Notas iniciais
Leitores, aqui estou eu com mais um capítulo de C.D. Esse capítulo ficou... Muito fofo. Além de que enfim, Oliver contará para a irmã sobre o que Moira fez. Mesmo que essa não fosse o que Felicity planejava. Ela não queria que outro filho tomasse raiva de Moira, mesmo que a mulher seja insuportável. Terá momentos especiais: *Felicity com os gêmeos e Oliver *Felicity e Oliver *Felicity, Oliver e Thea. Bom, vou deixar vocês sentirem o capítulo BOA NOITE

Está bom? – Oliver sorriu quando os filhos fizeram uhum”. Eles tinham o rosto sujo por causa do enorme sanduíche que comiam. Brooke teve a ajuda do pai para limpar o rosto, mas Bryan insistiu em fazer sozinho. – Vocês querem mais alguma coisa?

Sorvete. – Ele já imaginava aquela resposta. Chamou a garçonete e pediu a conta.

Você também vai querer, Bryan?

Não. – Ele responde, terminando de tomar o refrigerante.

Sua mãe vai me matar quando souber que eu dei Belly Burger de almoço. – O menino o olhou.

Por que?

Era para eu dar comida de verdade. Mas tudo bem. – Deu de ombros. – Têm certeza de que não quer sorvete?

Tenho. Eu cheio. – Com o tamanho do sanduíche, me espantaria se não estivesse, Oliver pensou. Ele pagou e se levantou com os filhos, se dirigindo para a saída.

Vamos entrar na sorveteria perto onde está o carro. – Respondeu ao olhar da filha. Ele atravessou a rua, com os pequenos de mãos dadas com o pai. Antes de entrarem na sorveteria, Oliver ouviu seu nome ser chamado e se virou.

Que surpresa encontrá-lo.

Malcom. – Ele sabia que poderia encontrar qualquer conhecido pela rua, mas tinha rezado para não acontecer. Não estava com paciência para questionamentos, principalmente depois de que a foto dos seus filhos tinha aparecido nas revistas. Quase praguejou quando viu o Merlyn. – Eu que estou surpreso. Não pensei que o encontraria por aqui... Á essa hora do dia.

Vou me encontrar com meu filho para almoçar. – Oliver assentiu. – Então é verdade. – Comenta ao pousar os olhos nos gêmeos. – Você é pai.

Sou. – Não adiantaria negar, principalmente depois do homem ver com os próprios olhos.

E a mãe deles é Felicity Smoak. – Oliver ficou surpreso. – Ora, Oliver. Eles têm a mesma idade do meu neto. – Como ele sabia disso, era o que Oliver se perguntava. Como ele sabia que seus filhos tinham seis anos? – Perguntei ao Lyon se ele conheceu seus filhos, ele disse que sim e que eles tinham a mesma idade. – Está explicado. Eles não tinham falado para Lyon não comentar com ninguém sobre os gêmeos, claro que Malcom questionaria o neto. – Não precisei de muito mais para saber que a mãe deles é a sua ex noiva. Eu só não imaginei que ela voltaria, não depois de tudo. – Oliver não respondeu. Sua mãe não sabia a idade dos gêmeos, e só por isso, ela não desconfiava de nada. E ele agradecia por isso.

Quem é ele? – Oliver se virou para o filho.

Ele é avô do Lyon, filho.

Lyon falou muito sobre vocês. – Desviou os olhos do menino. – São a sua cara, apesar de que alguns traços são da mãe.

Não imaginei que fosse se lembrar dela.

Ora, ela foi sua namorada e amiga do meu filho por muito tempo. – O outro assentiu. – Sua mãe não sabe, não é?

Não. Ela sabe dos gêmeos, mas não sobre a mãe deles.

E acredito que queira que continue assim. Bom, isso não é da minha conta. – Oliver suspirou aliviado. – Também, aquela moça já sofreu demais nas mãos de Moira. – Oliver não pôde discordar.

Agradeço por deixar isso só entre nós. – Malcom assentiu.

Sempre gostei muito da moça. – Oliver sabia que era verdade. Assim como seu pai, o pai de seu amigo também tinha se encantado com sua noiva. – Mas você sabe que quando ela souber...

É. Eu sei. Mas ela não mais se meterá na minha vida. E se ela quiser voltar a fazer parte da minha vida, terá que tratar minha noiva muito bem.

Ela nunca vai fazer isso. – E Oliver, mais uma vez, não pôde discordar. – Mas mesmo assim... Fico feliz por saber que está com a senhorita Smoak novamente. Seu pai ficaria muito feliz. – Oliver olhou para os filhos. Bryan não tinha tirado os olhos do homem à frente nem por um segundo, e Brooke olhava para dentro da sorveteria, não se importando muito com aquela conversa.

Eu tenho certeza que sim. – Sussurrou, voltando os olhos para Malcom.

Bom, eu já vou indo. Tommy deve estar estranhando meu atraso.

Obrigado por não dizer nada, Malcom. – Agradeceu mais uma vez. O outro assentiu.

Mande lembranças a ela. – Foi a vez de Oliver assentir. – Tchau, crianças. – Bryan deu um “tchau” baixo, enquanto que sua irmã apenas acenou, com um sorriso que Malcom percebeu, era idêntico ao da mãe.

Ele conhece minha mãe? – Oliver o olhou.

Conhece. – Entraram na sorveteria. – Ele, assim como seu avô, gostava muito dela. – O menino assentiu. – Bom... – Olhou para a filha. – Já sabe qual sabor vai querer? – A garotinha assentiu. Oliver pediu o sorvete no copinho e se voltou, novamente, para a filha. – Você toma no caminho para o hospital, está bem, querida? – Com um sorriso enorme no rosto, ela assentiu novamente.

**--** **--**

Quando Oliver abriu a porta, enxergou a médica terminando de ver a pressão de sua noiva, as crianças correram para a mãe que sorriu. Oliver se aproximou, vendo ela beijando os filhos, dizendo que estava com saudades. Ela nunca tinha ficado tantas horas sem os filhos, com certeza isso a deixava incomodada.

Está tudo bem? – Beijou os lábios dela, rapidamente.

Ela está ótima. – Sorriu. – Amanhã será liberada, sem problemas.

Graças a Deus. – Oliver sorriu.

Bom, vou deixa-la com sua família. Volto mais tarde. – Oliver e Felicity agradeceram e ela saiu.

E então? Por que demoraram? – Oliver olhou para os filhos.

