Cross Destination
8 Capítulo Oito
Notas iniciais

Você agradeceu ao seu pai pelo presente? — Perguntou ao filho assim que Oliver saiu para conversar com a irmã. Ele disse um “uhum”. — E você gostou de passar a noite com ele?
Foi legal. — Deu de ombros. — Amanhã você vai pra casa, mamãe?
Não, meu amor. Só no dia seguinte. — Olhou para Brooke que estava deitada com a cabeça nas suas pernas, abraçada ao coelho de pelúcia que ganhou do pai. — Está com sono? — Perguntou passando a mão nos cabelos dourados.
Estou. Posso dormir aqui, mamãe?
Claro, minha princesa. — Voltou os olhos para o filho. — Você não quer dormir também?
Não. — Felicity achou estranho seu filho estar tão quieto.
Você pode chamar Lyon para ir para o apartamento, para vocês jogarem videogame juntos. O que acham?
Mas hoje eu vou ficar com a tia Sarah.
Então, amanhã. — O menino olhou para o filho do seu tio.
Seria legal, né, Bry? — O garotinho loiro assentiu. Felicity arqueou as sobrancelhas estranhando ainda mais a quietude do filho. — Você está bem?
Estou, ué. Por que?
Querido, você está tão calado.
Tô com sono. — Lyon disse o mesmo logo depois.
Vocês acordaram muito cedo, né? — Eles assentiram. — Mas mesmo assim, você mal está falando com seu amigo. Ele veio para brincar com você.
Tá tudo bem, Tia Lissy. — Ela sorriu pela forma que o menino lhe chamou, achou uma fofura.
Querido. — Ele a olhou. — Você não quer brincar um pouco com o Lyon? — Os garotinhos se olharam. — Você está tão quieto. Meu filho não é assim. — Olhou para Lyon. — Ele ficou assim quando dormiu na sua casa, querido?
Não. Agente brincou muito lá. — Sorriu. — Mas ele ta com sono, tia. Igual eu. — Felicity sabia que era mais que isso, por isso se voltou para o filho.
Aconteceu alguma coisa? — Bryan sentiu a mãe pegar em seu queixo. — Quer me dizer o que está acontecendo?
Eu tive um pesadelo.
Outro? — Ele assentiu. — E o que você sonhou?
Não quero falar, mamãe.
Por quê? Você nunca escondeu nada de mim. — O garotinho desviou os olhos. — Tudo bem. — Mesmo que estivesse curiosa, não iria pressiona-lo. — Você estranhou o apartamento?
Um pouco. É estranho ficar sem você, mamãe. — Ela compreendia.
Eu acho lá bem legal. Tio Ollie sempre brinca comigo de esconde esconde.
No apartamento? — Sorriu.
É. Eu já me escondi dentro do closet.
Olha aí. Mais uma brincadeira para vocês brincarem quando estiverem lá.
Eu ainda acho lá muito estranho.
É só questão de tempo, meu amor. Logo você vai se acostumar. Tanto com o apartamento quanto com seu pai.
A mãe dele foi lá ontem, mamãe. — Felicity arqueou as sobrancelhas. — Ela estava irritada.
É? E você ouviu alguma coisa? — Ele negou. — Está tudo bem. Seu pai sabe lidar com sua avó.
Ela não é minha vó.
Ela é sim. — Infelizmente, ela pensou. — Apesar de seu pai não estar se dando bem com ela, e eu e ela não nos entendermos... Ela continua sendo sua avó. E eu quero que mesmo que você não goste, a respeite.
Agente não precisa vê-la, não é?
Você não quer conhecê-la?
Não. Ela não gosta de você, mamãe. — Felicity suspirou. Oliver não devia ter contado ao filho que Moira não gostava dela. Mesmo que tivesse raiva de Moira, ela nunca iria proibir a mulher de ver os netos. Conhecê-los.
Eu também não gosto muito dela, ela é estranha. — Lyon concordou. Felicity percebeu que seu filho e o filho de sua amiga, tinham antipatia pela mulher.
Não é? E ela é um pouco assustadora.
Pouco nada. Muito. — Felicity mordeu o lábio.
