Cross Destination
36 Capítulo Trinta e Seis
Notas iniciais

Moira sabia que o filho estava completamente apagado lá em cima, e por isso ninguém saberia sobre os seus planos. Para ela, aquilo que estava fazendo era o certo. Era para o bem do filho mais velho. O homem que estava na frente dela, queria muito desistir daquela ideia insana. Mas como faria isso? Não poderia voltar atrás, ele tinha que continuar com aquela loucura, pelo bem de sua pequena filha. Olhou para o a foto do filho mais velho da mulher, e imaginou que ele ficaria furioso quando soubesse o que a mãe tinha aprontado. Ele desconfiaria, tinha certeza. Sabia que o Queen não se dava com a mãe. Se ela achava que aquilo iria funcionar... Esperava que desse tudo errado. Que desconfiassem dela. Se lembrou da moça. Coitada, ele pensou. Não merecia passar por aquilo. Seria muita humilhação. Seus pensamentos foram sessados quando Moira Queen olhou para ele.
Cadê a mulher? – Pergunta de braços cruzados.
Ela está no carro.
Dormindo?
Dormindo? – Retruca, arqueando as sobrancelhas, desconfortável com o que estava fazendo. – Ela está dopada. Já estava totalmente dopada quando eu a peguei naquele bar. – Ela sorriu, e ele teve nojo daquela mulher. Tão fina, mas tão suja, ele pensou. – Ela vai ficar sem entender nada.
Ela bebeu. – Deu de ombros. – Não vai se lembrar de nada no dia seguinte, e isso é ótimo. – Sorriu. – E eu vou ficar... Tão surpresa quanto os outros. – O homem balançou a cabeça. Só estava fazendo aquilo por causa do dinheiro que a mulher lhe prometeu que daria, para os remédios de sua filha. – Traga a mulher. – Ele assentiu, e Moira subiu para o quarto do filho, observando se tinha alguém vindo. Ao perceber que não, ela ficou na porta do quarto, esperando pelo homem. Ela o viu se aproximar com mais um homem, enquanto carregava a mulher de longos cabelos negros. Saber que ela tinha voltado da "missão", foi um trunfo.
Onde eu a coloco?
Na cama, seu imbecil. – Revirou os olhos e se aproximou da cama junto dos homens. – Tire as roupas dela, e espalhe pelo quarto.
Seu filho está vestido. – Moira se aproximou do filho.
É por isso que eu vou tirar as roupas dele.
Vão desconfiar da senhora. A mulher apareceu aqui do nada.
Meu filho bebeu muito. E eu vou dizer para o meu marido que Oliver acordou e que por isso eu demorei a ir dormir... – Viu os homens espalhar as roupas de ambos.
E como a mulher dele vai saber disso?
Ela vai pegar os dois, juntos... – Sorriu, maldosa. – Bem aqui, nessa cama.
E como fará isso? Ela te odeia, pelo que eu soube.
Eu vou chamar ela para conversar. – Olhou para a mulher, que estava deitada sobre o corpo de seu filho. – Dessa vez eu vou tirar essa mulher do meu caminho de uma vez por todas.
**--**
Felicity deixou os filhos na escola, deixou Mabel com Sara e então e pediu para Mike dirigir até a mansão Queen. Apesar de estar com pressa, ela explicou a amiga onde estava indo. Sara não gostou muito da ideia, mas não é como se ela estivesse feliz também. Não confiava em Moira tanto quanto Sara. Mas precisava saber o que a outra queria. Sara pediu para que ela tomasse cuidado, e assim ela faria. Estava curiosa para saber o que Moira queria. Não confiava nela nenhum pouco, e mesmo que ela dissesse que só queria conversar, Felicity desconfiava de suas intenções. Ela se perguntava o que aquela mulher queria conversar. Moira nunca quis saber dela, transformou sua vida em um inferno, jogou várias coisas horríveis na sua cara, armou para separá-la de Oliver... E agora ela queria conversar? O que ela queria com aquilo? Felicity não queria voltar naquela mansão, mas faria. Só por curiosidade.
Chegamos. – Mike avisou, antes de abrir a porta. Felicity esperou que Mike abrisse a porta para ela. – Eu vou esperar a senhora aqui.
Senhora, não. Já disse, Mike. – Ele sorriu. – Eu não devo demorar.
Não se preocupe com isso. – Felicity tocou a campainha, e poucos minutos depois, a porta se abriu.