Nós fomos comer, mamãe. – Como sabia que uma hora um dos filhos diria onde, Oliver decidiu ele mesmo contar.

Os levei ao Belly Burger.

O que? – Arqueou as sobrancelhas. – Oliver.

Prometi que eles poderiam comer qualquer coisa hoje, no almoço, por isso os levei até lá. – Ela fez um bico, que ele achou fofo.

Tudo bem. – Suspirou. – Espero que isso não aconteça sempre.

Prometo que não. – Beijou a bochecha dela.

Mamãe, nós conhecemos o avô do Lyon. – Ela olhou para o noivo.

Ele mandou lembranças. – Ela assentiu.

Como ele sabe... – Oliver a interrompeu.

Lyon disse que eles tinham a mesma idade. Malcom somou um + um = dois. – Ela riu. – Ele disse que ficaria só entre nós.

Você ainda não contou a Moira, certo? Sobre mim. – Oliver balançou a cabeça para os lados. – Têm certeza disso?

Tenho. – Respondeu rapidamente, dando a certeza de sua decisão. – Mudando de assunto... – Olhou ao redor. – Cadê a Sarah?

Ah, ela saiu. Deixou os “armários” de prontidão. – Oliver riu. – Mas já deve estar voltando, disse que não demoraria. Deve ter sido algo importante.

Tudo bem.

Mamãe, agente têm um quarto. – Felicity olhou para sua garotinha.

É mesmo, querida? – Sorriu. – E o que achou?

Demais. – Os pais riram. – É da cinderela. Papai disse que foi a tia Thea que de... – Ela fez um biquinho, tentando se lembrar da palavra. – Decorou. – Sorriu ao perceber que tinha acertado. Seus pais sorriram.

Gostou de como ficou o seu? – Bryan, que tinha os olhos pousados no joguinho do celular de sua mãe, olhou para os pais.

Gostei. Ficou legal. – Oliver e Felicity se olharam. – Tinha um monte de carrinhos, mamãe.

Assim como você, seu pai também gostava de carrinhos quando tinha sua idade.

Ele disse. – Se voltou para o jogo.

Felicity. – Thea entrou com um sorriso e todos olhos para a porta, vendo Sarah ao seu lado. – Oh. Vocês já chegaram.

Thea, você não tinha que estar na faculdade?

E você não tinha que estar trabalhando? – Retrucou, fazendo Felicity rir e Oliver revirar os olhos. – Eu vim porque tenho algo importante para dizer.

E preocupante. – Ele olhou para Sarah. – Não a deixei sozinha...

Eu sei. Aconteceu alguma coisa para sair daqui às pressas?

Ah, Lyon se machucou na escola e não tinha ninguém para ir até lá.

Lyon machucou? – Brooke pergunta, preocupada.

Ele está bem, gatinha. – Sorriu para a menina. Thea se aproximou e beijou a bochecha de ambos os sobrinhos. – O deixei na empresa com meu cunhado. Por isso eu demorei, ele estava em um almoço com o pai.

É, eu sei. Me encontrei com Malcom, pouco antes de vir para cá.

Bom, como eu sei que o que vocês têm para conversar é importante... – Se aproximou das crianças. – Eu fico com as crianças.

Por que? – Bryan pergunta, não gostando muito daquilo.

Seus pais tem uma coisa muito importante para conversar. São só por algumas poucas horas. – Sorriu para o garotinho que fez um bico.

Querido, são só algumas horas. – Felicity se pronunciou. – Hum? Por favor? – Ele a olhou nos olhos, sabendo que não poderia dizer não a um pedido de sua mãe, tão amada.

Tudo bem. – Diz cruzando os braços. Oliver se viu, mais uma vez, em seu filho.

Podemos ficar mais tempo hoje. – Oliver diz, fazendo com o que o filho o olhe.

Ótimo. – Sarah bateu as mãos uma na outra. – Vamos lá. Vai ser divertido. – Bryan desceu da cama sozinho, mas Brooke foi de boa vontade para o colo da “tia”. – Nos vemos em algumas horas. – Piscou e saiu com as crianças.

E então, o que houve? – Oliver pergunta, preocupado.

Olhem isso. – Entregou uma revista para o irmão.

The Nooz? Novamente. – Oliver bufou e leu com os olhos. Felicity arqueou as sobrancelhas e então leu alto.

https://pbs.twimg.com/media/Diwg_H7V4AA22HH.jpg

https://pbs.twimg.com/media/DiwhKIjW0AELo_4.jpg

Novamente nossa fonte nos agraciou com mais uma notícia.

Chegou um rumor na redação do The Nooz de que o solteiro mais desejado de Seattle, Oliver Queen, foi finalmente agarrado e os sinos do casamento já tocam. Mas, quem será a afortunada eleita? The Nooz está na sua pista. Com certeza já está lendo o monstruoso acordo pré-nupcial que terá que assinar!

Acordo pré-nupcial? – Felicity pergunta, assustada. Ela sabia o quanto Oliver era rico, mas nunca pensou nisso. Afinal, nunca esteve com ele por causa de dinheiro. Ele a olhou.

Não deixe esses fofoqueiros te assustarem.

Sua mãe já deve saber, então?

Provavelmente. – Ela o olhou surpresa.

Você não contou?

Ela não precisa saber de algo importante da minha vida. Não faz mais parte dela. – Suspirou. – Mas eu contei ao Walter.

Walter? – Felicity arqueou as sobrancelhas. – O amigo do seu pai?

Ele e Moira se casaram. – Ela ficou surpresa. – Ele vai gostar de te ver.

Walter foi... Um pai. – Thea sorriu. – Foi importante para mim e Oliver.

E seu "pai"?

Estamos em... Passos de bebê. – Oliver a olhou. – É difícil, eu sempre vi Robert como meu pai. – A loira assentiu. – Mas eu e Malcom estamos nos dando bem. Ele me chamou para morar com ele alguns meses depois que você foi embora. – Felicity arqueou as sobrancelhas. – Disse que queria passar mais tempo comigo, mas... Minha mãe não autorizou.

Por que será? – Oliver ironizou.

Por isso que eu fiquei surpresa... – O noivo a olhou. – Quando você disse que não avisou sua mãe sobre o nosso noivado. Eu sei que ela não sabe que eu estou de volta, mas pensei que teria dito, pelo menos, que se casaria.

