Cross Destination
10 Capítulo Dez
Notas iniciais

Oliver saiu do banho já com uma bermuda branca com detalhes do bolso em dourado. Os filhos estavam na sala, jogando videogame. Ele sabia que seria difícil convencer Bryan a ficar. Desde antes de começar a se arrumar, ele tentava convencer o filho a ficar com Tommy, Lyon e a irmã, mas o menino insistia em ir buscar a mãe. Ele não sabia mais o que dizer, ou fazer, quando viu o horário e disse que conversavam depois que se arrumasse. Estava pensando em um modo de fazer o filho ficar no apartamento. Não queria ter que ligar para a esposa. Suspirou, pegando uma camisa branca de mangas até o cotovelo. Seu celular apitou, sabia que era uma mensagem, o pegou, e leu. Era Tommy, dizendo que já estava no condomínio. Oliver se vira para a porta, e vê ambos os filhos entrando no quarto. Oliver sabia o que o menino queria.
Você disse que a gente ia conversar. – Oliver o viu cruzar os braços.
Eu disse. – Se aproximou. – Bryan, não tem porque você querer ir comigo buscar a sua mãe.
Mas eu quero ir. Por que não posso?
Não é questão de não poder... – Por que ele tinha que ser tão parecido consigo até nas atitudes? – Não vamos demorar lá. Quando eu chegar, ela já vai estar liberada. – Ele desviou os olhos. – São só alguns minutos. – Se abaixou na altura dos filhos. Brooke pegou na mão do irmão. – Eu sei que não gosta de ficar longe dela, não gosta de ficar sozinho..., mas Tommy vai ficar aqui com vocês.
Não é por isso. – Oliver pegou no braço do filho.
Então é por que? – Ele olhou para o pai. – Me diz.
E se alguma coisa acontecer? – Oliver suspirou.
Você não confia em mim? – O menino fechou uma das mãos em punho. – Eu já disse isso para você, mas eu posso dizer de novo... Nada, vai acontecer com sua mãe. Ela vai chegar aqui sã e salva. Eu não vou busca-la sozinha, vou estar com seguranças. – Oliver percebeu que a palavra “seguranças” chamou atenção do filho. – Vai ser melhor você ficar aqui com sua irmã. – Bryan ficou em silêncio por alguns minutos, e Oliver esperou pacientemente pela resposta do filho.
Tudo bem. – Oliver suspirou, mas dessa vez, de alívio.
Ótimo. – Se levantou, e no mesmo momento, a campainha foi ouvida pelos três. – É o Tommy. – Pegou a carteira em cima da cama.
Papai, trás sorvete? – Oliver riu.
Eu trago. – Ela sorriu animada. – Mas você vai ter que comer a salada.
Salada? – Ela fez uma cara de desagrada, junto de um biquinho.
Sim. Seu irmão come, porque você também não pode comer?
É ruim. – Ela cruzou os braços. Oliver começou a caminhar para fora do quarto, e os filhos o seguiram.
É pegar ou largar. – Parou no hall da sala e olhou nos olhos da filha. Ele já tinha deixado os filhos comerem besteira demais. Sua filha não gostava de salada, tinha percebido isso, por isso achou que não seria uma má ideia fazer um acordo. Os dois ganhavam, no fim das contas.
A mamãe não vai deixar você tomar o sorvete. – Bryan se pronunciou, e Oliver sorriu, ao ver que ele parecia querer ajuda-lo.
Tudo bem. – Murmurou, ainda com o biquinho. Oliver sorriu e caminhou até a porta, abrindo-a.
Um ano para abrir uma porta, hein? – Oliver revirou os olhos.
Bom dia, Tommy. – Deixou que ele e o filho entrasse. – E aí, Lyon. – O menino o abraçou quando Oliver o pegou no colo. – Garoto, você está ficando pesado. – O colocou de volta no chão.
O papai também disso isso, tio Ollie. – Oliver sorriu.
Ele não tem mais três anos de idade.
Você está de mau humor? – Lyon correu para os amigos.
Não. Quer dizer... Foi mal. Tô com um problema.
Problema? – Eles se olharam.
Você não vai querer saber. – Bufou. – Então? Você já pode ir buscar sua noiva.
Em primeiro lugar, ela é oficialmente minha esposa. E em segundo lugar, me diz o que aconteceu para te deixar desse jeito.
Sério? – Ele sorriu. – Então os papeis...
Ela assinou ontem. – Tommy o abraçou.
Fico feliz por você, cara.
Eu sei, obrigado. Mas me diz logo o que aconteceu... – Tommy desviou os olhos para as crianças, que já estavam na sala, conversando.
Você não vai gostar, mesmo... – Olhou para o amigo. Suspirou. – Sua mãe.
Tinha que ser. – Bufou. – O que ela fez?
Ela queria saber se eu conhecia sua noiva. Quem era ela. Me fez um questionário na rua. – Oliver revirou os olhos. – E ainda teve a cara de pau de perguntar, como vai meu filho.
Quando foi isso?
Ontem. A sorte foi que o Lyon estava no carro. Eles não se viram. – Bagunçou os cabelos. – Agora que ela sabe que está noivo, ela não vai deixar nem você, ou qualquer um de seus amigos em paz. Ela foi atrás da Sarah também, mas encontrou Laurel.
E as duas bateram boca, com certeza.
Eu não deixei. Laurel está grávida, afinal de contas. – Oliver assentiu. – Mandei ela ir embora e deixar minha família em paz.
Ela não vai descansar até descobrir. – Suspirou. – E eu não vou dizer.
Sarah acha que você e Felicity terão duas semanas de descanso.
Se Deus quiser, um pouco mais que isso.
