. – Ela murmura.
Está tudo bem aqui, Oliver?
Está sim, Mike. Ele é... Um conhecido da Felicity. – Diz desgostoso.
Meu irmão. – Corrige, olhando para Mike e Collin. – Ele chegou hoje.
Você tem um irmão?
É. Eu também não sabia. – Oliver diz para Collin.
Você não devia ter descido sozinha, é perigoso. – Roy olha para o garoto de olhos claros, percebendo que ele estava mesmo preocupado.
Me desculpe, eu não podia contar sobre o Roy.
Roy?
Roy Harper.
Harper? Não seria Smoak?
Não, garoto. Eu e Felicity só somos irmãos por parte de pai. – Collin assentiu. – Vocês são os agentes que o Queen contratou?
Somos amigos do Oliver. Trabalhamos juntos, e por isso estamos fazendo a segurança de Felicity. Ele não nos contratou, ele pediu nossa ajuda.
E eles são ótimos. E para a sua felicidade, irmão, eles não largam do meu pé. – Roy riu. – Parecem minha sombra.
Isso realmente magoou, agora. – Ela os olhou.
São sombras, mas ótimos amigos. – Ela se corrige, e eles sorriram.
E meus sobrinhos?
Também estão sendo vigiados constantemente. Inclusive pela minha amiga e de Felicity. Sara Lance.
Se bem que ela não vai mais poder fazer isso, Oliver. – Ele concordou.
Por que?
Ela está grávida, Roy.
Mas eu já escalei outra pessoa para fazer isso. – Mike diz, chamando a atenção dos três. – Ele começa amanhã mesmo.
Obrigado, Mike. – Ele assentiu. – Como pode ver, todos gostam muito da Felicity e dos nossos filhos. – Roy assentiu, percebendo que o cunhado estava certo. Ele tinha percebido isso ao olhar para os garotos á frente. Eles pareciam muito protetores com sua irmã, e ele era agradecido por isso.
Eu também estarei assegurando a segurança de minha irmã.
Ele também é um agente. – Oliver explica ás reações dos amigos, e eles assentem. – Bom, avisem os outros, por favor.
Pode deixar. Boa noite. – Os três respondem o mesmo, e os seguranças se afastam.
Bom, eu irei para casa. Só queria saber dos meus sobrinhos. Saber como você está. – Sorriu para a irmã. – Eu venho vê-la amanhã.
Promete, certo? – Ele assente. – Então eu estarei esperando você para almoçar.
Só se você pedir comida. – Ela fez um biquinho. – Ela continua péssima na cozinha?
Sinceramente? Eu acho que está pior. – A esposa o olha, incrédula. – Meu amor, você queimou a água.
Como é, Felicity? – Pergunta, incrédulo e um pouco assustado.
Não foi de propósito. Eu expliquei o que tinha acontecido. – Responde, cruzando os braços. – Oliver tem feito as refeições.
Ainda bem, pelo menos assim meus sobrinhos não morrem desnutridos. – Ela bufou. – Eu venho amanhã, então.
Está bem. – Ela o abraçou, e ele lhe deu um beijo na bochecha. – Estarei te esperando.
Vai estar aqui também?
Vou sim. – Eles pegam na mão um do outro. – Nos vemos amanhã.
Até amanhã. – Deu um último beijo na irmã e saiu.
Vamos subir? Os gêmeos, a Mabel e a Sophie estão sozinhos. – Ela o olhou.
Não está chateado pela mentira, não é?
Não. Eu sei que você provavelmente não queria ter feito isso. – Ela concordou. – Só... Não fique sozinha novamente, está bem? Me preocupou.
Desculpe. – Beijou a bochecha do marido. – Não faço mais isso. – Sorriu. – Espero que você e meu irmão se conheçam melhor, e se entendam. – Diz quando começam a andar para dentro do prédio, de mãos dadas com o marido. Oliver a olhou, percebendo a alegria da esposa por ter visto o irmão depois de tanto tempo, e por isso, por ela, ele tentaria se dar bem com o outro, apesar de saber que não seria fácil. Roy Harper não confiava nele, tinha visto isso nos olhos dele.