Sra. Felicity. – Raisa sorriu. – Que bom rever a senhora.
Ah, também estava com saudades, Raisa. – A mulher a abraçou.
Fiquei tão feliz quando soube que voltou para Oliver. – Felicity sorriu.
Eu vim falar com Moira.
Ah, sim. Ela disse que estava esperando pela senhora.
Lis?
Thea. – Elas se abraçaram.
O que faz aqui?
Sua mãe quer falar comigo.
E você veio? – Deu uma risada anasalada. – Não acredito, Lis.
Ela disse que quer conversar, e eu estou curiosa.
Então eu fico com você. – Ela assentiu, agradecendo.
Que bom que veio. – Felicity achou que aquele sorriso era falso, e Thea teve a mesma impressão. – Já tomou café?
Já. Obrigada.
Então vamos nos sentar.
E o Oliver?
Ele está dormindo.
Ainda? Ele não foi para a empresa, e está dormindo? – Estranhou.
Ele bebeu ontem. Nós discutimos um pouco...
Eu vou vê-lo. – Felicity se levantou e seguiu para a escada.
O que você está aprontando?
Eu não estou aprontando nada, filha. – Thea bufou. – Eu só quero conversar.
Duvido. – Diz, antes de deixar a mãe sozinha.
**--** **--**
Felicity achou que estava vendo coisas quando entrou no antigo quarto do seu marido. Ela respirava ofegante, e tremia. Ela não conseguia dizer uma palavra, de tão surpresa e abismada que estava. Não podia ser. Ele não faria isso. O que aquela mulher estava fazendo ali? Ela não entendia. Era para ser uma reunião familiar, então porque aquela mulher estava deitada na cama de seu marido? Porque eles dois estavam deitados naquela cama, sem roupas? Seus olhos marejaram, mas ela impediu que as lágrimas caíssem. Colocou a mão na boca, tentando se controlar. Respirou fundo, e de repente sentiu um enjoo forte lhe apossar. Ela precisava ser forte para fazer o que ia fazer. Tudo que ela queria era fugir dali, mas não o faria. Não novamente. Felicity criou forças para dar alguns passos para dentro do quarto, mesmo que aquela cena estivesse lhe embrulhando o estômago.
Oliver. – Ela sussurra. Respira fundo, e o chama mais alto. – Oliver. – Ela o vê piscar, dando sinais de que acordava, assim como a mulher ao lado dele.
Felicity? – Ele olha para o lado e encontra a mulher por quem teve um "relacionamento" durante alguns meses. Ela acorda um pouco confusa. – Helena? – Ela o olha, surpresa.
O que eu estou fazendo aqui? – Ela se pergunta, e ao olhar para a porta, encontra a esposa de Oliver. Ela arregala os olhos. Olha para o próprio corpo, e se vê só de lingerie. – Não é isso que está pensando.
Ah, não? – Debochou.
Felicity. – Ele se senta, e percebe que está só de boxer. – Não é nada disso. – Olhou para a mulher ao seu lado. – O que você está fazendo aqui, Helena?
Eu não sei. Eu... Eu estava em um bar ontem. Eu juro.
Em um bar. – Felicity riu, passando as mãos nos cabelos, se controlando para não chorar. – E você veio voando até aqui.
Eu não estou mentindo. – Ela pegou o vestido que estava no chão ao seu lado, e se vestiu. – Eu estava nesse bar com alguns amigos. Pode perguntar para eles. Eu não sei como eu vim parar aqui, Oliver. – E ele acreditou nela.
Eu bebi ontem. Não estava muito contente em ter que dormir nessa casa novamente... E eu bebi. Só me lembro do Walter me trazer para a minha cama.
Mas o que está acontecendo aqui? – Thea praticamente grita ao entrar no quarto e se deparar com uma cena esquisita, e a ex do irmão sentada na cama. – Oliver.
Eu não fiz nada.
Nem eu. Eu juro. – Helena olhou para Felicity enquanto se levantava. – Eu não faria isso. – Balançou a cabeça enquanto dizia. – Eu levei dois tapas na cara por beijá-lo, e aquilo foi o suficiente para mim. Eu... Eu amo o Oliver, é verdade, mas eu não faria isso sabendo que ele é casado. Eu não gostaria de passar por algo assim, por isso...
Então como é que você veio parar aqui?
Foi o que eu perguntei, Thea. – De repente Thea balançou a cabeça, passando a mão na testa.