Duvido. – Murmurou. – Já são quase nove, é melhor você ir.
Obrigado mais uma vez por ficar com eles.
Sempre que precisar. Somos melhores amigos, Oliver. – Oliver sorriu. – E também, quantas vezes você fez o mesmo por mim?
Para mim era ótimo. Lyon me ajudava a esquecer certas coisas. – Tommy compreendeu o que o amigo queria dizer. Oliver se virou, e caminhou até os filhos. – Eu já vou. Volto logo.
Não esquece do meu sorvete. – Ele e Tommy riram.
Peço para a sua mãe ligar assim que estivermos no carro, tudo bem? – Bryan assentiu, e Oliver percebeu que ele ficou mais tranquilo depois disso.
**--** **--**
Oliver Ouviu a risada da esposa assim que chegou na porta do quarto. Sorriu. Cumprimentou os seguranças que estavam de guarda na porta, e entrou. Oliver viu Felicity sentada na cama com a filha de Caitlin ao lado dela. Percebeu que Sarah não estava no cômodo e estranhou.
Oi, Oliver. – Ele voltou os olhos para a esposa.
Oi. – Sorriu, se aproximando dela, dando um rápido beijo. – Cadê a Sarah?
Ela foi buscar gelo para essa garotinha aqui. – Oliver olhou para a garotinha, e então, percebeu que ela tinha um hematoma na testa. – Ela caiu. Se lembra dele, Kitty? – A menina assentiu, tímida.
Tia, ainda dói.
A tia Sarah deve estar voltando.
Pensei que já estaria liberada.
Eu realmente estaria, mas os exames ainda não ficaram prontos, então estou esperando o resultado. Caitlin entrou em uma cirurgia de emergência e me pediu para ficar com Kitty. – Oliver sentou na beirada da cama.
Incrível ela se parecer tanto com Caitlin, não é? – Felicity sorriu.
Genética é algo incrível. Caitlin disse que ela tem os olhos do Barry, marido dela. – Oliver assentiu.
Tia Sarah. – A menina diz, sorrindo, fazendo com que o casal olhe para a porta.
Bom dia, Ollie. – Sarah se aproximou, entregando a bolsa de gelo para a amiga.
Ai. – A pequena reclamou, mas deixou a tia colocar a bolsa na testa.
Vai melhorar já, já.
Você parece cansada, Sarah. – Oliver comentou. – Não dormiu essa noite?
Eu disse o mesmo, Oliver, mas ela insisti em dizer que está bem.
Vou melhorar quando estiver em casa, não se preocupem. – Sarah tirou um pirulito de dentro do bolso do casaco verde escuro. – Pra você. – A menina sorriu, e com os olhinhos brilhando, pegou o doce da mão da tia.
Brigada. Quer tia?
Não, querida. Ele é todo seu. – Oliver sorriu, pela forma que a menina estava grudada em sua esposa. A porta se abriu e todos olharam para a mesma.
Mamãe.
Oi, querida. O que foi isso? – Se aproximou, preocupada.
Ela tropeçou e bateu a testa na quina do sofá. Mas não foi nada sério. – Felicity olhou para a criança. – Não é, pequena? Nem dói mais, não é? – Com o pirulito na boca, ela assentiu.
Tudo bem, então. – Se virou para Felicity, um pouco mais aliviada. – Eu vim te liberar. Está tudo certo com seus exames.
Graças a Deus vou sair daqui. – Tanto Cait, quanto Oliver e Sarah riram. – Não que eu não goste de você, Cait. Mas eu odeio hospitais. – Cait balançou a mão, como se dissesse que tinha entendido.
Já vai pra casa, tia?
Vou, querida. Mas nós vamos nos ver de novo.
Vem, princesa, a mamãe tem que liberar a tia Lissy. – A mão colocou a criança no chão.
Ela vai precisar ficar de repouso em casa?
Só evite ficar fazendo esforço, está bem?
Você ouviu isso? – Felicity cruzou os braços.
Ela é bem teimosa, Cait, mas Oliver vai fazê-la se comportar.
Eu não sou nenhuma criança. – Felicity retrucou, enquanto Caitlin retirava o soro. Felicity se levantou devagar, quando Caitlin terminou de retirar a agulha de seu braço.
Suas roupas estão lá dentro, Lis. – Felicity agradeceu, e caminhou até o banheiro. Kitty a seguiu.
Filha, volta aqui.
Tudo bem, Cait. – Pegou na mão da garotinha, fechando a porta depois de entrar com a criança.
Acho que perdi minha filha. – Sarah e Oliver riram. Cait sorriu. – Agora ela tem uma nova pessoa favorita. Alguém não vai gostar disso.
Quem? – Sarah pergunta.
O padrinho dela.
Ela é muito fofa.
Digo o mesmo de seus filhos. – Ela se virou para Oliver. – Ah, eu espero os gêmeos no sábado.
Eu e Felicity falaremos com os dois hoje.
É uma pena que você e Felicity não possam comparecer.
Por que não aparece lá em casa no domingo? Podemos almoçar juntos. – Eles ouvem Felicity que saia do banheiro com um vestido rosa, frente única, colado até a cintura, com a saia rodada, e nos pés, sapatilhas brancas. Kitty abraçava uma das pernas da tia, enquanto chupava o pirulito.
Ótima ideia, meu amor.
Vou falar com Barry, e ligo para dar a resposta.
Vou ficar muito feliz se aceitarem. E também, eu tenho que agradecer você, por tudo que fez por mim.
Não tem que me agradecer por nada. Foi um prazer. – Sorriu.
Bom... Já que não mais precisam da minha pessoa... – Sarah chama a atenção dos amigos. – Eu vou indo. Se precisar, é só ligar. – Oliver assentiu.