Ela deve estar surtando. – Thea comentou. – Mas a pergunta mais importante... – O casal a olhou. – Como eles souberam disso?

Alguém do hospital. É a única explicação. – Oliver estava sério.

Não foi a Caitlin. – Felicity tinha certeza. Confiava em sua médica, ela era extremamente profissional. – E agora?

Não posso fazer mais nada, já que saiu nos jornais. – Deu de ombros. – Mas isso não me incomoda. O principal eles não têm. Sua foto. – E Felicity ficou aliviada por isso. Ela sabia que logo saberiam quem era a "esposa" de Oliver Queen, mas esperava que demorasse mais um pouco. No dia seguinte estaria fora daquele hospital e então... Não precisaria mais fugir. Não precisaria se esconder mais. Teria proteção o tempo todo.

Não falo disso, Oliver. – Os irmãos a olham. – Falo do acordo... – Ele a interrompe.

Nada de acordo pré-nupcial.

Oliver... – E ele novamente a interrompe.

Não vou dizer de novo, Felicity. – Sua voz saiu rouca.

A mamãe não vai gostar. – Oliver a olhou, sério. Ele não tinha gostado do comentário. – Ollie, só estou dizendo a verdade. Ela vai surtar.

Pouco me importa. – Praticamente rosnou.

Ollie... – Ele a interrompeu.

Ela não gostaria de saber sobre "isso". – Felicity pensou que "era melhor mesmo ela não saber sobre o noivado". A mulher com certeza faria de sua vida em um inferno. Suspirou. Moira poderia fazer o que quiser com ela, contanto que não mexesse com seus filhos.

Ela é nossa mãe. – Felicity olhou para suas mãos que estavam em cima do seu colo. – Entendo que estão estremecidos..., mas... – Ela não entendia. Eles não contavam a ela o que estava acontecendo. – O que houve? Entre vocês e a mamãe? Ela é complicada, mas... É a mamãe. Ela iria gostar de saber que vai se casar. – Oliver deu um sorriso irônico. Felicity não pôde culpa-lo, ela queria fazer o mesmo. Moira Queen nunca ficaria feliz com o casamento deles. Nunca. – O que? Por que fez essa cara? – Felicity olhou para o noivo. Com tudo acontecendo, ela não tinha assinados os papéis, por isso continuava a ser uma Smoak. – Você disse que iria me contar o que está acontecendo entre vocês e a mamãe, e ainda não me contou.

Thea, mamãe nunca gostou do meu relacionamento com Felicity. – Ela ficou surpresa com o que ouviu. – Você não se lembra, porque era pequena...

Não. Eu já era pré-adolescente. Eu nunca a vi tratando você mal. – Felicity tentou dizer nada, mas não conseguiu. – Ela já te tratou mal?

Thea... – Ela interrompeu a cunhada.

Eu quero a verdade.

Algumas vezes. Ela não... confiava em mim. – Não era bem essa a palavra, mas estava bom assim. Era a mãe dela afinal de contas.

Por que?

Thea... – Oliver tentou mudar de assunto.

Vocês não me contam nada. Estão me deixando no escuro. – Ela se expressou. – Eu não tenho mais 10 anos, Ollie. E você me prometeu. – Felicity olhou para Oliver pedindo com os olhos que ele não contasse. Que ele ficasse calado.

Tudo bem. – Felicity arregalou os olhos. – Vou contar..., mas você não vai gostar de ouvir. – Ela assentiu. – Ok. Lembra-se do dia em que Felicity parou de nos visitar e eu lhe contei que ela... Tinha ido embora?

É claro que me lembro. Ninguém me deu uma explicação plausível.

Bom, o que aconteceu... Foi duas semanas antes.... – Felicity não queria que Thea ficasse sabendo daquelas coisas. Era a mãe dela e já bastava Oliver sentir ódio pela mulher. Por mais que ela odiasse Moira Queen... Ela não queria que Thea sentisse o mesmo.

A senhora queria falar comigo? Entrou no escritório.

Sente-se. Oliver arqueou as sobrancelhas, mas fez como a mãe pediu. Eu fiquei sabendo que vai marcar a data do seu casamento. Debochou. Oliver respirou fundo, para que não se levantasse e mandasse a mãe cuidar da própria vida. Bom, isso não vai acontecer.

Como é? Sua voz saiu exaltada.

Isso mesmo que ouviu. Você tem um futuro promissor, Oliver, e eu não vou deixar que uma golpista... Ele a cortou.

Ela não é uma golpista.

Como estava dizendo... Fingiu não o ouvir. Não vou deixar que uma golpista, atrapalhe meus planos para você.

Planos? Que planos? A senhora já não conseguiu o que queria? Estou cuidando da empresa do papai. O que mais você quer?

Quero que se case com a Laurel. Oliver riu, mas percebeu que sua mãe estava séria. Se levantou da cadeira, irado.

Está louca? Rosnou.

Olha como fala.

O caramba. Eu não vou me casar com Laurel, por duas razões: A primeira é que eu amo Felicity e a segunda... Laurel ama o Tommy. Eles vão se casar.

Nem sempre nos casamos por amor. Eu mesma não me casei por amor, mas aprendi a amar seu pai. Você vai aprender a amar Laurel.

Eu não vou fazer isso. Diz, caminhando para a porta.

É isso que vamos ver, Oliver. Ele bateu a porta com força ao sair do escritório.

Ela queria que se casasse com Laurel? – Thea não acreditava no que ouviu.

Mais que isso, Thea. Ela iria fazer de tudo para que seu plano infernal se concretizasse...

Laurel não estava entendendo. O que Moira Queen queria com ela? Caminhou até o escritório da mansão Queen, e no caminho, ela encontrou Oliver. Ambos arquearam as sobrancelhas.

O que faz aqui?

Sua mãe me chamou.

Caralho. Rosnou. Ela não desistiu daquela insanidade?

Que? Do que está falando? Antes que ele pudesse responder, Moira apareceu.

Que bom que veio, querida. Oliver revirou os olhos. Vamos. Quero falar com os dois.

Se for sobre aquela sua ideia insana, eu passo.

Entre. Agora. Oliver continuou parado, ali mesmo.Você quer que seja aqui mesmo, no corredor? Sua noiva não está lá embaixo com Thea? Pode subir a qualquer momento... Ela o estava provocando. Bufou, e então entrou no escritório de seu falecido pai.

O que está acontecendo? Laurel olhava para Oliver, curiosa e principalmente, confusa.