**--** **--**
Oliver abraça a cintura de Felicity assim que as portas do elevador se abrem. Eles entram na cobertura e caminham para a sala, de mãos dadas. Antes que pudessem estranhar as crianças não estarem no cômodo, Oliver encontra um papel em cima da mesa de cabeceira com um recado: “Fomos dormir, papai, mamãe. Boa noite. Te amo”. Felicity o vê colocar o papel de volta onde estava e se aproximar logo em seguida.
Elas nunca vão dormir sem agente. – Comenta quando ele enlaça sua cintura.
Para tudo tem uma primeira vez. – Ela fez um bico. – Elas brincaram o dia todo com os filhos dos seus amigos, deviam estar exaustas.
Eu sei. Vou passar no quarto delas.
Mais tarde fazemos isso. – Antes que a esposa pudesse questionar, ele a beija. Andando com ela até as escadas, sem desfazer o beijo, Oliver a ergue do chão, fazendo-a enlaçar as pernas em volta de sua cintura. Mesmo com a esposa em seu colo, ele não viu dificuldade ao subir com ela para o segundo andar. Ele a desceu assim que chegaram ao quarto. Oliver se afasta para trancar a porta.
Meus amigos estão dormindo no quarto ao lado. – Diz quando ele volta para perto de si, beijando seu pescoço levemente, fazendo-a sentir um arrepio gostoso.
Quer que eu pare? – Sussurra provocante. Ele a ouve gemer baixo quando passa a mão direita em seu seio, por cima da blusa. – Hum?
Você sabe jogar sujo. – Ele riu.
Eu não. Apenas te fiz uma pergunta. – Diz olhando nos olhos verdes. – Você quer que eu pare? – Ela volta a gemer. – Eu paro assim que você disser. – Apertou a bunda dela com certa força, mas ela apenas gemeu em seu ouvido.
Não pare. – Diz com a respiração descompassada, sentindo a mão livre descer lentamente até seu sexo.
Era isso que eu queria ouvir. – Ele se afasta, tirando a própria camisa. Felicity aproveitou para fazer o mesmo, retirando o sutiã em seguida. – Tão linda. – Pegou em sua cintura com ambas as mãos. – Tire a calça. – Felicity desabotoou, e a retirou, empurrando com o pé assim que sentiu ela em seus pés. Oliver não esperou muito para tomar os lábios dela de forma lenta e prazerosa. Felicity passou as mãos pelos braços, lentamente, até chegar em seu pescoço, onde emaranhou uma das mãos nos cabelos claros. Oliver andou com ela até a cama, onde a sentou, sem parar de beijá-la. Se afastou, colocando ambas as mãos na calcinha preta, tirando a única peça que restava no corpo dela. – Vai para o meio da cama. – Pede, enquanto se levantava para poder tirar sua bermuda.
Oliver. – Ela mordeu o lábio quando ele apoiou os joelhos na cama e colocou ambas as mãos em suas coxas. Ela segurou um gemido quando sentiu a respiração dele em direção ao seu sexo.
Aproveite. – Ele diz, antes de colocar a língua no clítoris, começando os movimentos de vai e vem, fazendo-a gemer.
Oliver. – Ela geme baixo, emaranhando a mão direita nos cabelos do marido. Enquanto que ele chupava o sexo dela com gosto, fazendo-a ir ao delírio, Oliver subiu a mão livre até o seio, apertando com uma certa força. Felicity fechou os olhos, segurando com força, o lençol que cobria a cama.
Não feche os olhos. – Ele ordena. – Quero que você me veja te chupando bem gostoso. – Felicity gemia o nome do marido várias vezes, sentindo estremecer e em seguida ficar mole, e então gozou na boca dele. – Deliciosa. – Diz antes de tomar os lábios dela em um beijo urgente. Ambos gemeram quando seus sexos encostaram um no outro. Felicity apertou as costas do marido com as unhas, mas ele nem mesmo reclamou.
Eu quero você. – Ela geme na boca dele. Oliver pega nas coxas fartas com ambas as mãos, separando-as um pouco mais, se colocando entre elas, enquanto beijava o pescoço, descendo para o colo, e enfim tomando um dos seios.
Tão gostosa. – Geme. – E tão minha. – Ele rosna um gemido, quando sente a esposa rebolar o quadril, fazendo pressão em seu sexo.
Oliver. – Geme, voltando a rebolar a cintura. Oliver segura o quadril dela com um pouco de força.
Desse jeito não vou conseguir me controlar.