Obrigado, Sarah. – Ela sorriu.
De nada. Sempre que precisarem. – Ela e Felicity se abraçaram. – Me dá um abraço? – Sarah pede quando se afasta da amiga. Kitty se aproxima e a abraça, dando um beijo doce na bochecha da tia. – Nos vemos sábado. – Cait foi abraçada por Sarah.
Lembra a Laurel do aniversário da Kitty?
Claro. – Beijou o rosto de Oliver. – Tchau. Beijo para quem fica. – Ela saiu, fechando a porta logo em seguida.
Vem, princesa. – Cait pegou na mão da filha, que tinha voltado a abraçar a perna da mais nova tia.
A tia Lissy já vai?
Sim, querida, ela já vai.
Mas nos vemos no domingo. – Piscou para a pequena, e olhou para Caitlin com o recado de que esperava por ela em sua casa. Felicity se abaixou na altura de Kitty.
A tia não vai na minha festa?
Eu não vou poder, princesa. Mas meus filhos vão. – A menininha a abraçou e Felicity lhe beijou o rostinho infantil.
Vou esperar por vocês no domingo.
Tudo bem. – Sorriu. – Tchau, Oliver.
Tchau, Cait. – Ele viu a mulher pegar a filha no colo.
Dá tchau para o Oliver.
Tchau. – Sussurrou, tímida, balançando a mãozinha.
Tchau, pequena.
**--** **--**
Prometi ao Bryan que você ligaria para falar com ele, quando saíssemos do hospital. – Avisou quando entrou no carro. Oliver deu a partida com um carro na frente e outro atrás.
Vou ligar agora. – Discou o número do Tommy. – Deve ter sido difícil convencê-lo ficar em casa, nos esperando.
Foi um pouco. – Deu de ombros. – Eu compreendo, ele se preocupa com você. – Oliver apertou as mãos no volante. – Ele nem parece ter seis anos.
E isso o incomoda? – Oliver ficou em silêncio por alguns minutos, até se pronunciar.
Pra falar a verdade sim. Ele não teve a chance de ser uma criança normal... – Felicity abaixou o olhar, deixando o celular em cima do colo. – E isso não é culpa sua. – Diz, quando percebe que ela tinha abaixado a cabeça. – Agora ele e Brooke terão a chance de serem crianças, sem problemas em volta deles. Eu pedi para a Laurel falar com a diretora da escola do Lyon, sobre nossos filhos.
Eu não sei... – Oliver o interrompeu.
Você disse que queria que eles fossem normais. Tivessem uma vida normal... Felicity, eles precisam ir á escola. Vai ser bom para ambos. – Ela o olhou. – Eles farão amigos. Esquecerão por um momento, pelo menos, daquela vida que tinham antes.
Você está certo. – Diz após um suspiro.
Eles começam na próxima semana.
Já acertou tudo?
Tommy o fez por mim, já que não tive tempo. – Ela assentiu. – Terá seguranças com os dois também.
Me sinto mais aliviada. – Ela colocou o celular na orelha quando o marido parou no sinal. – Oi, Tommy. Você pode passar para meu filho? – Não demorou para ela ouvir a voz infantil.
Mamãe, você já está chegando?
Sim, meu amor.
Está demorando muito... – Felicity olhou para Oliver.
Eu estava esperando o resultado dos meus exames, mas estou chegando em casa.
Não esquece do meu sorvete, papai. – Ela ouviu a filha gritar e Felicity riu.
O que?
Brooke pediu para não se esquecer do sorvete dela. – Oliver balançou a cabeça.
Se eu disser que estava me esquecendo, você acreditaria?— Felicity riu.
Avisa sua irmã que vamos comprar o sorvete dela.
Então, vocês ainda não compraram?
Querido, vai ser rápido. Olha, não dê trabalho para seu tio, está bem? – Ela ouviu um “uhum”. – Logo estarei aí. Prometo.
Tudo bem, mamãe.
Te amo.
Também. – Ela desligou.
Ele não gostou de saber que iriamos parar na sorveteria, não é?
Não. – Suspirou. – Tão idênticos, mas tão diferente... Brooke está totalmente despreocupada, enquanto que Bry...
Na verdade, eu fico feliz por ela estar tão despreocupada. – Oliver comentou.
Como ele está te tratando? – Perguntou curiosa e preocupada.
Bem. Não gritou mais. Tem feito perguntas... Tem me deixado me aproximar. – Felicity sorriu. – Não é como se ele confiasse em mim, mas é um começo. Ele precisa de tempo.
É. Vai melhorar, logo. – Oliver parou em frente a sorveteria.
Fique aqui, está bem? – Ela assentiu.
Pode trazer uma casquinha para mim? – Ele sorriu.
Leite ninho com bombom, certo? – Ela quem sorriu dessa vez.
Você ainda se lembra.
É claro que me lembro. Me lembro de tudo sobre você. – A beijou rapidamente. – Já volto.
**--** **--**
Mamãe. – O menino a abraçou. – Demoraram.
Não faz nem vinte minutos que nos falamos, filho. – Ela abraçou a filha, quando a pequena se aproximou. Oliver caminhou até a cozinha para deixar o sorvete.
Você está mesmo bem?
Estou, Tommy. – Sorriu. – Vocês ficam para almoçar?
Não, obrigado. Eu gosto de viver. – Oliver riu, da cozinha.
Que horror, Tommy. – Oliver apareceu no cômodo.
Desculpe, mas você não é a melhor cozinheira. Na verdade, você não deveria, nunca, entrar em uma cozinha. Jamais. – Oliver riu novamente.
Não ria, Oliver. – O olhou emburrada.
Você pode não saber cozinhar, mas sabe fazer outras coisas. – Tommy bufou.