Não vamos falar disso agora, está bem? — Eles assentiram. — Me conta tudo que você e sua irmã fizeram ontem. Tenho certeza que Lyon também que saber, não é? — Ele assentiu.
Agente já chegou quase na hora de dormir. O... Oliver fez o jantar. — Ela percebeu a confusão do filho. Ainda não estava preparado para chamar Oliver de pai.
Por que você não chama o tio Ollie de pai? — Felicity olhou para o filho, esperando a reação do menino, esperava que ele não fosse grosso com Lyon.
É que... — Felicity arqueou as sobrancelhas. — É muito estranho ainda.
Está tudo bem. Vocês acabaram de saber que são pai e filho.
Eu gosto muito do tio Ollie. Eu sei que você vai gostar também. — Felicity sorriu, estava encantada com aquele menino.
Eu também acho. — Passou a mão nos cabelos dourados. — Então, o que seu pai fez para comerem?
Macarrão.
É? E você gostou da comida do seu pai?
Ele cozinha bem melhor que você, mamãe. — Ela o olhou fingindo incredulidade.
Como é que você diz isso, assim, para mim? Hein? — Disse enquanto fazia cócegas no filho. Ele tentou se afastar enquanto gargalhava, mas a mãe tornava a puxa-lo.
Dizendo, ué. — Ela riu. — Mas eu te amo mesmo assim, mamãe. — Ele se jogou nos braços dela.
Eu também te amo, meu amor. — Beijou os cabelos dourados. — Muito. Muito, muito, muito. — A cada palavra dita, um beijo. A mão que estava nos cabelos da filha que já dormia, rodaram o corpinho do filho, junto da outra e ela o apertou.
Mamãe, está me esmagando. — Reclamou. Lyon riu.
Desculpe, desculpe. — O soltou. — Agora, conta pra gente o que fez com seu pai e sua irmã ontem. Quero saber de tudo. Todos os detalhes. — O menino abraçou a mãe de lado, enquanto Felicity puxava Lyon para fazer o mesmo do seu outro lado do corpo e então Bryan começou a contar.
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Agora você vai me dizer o que foi de tão grave que descobriu sobre meu namorado? — Ela estava curiosa e emburrada, ao mesmo tempo. Curiosa, porque seu irmão a atiçou e emburrada, porque não estava gostando de desconfiar do namorado. E isso era culpa de ambos seus irmãos.
Eu estava no Glades quando eu o vi com um pessoal muito estranho. Eu vi ele entregando dinheiro para um cara e desconfiei.
Ele poderia estar ajudando aquela pessoa, Ollie. — Tommy reprimiu um revirar de olhos.
Thea, qualquer um desconfiaria se visse o mesmo que o Ollie.
E como eu disse, eu desconfiei e decidi fazer algo sobre isso. Estava ficando preocupado, afinal minha irmã namora aquele cara.
Você não... — Oliver a interrompeu.
Eu pedi para um colega segui-lo por alguns dias e ele descobriu o que seu namorado está aprontando. Shane é traficante. — Thea riu.
Tá. Você é muito engraçado, Ollie. — Seus irmãos estavam sério e então ela parou de rir. — Você não está brincando?
Thea, eu vi as fotos. Oliver me mostrou as fotos que o amigo dele tirou... — Ela balançou a cabeça, negando a acreditar naquilo. — Ele é traficante. Oliver. — Olhou para o amigo. — Mostre a ela. — Oliver pegou uma pasta que estava dentro de uma mochila que continha algumas coisas dos filhos e entregou á irmã.
Isso é tudo que meu amigo conseguiu. Shane não foi trabalhar ontem, Thea. Ele tinha uma entrega importante para fazer. — Ela olhava uma por uma, cada foto dentro da pasta preta, não acreditando que aquilo era realmente verdade. Ela apertou as fotos nas mãos.
Não dá para acreditar.
Eu sinto muito. — Oliver não gostava do garoto, mas sabia que sua irmã gostava e por isso ele sentia-se tão mal, porque estava fazendo sua irmã sofrer. — Eu queria ter provas antes de falar com você.