Então não se controle. – Ela geme. – Eu quero você agora. – Oliver segura com uma das mãos, a cabeceira da cama. Felicity revira os olhos, e geme um pouco alto quando sente o membro dele dentro dela.
Tão..., apertada. – Ele diz ofegante, em meio á um gemido rouco, fazendo os movimentos de vai e vem. – Oh, meu amor. Isso, rebola pra mim. – Diz quando a esposa rebolava seu quadril, ajudando-o com os movimentos. Oliver segura as coxas com ambas as mãos, levantando-as, fazendo a esposa enrolar as pernas em sua cintura, fazendo com que conseguisse ir mais fundo dentro dela. Dando mais prazer a cada estocada forte e profunda. – Não feche os olhos. – Ele volta a ordenar. – Quero olhar dentro deles enquanto estou dentro de você.
Oliver. – Ela geme várias vezes, não conseguindo se conter. – Não pare.
Não vou parar. Eu quero mais de você, amor. Bem..., gostoso. – Ele sente seu membro ser esmagado pelas paredes do sexo dela. – Goza pra mim, querida. – Ele sentiu ela estremecer, e logo em seguida gemer, atingindo o orgasmo com força. Oliver continua com as estocadas, sentindo seu orgasmo chegar, se derramando dentro dela. Oliver apoiou a testa entre o pescoço da esposa, controlando sua respiração. Se afastou o bastante para poder colar sua testa á dela, depois de se recuperar.
Eu te amo tanto.
Também te amo. – Sussurra, ofegante, olhando nos olhos azuis do marido.
**--**
Felicity acordou cedo naquele dia, e descobrindo assim que desceu, que Oliver e Mon-el faziam o café da manhã. Ela não os interrompeu, e voltou a subir as escadas, para ajudar Kara a arrumar as crianças. Felicity se lembrou de como ela enfeitava Brooke quando era pequena, enquanto fazia o mesmo com a filha pequena da amiga. Naquele momento, ela se arrumava para o almoço. Estavam todos prontos, com exceção á ela. Seu irmão ainda não havia chego, e nem a irmã de Oliver, então ela tinha mais alguns minutos. Saiu do banho só de lingerie, pegando o vestido que estava em cima da cama, ao lado da sapatilha jeans, vestindo-se calmamente. Ao terminar, voltou para o banheiro para fazer sua maquiagem; ela escolheu algo bem simples. Colocou os brincos nas orelhas, delicadamente, e em seguida o colar combinando com os brincos. Para completar, colocou o anel de noivado e a aliança de casamento, que ela tinha deixado em cima da bancada, e pegando seu celular, ela caminhou para fora do quarto.
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Ao chegar á sala, ela encontra seus amigos reunidos, conversando com Kara e Mon-el. As crianças assistiam TV, e não pareciam incomodados com os adultos em volta deles. Ela não encontrou o marido, por isso foi atrás dele, o encontrando na cozinha. Sorriu ao vê-lo de costas, concentrado em alguma coisa que no momento ela não se importava. Se aproximou sem fazer barulho, o abraçando por trás.
Você está cheirosa. – Ela sorriu.
Como sabia que era eu?
Quem mais me abraçaria por trás, meu amor? – Ela morde o lábio, quando ele se vira. – Não devia ter feito isso. – Diz antes de beijá-la, abraçando a cintura fina. Felicity passou as mãos levemente pelos braços formes, chegando até o pescoço. – Você está linda, mas..., não podia ter colocado um vestido mais comprido? – Ela revirou os olhos.
Ele não está curto. – Retrucou.
Claro que não. – Debochou e ela riu. – Você faz isso de propósito, não é?
Talvez. – Diz lentamente, aproximando sua boca da dele. – Gosto de te deixar tentado. – Sussurra.
Você tem sorte de estarmos com visitas. – Aperta a bunda dela por cima do pano do vestido, fazendo-a gemer baixo. – Adoro ouvir esse som sair de sua boca. – Morde de leve seu pescoço.
Oliver. – Ela não consegue segurar o gemido, mesmo que tenha sido em sussurro.
Você está molhada, não está? – Pergunta em sussurro, entrando com a mão por dentro do vestido, subindo lentamente até seu sexo, passando dois dedos por cima do pano da calcinha.
Oh... – Ele sorri, antes de trazê-la para mais junto de seu corpo, retirando a mão em seguida, percebendo que a esposa estava ofegante.