Sente-se minha queria. Diz, enquanto se sentava do outro lado. Oliver se sentou ao lado da amiga. Laurel, eu quero que se case com Oliver. Foi direta. Direta até demais. Laurel começou a rir. Oliver a olhou, ele também tinha feito o mesmo á dois dias atrás. E então ele viu, ela fez o mesmo que ele, se levantou irritada.

Você está falando sério?!

Sente-se.

Não. Você não pode simplesmente decidir isso sozinha. Olhou para o amigo. Você sabia disso?

Infelizmente. Pensei que ela desistiria em algum momento.

Não desisti. E nem vou. Se manifestou. Eu quero esse casamento. E para ontem. Você é a nora que eu pedi á Deus.

A senhora nem acredita em “Deus”. Oliver retrucou.

Isso não vem ao acaso. Olhou para Laurel. Você e Oliver já namoraram antes, qual o problema... Foi interrompida por uma Lance, irada.

O problema é que eu amo outro. O problema é que Oliver ama outra... Você não se importa com os sentimentos do seu próprio filho?

Ela nem mesmo sabe o que é isso, Laurel.

Estou fazendo isso por ama-lo.

Vou fingir que ouvi isso. A mulher bufou. Você é louca. Isso não vai acontecer. Eu... E Oliver... Apontou dela para o amigo. Não vamos nos casar. Nunca. Eu amo o Tommy.

Vocês querem fazer isso do jeito mais difícil? Ambos arquearam as sobrancelhas. Não queiram que eu faça o que eu não quero.

Isso não vai acontecer. Oliver se levantou, sério, com os braços cruzados.

Não? Se levantou com um sorriso debochado. Você se importa muito com aquela... Golpista, não? Moira provoca o filho. Se importa tanto, que faria qualquer coisa por ela, não é? Laurel ficou abismada, aquela mulher estava ameaçando sua amiga? Você também, não é, Laurel? O que aconteceria se ela não conseguisse entrar em sua tão sonhada faculdade? Ela teria que voltar para o lixo de onde veio. Oliver apertou as mãos em punhos. Laurel fez o mesmo, fincando as unhas nas palmas das mãos. Eu tenho meus contatos.

Você é um monstro. Oliver diz, baixo, tentando conter sua ira. Eu queria que você tivesse morrido no lugar do papai. Moira fingiu não sentir o que ele disse. Na verdade, aquilo a magoou.

Eu não vou me casar com Oliver. E você não fazer nada com Felicity. Moira olhou para a mulher por quem queria como nora. Você não seria tão louca.

Quer apostar? Laurel tremia de raiva e principalmente, de medo. Vocês têm uma semana para me dar a minha resposta. E acreditem, espero que não seja a resposta errada.

Eu estou grávida. Laurel diz de uma vez. Oliver a olha surpreso. Era uma última tentativa. Não sabia se funcionaria, mas talvez, Moira se comova com esse pequeno ser que crescia dentro dela, e então, desistisse daquela maluquice.

Sério? Laurel apenas assentiu. Mais um motivo de me darem uma resposta o mais rápido possível. Ambos a olham abismados, incrédulos. Oliver vai ser o pai dessa criança. Ninguém precisa saber...

O que você tem dentro desse seu coração? Oliver a interrompeu. Merda? Laurel tinha os olhos lacrimejados. Você não se importa com os sentimentos das outras pessoas? Eu não vou criar uma criança que eu sei, é filho do meu melhor amigo. Não vou trair ele desse jeito. Ou Laurel. Ela o ama. Será que não vê a insanidade que está nos “propondo”?

Eu quero o melhor para meu filho. E eu sei que Laurel é a melhor para você. Laurel colocou ambas as mãos nos cabelos.

Você não pode nos obrigar a isso.

Eu já disse o que pode acontecer com Felicity, não? Talvez se eu for um pouco além... Algo pior do que ela perder a faculdade. Talvez, eu faça com que a mãe dela perca tudo que tem, inclusive aquilo que ela chama de casa. Oliver balançou a cabeça para os lados, decepcionado. Ou então, eu deva fazer “você” ... Apontou para Laurel. Não conseguir nada, ao se formar. Uma carreira de advogada indo por água abaixo, antes mesmo de começar. Oliver olhou para a amiga, se aproximou, colocando um dos braços em volta dos ombros dela. Vou deixar que pensem, mas não se esqueçam... No começo da próxima semana, eu quero saber a resposta. E espero que seja a correta. Saiu da sala deixando o casal sozinhos.

Sinto muito, Laurel. Ele a ajudou a se sentar e se abaixou.

Não me preocupo comigo. Balançou a cabeça. Ela vai destruir a vida da Felicity se não fizermos isso. Ele suspirou. O que vamos fazer?

Nós... Bagunçou os cabelos. Nós vamos dar o que ela quer.

Oliver.

Eu tenho um plano. Ela o olhou, com os olhos lacrimejados. Confia em mim?

Não acredito que ela fez isso. – Thea estava em pé. Andando para lá e para cá, inconformada com o que ouvia.

Laurel achou que se contasse sobre a gravidez... Ela desistiria daquela ideia. – Felicity se pronunciou. – Mas não adiantou. Ela queria aquele casamento de qualquer jeito. Laurel não se preocupava com o que poderia acontecer com os sonhos dela, ela queria me proteger, proteger Tommy e além de tudo, aquele bebê que ela carregava. – Olhou para a coberta que a cobria da cintura para baixo. – E eu só soube disso depois que voltei.

Eu tinha um plano, mas ele deu errado. – Olhou para a noiva. – Eu não tinha visto aquilo acontecer... Moira tinha conseguido pelo menos um objetivo... Eu e Felicity separados.

E então? Vocês decidiram me dar a resposta que eu quero? Diz com as mãos na altura da boca. Eles estavam mais uma vez naquele escritório, que Oliver estava passando odiar.

Como vou explicar minha gravidez ao Tommy? Laurel mais uma vez, tentou. Ele sabe. Ele foi comigo na ultra...

Ele não vai ficar surpreso ao ouvir de sua boca, que o filho não é dele.

Mas o filho é dele. O Tommy é o pai. Ele sabe disso... Oliver suspirou, aquilo não daria certo.

Tudo bem. Oliver interrompeu a conversa. Eu e Laurel vamos nos casar. Moira sorriu.

Ótimo. Fico feliz que tenham tomado a decisão certa.

Você é um monstro. Laurel diz, com a voz arrastada.