Eu não quero saber das outras “coisas” que ela sabe fazer. – Felicity corou. – E tem crianças no cômodo, por favor.
Não seja pervertido, Merlyn. – Ela diz, ainda corada.
Mas Tommy, você deveria ficar. Eu que vou preparar.
Ainda bem, né? Seus filhos agradecem. – Oliver segura uma risada, e Felicity soca o braço do amigo. – Como seus filhos sobreviveram com você cozinhando? – Ela cruza os braços e ele ri. – Agora é sério. Laurel está nos esperando. – Lyon sorriu para Felicity. – Mas obrigado pelo convite.
Ah, por falar em convite... Eu tenho um para você, Laurel e Lyon. Apesar de você não merecer depois de me insultar. – Oliver riu.
Diga.
Domingo Caitlin virá para almoçar aqui. Apareçam também.
Você vai cozinhar?
Tommy, deixa de ser irritante. – Oliver defendeu a esposa, abraçando-a de lado. Tommy riu.
Vou falar com Laurel, mas por mim tudo bem.
Então, combinado? – Oliver se pronunciou.
Combinado. – Eles ouviram Bryan e Lyon rirem de algo que Brooke dizia, fazendo com que a pequena fizesse um bico. – Ele está mais calmo. – Se virou para os amigos, que estavam lado a lado.
Ele queria ir buscar Felicity comigo...
Entendo. – Olhou para onde as crianças estavam. – Lyon. Vamos?
Já, papai?
Se não chegarmos em casa antes do almoço, sua mãe vai surtar. – Oliver e Felicity riram. – Não riam. Laurel grávida é assustadora. – Sussurrou.
Não diga isso, Tommy. – Felicity diz, defendendo a amiga.
Dê tchau para seus tios.
Tchau, tio Ollie. Tchau, tia Lissy.
Tchau, Lyon. / Tchau, querido. – O casal dizem ao mesmo tempo. Tommy beija o rosto de Felicity e sai. Oliver fecha a porta.
Então, o que vai fazer de almoço?
Eu deixei algumas coisas prontas antes de sair.
Você acordou cedo, então.
Não consegui dormir. – Felicity arqueou as sobrancelhas. – Não se preocupe, não foi nada demais. – Pegou na mão dela. – Antes de almoçarmos, quero te entregar algo. – Com a mão livre, ele pegou uma caixinha vermelha dentro do bolso e abri-la.
Ah, aliança. – Ela sorriu. – Eu nem estava me lembrando, na verdade.
Eu não poderia me esquecer. – Oliver viu ela trocar o anel de noivado para a outra mão, e então, Oliver colocou a aliança no dedo em que estava o anel.
Eu adorei. – Ele a beijou. – Obrigada.
Eu te amo. – Ela beijou os lábios dele lentamente.
Amo você também. Mais do que pode imaginar. – Ele sorriu.
Fica comigo na cozinha?
Não quer minha ajuda?
Eu te amo, amor, mas não. Você é um perigo na cozinha. – Ela bufou.
Eu aprendi algumas coisas.
Tenho medo de perguntar o quê. – Ela o socou e ele riu, enquanto caminhavam até a cozinha.
Eu tô com fome. – As crianças dizem juntas.
Eu ainda vou preparar, mas vai ser rápido. – Pegou a carne picada dentro da geladeira. – Só falta a carne.
Eu pico a salada. – Felicity pegou as coisas dentro da geladeira. – Isso eu posso, não é? – Oliver sorriu.
Isso, você pode. – Ela revirou os olhos.
**--** **--**
Thea caprichou. – Felicity comenta, enquanto olhava ao redor. Depois do almoço, as crianças quiseram mostra-la o quarto.
São os sobrinhos dela, afinal de contas. – Diz com um sorriso. – Ela não descansou até ter o quarto do jeito que ela queria.
Bem a cara da Thea, mesmo. – Felicity se aproximou de uma das estantes. – Eu me lembro dessa foto. – Nela, Felicity beijava a bochecha de Oliver, enquanto ele segurava a cintura dela, com uma das mãos.
Foi no aniversário da Thea.
É. Me lembro que você passou chantilly no meu nariz.
E eu me lembro que você se vingou de mim, mais tarde, naquele dia. – Ela corou.
Oliver. – O repreendeu.
Eles nem estão prestando atenção na nossa conversa. – Bryan brincava com um dos carrinhos no chão e Brooke estava sentada perto do irmão, brincando com a casinha de bonecas que havia ganhado de Sarah.
Sabe, eu estava pensando, como vou comprar roupas para mim, sendo que estou presa nesse apartamento? – Oliver a olhou. – Eu sei que por enquanto é o melhor, eu até fico aliviada por não saberem que eu sou eu..., mas eu preciso de roupas.
Não se preocupe com isso.
Como não? – Arqueou as sobrancelhas.
Laurel e Sarah cuidaram disso.
Cuidaram? – Oliver se aproximou de onde os filhos estavam, depois de confirmar a pergunta dela.
Bryan, Brooke, eu e a mãe de vocês queremos falar com vocês.
Sobre o que? – Bryan perguntou.
Lembram-se da filha da Cait?
A Kitty, mamãe? – Ela sorriu para a filha.
Sim. Ela vai fazer aniversário no sábado, e vocês estão convidados. – Brooke sorriu, mas Bryan continuou sério.
A mamãe vai?
Eu ainda não posso sair do apartamento, filho.
Então eu não vou. – Disse segundos depois que a mãe negou a sua pergunta.
Bryan... – Ela se sentou na frente dos filhos e Oliver fez o mesmo. – Eu não posso, mas vocês sim. Devem se divertir. Lyon também vai.
Eu não quero. – Felicity olhou para Oliver.