Eu vou terminar o serviço mais tarde. – Ela morde o lábio, irritada.
Por que começou com isso então?
Foi você quem começou, meu amor. – Ela faz um bico, não podendo retrucar. – Você fica tão fofa quando faz esse biquinho lindo. – Diz, aproximando sua boca da dela. – Sabe o quanto queria levar você para o quarto agora?
Estou começando a me arrepender por ter chamado nossos amigos para cá. – Ele riu, abaixando a cabeça, apoiando-a na curva do pescoço da esposa. – Esse é o nosso segredo, tá? – E ele volta a rir, se afastando o bastante para poder olhar nos olhos verdes.
Prometo que não digo pra ninguém. – Ela sorriu. – Acho melhor você se afastar, ou não vou me controlar.
Tudo bem. – Suspirou, mas quando deu um passo para longe dele, ele a trouxe de volta para perto de seu corpo. – Não pediu para eu me afastar? – Provocou um pouco, sorrindo enquanto mordia o lábio.
Antes, eu quero outro beijo. – Felicity quem tomou a iniciativa. A mão livre, foi em direção ao rosto dela, acariciando sua bochecha de leve. O beijo, apesar de ser urgente, era lento. Buscando ar, ela se afastou, respirando tão ofegante quanto o marido. – Te amo.
Também te amo. – Eles ouviram a campainha, mas antes que Felicity pudesse ir até a porta, ouviram passos de alguém que estava indo fazer isso. – Deve ser meu irmão.
Nossa brincadeira acabou aqui. – Ela riu quando viu o a cara que o marido fez.
Só por enquanto. – Beijou os lábios dele rapidamente e se afastou.
Felicity. – Ela se virou sorrindo.
Roy. – Ela se aproximou para o abraçar.
Você está linda.
Eu concordo. – Oliver diz, fazendo com que o outro o olhasse. – Como vai?
Vou bem. Você?
Estou ótimo.
Ahmm..., Laurel, esse é meu irmão. – Apresenta ao perceber que seu marido e irmão não estavam muito confortáveis.
Irmão? Você tem um irmão? – Pergunta surpresa.
Tenho. Roy, essa é minha melhor amiga. Laurel Merlyn.
Oh, então é você a mulher que ia se casar com o Queen!
Felicity deve ter dito á você que isso não ia acontecer de verdade.
Sim, eu disse. – Felicity olha, repreendendo o irmão com os olhos.
Desculpa. Não quis deixar o ambiente..., esquisito.
Com certeza não deixou. – Oliver debochou.
Okay. – Felicty diz alto. – Não vão começar, não é? – Se volta para o irmão, depois de olhar para o marido. – Tenho outros amigos para você conhecer.
Tio Roy. – Ele ouve a voz do garotinho e se vira.
Ei, garoto. – O pegou no colo quando ele se aproximou correndo para o abraçar. – Você cresceu pra caramba. E está mais parecido com seu pai. – Diz, fazendo uma careta.
Mamãe diz isso toda hora. – Diz sorrindo. – Quando chegou, tio? Você já conheceu o papai?
Sim, nós já nos conhecemos. – Oliver e Roy se olham. – E eu cheguei ontem, carinha. Queria ver você e sua irmã, mas não deu. Por falar naquela danadinha, cadê ela?
Está na sala. – Roy o colocou no chão. – Vem, ela vai gostar de te ver. – O puxou e antes de Felicity seguir ambos, ela se virou para o marido.
Tente se controlar perto das crianças. – Ela pede.
Eu não fiz nada. – Ela inclina a cabeça. – Eu vou me controlar. – Ela assentiu e saiu.
Já vi que hoje vai ser uma maravilha. – Laurel debocha.
Por que está falando assim?
Talvez porque..., eu vi algo que talvez Felicity não tenha visto.
O que?
Vai conseguir controlar seus ciúmes? – Foi só o que perguntou, provocando.
Por que eu teria ciúmes? Ela é irmã dele. – Bufou.
Não estou falando dela, Ollie. – Sorriu e saiu do cômodo, encontrando todos na sala, cumprimentando o irmão da amiga. Ele tinha Brooke nos braços.
Quem poderia imaginar..., você tem um irmão. – Tommy diz, surpreso. – Inacreditável.
Você é o marido da Laurel, certo?