Eu não acho. Ela se levanta. Vamos preparar tudo para o casamento de vocês. Quero que seja espetacular. Oliver revirou os olhos.

Eu não estou com cabeça para isso agora. Quando se virou, encontrou seu melhor amigo na porta. Tommy. Laurel se levantou e se virou, assustada.

Tommy...

Eu não quero ouvir nada. Interrompeu a namorada.

Eles estão fazendo o melhor para ambos. Moira se intrometeu.

Cala a boca. Oliver rosnou. Tommy, isso não é o que está pensando. Se volta para o amigo.

Não? E o que eu ouvi aqui? Foi o que? Riu, incrédulo, passando uma das mãos no rosto.

Tommy, só me escute...

Como pôde fazer isso, Laurel? Ele mais uma vez a interrompeu. Nós vamos ter um filho.

Não. Oliver e Laurel terão um filho. Ele arregalou os olhos, surpreso.

Cala a boca, Moira. Se virou para o namorado. Juro que não é isso. Me deixe explicar. Colocou a mão em frente ao peito.

Como puderam fazer isso comigo? Olhou para o amigo. Com a Felicity? Agora eu entendo porque ela saiu desesperada daqui.

O que? Oliver deu dois passos à frente, surpreso com o que ouvir.

Felicity ouviu isso tudo. Ela estava aqui pouco antes de eu chegar.

Droga. Oliver ia sair, mas a Moira entrou na frente.

Já foi tarde. Você não vai atrás daquela golpista.

Ela não é nenhuma golpista. Laurel gritou. Você é um monstro. Eu tenho nojo de você. Não se contenta em destruir a vida do seu filho ou a minha... Você magoou uma garota, que não merecia. E tudo por puro capricho. Você vai morrer sozinha, e quer saber? Eu vou achar bem feito. Eu espero que você vá para o quinto dos infernos. Gritou. Oliver e Tommy estavam surpresos pela explosão da Lance. Ela respirava ofegante, e os outros perto dela, perceberam. Você não merece os filhos que tem. Você é desagradável, uma megera desgraçada e eu sei que posso ir para o inferno por isso, mas eu realmente... Espero... Ela estava sentindo-se mal. Que nunca seja feliz. Por tudo que fez com todos nós. Colocou a mão direita na barriga.

Laurel. Oliver se aproximou.

Eu... Apoiou uma das mãos no braço do amigo. Oliver... Sussurrou e então ele só teve tempo de segura-la.

Laurel. Tommy se aproximou, preocupado.

Ela precisa de um hospital. Tommy e Oliver se olharam. Você a leva. Passou a amiga para os braços do amigo. Eu preciso ir atrás da Felicity.

Eu... Ele olhou para a noiva.

Explico tudo depois, eu prometo. Mas agora ela quem precisa de ajuda.

Okay. Moira gritou pelo filho quando ele passou pela porta. E Tommy saiu com a noiva nos braços, preocupado. Não estava entendendo nada. Estava completamente confuso, mas precisava cuidar da mulher que amava antes.

Laurel quase perdeu o bebê por causa da nossa mãe, Thea. – Thea tinha os olhos lacrimejados. – Felicity foi embora, porque me ouviu concordar com aquela maluquice da nossa mãe.

Não consigo acreditar... – Sussurrou.

Eu não ouvi a explicação do Oliver. Quando ele chegou no apartamento, eu já não estava lá.

Eu estava desesperado. Desolado, mas o que eu podia fazer naquele momento? Eu não sabia para onde ela tinha ido. – Suspirou. – Então fui para o hospital. Estava preocupado com Laurel. Tommy me mandou uma mensagem dizendo que ela estava em observação.

Tommy. Correu até o amigo. Como ela está?

Está bem, agora. O bebê também. Ele suspirou aliviado. Estão em observação, como eu disse na mensagem.

Obrigado por me avisar.

Eu ainda não entendo o que houve, Oliver.

Eu sei. Se sentou ao lado dele. Vou contar tudo, mas não agora. Só o que vou dizer... Os dois se olharam. É que esse bebê, é seu, Tommy.

Mas a sua mãe...

Minha mãe é uma mentirosa. Não só isso, ele pensou. O bebê que Laurel espera, é seu.

Meu. Sussurrou. Eu fui com ela na primeira ultra. Mas quando eu vi aquela cena toda... Oliver o entendia, e tinha certeza de que Laurel também.

Nós explicaremos. Era essa a nossa ideia desde o começo, mas... Deu tudo errado. Oliver fechou as mãos em punhos.

Felicity... Eles novamente, se olharam.

Ela se foi. Diz com pesar. Não tinha mais nada dela lá em casa. Ela me deixou só... Isso. Mostrou o anel de noivado.

Depois de tudo que ela ouviu, o que esperava?

É. Eu deveria ter dito todo o plano antes... Tommy arqueou as sobrancelhas, curioso. Eu acho que nunca mais vou vê-la.E por mais que estivesse irritado com tudo o que ouviu, ele sentiu pena do amigo. Percebeu que seu melhor amigo sofria, e isso fez com que ele sentisse compaixão.

Tommy. Ele olhou para cima e viu o pai. Como ela está?

Pai. Se levantou. E então, viu Moira também entrar em seu campo de visão. Ela está em observação.

E o bebê?

Está bem. O outro suspirou aliviado.

O que faz aqui? Oliver rosnou. A culpa disso tudo é sua. Felicity foi embora por sua culpa. Laurel quase perdeu o filho, por sua culpa. Você é muito cara de pau em vir até aqui, depois de tudo.

O que houve? Malcom se intrometeu, curioso e além de tudo, surpreso por ver o amigo de seu filho, tão irritado, com a mãe.

O que houve? Oliver se vira para o pai de seu amigo. Houve que Moira queria obrigar a mim e á Laurel a nos casar. Tommy, assim como o pai, olhou para Moira, surpresos. Ela ameaçou Felicity. Laurel estourou e acabou passando mal... Malcom estava sério, agora. E isso é só um resumo.

Você é a culpada da minha nora estar nessas condições? Se virou para a mulher. Ela quase perdeu meu neto...

Eu só quero o melhor para o meu filho. Oliver riu em deboche.

Você só se importa com o próprio umbigo. Laurel te implorou para não fazer isso, mas você não desistiu. Tommy fechou as mãos em punhos. Você disse que eu criaria o filho dela, como meu. Que ninguém saberia.