Lembra-se quando disse para você que deveria agir como criança? – Oliver começou. – Isso é algo que não só eu quero, mas a sua mãe também. – Bryan olhou do pai para a mãe. – Ela não quer que fiquem como antes.
Você não tem que ficar preocupado comigo, amor. Eu estou bem. Seu pai não vai deixar que nada aconteça comigo. – Bryan abaixou o olhar. – Ele já disse isso, não? E eu confio no seu pai... Você não?
E se ele tentar alguma coisa, mamãe? E se ele encontrar você?
Ela está protegida. – Oliver afirmou. – As pessoas que estão cuidando da proteção dela, são de minha confiança.
Quero que vá a festa com a sua irmã, Lyon e seus tios.
Não vai ficar sozinha?
Não. – Bryan olhou para o pai, que tinha respondido no lugar da mãe. – Eu vou estar com ela.
Tudo bem. – Sussurrou. – Mas só porque está pedindo, mamãe. – Ela sorriu e beijou o rosto infantil.
Obrigada, querido.
Mamãe, agente pode comprar um presente bem legal?
Claro. Eu não posso sair, mas vocês podem ir á loja de brinquedos com o pai de vocês, amanhã.
Mas você vai ficar sozinha. – Os olhos dele brilhavam a preocupação.
Vou pedir que Laurel e Sarah fiquem com ela. – Pai e filho se olharam. – Tudo bem se for assim? – O menino assentiu. – Vou chamar Tommy para ir com a gente.
Então está combinado. – Felicity diz, animada. – Enquanto isso, eu descubro alguma coisa para eu fazer nesse tempo que estarei enclausurada.
Infelizmente não vai durar por muito tempo.
Só temo o que pode acontecer com nossos filhos, por causa disso.
Não se preocupe. – Olhou para as crianças. – Enquanto vocês brincam aqui no quarto, a mãe de vocês vai tomar um banho.
Ótima ideia. – Oliver se levantou e ajudou a esposa a fazer o mesmo. – Ainda estou com cheiro de hospital.
Nós vamos estar no quarto, está bem? – Eles assentiram.
**--** **--**
Oliver tinha acabado de desligar o celular, quando ouviu o barulho do chuveiro ser desligado. Tinha combinado de encontrar com o amigo ás 10h da manhã em frente a loja Toys R Us do shopping. Ele sabia que seria complicado sair com o filho no dia seguinte, mesmo que ele tenha concordado, Bryan continuava complicado. Mas não podia culpa-lo. Eles precisavam de tempo para se entenderem, e Oliver sabia que seriam passos de bebê. Bryan passou por coisas que criança alguma deveria passar, ouviu coisas horríveis de uma pessoa maldosa e sem escrúpulos, colocaram ele contra o próprio pai, e agora, Oliver teria que devagar, ir conquistando a confiança do menino. E ele estava disposto a qualquer coisa para ter não só a confiança do filho, mas também o amor e o carinho. Ouviu a porta do banheiro se abrir, mas seus olhos continuavam nas mensagens de Walter.
Acabei de falar com Tommy. Laurel vai vir para cá com o carro dela... – Se interrompeu ao olhar para a esposa e vê-la com uma camisola curta de renda, na cor preta. – Uau. Você está linda.
Obrigada. – Sorriu. – Tenho que agradecer a Laurel e Sarah depois. Eu amei as peças que compraram para mim. – Ela sorriu, passando uma das mãos pelo tecido da camisola. – E não é que elas serviram direitinho? – Ele a acompanhou com os olhos, quando ela começou a andar.
Você vai dormir? – Ela deu de ombros, e se sentou em um sofá que ficava do lado esquerdo da cama. – Você está fazendo isso de propósito? – Pergunta, ao vê-la passar o creme em uma das pernas, bem devagar, provocando-o.
Eu? – Perguntou, fingindo inocência. – Só estou passando o creme. – Oliver respirou fundo.
Você tem muita sorte dos nossos filhos estarem acordados, e no quarto ao lado. – Ela riu. – Isso é jogo sujo. – Diz, quando a esposa sobre um pouco mais a barra da camisola, passando o creme nas coxas.
O que seria jogo sujo? – Oliver se levantou, se aproximando perigosamente perto dela.
Você fazendo isso... – Com uma das mãos, ele desceu a barra da camisola, aproveitando é claro, para passar a mão na coxa dela, lentamente.
Não foi de propósito. – Oliver balançou a cabeça.
Não devia ter feito isso. – Comenta ao vê-la morder o lábio. Logo em seguida, Oliver toma os lábios dela em um beijo sedento. Felicity o puxou pela camisa, fazendo com que ele se sentasse ao lado dela. Enroscando uma das mãos nos cabelos da nuca, Felicity o puxa para mais perto de seu corpo. Eles estavam esperando por aquele momento á muito tempo, foram seis anos longe um do outro. Oliver coloca as mãos na cintura fina, e Felicity passa a perna direita para o outro lado da cintura dele, sentando-se em seu colo, fazendo com que o marido gemesse. Ele mordeu o lábio da esposa, passando a lamber e beijar o pescoço dela, ouvindo seu suspiro de prazer.
Oliver. – Ela gemeu quando sentiu a mão do marido em um dos seios, por cima da camisola.
Mais baixo. – Ele diz, antes de fazer o que fazia, do outro lado do pescoço. Passando as mãos pela coxa, Oliver foi subindo a camisola cada vez mais, até adentrar ambas as mãos para dentro do tecido, uma subiu até um dos seios e a outra passou lentamente pela lateral da calcinha, descendo a extensão dela até parar no sexo da esposa.