Eu sabia. – Ela gritou, surpreendendo todos. – Sabia que ela estava aprontando. – Correu para fora do quarto. Oliver se vestiu rapidamente.
Eu tenho provas de que estava no bar. – Pegou seu celular e ligou para um dos agentes que a acompanhou na noite anterior. – Lucca, sou eu. É, eu sei... Não. Eu não faço ideia de como eu saí do bar. Com um homem? – Ela passou a mão livre nos cabelos. – Estão achando que eu estou mentindo ao dizer que estava no bar... – Colocou no viva-voz. – Pode dizer que eu não estou mentindo? O Oliver está do meu lado.
Ah, E aí, Oliver. A Helena estava no bar sim.
E como é que ela veio parar na minha casa?
Como é? Eu não sei, cara. Eu só sei que ela saiu toda doidona, com um cara.
Que cara?
Não faço a menor ideia. – Felicity ficou de costas, tentando controlar as lágrimas. – Mas ela estava comigo e mais alguns amigos.
Viu? Eu não estava mentindo.
Com certeza não. A gente até tirou umas fotos, Oliver. Bebemos, e de repente um homem chamou Helena para dançar. Ela foi e eu não a vi por um tempo, até que a vi sair com ele, muito bêbada.
E você não foi atrás dela, seu incompetente? – Rosnou.
Eu não sou babá de ninguém, Oliver. Quer dizer, só da sua mulher.
Cala a boca, Lucca. – Helena rosna. – Eu saio bêbada com um homem e você não faz nada? Que raios de amigo é você.
Mina e Rafael foram atrás de você, mas..., não conseguiram te encontrar.
Que ótimo. Agora eu estou nessa situação... – Diz passando as mãos nos cabelos, segurando para não chorar. – Obrigada por nada.
Poxa, foi mal, Lena. – Diz, sentindo-se mal de verdade.
Eu vou desligar. – E então faz imediatamente o que disse.
Não acredito que isso esteja mesmo acontecendo. – Oliver se aproximou da esposa. – Você ouviu, não ouviu? Eu não fiz nada, e Lena muito menos.
Eu não sei o que está acontecendo tanto quanto vocês. – Afirma, olhando nos olhos verdes da mulher à sua frente.
É claro que você não sabe. – Thea diz, puxando a "mãe". – Foi essa maldita.
Olha como fala, Thea. – Puxou o braço. – Eu sou a sua mãe. – Felicity estava com tanta raiva que teve que se controlar para não voar no pescoço de Moira. Ela estava se sentindo humilhada, por mais que ela sentisse alivio por não ter acontecido nada entre aquela mulher e seu marido, ela sentia ódio pela mãe de seu marido ter tramado toda aquela cena. Mais ódio do que já sentiu um dia.
É bem a sua cara fazer isso. Sempre quis que eu e Oliver ficássemos separados.
Eu sabia que estava aprontando alguma coisa, mas isso? Como você pôde? – Oliver pergunta, revoltado.
Como pôde me usar também? Me diz, como que conseguiu me trazer pra cá? – Helena estava se sentindo humilhada. – Você sabe a humilhação que eu estou passando?
Só você? – Felicity rosna. – E eu? Eu chego aqui para conversar com a mãe do meu marido, e encontro ele com a... ex-namorada. Acha que isso não é humilhante?
Nós todos somos vítimas aqui. – Ela diz. – E você. – Apontou para Moira Queen. – Você por acaso ficou louca? – Rosnou mais uma vez naquele dia. – Eu disse duas vezes que não queria fazer parte disso. Eu disse que não queria separar ninguém...
Ah, então você foi até a Helena de novo?
Ela pediu para eu separar vocês dois, e que então eu podia ficar com você. – Balançou a cabeça. – Mas eu sabia que isso nunca aconteceria, porque você a ama. – Apontou para Felicity. – Disse que não a ajudaria, e ela disse que eu iria me arrepender daquela resposta. Essa louca. – Gritou a última frase.
Abaixa seu tom. Eu sou Moira Queen. – Todos reviram os olhos. – E eu não faço ideia do que estão falando. – Todos riram debochadamente. – Você estava bêbado, Oliver. Falou um monte de coisas horríveis para mim.
Pelo jeito, foi merecido.
Thea, eu não fiz nada.
Mentirosa. Você estava muito feliz ao ver que Oliver decidiu dormir aqui.
Eu queria me reconciliar com o meu filho.
Ah, você acha mesmo que eu sou trouxa? Que eu iria acreditar em você? Depois de tudo que me fez?