Como é? Malcom rosnou. Tommy estava tão incrédulo, que não soube nem o que dizer. Você é louca. Passou de todos os limites. Isso que fez é crime, Moira. Robert teria vergonha de você.

Não diga o que não sabe.

Ele gostava da senhorita Smoak. Isso era algo que ninguém ali poderia dizer ao contrário. Você é o pior ser humano que existe. Destruiu a vida do seu filho por puro capricho. Mas não vou deixar que faça o mesmo com meu filho. Deu alguns passos até ela. Se aproxime da minha nora, do meu filho e principalmente, do meu neto... E você vai conhecer o inferno pessoalmente. Tommy se aproximou do pai.

Eu tenho pena dos seus filhos. Diz em tom baixo.

Você pode ter ficado com a guarda da minha filha..., mas faça alguma coisa que a magoe, e eu juro que você nunca mais a verá.

Isso foi uma ameaça?

Não do mesmo jeito que você fez com a noiva do seu filho. Retrucou e saiu, Tommy o acompanhou.

Eu tenho vergonha de ser seu filho. Oliver diz, antes de enfim, deixa-la sozinha e seguir o amigo.

E o pior, Thea, é que ela não se arrepende. Ela insiste em dizer que... – Olhou para a noiva. – Felicity é uma golpista. Insiste em dizer que só queria o melhor para mim.

Por isso eu fui embora, Thea. Eu só não sabia que Oliver estava fingindo fazer o que sua mãe queria. – Olhou para o anel de noivado. – Oliver perdeu seis anos da vida dos gêmeos porque eu não quis conversar.

A culpa não é sua. Eu deveria ter falado todo o meu plano. A culpa de eu não ter conhecido nossos filhos, foi minha. – Felicity mordeu o lábio. Ela sabia que não era verdade, se tinha uma culpada, mais culpada que ela mesmo, era Moira Queen. – Não vamos voltar nesse assunto, está bem?

Agora eu entendo porque meu pai odeia tanto nossa mãe. Ela quem pediu por isso. – Oliver assentiu. – E ela tentando me colocar contra meu pai.

Malcom sempre te amou de verdade, Thea. Ele pode fazer algumas coisas... Que eu, você e Tommy não aprovamos, mas ele te ama. Ele ama o Lyon.

Não vou deixar que ela tente me manipular. – Ela diz séria. – O pior é que Walter não faz ideia das coisas que ela faz.

Walter não é burro, Thea. Ele vai acabar percebendo.

É. Talvez.

**--** **--**

Thea ficou decepcionada. – Felicity comenta com o noivo. A adolescente tinha acabado de sair, dizendo que precisava de ar. E que visitaria o pai.

Ela não achava que nossa mãe podia ser tão... Ruim. – Ela assentiu. – Queria não ter contado isso a ela, mas ela ficaria insistindo. Não desistiria até que conseguisse o que queria.

Eu não queria colocar mais um filho contra ela. – Oliver suspirou.

Não se preocupe com isso, okay? – Era impossível, Felicity pensou. – Eu sei que apesar de tudo que minha mãe fez, você não quer o mal dela, mas ela pediu por isso, Lis.

Eu sei. – Ele pegou na mão dela.

Não vamos falar sobre Moira Queen. – Oliver se afastou, indo até a mochila que estava no sofá.

O que é isso? – Perguntou quando viu um papel nas mãos dele.

São os papeis que eu estava esperando ficar pronto. E ficou. – Ela mordeu o lábio. – Você não se arrependeu de aceitar em assina-los, certo?

Não. Eu nunca iria me arrepender disso. – Ele sorriu.

Então... – Entregou a caneta para a “noiva”. Felicity apoiou os papeis na mesa de cabeceira. – Eu já assinei. – Ela tinha percebido. Felicity assinou em todos os papeis e deixou a caneta em cima deles.

Pronto. – Sorriu.

Oficialmente, você é minha esposa. – Ela mordeu o lábio mais uma vez. – Como eu esperei por isso.

Eu também. – Sussurrou quando o marido aproximou o rosto do dela. – Mais do que você pode imaginar. – Oliver sorriu antes tomar os lábios carnudos, pedindo passagem com a língua, que foi prontamente atendida. – Eu te amo. – Diz, quando se afastaram para respirar.

Eu te amo. – Puxou o lábio com os dentes e os tomou mais uma vez. Oliver colocou uma das mãos na cintura dela, se levantou para se sentar de frente para ela, ficando mais próximo do corpo dela, sem parar de beijá-la.

Oliver. – Pousou ambas as mãos no peito dele. – Alguém pode entrar aqui. – Ele assentiu e se afastou. – Amanhã estarei fora daqui. – Ele sorriu.

Finalmente.

Eu que o diga. – Ele riu e ela o acompanhou.

Tem mais uma coisa... – Pegou em sua mão esquerda. – Eu não trouxe a aliança de casamento, então, vamos tirar o anel desse... – Tirou o anel de noivado do dedo dela. – E passar para esse. – Ela sorriu. – Só até amanhã.

Você não? – Ele sorriu estendendo a mão esquerda para que ela retirasse o anel de noivado de seu dedo e passasse para o dedo da outra mão. – Pronto.

Você sabe o quanto eu amo você? – Ela aproximou os rostos.

Amo você tanto quanto. – Encostou os lábios nos dele, provocando-o.

Você não devia fazer isso. – Ela mordeu o lábio. – Nem isso. – Rosnou baixo. Ela riu e se afastou. Não era hora para provoca-lo, principalmente estando onde estavam. – Adoro ouvir sua risada.

**--** **--**

Mamãe, olha que legal. – A menina diz, enquanto corria em direção a cama onde a mãe estava deitada. – Ela brilha no escuro, mamãe. – Mostrou a bolinha. – E pula alto. Quer ver? – Felicity sorriu. – Viu que legal? Tia Sarah que deu.

E você agradeceu? – Ela assentiu. – Meu Deus. O que é isso? – Olhou para o objeto nas mãos do filho.

Ele não queria a bolinha, então... – Sorriu ao ver que o menino estava com os olhos focados no sabre de luz em suas mãos.

Sarah todas as vezes que eu for deixar meus filhos com você, eles vão voltar com alguma coisa? – Ela riu.

Eu comprei uma casinha de bonecas. – Felicity a olhou, surpresa. – Vai chegar no apartamento do Ollie, amanhã cedo. Brooke tinha gostado, então...

Sarah. – Repreendeu.