Então quando ele dizia que tinha que trabalhar... — Os olhos lacrimejaram. — Que tinha um compromisso... Era isso? Ele ia vender essas porcarias? — Se levantou. — Ele vai me ouvir. — Saiu apressada.
Tommy, vai atrás dela, sabe que ele pode fazer alguma coisa com nossa irma. — Tommy assentiu — Eu iria, mas não posso.
Deixa comigo. Nos falamos pelo celular. — Correu até a irmã. Tinha que impedir a garota de confrontar o traficante.
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Oliver abriu a porta e entrou no quarto. Bryan dormia abraçado á mãe do lado direito, Lyon dormia do mesmo jeito de seu filho, mas do outro lado e Brooke dormia com a cabeça apoiada nas pernas da mãe. Ele sorriu. Felicity levantou os olhos para a porta e viu o noivo.
Oliver. — Ele se aproximou sorrindo.
Você conseguiu dormir mais um pouco? — Ela balançou a cabeça enquanto continuava a passar as mãos nos cabelos de ambos os filhos. — Eu imaginei que as crianças dormiriam. Principalmente Bryan, porque ele acordou de madrugada. Teve um pesadelo.
Ele me contou. E ele contou á você sobre o quê? — Ele assentiu.
Por que?
Porque ele não me contou e eu achei estranho. Ele nunca deixa de me contar as coisas e agora... Eu não entendo. Foi tão ruim assim?
Eu vou contar, mas que fique só entre nós. — Ela assentiu. — Ele disse que... — Não sabia como a noiva reagiria ao ouvir o que ia contar. — Bryan sonhou que aquele cara te levava e ele e a irmã ficavam sozinhos. — Felicity suspirou, triste. Imaginou que seria sobre Cooper e saber que ele continuava tendo pesadelos com aquele homem... Lhe deixava culpada.
Ele continua tendo pesadelos com Cooper.
Não fique assim. Logo esses pesadelos pararão.
Como tem tanta certeza?
Porque agora vocês não precisam mais fugir. Não precisam mais temer áquele homem.
Não? Oliver, ele não vai desistir de mim...
Ele pode não desistir, mas perto de você ele não chega nunca mais. — Pegou em uma das mãos da noiva, a que estava nos cabelos de Bryan. — Ele vai se arrepender de ter nascido, se tentar.
Vamos mudar de assunto. — Ela não gostava de falar sobre aquilo e muito menos de ver Oliver exaltar raiva. Era algo que ela ainda estava se acostumando a ver. — Como foi sua conversa com Thea?
Nada bom. — Bufou. — Ela insistiu em ir atrás do traficante do namoradinho... Quer dizer, futuro ex-namorado, eu espero. — Balançou a cabeça. — Eu não queria contar daquele jeito, mas... Ela estaria em perigo se continuasse com ele. Sem saber das coisas que ele faz.
Você está coberto de razão. Você só queria protegê-la. Você e Tommy. E por falar em Tommy, cadê ele?
Ele foi atrás da nossa irmã. Nós não poderíamos deixa-la confrontar o traficante, vai saber o que ele pode fazer com ela. E já que eu não poderia sair daqui, ele foi. — Felicity concordou. Era mesmo muito preocupante.
Ele se esqueceu do Lyon?
Sarah vai vir busca-lo quando for para casa da Laurel. — Explicou. Tinha ligado para a amiga e explicado rapidamente o que tinha acontecido e ela tinha lhe dito que passaria aqui em algumas horas para buscar o sobrinho. — Laurel e Tommy têm um compromisso hoje, lembra-se?
Sim. E quando eu vou conhecer o... Como ele se chama?
Diggle. Mas todos chamam ele de Dig. Ele deve estar chegando. — Ela assentiu. — Não sei como Bryan não reclamou de ficar sozinho aqui com você...
Eu sei convencer nosso filho. E também, você me deixou com três seguranças gigantes aí na porta. — Apontou para a mesma e ele riu.
Eles são muito bons no que fazem. Vai por mim, ninguém passaria por eles.
Ah. Eu tenho certeza disso. — Oliver sorriu. — Pra falar a verdade, eu fico até mais aliviada. — Oliver gostou de saber disso. — Sei lá. Quem é que iria querer passar por três guarda-roupas humanos? — Oliver balançou a cabeça e ela riu.