É. Realmente com uma mãe dessa, eu preferiria ser órfã. – Helena diz, irritada. – Agora eu sei porque seus filhos e sua nora não te suporta. Você é louca. Precisa de um hospício. – Calçou o salto alto. – Eu vou ao hospital... E eu vou descobri se me doparam. E quando eu tiver provas do que me fez, juro que te coloco na cadeia, sua maluca. – Ela sai transtornada.
Pois eu quero saber o resultado disso. – Oliver diz da porta, Helena não respondeu, mas ele sabia que ela falaria para ele o resultado. – Você passou de todos os limites. – Diz, se aproximando da esposa, pegando na mão dela, agradecendo mentalmente por ela não ter feito como antes, e ter ficado para ouvir sua explicação.
Eu já disse...
E eu não acredito. – Ele a corta. – Nenhum de nós acreditamos.
Você armou mais uma. Não sei por que eu ainda fico surpresa. Você é um monstro, Moira. Você é o pior tipo de gente. A sua sorte, é que eu confio no Oliver. E que Helena tinha provas de que ela não fez nenhuma armação.
Essa mulher devia ter aparecido depois que eu fui dormir. Oliver ainda estava bêbado, mas acordado, quando eu saí do quarto.
Para de mentir. – Thea diz, não aguentando mais ouvir mentiras.
A última coisa que eu me lembro, foi do Walter me colocar na cama.
É isso que dá beber. – Felicity socou seu braço. – Está vendo? Olha a confusão. – Oliver suspirou. – Eu quero ir embora daqui. – Ela saiu do quarto.
Felicity. – Oliver se virou para Moira, antes de sair. – Isso não vai ficar assim.
Você é louca. Walter vai ficar sabendo disso. – Thea foi atrás do irmão. Moira ao perceber que seu plano tinha dado errado, pegou a jarra que estava na mesa de cabeceira e jogou na parede ao lado da porta.
**--** **--**
Meu amor...
Eu não quero conversar agora. – Ele suspirou. Os dois estavam no carro, no qual Mike dirigia. Thea pegou o carro do irmão, dizendo que deixaria ele no apartamento depois, antes ela falaria com Walter, pessoalmente. Sua mãe passou de todos os limites.
Eu não tive culpa.
Eu sei que foi tudo uma armação... – Ela o olhou, finalmente. – Mas Oliver... Você tinha que beber?
Eu estava irritado. Moira estava aprontando alguma, eu tinha certeza. E eu estava certo. Esse teatro que ela armou... Eu não devia ter vindo para essa casa.
Até a sua ex foi envolvida nisso. E por pouco eu não dou na cara dela.
Ela também não teve culpa.
Eu sei disso. E por mais que eu não goste dela, Oliver, eu fiquei com pena. Ninguém merece passar por tal humilhação. Sua mãe é louca. Ela precisa ser internada. – Oliver teve que concordar. – Como ela pôde fazer isso? Ver aquela cena... – Ela se interrompeu, percebendo que seus olhos começavam a marejar.
Eu sinto muito. Eu sei que foi humilhante ver aquilo. – A abraçou, colocando o braço em volta dos ombros da esposa. – Moira ficará longe de nós de uma vez por todas. Principalmente depois dessa.
Ela nunca vai me aceitar.
Quem tem que te aceitar sou eu. – Beijou sua bochecha. – Eu e mais ninguém, ouviu? – Ela assentiu.
Quando eu vi... Eu pensei que você realmente tinha... – Ela o olhou. – Ela disse que você tinha bebido, Oliver. E eu pensei...
Eu sei. Você tinha um motivo para achar que realmente eu tinha me deitado com Helena. E eu sinto muito por isso.
Eu confio em você.
Eu sei disso. Não vamos mais falar sobre isso, okay? — Ela o beijou de leve.
Você acha mesmo que ela foi dopada?
Eu não tenho dúvidas. Helena não é de beber até cair. – Felicity fez um bico. – Olha, é impossível eu não a conhecer tão bem, eu e ela tivemos um caso.
Um relacionamento. Não diga que não, porque foi mais de dois meses com a mesma mulher. – Ele assentiu. – Mas tudo bem. Eu não quero mais falar sobre isso.
Ótimo. – Ele fechou os olhos. – Porque eu estou com uma dor de cabeça do capeta.
Isso que dá beber. – Felicity soca seu braço e ele passou a mão livre nele.
Prometo não fazer isso mais.