Eu não tenho sobrinhas. Sempre quis dar aquilo para uma sobrinha, e enquanto a minha não nasce... Vou mimar sua filha. – Felicity riu.

Só não faça com meus filhos o que você fez com Lyon. – Oliver se pronuncia, fazendo com que o filho o olhe.

Foi só uma vez, Ollie. Não vai esquecer isso nunca?

Não. E olha que nem meu filho ele é.

O que ela fez? – Felicity pergunta, curiosa.

Ela esqueceu Lyon na piscina de bolinha do shopping. Ele tinha quatro anos. – As amigas se olharam.

Nunca mais aconteceu. Eu juro.

Espero que você não esqueça um dos meus filhos.

Ou os dois. – Oliver diz, provocando.

Isso nunca mais vai acontecer, okay? – Bufou e revirou os olhos.

Não quer ligar... – Oliver ouviu o filho dizer, apesar das mulheres estarem conversando.

Deixa eu tentar. – Diz ao se aproximar. Bryan o olhou e então entregou o brinquedo ao pai que se abaixou em sua altura. Oliver observou todo o brinquedo e então ao apertar o interruptor, a luz apareceu. – Não aperte aqui. – Mostrou ao menino.

Obrigado. – Oliver assentiu. – Agente viu sua mãe. – Oliver arqueou as sobrancelhas. – Ela perguntou para a tia Sarah se ela tinha virado babá.

Sarah. Vocês viram minha mãe? – Ela olhou para o menino perto do amigo e então assentiu.

Ela me viu com as crianças no shopping. Perguntou se eu sabia quem era... A mãe das crianças.

Mamãe, o que é golpista? – Brooke pergunta, curiosa. Felicity e Oliver se olham.

Foi isso que ela disse. – Bryan diz. – Ela perguntou quem era a golpista da vez? – Oliver ficou nervoso. – O que ela quis dizer com isso?

Nada demais, querido. – Oliver sabia que ele não tinha acreditado.

Não se preocupe com o que ela diz, okay? – Oliver pediu. Bryan, apesar de não gostar nenhum pouco da outra mulher, e de saber que seus pais estavam nervosos por causa do assunto, decidiu assentir.

O que você disse para ela, Sarah?

Que isso não era da conta dela. – Oliver sorriu. Sempre tinha gostado da audácia da Lance mais nova. – Ela tentou falar com os gêmeos, mas Brooke se afastou, se escondendo atrás de mim, e Bryan não respondeu a ela. Nem mesmo lhe deu atenção.

Não gosto dela. – Não era a primeira vez que seu filho dizia aquilo. Oliver o entendia. Das outras vezes que vira sua mãe, ela tinha feito um escândalo. – Mas não fui grosseiro como pediu, mamãe. – Oliver e Felicity se olhara mais uma vez, o primeiro não queria que isso afetasse seu relacionamento com o filho e a segunda não queria que os filhos tivessem ódio da avó, mesmo depois de tudo que ela havia feito.

Então, pensei que encontraria Thea aqui. – Oliver a olhou, mas antes, viu seu filho ir para perto da irmã, que via a bolinha ir no alto e voltar para as mãozinhas dela.

Ela sabe de toda a história, Sarah. – A outra pareceu surpresa. – Eu contei. Ela insistiu e eu não pude negar. Ela foi até o pai dela. Acho que agora ela sai de casa.

Como se a Moira fosse deixar. – Bufou.

Minha irmã já tem vinte anos. Moira vai ter que aceitar independente da escolha de Thea. – A outra assentiu.

E sobre o que estava escrito na revista?

Moira já deve estar sabendo, não? – Sarah assentiu.

Ela perguntou se era verdade. – Deu de ombros. – Mas ela deve procurar por você.

Bom, ela pode até tentar, mas no meu apartamento ela não entra mais. Já deixei avisado.

Quando ela souber que eu estou de volta... Não quero nem pensar no que ela fará.

Ela não poderá falar ou fazer nada. Esqueça, está bem? – Felicity apenas assentiu.

Como vai ser? As pessoas vão descobrir sobre Felicity. Ou você vai deixa-la presa no apartamento?

É claro que não. Eu só não quero que ninguém fique nos perturbando. Por enquanto ninguém vai saber sobre Felicity.

Apesar de que já sabem que ela está em Starling, né?

Isso é algo que não adianta negar. Eles a viram. Sabem que ela está aqui. O que não sabem, é como são meus filhos.

Até eles descobrirem que a mãe deles é sua esposa.

Por isso ele não quer que ninguém saiba sobre mim, ainda, Sarah. – Ela assentiu. Sarah sorriu ao ver a aliança no dedo de Felicity.

Quando foi que isso aconteceu? – Apontou para o dedo da amiga.

Oliver trouxe os papeis.

Então... – Oliver sorriu ao ver Sarah animada. – Enfim, vocês estão casados.

Estamos.

Fico tão feliz por isso. Mas eu queria que fosse como tinham planejado.

Isso ainda pode acontecer. – O casal se olhou e Felicity lhe sorriu. – Quando tudo isso acabar, por que, não?

Se eu não for a madrinha, cabeças vão rolar. – Os amigos riram. – Vou contar para a Laurel amanhã. Por falar nisso, que horas vem buscar sua esposa? – Oliver gostava daquela palavra. Esposa. Soava muito bem para ele.

Caitlin ainda não disse que horas vai libera-la. Mas ela deve vir daqui a pouco.

É. Ela disse que vinha. – Felicity concordou.

**--** **--**

Oi, tia Cait. – Brooke diz com um sorriso. Os adultos, que estavam conversando, olham para a porta, vendo Caitlin beijando o rosto da pequena Queen. Ao lado dela, uma garotinha de cabelos castanhos avermelhados.

Vim vê-la assim como disse. – Ela entrou no quarto de mãos dadas com a criança. Brooke, que estava perto da porta, as acompanhou.

Eu estou bem, Cait. Nem precisava vir.

Mesmo assim. – Felicity agradeceu. – Hoje é a sua última noite aqui.

Graças a Deus. – Felicity percebeu que a filha estava do lado de uma garotinha. – Que linda. – A menina se escondeu atrás da mãe.

Ah. – Sorriu, olhando para a filha. – Essa é Kitty, minha filha. Não tinha ninguém para ficar com ela, então Barry a deixou aqui.

Entendo. Ela se parece muito com você.

Você também acha? Barry diz isso o tempo todo, apesar de ela ter os olhos verdes dele.