Fico feliz por saber que está mais tranquila. — Beijou a mão dela. — Quer que eu coloque as crianças no sofá?
Não vai caber os três, Oliver. E também... Eu gosto de tê-los por perto. — Sorriu olhando para as crianças. — Lyon é tão parecido com Tommy, mas ao mesmo tempo tem a doçura da Laurel. É um amor.
Ele é sim. — Olhou para os filhos e sobrinho. — Adoro esse garoto. Acredite ou não, eu passava mais tempo com ele do que com qualquer outra pessoa.
Sério?
Depois que foi embora eu passei a me excluir de tudo e de todos, então quando eu ia visitar nossos amigos ou eles iam me visitar, eu preferia ficar com Lyon. Sei lá, era mais confortável. E também, quando Tommy e Laurel tinham compromissos e Sarah estava ocupada, eu ficava com ele. Bom, isso não vai mudar só porque agora tenho filhos.
Claro que não. Você é padrinho dele, afinal de contas.
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Com licença. — Pediu assim que abriu a porta. O casal olhou para o homem moreno e alto que entrava no quarto.
Dig. — Oliver se levantou para cumprimenta-lo.
Eu me atrasei.
Não tem problema. Eu não tinha nada para fazer em casa, mesmo... — Olhou para Felicity. — Dig, essa é minha noiva, Felicity.
Smoak. — Oliver arqueou as sobrancelhas. — O que? Você ainda não trouxe os papéis para eu assinar. — Dig riu.
Jhon Diggle. Mas todos me chama de Dig, como pôde perceber.
Ele vai ficar aqui com você.
Oliver e Sarah me falaram muito sobre você. — Ela assentiu.
Ah. Entendo.
Foi ele quem me disse sobre o que houve em Vegas.
Você? — Ele olhou para Oliver. — Então, você sabe que Cooper...
Está em Star? Sim. Foi meio impossível não saber, principalmente depois que aquele homem entrou aqui...
Então você que estava como ele. — Ele assentiu. — E ele disse alguma coisa?
Felicity, não se preocupe com isso. O nosso pessoal está cuidando disso. — Ela mordeu o lábio, sabia que Oliver não queria preocupa-la e por isso escondia algumas coisas, mas isso a deixava mais temerosa.
Eu preciso saber. Ficar no escuro me deixa ainda mais nervosa, Oliver.
Eu prometo que saberá quando descobrirmos alguma coisa útil, está bem? — Ela sabia que ele não diria mais nada.
Tudo bem.
Bom, se você quiser ir Oliver...
É. Já passa das 18h. — Olhou para os filhos, eles tinham almoçado ali com ele e Felicity, mas capotaram logo em seguida. — Me ajuda a leva-los para o carro?
Claro. — Se aproximou para pegar a menina.
Os seguranças estarão na porta. Dig volta em segundos. — Ela assentiu e Oliver lhe beijou, Felicity segurou em sua blusa, o puxando para mais perto, correspondendo ao beijo. Antes dele se afastar completamente, deixou um último beijo nos lábios dela. — Eu venho amanhã depois do almoço. Sarah já estará aqui, provavelmente.
Você não precisa vir amanhã.
Eu venho. — E ela soube que não o convenceria do contrário.
Pelo jeito você sabe como ele é teimoso.
E como sei. — Revirou os olhos. — Não mudou nesse quesito, mesmo depois de seis anos. — Oliver bufou e ela sorriu. Diggle riu.
Vamos logo. — Pegou Bryan no colo, ele se remexeu, parecendo que ia acordar. — Boa noite.
Boa noite. Você me liga quando chegar? — Ele assentiu e caminhou para a porta com Diggle.
Diggle já volta. Não saiam de perto dessa porta por hipótese alguma. — Os três seguranças assentem e Oliver e Diggle caminham para fora do hospital.
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Tenho certeza de que não vão dormir tão cedo, agora. — Ambos balançaram a cabeça. — Eu vou fazer o jantar, estão com fome?
Eu estou, papai. — Oliver abriu a porta do apartamento e deixou os filhos entrarem primeiro.