Duvido.
Pelo menos não a ponto de ficar bêbado. – Ela faz um bico.
Se fizer isso de novo, juro que te faço dormir do sofá. – E ele achou graça de como ela falou, mas não riu, afinal, sabia que a esposa faria mesmo o que tinha dito.
**--** **--**
Oliver parou o carro em frente à escola, e desceu juntamente de Felicity. Ela ainda não tinha se esquecido do que houve mais cedo, mas tinha resolvido que não mais tocaria naquele assunto. Sabia que Moira estava aprontando quando a chamou para conversar. Oliver, mesmo dizendo que não queria mais tocar no assunto, não desistiu de descobrir se Helena tinha sido dopada. Suspirou. Ele se arrependia por ter dormido na mansão dos pais. Tinha sido um grande erro.
E aí. – Tommy e Laurel cumprimentam. – Como estão?
Cansados. – Felicity sussurrou "com ódio" ao mesmo tempo que o marido respondia ao amigo, mas só ele a ouviu.
Vocês estão com uma cara... – Laurel comenta. – Aconteceu alguma coisa?
Uma palavra: Moira.
Ah, mas até hoje? Essa mulher não cansa de atormentar os outros?
Quem é que anda atormentando os outros? – Eles olham para trás e veem Caitlin e Barry se aproximando.
A mulher que me colocou no mundo.
De novo? O que ela fez dessa vez?
Fez uma armação para a Felicity me pegar com a Helena.
O que? – Laurel arqueou as sobrancelhas. – Como assim? – Oliver contou o que sabia, e o que tinha acontecido. Todos olham para ele abismados.
Moira realmente superou todas as loucuras que ela fez. – Tommy diz. Não estava nenhum pouco surpreso.
Que louca. – Cait diz, incrédula. – Essa mulher tem um parafuso a menos na cabeça, não é possível.
Isso não me surpreende. – Laurel comenta. – É a cara dela fazer essa baixaria.
Não entendo. Ela seria a primeira pessoa que desconfiariam, será que ela não pensou nisso?
Ela deveria estar tão desesperada para me separar do Oliver, que fez essa armação meia boca. O pior é que eu pensei que tinha acontecido. Ela disse que ele tinha bebido.
Normal pensar assim. – Barry diz, e os outros concordam. – Você pegou o Oliver em uma situação estranha. O importante é que você decidiu ouvir a explicação dele.
Mas vocês têm certeza de que Helena não está envolvida nessa armação com Moira? – Laurel pergunta, um pouco desconfiada.
Ela não está envolvida. – A voz de Sara fez todos olharem para ela. Ray estava ao lado dela. – Ela me contou tudo.
Por que?
Porque eu a encontrei. Ela estava transtornada, e pediu para eu ir com ela ao laboratório para fazer o tal exame. Fomos no da agencia mesmo. E deu positivo, Ollie.
Sabia. – Rosna. – Moira pirou de vez. Ela desconhece o limite. Meus Deus, até mesmo dopar uma pessoa, ela foi capaz de fazer? Imagino do que mais ela é capaz.
Então ela foi mesmo dopada. – Felicity diz, balançando a cabeça.
Helena está se sentindo humilhada. Disse que não sabe como olhar na sua cara depois do que houve. Nunca pensei que sentiria pena dela. – Sara diz, revirando os olhos. – Mas eu senti.
Eu também senti pena dela. – Felicity murmura.
Sua mãe foi muito baixa em usar ela.
Usar todos nós. Eu não devia ter bebido.
Com certeza. – Felicity retrucou.
Quando Sara me contou, eu quase não acreditei. Sua mãe passou dos limites, hein?
Como se ela se importasse. Ela fingiu estar se desculpando. Fingiu que queria se redimir. Que estava arrependida... – Bufou. – E eu, idiota, fui ouvir o que ela tinha a dizer. Eu sabia que ela estava aprontando, e mesmo assim, dormi lá.
Você não é idiota. É totalmente normal você querer dar uma chance para a Moira.
Mesmo que ela seja uma vigarista de primeira. – Laurel estava mesmo tão irritada quanto Felicity. – Ela não vai descansar até que vocês dois estejam separados novamente.
Dessa vez ela pode fazer o que for, nada vai nos separar. – Ele diz, olhando-a. Felicity assentiu. – Moira vai ter que se conformar.
Se conformar? – Laurel riu. – Isso não vai acontecer.