Isso mesmo. E você deve estar sabendo de tudo, certo?
Estou. E não se preocupe, seu amigo está vivo. – Felicity revirou os olhos.
Você definitivamente não diria isso, se conhecesse meu amigo de verdade.
Tio Roy, você vai ficar com agente? Não vai embora de novo não, né? – Faz perguntas, interrompendo a possível discussão que os tios teriam.
Eu vou estar bem perto agora, princesa. – Lhe deu um sorriso, antes de beijar a bochecha gordinha. – Não vão se livrar de mim.
Vai ser um problema para o Ollie. – Laurel sussurra para o marido.
O que você viu lá dentro? – Laurel o olhou, e chegou mais perto, o abraçando.
Oliver estava morrendo de ciúmes de Bryan. – Tommy desvia o olhar para Felicity que tirava a filha do colo do irmão.
Brooke, por que não vai assistir TV, querida?
Por que o tio Tommy e o tio Roy não se gostam?
De onde tirou isso, amor? – Se abaixou na altura dela, depois de fuzilar o irmão e o amigo. – Eles só não se conhecem ainda. – Ela assentiu. – Vai lá assistir TV.
Foi mal.
Foi péssimo. – Suspirou. – Pedi para se controlar, e não é só com o Oliver. Meus filhos vão perceber a animosidade de vocês.
Foi ele quem começou. – Tommy revirou os olhos.
Olha, as coisas já passaram, okay? Eu e Oliver nos entendemos, eu e Laurel também..., Tommy não tem nada a ver com isso tudo, ele na verdade é mais uma vítima. Então por favor, podemos viver em paz? – Kara e Mon-el se olham.
Eu não tenho nada a ver com isso, mas..., para quê essa animosidade, sendo que a pessoa que vocês amam está feliz? Ela é sua irmã, não é? Ela está bem, e tudo que aconteceu é passado.
Obrigada, Kara.
Tudo bem. – Jogou as mãos para o alto, em redição. – Não vou mais tocar nesse assunto, irmãzinha.
Fico feliz. – Diz se sentando ao lado de Caitlin.
Pensei que vocês dois iam começar a discutir perto da criança.
Seria bem ridículo, na minha opinião.
Bem infantil, você quer dizer, né, Barry? – Felicity revira os olhos.
Então, você trabalha com o que? – Mon-el pergunta, querendo quebrar o “gelo”.
Eu sou agente.
Também? – Tommy olhou para Felicity. – Você tem agentes pra caramba em torno de você, hein? Marido, amiga, irmão...
Você é a agente que Felicity comentou comigo.
Eu mesma. Mas, eu estou de licença.
É. O Queen me disse.
Então, com é que você descobriu que tinha um irmão?
Quando eu estava com seis meses, peguei minha mãe e Roy conversando sobre nosso pai. Eu fiquei curiosa, mas Roy percebeu minha presença antes de falarem mais alguma coisa.
Eu estava querendo conhecer minha irmã, por isso fui atrás da mãe dela, para que ela nos apresentasse.
Ela sabia sobre você?
Sempre soube. Meu pai a deixou para ficar com minha mãe, mas ele sumiu quando eu fiz doze anos. No ano em que eu quis conhecer minha irmã, minha mãe morreu, e alguns meses depois, eu descobri que meu pai também havia falecido. Pelo menos foi isso que chegou até mim.
Nossa..., passar por tudo isso em tão pouco tempo.
Não foi fácil, mas eu não conhecia meu pai direito, nunca senti sua falta. – Deu de ombros. – Então eu fui atrás da minha irmã.
E descobriu que eu estava grávida e que tinha um lunático na minha cola.
Eu tinha meus contatos, e trabalhava para uma pessoa muito poderosa, então..., uni o útil ao agradável. Consegui com que protegessem minha irmã. Mas então Donna... – Ele olhou para a irmã, se interrompendo. – Então aconteceu um acidente. – Mudou a versão que diria.
Acidente esse que foi premeditado. – Eles olham para trás, encontrando Oliver. – Eu descobri que ela tinha sido assassinada. – O outro assentiu.
Ninguém acreditou nisso, e por isso Felicity decidiu não dizer nada sobre Cooper.
Meu erro. Ele começou a me perseguir.
O que? – Felicity tinha se esquecido completamente de Kara e Mon-el. – Você..., Felicity. – Kara estava surpresa, assustada, e mais que isso, preocupada.