O que vai fazer?
Eu ainda não sei. — Fechou a porta.
Oliver... — Assim que ouviu a voz do filho, se virou e encontrou a mãe, sentada no sofá. Como ela tinha entrado, era o que ele se perguntava.
O que faz aqui? Melhor, como entrou aqui?
Não terminamos nossa conversa.
E a resposta para minha segunda pergunta... — Cruzou os braços.
Eu peguei a segunda chave com o porteiro. — Oliver deu uma risada anasalada.
Era só o que me faltava. — Moira se aproximou.
Olá. — Deu um sorriso e Oliver arqueou as sobrancelhas. — Eu sou a avó de vocês.
Eu não tenho avó. — Bryan cruzou os braços. Oliver segurou um sorriso, ele se pareceu muito consigo.
Ora... Sua mãe não te deu educação?
Não fala da minha mãe.
Moira. — Ela olhou para o filho. — Você quer conversar? Tudo bem. Mas no meu escritório. — Ela respirou fundo. — Me espere lá. — Deu uma última olhada para as crianças e caminhou para onde o filho "sugeriu".
Não gosto dela.
Eu sei. — Suspirou. Não podia culpar o filho, afinal, ele sabia de que sua mãe não gostava da dele. — E eu entendo. — Se abaixou na altura dele. — Mas quero te pedir uma coisa... Não responda sua avó, está bem? Ela continua sendo sua avó, mesmo não gostando dela.
Desculpa.
Não precisa se desculpar. Eu vou conversar com ela e depois ela vai embora.
Ela que não gostava da mamãe? — Oliver olhou para Brooke.
É. Mas vocês não precisam se preocupar.
Ela vai vir aqui todos os dias?
Não. Olha, eu sei que não gosta dela, então se vocês não quiserem conviver com ela, tudo bem.
Eu não quero. — Bryan diz rapidamente. — Eu não preciso de uma avó. — Oliver pensava no quanto seu filho parecia não ter a idade que tinha.
Tudo bem, então. Enquanto eu converso com ela, vou ligar a TV para vocês jogarem videogame. — Se levantou. — Você precisa que eu te ensine?
Não. Eu joguei com Lyon quando estava com a tia Laurel.
Eu também quero jogar, papai.
Você ensina sua irmã? — Ele assentiu. Oliver conectou o videogame na TV, entregou os controles aos filhos. — Não desçam as escadas de jeito nenhum. Fiquem aqui. — Ambos assentem e Oliver desce as escadas, caminhando para o escritório. Era ora de fazer sua mãe entender que ela não mais comandava sua vida. Abriu a porta e entrou.
Pode dizer o que quer. — Se sentou na poltrona em frente ao sofá.
Eu quero saber o que você vai fazer agora
Como? — Pergunta, confuso.
Você conseguiu a guarda deles?
Não. Não é assim que as coisas vão ser.
Oliver, você não pensa...
O que eu vou fazer não é mais da sua conta. — Ela arqueou as sobrancelhas.
Sou sua mãe.
Só no papel. Agora, mais que tudo não te quero na minha vida. Se acha que eu me esqueci do que fez á mim e á Laurel... Do que fez com Felicity...
Até hoje não se esqueceu da golpista... — Oliver a interrompeu.
Não.diga.isso.dela. — Diz pausadamente. — Ela nunca foi uma golpista.
Não? — Riu. — E o cheque que ela aceitou... — Novamente foi interrompida.
Ela não descontou. E eu não quero falar sobre isso.
Mas eu quero. Você não entende que eu estava querendo o seu bem?
Meu bem? — Riu. — Você destruiu minha vida, da Felicity, da Laurel, do Tommy... Você percebe quantas vidas você destruiu com essa sua... Maldade? Laurel quase perdeu Lyon. E Felicity... — Se interrompeu, não queria que ela soubesse que era Felicity a mãe dos gêmeos.
Laurel está bem não está? E o garoto também. — Oliver se levantou passando as mãos nos cabelos. Para tudo ela tinha uma resposta na ponta da língua. — Se ela soubesse o erro que cometeu ao se casar...