Olha, eu não conheço essa mulher, e já quero ela longe de mim. – Cait diz.
Faz bem. Vai que ela tenta fazer com você o mesmo que ela tentou fazer comigo?
Era só o que me faltava. Eu já tenho um ser insuportável na minha vida, não quero outro. – Barry a olha.
De quem está falando?
Da "irmã" do Barry. Acredita que ela veio nos felicitar pelo Connor?
Falsa. – Laurel e Felicity dizem juntas.
Vocês mulheres, hein?
Vocês mulheres, o que, Ray? – Sarah cruzou os braços.
Eu sei que ela fez uma cena ridícula aquele dia..., mas para que tanto ódio?
A mulher beija o "irmão" dela no dia do casamento dele, e acha que pode ficar assim mesmo?
Ela te beijou no dia do seu casamento? – Barry assentiu. – Okay, agora eu entendo a raiva que sua mulher tem dela.
Motivos ela tem. E de sobra. – Felicity diz, cruzando os braços.
Vocês nos esperam aqui? – Oliver se pronuncia quando os portões são abertos. – Nós vamos lá. – Elas assentem, e os homens se afastam.
Como você está?
Estou com ódio. – Rosnou baixo. – Eu quase tive um troço quando o vi com aquela mulher. Eu quase fugi, mas... Eu precisava saber da verdade, dessa vez.
Fez o certo, Lis. – Laurel passou as mãos nos braços da amiga. – Oliver nunca faria isso com você.
E por mais que Helena ame o Oliver... Ela não faria isso.
É. Foi o que ela disse. – Respirou fundo. – E por mais que eu não goste dela, eu acreditei. Ela estava mesmo se sentindo humilhada. Ficou mesmo muito mal com o que houve.
Ela foi usada.
Coitada. Ninguém merece passar por isso. – Caitlin se aproximou. – Mas não fica mais pensando nisso, Lis. O que importa é que você e Oliver se amam, e que confiam um no outro. – As outras sorriram.
Isso mesmo. Não deixe que essa situação atrapalhe sua vida com o Ollie.
Eu sei. Não vou fazer isso. Até porque ele não teve culpa... Apesar de ter bebido. Odeio quando ele faz isso.
Toda vez que ele se encontra com a mãe, ele bebe.
Quem pode culpá-lo? – Caitlin pergunta, deixando a resposta no ar.
**--** **--**
Oliver e Felicity buscaram Mabel com Thea e foram para casa. Eles haviam esquecido na menina, por um tempo, e então perguntaram por ela a Sara. Ela tinha se encontrado com Thea e pediu para que ficasse com a menina até que buscasse Killian na escola. Oliver estava tão irritado com tudo que aconteceu, que se esqueceu até mesmo de que tinha uma reunião na empresa, sua sorte foi que Walter o substituiu. Enquanto ele fazia o almoço, Felicity tomava banho, e as crianças assistiam TV.
Ei, está melhor? — Pergunta ao ver a esposa estrar na cozinha. Ela tinha tido um enjoo forte assim que chegou em casa.
Uhum. — Se sentou na bancada, para vê-lo cozinhar.
Fiquei tão irritado com a situação, que nem mesmo me lembrei dos bebês. — Ele passa a mão na barriga dela.
Estamos bem.
Mas poderia ter acontecido o pior. — Ela balança a cabeça.
Não gosto nem de pensar.
Você não pode passar por estresse, é melhor evitarmos.
Concordo. – Suspira alto. – Aquela imagem não sai da minha cabeça. – Ele a abra e beija seus cabelos loiros.
Eu sinto muito que tenha presenciado aquilo. – Beijou os cabelos dela mais uma vez. – Como eu me arrependo de ter dormido na mansão.
E de ter bebido, não se arrepende não? — Ele quase riu de como ela lhe disse. Quase.
Me desculpe por isso, meu amor. Eu vou evitar. — Ela o olha desconfiada. — Eu prometo não ficar bêbado.
Acho bom. Ou eu juro..., dormir no sofá vai ser brincadeira perto do que realmente farei com você. — Dessa vez ele riu.
Você é tão fofa. — Beijou sua bochecha. — E esses hormônios? Estão só piorando, hein?
Não fala não. — Ele volta a rir.
Estou amando presenciar isso tudo. — Ela sorriu.
E só está no começo, amor.
Mal posso esperar para pegá-los no colo.