Por isso não confiou em nós quando nos aproximamos.
Me desculpem, não disse nada para proteger vocês. Não queria nem que eles soubessem. – Apontou para os amigos. – Mas..., não teve outro jeito. Eu sofri um acidente fugindo de um dos capangas do Cooper.
Então esse é o nome do maldito? – Mon-el estava irritado. – Por que não nos contou? Se soubéssemos não teríamos deixado você sozinha.
Eu não queria que se machucassem. Cooper matou minha mãe, ele tentou sequestrar os gêmeos... – Olhou para os filhos. – Eu não queria que mais alguém sofresse por minha culpa.
Você não tem culpa alguma.
Agente vive dizendo isso para ela. – Caitin diz para Kara.
E onde ele está?
Ele está vindo para Star. – Oliver responde.
Como sabem disso?
Estou rastreando o desgraçado.
Eu também estou. – Oliver olha para Oliver. – E foi assim que eu soube de Helena Bertinelli. – Oliver revirou os olhos. – Mas isso é passado, como minha irmã disse.
Amém. – Laurel e Sara dizem juntas.
Soube mais alguma coisa? – Oliver pergunta depois de um suspirar alto.
Só que ele tinha mandado alguém para machucar um garoto.
Que garoto? – Felicity pergunta, preocupada.
Eu não sei o nome do menino, mas eu tenho uma... – Ele para de falar, quando desvia os olhos da irmã. – Foto. – Termina lentamente.
O que foi? – Eles olham para onde ele olhava.
O menino. – Laurel sente seu peito apertar.
Não.
É aquele garoto.
Lyon? – Felicity olha para Oliver.
Calma.
Calma? Quer dizer que quando atiraram no meu filho, não era para ser ele? – Ela sentiu os olhos lacrimejarem.
Meu filho? – Laurel olha para Roy.
Eu não devia ter dito isso perto delas. – Diz, arrependido.
Foi eu quem perguntou. – Oliver abraçava a esposa.
Ele queria matar meu sobrinho? Aquele maldito? – Ray pediu para a noiva se acalmar.
Foi o que eu soube.
Por que Helena não nos contou isso?
Talvez ela não soubesse disso. – Deu de ombros. – Não foi fácil eu conseguir essa informação. Ele tem sido bem cuidadoso.
Inacreditável.
Esse cara é um monstro. – Tommy tinha uma das mãos em volta da cintura da esposa, e a outra estava fechada em punho.
Então era meu filho.
Sinto muito por saber assim. Eu nem sabia que o menino era parente de algum amigo da Felicity.
Você disse que sabia tudo sobre mim.
Mas não sobre seus amigos, Felicity. – Ela assentiu. – O fato é que quando eu soube que Bryan tinha sido baleado, eu soube que tinha sido um erro. Ele estava na casa do garoto, e erraram o alvo. Pedi para que um amigo descobrir quem era o garoto, mas até agora ele não me deu nenhuma informação. Disse para que colocasse gente protegendo o menino.
Mike disse, á alguns dias, que tinha um cara suspeito observando Lyon. – Laurel olhou para o marido. – Oliver me contou, e achamos melhor não contar á vocês para não preocupá-las.
Só pode ser o homem que eu mandei. Porque ele disse que o menino estava sendo protegido por outros agentes, e que eles sabiam sobre ele. – Laurel fechou os olhos aliviada, mas não menos preocupada.
Você mandou que protegessem meu filho.
É só uma criança inocente. Não tem culpa de nada, e não deveria estar na mira do maldito. É claro que eu mandei que o protegessem.
Nem sei como agradecer. – O casal diz.
Não precisa. – Balançou a cabeça. – O importante é que ele está sendo protegido constantemente. E agora que eu sei quem é o menino, vai ser mais fácil deixar Cooper longe dele.
Eu também tentei, e falhei.
Você não falhou. – Oliver franziu o cenho. – Ou seus agentes. Tem alguém dentro da agência onde você trabalha que está dando informações para ele.
Helena.
Que horror, Laurel. – Sara a olhou. – Helena é muita coisa, mas ela não é perversa, traíra, e não machucaria uma criança. Nunca.
Como pode ter certeza?