Não se atreva a dizer isso. Você não manda na vida e muito menos nos sentimentos das pessoas... Moira. — Diz o nome da mãe com asco. — Você não tem sentimentos, não sei como o papai a suportou por tantos anos.
Não fale do seu pai. Ele estaria decepcionado com você.
Você que acha. — Balançou a cabeça. — Ele ficaria feliz por mim. Ele gostava da Felicity, ao contrário de você. Ele estava comigo e com Tommy quando eu comprei o anel de noivado. Ele ficou feliz quando eu disse que queria me casar com ela. Ele teria vergonha de você. Ele estaria decepcionado... Com você. — Frizou. — Agora que já acabou com sua... Loucura. Pode ir embora.
Você está destruindo a sua vida.
Não. Eu estou construindo ela. Longe de você, graças a Deus. — Ela se levantou. — Não quero você perto dos meus filhos, se depender de mim, você nunca terá a chance de conhecê-los, realmente.
Você não é o filho carinhoso que eu criei.
Não. Eu sou mais que isso. — Abriu a porta, indicando para ela sair primeiro. A acompanhou até a porta de saída. — Eu espero realmente, Moira, que você se arrependa das coisas que fez e que está fazendo.
Você é que vai se arrepender, Oliver. Deixar que mais uma golpista entre em sua vida... Vai seu pior erro. — Saiu e Oliver fechou a porta com um baque alto. Era só o que faltava, quando pensou que teria paz... Ela começa a aparecer em sua casa, para novamente, tentar comandar sua vida. Pois dessa vez seria diferente, ela terá que mudar e terá que tratar Felicity muito bem se quiser entrar em sua vida novamente. Oliver suspirou e subiu, ainda tinha que preparar o jantar, mas antes, avisaria aos filhos que estaria na cozinha.
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Oliver jogou a carne em tirinhas na panela e mexeu um pouco, fechou a panela e deixou que dourasse. Em outra panela, ele jogou a cebola picada em cubinhos no óleo quente e mexeu até dourar. Olhou a panela em que estava a carne já pronta e jogou toda ela na panela em que estava a cebola, mexeu por 3 minutos. Caminhou até a bancada, pegou o creme de leite e o extrato de tomate e os jogou na penela, mexendo logo em seguida até que fervesse. Desligou o fogo poucos minutos depois.
Papai. — Brooke entrou na cozinha. — Estou com fome.
Já está pronto. — Se virou para a pequena. — E seu irmão? Ainda jogando? — Ela assentiu. — Chama ele para mim? — A pequena se virou depois que assentiu e foi pulando até a escada. — Não corra nas escadas, Brooke. — Ela gritou um tá. Oliver se virou para a panela de arroz e o desligou depois de ver se estava pronto. Caminhou até o armário e pegou a batata palha, jogando metade dela dentro de um prato médio e fundo. Ouviu os passos e as vozes dos filhos.
Nós vamos ver a mamãe amanhã? — Bryan pergunta assim que entra na cozinha.
Vamos. Mas depois do almoço.
Por que? — Oliver o olha.
Do que adianta irmos cedo se vocês vão dormir quando chegarem lá? — Brooke riu e Bryan cruzou os braços. — Vamos comer. — Ajudou os filhos sentarem na cadeira e depois de colocar a comida no prato de ambos, se sentou de frente para eles.
Oliver, se a tia Sarah não está com a mamãe, com quem ela está? — O menino só tinha se lembrado que a tia não estaria com sua mãe quando estava descendo as escadas. Lyon tinha dito a ele que ele ficaria com a tia.
Um amigo meu está cuidando dela. — Pai e filho se olharam. — Não tem que se preocupar com sua mãe, ela está muito bem protegida.
Esse seu amigo... Não é o tio Tommy, né?
Não. Ele trabalha comigo e a tia Sarah. — Brooke continuou a comer. — Amanhã é o último dia dela no hospital e então ela vem para casa.
Não gosto de ficar sem a mamãe.
Nem eu. — Brooke concordou. — Mas eu gosto de ficar com o papai. — Ele sorriu. — Papai, quando a mamãe sair do hospital e vim para casa, onde ela vai dormir? — Oliver quase engasgou com a comida. Quase.