**--**
Oliver estava com aquela bomba nas mãos. Como é que aquilo poderia estar acontecendo com ele? Era o inferno. O inferno, quase que literalmente, já que todos os ar-condicionado estragaram de uma hora para a outra. Graças a Deus ele já tinha resolvido aquele problema, e contratado alguém para arrumar todos eles. E esperava que não levasse mais de dois dias. Mas o pior dos piores não era aquele calor infernal. Não. Era a porcaria das configurações dos computadores. Todos eles, de uma hora para a outra, tinham dado pane. O sistema não entrava, nada funcionava. E com isso, todo mundo reclamava. Tudo que ele queria era ir para casa, mas precisava resolver aquele problema. Ele já tinha tentado com o pessoal de IT e nenhum conseguiu ajudá-lo. Bando de incompetentes, foi o que Oliver sussurrou assim que ouviu o último empregado. Ele suspirou alto. Oliver precisava pensar rápido. Os computadores não podiam ficar daquele jeito por muito mais tempo. Não tendo mais o que fazer, e estando extremamente cansado, Oliver caminhou para fora do prédio. Passava das 18h e sua esposa e filhos deveriam estar se perguntando porque demorava tanto. Estava quase chegando em casa, ainda pensando naquele problema, quando se lembrou de que a esposa poderia ajudá-lo com aquele problema. Ela tinha lhe dito que aprendeu a mexer em todo tipo de sistema e configuração de computador. E ela já tinha lhe ajudado uma vez com uma situação parecida. Definitivamente, essa era a pior. Entrou em casa, e encontrou sua família na sala, assistindo TV.
Papai. — Brooke foi a primeira a vê-lo. Ele pegou a pequena no colo e caminhou até o sofá, onde se sentou com ela no colo.
Pai, por que demorou tanto?
Agente comeu comida congelada hoje. — Mabel conta. Oliver olhou para a esposa.
Eu sei, eu sei, deveria ter pedido comida, mas... – Entortou a boca. – Meu estômago estava embrulhando com tudo que vinha a minha mente. – Ele riu. Estava tão mais leve. Era só chegar em casa, e ver sua família, que seu humor muda completamente.
Eu queria ter vindo mais cedo, mas não deu. A empresa estava um inferno.
De novo?
Pois é, filho. Hoje estava pior.
Por que?
Houve um problema em todos os computadores e ar condicionado.
E resolveu o problema? – Ela ouviu um suspiro alto.
Quem me dera, amor. Na verdade, estava pensando se não poderia me ajudar.
Claro. — Sorriu.
A mamãe é a melhor.
Eu concordo, princesa.
Então amanhã eu deixo as crianças com Sara, e vou com você para a empresa. — Ele concordou.
E o que você fez hoje? — Perguntou para a pequena loirinha de National City.
Eu e a tia fomos ver os irmãos do Killian. Ele não foi para a escola hoje, porque estava com febre.
Muito ruim?
Não. Ele já está bem. É por causa do frio. — Oliver assentiu. — Killian está ajudando-a com a tarefa escolar.
Tarefa escolar?
Uhum. Como eu não estou indo na escola, eu estou copiando o que Killian estuda na escola dele. E ele me ajuda a entender. – Oliver e Felicity se olharam. – Eu sinto falta da minha escola, mas é legal ficar aqui.
Eu também gosto de ter você aqui. – Felicity beija a bochecha da pequena. – Quer contar o que você e Killian fizeram hoje? – A pequena se encolheu e Oliver franziu o cenho. – Eles foram brincar no jardim, e quando voltaram para dentro de casa, estavam imundos de terra vermelha.
Terra vermelha de onde? — Arregalou os olhos.
Foi o que perguntamos. A resposta foi de que eles estavam correndo atrás do Draco e caíram em uma possa de lama.
A chuva.
Isso mesmo.
A gente já estava sujo, então brincamos de desenhar na lama.
E para que servem os cadernos? — Felicity riu.
Deve ter sido legal.
E eles brincaram quase o dia todo na chuva.
Legal, eu também queria. — Ouvem Bryan.
Eu também. Que injusto.
Killian não estava febril, Felicity?
Estava, mas..., acabou que tanto eu quanto Sara tínhamos nos esquecido que eles estavam no jardim. — Oliver riu. — Quando nos lembramos, eles já estavam imundos e molhados.
Foi legal. — A menina diz sorrindo.
Ah, eu imagino. Eu fazia muito disso com Tommy.
Mesmo, pai? – Oliver assentiu.
Acabou que a gente teve que tomar banho de mangueira antes de ir para o banho.