Laurel, eu sei que é complicado..., mas eu confio nela. – Oliver diz, concordando com a fala de Sara. – Helena é difícil, complicada..., fez coisas que eu não concordei... – z essa última olhando para a esposa. – Mas ela não é uma má pessoa.
Então quem? Quem seria tão ruim a ponto de fazer isso?
Vou pedir para que Gregory descubra. Ele é o melhor para o trabalho. – Felicity concorda. – Você tem certeza de que tem alguém traindo minha equipe?
Pensa um pouco, cunhado..., seu filho estava na casa dos seus amigos – algo que eu não sabia – você deu instruções para que apenas cinco pessoas estivessem com ele..., e como eu também sou agente, você não deve ter contado para todos os agentes, que seu filho estava lá, ou contou? – Oliver passou as mãos nos cabelos.
Não. – Felicity arregalou os olhos. – Eu não contei. Mike, Tyler, Collin, Gregory..., e os gêmeos sabiam. Os outros não. Eles estavam protegendo apenas minha mulher, assim que ela chegou em casa. Mike não estava com Bryan e Lyon, mas ele sabia.
Porque ele é o líder do grupo. – Oliver concordou. – Está aí a sua resposta.
Quando eu pegar o maldito que anda passando informações, vou matá-lo com minhas próprias mãos. – As mulheres estremeceram ao ouvir.
Tenho uma ideia melhor... – Diz sorrindo, maldoso. – Mas não vamos falar sobre isso agora.
Eu concordo. Meu estômago até embrulhou com esse assunto, e não é por causa da gravidez. – Roy olha para a ruiva.
Quantas grávidas têm nesse apartamento? – E as mulheres riram.
Eu descobri cada uma delas.
Você fez mandinga, isso sim. – Caitlin concordou com Sara.
Ele anda fazendo premonições, Roy, toma cuidado.
Ah é? Você faz premonições? – Tommy sorri.
Eu sou demais. – Os outros reviram os olhos.
Você não é nenhum pouco modesto. – Ray diz, fazendo os outros concordarem.
Diz aí, então, senhor premonição..., o que vê pra mim?
Sério, irmão? – Ele deu de ombros.
Eu vejo... – Levanta as mãos quase colando uma na outra, fazendo com elas, uma espécie de bola. – Que você vai encontrar alguém especial? – Roy começou a rir.
Ah tá. Você é péssimo nisso. Até hoje estou sozinho, e eu gosto assim.
Foi você quem me pediu para prever seu futuro. – Deu de ombros.
Não devia ter pedido. Se acontecer, ele vai jogar isso na sua cara pelo resta da sua vida.
É verdade. Até hoje ele joga na nossa cara que descobriu nossas gravidezes.
Tommy tem problemas, e você que acreditou nisso, tem mais problemas ainda. – Felicity olha para o marido, o repreendendo com os olhos.
O amigo é seu, então quem tem mais problemas aqui? – Oliver bufou, não podendo retrucar. Roy sorriu, sabendo que havia ganhado.
Oliver, cadê a Thea? – Pergunta, sentindo falta da cunhada.
Atrasada como sempre.
Thea? – Eles olham para Roy.
Thea Merlyn Queen.
Ela tem os dois sobrenomes? Como é isso?
Minha mãe traiu o meu pai com o pai do Tommy.
Família maravilhosa essa sua. – Debochou.
Não é? Sou tão feliz por ter ela. – Os outros seguram risadas.
Eu também seria. – Felicity balança a cabeça. Bom, pelo menos eles estavam começando a se entender. A campainha tocou.
Eu faço as honras, já que sou o único em pé.
Eu ia, mas você já começou a andar. – Felicity diz. – Deve ser a Thea. – Oliver concordou.
Roy, por mais que estivesse um pouco incomodado com a presença do marido de sua irmã, no começo, estava começando a se acostumar. Ele não era tão irritante quanto achou que seria, e não parece ser um mau caráter também. Chegou ao hall do apartamento e abriu a porta, encontrando uma baixinha de olhos verdes, mas totalmente diferente dos de sua irmã, eram em um tom musgo. Ela tinha um sorriso nos lábios, que logo saíram ao olhá-lo, se mostrando surpresa. Ele imaginou que ela com certeza não sabia sobre ele, assim como todos que se encontravam lá dentro, quando chegou. Ela é linda, ele pensou. Thea não sabia quem era, mas só uma coisa lhe passou pela cabeça, que ele era muito lindo.
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