Oh. – Ela estremeceu, e ele sorriu. Ainda por cima da calcinha, Oliver começou a brincar, passando um dos dedos no sexo dela. – Oliver...
Shiiiii. – Diz antes de tomar os lábios dela. Felicity correspondeu no mesmo ritmo. Sabia que ele tinha feito aquilo para que ela não gemesse alto, e chamasse a atenção dos filhos. – Você está tão molhada... – Sussurrou no pé do ouvido dela. – E eu nem a toquei direto. – Felicity mordeu o lábio, reprimindo um gemido alto.
Mamãe. – Felicity e Oliver se assustaram, e ela saiu do colo dele. Péssima ideia. Oliver estava visivelmente, incomodado. Felicity engoliu em seco, mas agradeceu a Deus quando percebeu que a porta estava fechada.
Eu fechei quando entramos. – Felicity fechou os olhos, se aliviando. – Só um aviso... – Ela o olhou. – Isso ainda não acabou. – Ela sorriu.
Eu já vou abrir, filho.
E eu vou tomar um banho. – Oliver avisa, enquanto se levantava. – Frio, de preferência. – Felicity segurou uma risada, arrumou a camisola e caminhou até a porta, abrindo-a.
O que foi, amor?
Eu tô com fome.
Mas já? – Olhou incrédula. – Não tem nem quatro horas que a gente comeu.
Mas eu estou. E a Brooke também. – Felicity suspirou.
Tudo bem. Vamos ver o que podemos fazer para comerem.
Não, mamãe. – Ele parou a mãe quando ela começou a andar. – Eu te amo, mas a gente quer comer a comida do Oliver. – Ela bufou.
Agora vocês não vão mais comer da minha comida?
Não. – Felicity cruzou os braços. – Ele é muito melhor nisso que você, mamãe.
Impossível eu discordar. – Ela murmurou. – Tudo bem, eu vou chamar o seu pai.
Mamãe, eu quero bolo. – Ela ouviu a filha pedir enquanto se aproximava. – Mas tem que ser o do papai.
Oliver. – Felicity o chamou, alto, para que ele ouvisse. – Seus filhos querem comer bolo. E não é o meu. – Ele riu de onde estava, até aparecer na porta do banheiro com uma bermuda jeans e os cabelos molhados.
E você esperava que fosse diferente, amor? – Ela virou o rosto. – Você pode não saber cozinha, mas amo você mesmo assim. – Ela o olhou, e ele já estava perto o bastante para beija-la, o que foi feito segundos depois. – De que vão querer.
Que pergunta, Oliver. – Ela riu. – De chocolate, é claro.
Tudo bem. Vocês assistem TV enquanto eu faço o bolo. – Pegou uma camisa em cima da poltrona e caminhou para fora do quarto, com a esposa e os filhos seguindo-o.
O suco eu posso fazer? Ou estou proibida? – Oliver sorriu.
Você consegue? – Ela socou o braço dele. – Tudo bem. Não precisa me socar.
Eu quero assistir “Frozen”.
Não. Eu não quero assistir isso, não.
Bryan, não precisa falar assim. – Ele olhou para a irmãzinha, que tinha se assustado com a forma que ele tinha falado.
Desculpa, Brooke. – Ela assentiu. – Vamos assistir outra coisa, tá? O que você quiser, menos isso. – Oliver sorriu, seu filho, assim como ele, não gosta de ver a irmã assustada ou triste.
Tá. – Eles descem as escadas. – Coloca “meu malvado favorito”, mamãe. – Ela se joga no sofá. Bryan se senta ao lado da irmã, enquanto Felicity pega o controle para ligar a TV e colocar o filme.
Nós vamos estar na cozinha, qualquer coisa, chamem. – Eles assentem e Felicity segue para a cozinha, onde o marido já estava. – Você está melhor?
O que você acha? – Ele diz, segurando-a pela cintura.
Eu acho que não.
É por isso que vamos continuar o que começamos quando nossos filhos dormirem. – Sussurrou.
Ainda falta um bocado.
Eu esperei por seis anos, posso esperar por mais algumas horas. – Ela riu. – Deixa eu fazer o bolo, agora. – Ela lhe deu um selinho e se afastou.
Onde está a laranja?
No cesto... – Apontou para o mesmo. Felicity caminhou até lá para pegar a fruta. – O liquidificador está no armário de baixo, do seu lado direito, junto do espremedor. – Ela assentiu. – Tem certeza de que vai fazer isso? – Arqueou as sobrancelhas.
Por que a pergunta? – Ela o olhou, também com as sobrancelhas arqueadas.
Porque estou preocupado com o que pode acontecer com você, ou com meu espremedor.
Oliver. – Ela o repreendeu, e ele jogou as mãos para cima, em rendição.
Tudo bem. Vou deixar que faça isso. – Se virou para o armário onde ficava os ingredientes que precisava. – Apesar de eu temer pela segurança dela mesma. – Sussurrou.
**--** **--**
Viu porque eu disse para você não fazer? – Oliver se aproximou com um band aid. Tinha acabado de colocar o bolo no forno quando ouviu um resmungo da esposa, e ao olhar para ela, viu que tinha se machucado. Uma das unhas tinha quebrado enquanto espremia a laranja e perfurado o dedo, fazendo com que sangrasse. – Sabia que não daria certo.
Foi só um dedo machucado, Oliver. Isso poderia acontecer com qualquer um.
Meu amor, você e cozinha na mesma frase não dá certo. – Ela fez um bico, que ele achou fofo. – Você já tentou outras vezes... Se lembra do que aconteceu? Dessa vez foi um dedo, na próxima vai ser o quê?
Eu não vou ficar sem fazer nada, Oliver.
Você pode fazer o que quiser, menos cozinhar. – Ela bufou. – Como nossos filhos sobreviveram?