Por que eu tinha que ir para a escola? — Oliver riu ao ouvir o murmúrio do filho.
Ainda vai chover muito, Bry.
Tomara. Eu quero tomar banho de chuva.
Eu também. Na próxima tem que estar todo mundo. — Mabel concordou.
Mon-el que não fique de olho não. — Felicity olha para o marido ao ouvi-lo sussurrar.
Como assim? Do que está falando?
Desde que Mabel chegou ela e Killian tem estado do mesmo jeito que Brooke e Lyon. — Felicity riu. — Pelo menos não vai ser só eu e Barry que vai sofrer.
Exagerado.
Vou contar a Mon-el quando ele ligar.
Quer fazê-lo surtar?
Ele tem que saber. — Felicity riu, balançando a cabeça. — Então..., estou exausto, o que querem comer?
Vai pedir, tio Ollie?
Isso mesmo.
Belly Burger. — Dizem as três crianças, juntas.
Eu já esperava por essa resposta.
Eu também, amor. Eu também
**--**
Observar Felicity Smoak de longe era um inferno. Ele queria estar com ela. Tê-la de volta em seus braços. Aquilo tudo era culpa de Oliver Queen. Se ele não tivesse reaparecido na vida de sua Felicity, tudo seria diferente. Ele teria conseguido pega-la. Teria conseguido levá-la de volta para a "casa" deles. Assim como os pirralhos, o Queen estava atrapalhando seus planos. Os inuteis que havia contratado não conseguiu matar as crianças, não haviam conseguido matar o outro garotinho, e até agora, eles não haviam conseguido tirar Felicity das mãos de seu maior inimigo. Para piorar tudo, aquele homem estava na cidade. O irmão dela. O homem que atrapalhou seus planos por anos. O homem que tirou Felicity dele. O homem que vai pagar muito caro. E ele teria o prazer de tirar a vida de Roy Harper e Oliver Queen com suas próprias mãos.
Ele viu quando Felicity sorriu para os seguranças, agradecendo-os antes de entrar na casa de Tommy Merlyn. Não tinha sido fácil entrar naquele condomínio, mas ele havia conseguido. Sorriu. Ele tinha meios de conseguir entrar em qualquer lugar, sem ser visto. Como ele conseguiu entrar na empresa Queen. Tinha sido fácil. Mulheres eram fáceis, e foi assim que ele conseguiu entrar lá. Desconfigurar todos os computadores para poder colocar um vírus que rouba acessos, tinha sido um jogo de mestre. Ninguém descobriria. E assim, ele conseguiria saber tudo que Oliver Queen estaria fazendo. E quando ele teria que fazer alguma viagem, claro. Se virou e deu de cara com o homem que estava infiltrado no grupo de segurança de sua mulher.
Você perdeu mesmo a noção, não é? – O outro não gostou de como ele tinha falado. – Já sabem que está aqui em Star..., se te pegam aqui...
Eu sei o que estou fazendo. Eu fiquei anos sem vê-la. Eu não vou esperar nem mais um minuto.
Esse não era o seu plano. Quando aceitei fazer isso...
Eu sei. – O cortou. – Mas eu não consigo mais ficar sem tê-la em meus braços. – Rosnou.
Eu entendo. Mas com todos os seguranças na cola dela, você nunca conseguirá levá-la com você. Nunca. – O outro bufou. – Vamos lá, você sabe que eu estou certo.
Tudo bem. Vamos fazer como combinado. – Murmurou, inconformado. – Preciso dar um susto na Felicity.
Mais um? Você mandou que matassem Lyon Merlyn.
E os imbecis quase mataram o filho da minha mulher. – O outro revirou os olhos. – Não que eu me importe com o moleque, mas o combinado era o outro morrer. Isso seria um desgaste para aquela família.
Verdade. Mas pode..., ser diferente. Podemos agir de outro modo. Você quer abalar Felicity Smoak-Queen.
Não diga esse nome completo. – Rosna, cortando-o.
Okay. – Suspirou. – Você quer, não é? Então vamos fazer com que ela caia em uma armadilha. Vamos fazer com que alguém que ela se preocupa muito..., sofra um acidente.
Quem? – O outro sorriu maldoso.
Alguém que..., ela com certeza está protegendo, mesmo estando longe.
Então faça.
Não vai ser fácil, e muito menos rápido.
Contando que você faça com que aconteça.
Ótimo. Vou fazer o plano, e passar para os outros.
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