Comigo. — Diz assim que se recuperou. — Por falar nisso, eu quero mostrar uma... Coisa, para vocês depois do jantar. — Mudou de assunto rapidamente. — Acho que vão gostar.
E o que é?
Depois do jantar vocês vão ver. — Brooke assente. — Amanhã vamos almoçar fora, o que acham?
Almoçar fora? Onde? — Bryan pergunta, largando a colher.
Não sei. O que querem comer?
O que a gente quiser? — Sorriu ao ouvir o filho perguntar.
O que quiserem. — Como os filhos tinham ficado todos os dias em casa ou no hospital, tirando os dias em que saiu com ele para a sorveteria, achou que eles gostariam de comer algo diferente. — Você quer mais? — Perguntou ao filho, quando percebeu que ele havia terminado de comer.
Não. — Balançou a cabeça. — Obrigado. — Brooke jogou mais batata no prato. — Agente pode comer hambúrguer? — Oliver olhou para o filho.
Claro. Eu conheço um lugar. — Pegou seu prato e o de Bryan e colocou na pia. — Mas não podemos sair daqui muito tarde porquê lá fica cheio no horário de almoço. — Ambos os filhos assentiram
Vamos acordar cedo que nem hoje, papai?
Não. — Sorriu. — Podemos acordar mais tarde amanhã. — Se aproximou da filha e limpou a bochecha da pequena com um pano de prato. — Você terminou? — Ela assentiu, então, Oliver pegou o prato e colocou junto do dele e do filho.
Podemos ver agora, papai? — Ele se virou para a filha assim que tirou a jarra de suco da geladeira.
Ver o que, pequena?
Você disse que tinha uma coisa para mostrar. — Para a sua surpresa, pois ainda não tinha se acostumado ver o filho curioso, foi Bryan quem perguntou.
Okay. — Colocou a jarra na mesa. — Não querem suco? — Ambos negaram. Provavelmente, porque estavam muito curiosos para querer pensar em outra coisa agora. — Tudo bem, venham comigo. — Eles subiram as escadas e Oliver parou em frente á uma porta de madeira clara, pegou na maçaneta e a abriu com um arrastar. Deixou que ambos entrassem primeiro.
Um coelho. — Brooke diz animada enquanto corria até o enorme coelho em cima do tapete que fica em frente á cama dela. — Ele é tão lindo.
Que bom que gostou. — Entrou.
O quarto é nosso? — Oliver olhou para o filho.
É de vocês dois. Eu imaginei que iriam gostar de ficar juntos. — Ele assentiu.
Agente nunca dormiu separado. — Olhou para uma pista de carrinho, montado no canto em que estava a TV. — Legal. — Sussurrou ao se aproximar. Oliver sorriu.
Sua mãe disse que gostava de carrinhos. — Caminhou até ele. — Achei que iria gostar. É de controle remoto. — Entregou para o menino o controle. — Podem colocar até cinco carrinhos.
Muito legal. — Ele apertou um botão e o barulho de um dos carros passando pelas "estradas", soou. Brooke estava sentada em cima da cama, com os coelhinhos de pelúcia em volta dela. — Vamos dormir aqui hoje? — Ele desviou os olhos para a cama.
Só se sentir confortável. — Bryan se aproximou da cama e pegou um carrinho vermelho, maior que o outro, também de controle remoto. — Era meu.
Seu? — Olhou para o pai.
Meu pai me deu quando eu tinha a sua idade. Achei que iria gostar.
Eu gostei. Obrigado.
Esse é diferente dos outros, ele vai por todo o apartamento, se quiser.
Ele tá novo.
Ao contrário da sua tia, eu sou muito zeloso com minha coisas. — Riu. — Sua tia não deve ter nada mais de quando ela era criança. Tem um azul, também. — Caminhou até a prateleira perto do guarda-roupa do menino.
Era seu também?
Era. — Entregou ao filho. — Eu amava carrinhos quando era menor.
É o que eu mais gosto.
Olha, os bichinhos se mexem. — Brooke diz quando toca em um dos porta retrato onde tinha uma foto de Brooke e Bryan abraçados. — Olha que legal, Bry. — Ele e Oliver se aproximaram e aquilo surpreendeu o menino.