Oliver. – Mais uma vez ela o repreendeu, e ele riu.
Felicity, eu não estou querendo te magoar, só estou tentando entender. Você nunca soube fazer nada na cozinha. A não ser lavar louça.
Se eu não souber fazer isso, Oliver, pode me internar. – Ele riu novamente.
Deixe a cozinha comigo, okay? E quando eu não estiver, por favor, pelo bem dos nossos filhos, e da sua saúde... Peça comida. – Ela cruzou os braços, emburrada. – Se eu disser que mesmo assim, amo você, vai ficar melhor?
Talvez. – Murmurou. Oliver sorriu, aproximando os rostos.
E seu eu fizer isso... – Deu uma leve mordida no pescoço dela. – Está se sentindo melhor? – Ela mordeu o lábio. – Ou isso... – Oliver apertou a cintura dela, colocando-a entre ele e a bancada, enquanto lambia e beijava toda a extensão do pescoço dela. – Como você está agora? – Ele sorriu quando ela não conseguiu responder. Aproveitando que ela tinha fechado os olhos, Oliver grudou mais os corpos, adentrando a mão direita por dentro da camisola, subindo lentamente, ora apertando, ora apenas passando a mão.
Oliver. – Gemeu baixo, lembrando-se, mesmo que por pouco, que os filhos estavam no cômodo ao lado.
E se não estiver melhor mesmo assim... – Sussurrou. – Que tal isso? – Oliver tomou os lábios em um beijo lento, mas não menos possessivo. Por baixo do pano, agora, com ambas as mãos, Oliver apertou as nadegas, puxando-a para mais junto de seu corpo, se é que era possível, e foi a vez dele de gemer.
Oliver. – Felicity parou o beijo, e Oliver se voltou para o pescoço. – As crianças estão... – Arfou, ao sentir uma das mãos dele, passar pelo seu sexo, por cima da calcinha. – Aqui do lado.
Okay. – Se afastou de uma vez. Felicity abriu os olhos. – Você está certa. Mas á noite você não me escapa.
Nem quero. – Ele sorriu.
Eu já volto. – Caminhou para fora da cozinha. – O forno vai apitar, se acontecer antes de eu voltar, só desliga ele e abre a porta, okay? – Ela assentiu. Isso ela conseguia fazer.
**--** **--**
Felicity estava tendo dificuldades para colocar a filha para dormir. Ao contrário do que imaginou, ela não teve problemas em colocar o filho para dormir, enquanto Oliver ficava com a filha no quarto deles, ela fazia Bryan dormir. Foi só o tempo de Felicity passar as mãos nos cabelos loiros, que ele caiu em um sono profundo, talvez porque ele adorava o carinho da mãe. Oliver ficou impressionado quando a esposa voltou dez minutos depois para pegar Brooke com ele. Ele normalmente demorava de meia hora a uma hora para colocar o filho para dormir. Felicity olhou para a filha. A menina olhava para a coelhinha, mexia na pelúcia, e voltava os olhos para a mãe. Oliver tinha tentado, mas tinha falhado. Era a primeira noite de Brooke no quarto que a tia Thea tinha preparado para ela. Felicity ouviu a porta.
Ela não dormiu ainda? – Ele sussurrou quando ela o olhou.
Não. – Sussurra de volta. Oliver sabia que a filha tinha pesadelos, tinha conversado com a esposa sobre a menina demorar a dormir, e ela havia lhe contado que Brooke tinha pesadelos. Oliver não podia culpar a filha, quem não teria pesadelos depois de tudo que passou?
Quer que eu fique com você?
Não precisa. – Olhou para a filha, ela não tinha percebido que o pai estava no quarto, estava entretida, de costas para a porta, conversando com a coelhinha de pelúcia. – Pode ir para o quarto. Eu já vou. – Oliver olhou para a filha, voltou os olhos para a esposa e assentiu. Ao contrário do que a esposa pensava, Oliver se encostou na parede ao lado da porta. – Amor, fecha os olhinhos.
Não. Não quero dormir. – Ouvir aquilo fez o coração de Oliver apertar.
Eu prometo que vai ficar tudo bem, querida. – Beijou os cabelos lisos da filha. – Você vai dormir bem rapidinho.
Não quero. – Ela resmungou, chorosa.
A mamãe vai ficar aqui até você dormir, vai cuidar do seu sono. – Passou uma das mãos nos olhos verdes da filha. – Vai ficar tudo bem. Logo você vai sentir um sono muito bom. – Beijou o rosto da filha, que já estava com os olhos fechados. – Você vai sonhar com coisas boas, amor. – Sussurrou. Oliver sorriu ao ouvir a esposa. – Com a mamãe, o papai, seu irmão... Pessoas que amam você. – Oliver respirou fundo e caminhou para o próprio quarto. Ele sabia que logo a filha dormiria.
**--** **--**
Oliver a beijou assim que ela entrou no quarto. Fechando a porta, ele a encostou na mesma, sem parar de beija-la. Felicity, mesmo que tivesse se assustado um pouco no começo, já estava totalmente motivada. Correspondendo ao beijo com tanto desejo quanto o marido, ela subiu a camisa que ele vestia, Oliver parou o beijo para poder ajuda-la a tirar a peça, voltando a beija-la logo em seguida.
Brooke dormiu? – Perguntou ofegante.
Como um anjinho. – Oliver sorriu. Felicity levou os braços para cima, deixando que ele retirasse a bendita camisola, afinal, era o que ele queria, desde mais cedo. Ficando apenas de calcinha e sutiã, Oliver caminhou com ela até a cama, enquanto a beijava. Felicity apertou as mãos nas costas, retribuindo o beijo possessivo. Ele a sentou na cama, sem parar de beija-la, colocando um dos joelhos no meio das pernas dela.