Ele vai ter sérios problemas, quando ela crescer. – Sarah comentou, o que fez as mulheres rirem.

Ela é um ano mais nova que meus filhos, certos? Foi o que Laurel me disse.

Sim. E por falar nisso, eu tenho um convite para fazer.

Convite?

Sim. Kitty vai fazer aniversário na próxima semana, e eu vou fazer uma festinha para ela. Vocês poderiam ir. Eu já fiz o convite á Laurel. Você também está convidada Sarah. – Felicity e Oliver se olharam. – Não vai ter muita gente, ela nem vai à escola ainda... Serão só a minha família.

O problema Cait é que... – Oliver começou. – Ninguém ainda sabe sobre Felicity. E eu queria ao máximo que continuasse assim.

Ah, eu tinha me esquecido disso.

Eu posso leva-los. – Sarah diz. – Vai ser bom para eles brincarem com outras crianças.

Se eles quiserem. Vou conversar com eles sobre isso. Mas obrigada pelo convite.

Podemos marcar um encontro no nosso apartamento. – Oliver diz, chamando a atenção das mulheres. – Felicity não vai poder sair de lá por enquanto, mas pode receber visitas.

Claro. É só marcar.

E obrigado mesmo Caitlin, por não dizer nada.

Bom, depois do que me contaram, como eu poderia? Mas sabem que isso não vai durar muito, não é? Já sabem que vai se casar, senhor Queen.

Senhor Queen. – Murmurou – Caitlin, pode me chamar de Oliver, por favor. – Ela sorriu. – E sobre o que disse... É verdade, já sabem disso, mas o máximo que eu conseguir ocultar o rosto da minha mulher...

Entendo. E eu compreendo o que faz.

Não vai durar muito. No máximo três semanas. – Sarah diz.

Por que três semanas?

Você acha mesmo que as pessoas que moram no mesmo condomínio que você, não vão ficar curiosos para saber quem é sua esposa? Eu dou três semanas para eles descobrirem quem é ela. E descobrirem o rosto dela.

Eu realmente não tinha pensado nisso. Ela estava aqui, no hospital, com pessoas de confiança... Fora daqui...

Cooper já sabe onde eu estou. – Deu de ombros. Olhou para os filhos que estavam ao lado da filha de Caitlin. – Eu me preocupo com nossos filhos.

Eles ficarão bem. Já contratei seguranças experientes para cuidar deles e de você.

Bom, então agora que sei que você está bem... Eu vou indo.

Cait, você poderia me dizer que horas vai me liberar amanhã?

Eu vou fazer os últimos exames ás 8h. Então até ás 9h você já vai estar liberada para ir para casa.

Okay. Obrigada. – Ela sorriu e chamou pela filha.

Vamos, querida? – A garotinha correu para a mãe. – Diz tchau.

Tchau. – Sussurrou, mas eles puderam ouvir. Cait e a filha saíram logo em seguida.

Ela é muito fofa. – Felicity comenta.

Vocês me avisam caso os gêmeos queiram ir à festa?

Falaremos com eles amanhã, Sarah. – Ela assentiu.

Bom, é melhor eu ir. – Ele se levantou. – Só estava esperando por Caitlin.

Não sei como ela não disse nada por ainda ver você aqui. Já passa das 18h.

Bryan, Brooke, venham se despedir da mãe de vocês.

A gente já vai? – Bryan estava desgostoso.

Como assim, ? – Felicity abraçou a filha, enquanto Bryan ainda se aproximava. – Está tarde, querido.

Mas...

Bryan, sua mãe estará em casa amanhã. – Oliver se pronunciou, e o filho o olhou.

Tudo bem. – Ele abraçou a mãe. – Boa noite, mamãe.

Boa noite, amor. A gente se vê amanhã.

Tommy ficará com eles até que eu chegue. – Ela assentiu. – Sarah...

Não se preocupe. Eu já sei o que vai pedir... Deixa comigo. Qualquer coisa eu te aviso. – Ele assentiu e beijou os lábios da mulher dele rapidamente.

Nos vemos amanhã cedo. – Ela deu um selinho no marido.

Tudo bem. – Ele se afastou. – Te amo.

Também te amo.

Aff. Desse jeito eu vou ficar diabética. – Os amigos riram.

O que é isso? – Brooke pergunta, curiosa.

Diabética... É quando você não pode comer nada de doce, ou fica doente, querida. – Foi o melhor jeito que Sarah achou para explicar a menina de seis anos. Oliver e Felicity sorriram quando a filha fez um “ah”, como se tivesse compreendido.

Vamos indo, então? – Brooke correu para o pai, que a pegou no colo.

Tchau, mamãe. Até amanhã. – Felicity mandou um beijo para a princesa dela, e viu a família sair do quarto.

Notas finais
E então, o que acharam? Felicity e Oliver contam para Thea sobre o passado deles. Ela ficou indignada com o que a mãe fez. Mas quem não? Vocês também devem ter ficado horrorisados com o que Moira fez com Oliver, Felicity, Laurel e Tommy, não é? E o momento fofo entre Oliver e Felicity? Eu amei escrever essa cena. Sim. Eles se casaram escrevendo em um simples papel, mas mesmo assim, foi lindo. Talvez, mais para frente, como Oliver disse, eles tenham uma festa de casamento como eles tinham planejado a seis anos. Sarah é a melhor tia, não? Eu serei como ela quando tiver sobrinhos. Estou orando todos os dias para que minha irmã me dê sobrinhos logo. Adoro crianças. Fico imaginando gêmeos. kkkkkk Um menino e uma menina. Sarah é descrita como eu, é como eu serei com meus sobrinhos. Me digam o que acharam, hein? Comentem, por favor. Bom, o próximo chega logo. Até lá, fiquem com a prévia: Como ele está te tratando? – Perguntou curiosa e preocupada. Bem. Não gritou mais. Tem feito perguntas... Tem me deixado me aproximar. – Felicity sorriu. – Não é como se ele confiasse em mim, mas é um começo. Ele precisa de tempo. É. Vai melhorar, logo. – Oliver parou em frente a sorveteria. Fique aqui, está bem? – Ela assentiu. Pode trazer uma casquinha para mim? – Ele sorriu. Leite ninho com bombom, certo? – Ela quem sorriu dessa vez. Você ainda se lembra. É claro que me lembro. Me lembro de tudo sobre você. – A beijou rapidamente. – Já volto.