Nunca tinha visto isso. — Tocou mais uma vez e os bichinhos se mexeram novamente.
Papai agente pode tirar uma foto quando a mamãe voltar pra casa? — Oliver a olhou. — Agente não tem nenhuma foto juntos.
Claro. — Sorriu. — Vamos só esperar sua mãe se recuperar totalmente e então podemos tirar essa foto.
A mamãe ainda não está bem? — Byan pergunta, confuso.
Ela já está muito bem, mas se ela fizer esforço quando vier para casa, ela pode piorar, entendem? — Eles assentiram. — Mas serão só mais alguns dias. Vamos tomar banho? Vocês só tomaram quando saímos para ver a mãe de vocês.
Eu vou primeiro. — Bryan diz. Oliver abriu o guarda-roupa do menino. — Você que arrumou?
Não. Sua tia que fez isso mais cedo. O que quer vestir? — Bryan pegou um conjunto verde musgo para dormir. A camisa tinha um desenho de um leão. — Enquanto eu ajudo sua irmã no banho, lá no meu quarto, você toma o seu aqui, pode ser?
Pode.
Só toma cuidado. Se precisar de alguma coisa, me chama.
Eu já sei tomar banho sozinho, Oliver. — Era estranho ouvi-lo chamar pelo nome, mas compreendia, ele ainda não estava pronto.
Tudo bem, então. — Se aproximou do guarda-roupa da filha e pegou um um conjunto com desenho de um esquilo, uma calcinha e uma touca lilás para o cabelo, do frozen. — Se vira, Brooke. — Ela o fez e Oliver juntou os cabelos da filha, fez um coque mal feito, prendeu com uma chuchinha branca e rosa e colocou a toca logo em seguida.
Por que o Bry pode molhar o cabelo e eu não? — O menino que tinha entrado no banheiro, olhou para o pai.
Porque o dele é mais fácil de secar, Brooke. Você pode ficar resfriada.
Então eu posso molhar meu cabelo? — Bryan pergunta ao ouvir a conversa.
Tente não molhar muito, okay? — Ele assentiu. — Não fecha a porta. — Oliver ainda tinha medo de que o garoto se machucasse. — Vamos lá? — Com uma das mãos, ela pegou na mão livre do pai e com a outra, ela segurava a coelhinha de vestido que o pai tinha dado na noite anterior. — Princesa, sua coelhinha vai molhar se você leva-la.
Ela fica na pia, papai. — Ele não conseguiu dizer “não” á filha, por isso apenas assentiu. — Papai, eu vou dormir lá no meu quarto, hoje?
Por que, princesa? — Percebeu que a filha desviou o olhar. — Não quer dormir lá?
Posso dormir com o papai até a mamãe voltar? — Ele sorriu e a pegou no colo.
Claro. — Colocou a filha no mármore da pia e retirou a roupa que a menina vestia, sem tirar a touca junto.
Levou a menina para debaixo do chuveiro, dando um banho bem rápido na filha. Fechou o chuveiro e pediu para a filha espera-lo, saiu do box, pegou uma toalha roxa com o desenho das princesas da Disney, de capuz e voltou para onde a filha estava. Pegando-a no colo, a levou para a cama dele. Bryan já estava pronto e jogava videogame. Oliver a vestiu rapidamente e pediu para os filhos não saírem do quarto. Entrou no banheiro depois de pegar uma bermuda preta e uma camisa branca sem magas, fechou a porta e tomou um rápido banho. Oliver saiu do banheiro já vestido e viu seus filhos sentados no tapete cor vinho, Bryan ensinava a irmã jogar Mortal Kombat.
Vocês não querem dormir, não é?
Não estamos com sono. — Bryan respondeu sem tirar os olhos do jogo.
Imaginei. — Se sentou na cama e pegou em cima da mesa de cabeceira, alguns documentos da empresa. Enquanto os filhos estivessem assistindo TV, ele poderia revisar aqueles documentos. Thea tinha dito que era importante. Como Oliver não estava indo á empresa por esses dias, Walter estava cuidando de tudo e foi ele quem pediu para a enteada entregar ao irmão.
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