Vai para o meio da cama. – Ele pede enquanto tirava a bermuda que vestia. Felicity o fez imediatamente, e Oliver subiu em cima dela, voltando a beija-la. Enquanto as mãos dela estavam enroscadas nos cabelos da nuca dele, Oliver tentava retirar o sutiã que o incomodava.
É na frente. – Ela diz, retirando-o com uma das mãos e jogando em qualquer canto do quarto.
Ficou ainda mais sexy fazendo isso. – Ela sorriu, puxando-o para mais um beijo necessitado, e ele correspondeu a altura. Felicity fincou as unhas nas costas do marido, mas ele não reclamou, mordeu o lábio dela, descendo pelo queixo e pescoço enquanto passava as mãos lentamente pela barriga, descendo ate a calcinha tirando-a tão lentamente, que Felicity achava que ele queria tortura-la. Oliver beijou a coxa vagarosamente, subindo mais lento ainda, pela parte interna, mordendo de leve antes se aproxima do sexo dela. Felicity arqueia o corpo, esperando pelo que ele faria a seguir, reprimindo o gemido alto que vinha, ela sentiu a língua dele brincar com sua virilha. Quando ele adentrou com a língua na abertura dela, e chupou, ela não conseguiu reprimir o gemido alto. Ela agarra os cabelos loiros, pedindo para que ele não parasse. Oliver coloca um dedo junto da língua, estimulando o clitóris. Enquanto Felicity gemia, ele sentia que ela estava perto, e por isso, adentra o dedo, estimulando ainda mais. Ele a sentiu estremecer e a respiração dela se tornou irregular. Oliver retira a língua, mas não o dedo, e toma os lábios dela, fazendo-a sentir o próprio gosto. Ele a ouve resmungar quando tanto os lábios, quanto o dedo dele, a deixam. Ele se afasta por segundos para tirar a única peça que vestia naquele momento, voltando para a mesma posição de antes. Oliver pega nas coxas dela, separando-as, se colocando entre elas, enquanto tomava os lábios que sentia tanta falta. Felicity fincou as unhas nas costas do marido quando ele a adentrou por inteiro, e os gemidos que saiam de ambos, foram abafados pelo beijo possessivo e necessitado.
**--** **--**
Mamãe. Papai. – Eles ouviram a pequena gritar. Oliver e Felicity se assustaram, se levantaram da cama e correram para o quarto dos filhos. Quando entraram encontraram Brooke abraçada ao irmão, chorando. Oliver e Felicity se olharam e se aproximaram.
Querida. – Felicity e Oliver se sentaram ao lado da filha, que tinha se afastado do irmão. – O que houve, amor?
Eu tive um pesadelo. – Oliver pegou a pequena e a colocou sentada em seu colo.
E o que você viu? – Oliver a abraçou, beijando a têmpora da filha.
Um homem levava a mamãe. Pra longe. – Ela passou as mãos nos olhos. Oliver percebeu que o filho estremeceu, sabia que não era de frio.
Sua mãe não vai ser levada, Brooke. – Oliver diz. – Ela está bem. Está protegida, filha.
Mas papai...
Você não precisa ficar com medo. Ninguém vai tirar a mamãe de vocês.
Promete? – A voz veio de Bryan.
Eu prometo. Vocês sempre terão a mãe de vocês por perto.
Querida, são só pesadelos. Sonhos ruins. Não precisa temê-los. – Ela soluçou.
O que acham de dormir comigo e sua mãe hoje? – Felicity o olhou sorrindo.
Mesmo? – Brooke se virou para olhar nos olhos do pai. – Podemos, papai?
Se for te deixar mais calma, querida.
Mas Brooke... – Ela olhou para a mãe. – Você não pode dormir com o papai e a mamãe todos os dias. – Ela abaixou o olhar. – Amor, você não tem que ficar com medo. Nem você... E muito menos você. – Olhou para Bryan.
Eu estou aqui. – Oliver diz. – Nada acontecerá com vocês, comigo aqui. – Bryan e Brooke o olham. – Prometo. – Os dois assentiram. – Agora vamos. Está tarde. Precisamos dormir. – Oliver se levantou com Brooke no colo, que carregava a coelhinha de pelúcia. Felicity se levantou da cama junto do filho.
Vem com a mamãe. – Felicity pegou o filho no colo, e junto de Oliver, caminhou para o quarto que dividia com o marido.
**--**
Felicity terminava de vestir a filha quando seu celular vibrou. Ela olhou rapidamente, vendo que era uma mensagem de Laurel. Pegou o arco rosa pink com um lacinho na mesma cor em cima da cama e o colocou na cabeça da filha. Felicity tinha escolhido um vestido rodado de alça grossa, com a saia de babado, na cor rosa bebê. Abaixo dele, tinha um short em um tom mais escuro que o do vestido e calçava uma sapatilha preta com um laço na mesma cor do vestido.
Prontinho. – Sorriu. – Você está linda.
Mamãe, eu não quero colocar o brinco. – Diz. Felicity olhou para os pequenos brincos em formato de flor.
Tudo bem. Você pode acabar se machucando mesmo. – Devolveu os brincos para a caixinha de joias. – Agora me escute. Obedeça seus tios e tome cuidado.
Tá bem, mamãe. – Felicity a desceu da cama.
Ela está pronta? – Felicity olhou para o marido, que entrava no quarto.
Sim. Laurel mandou uma mensagem... – Abriu o aplicativo, lendo a mensagem da amiga. – Eles já estão lá embaixo.
Você está tão linda, princesinha. – A garotinha sorriu para o pai.
Obrigada, papai. – Diz, balançando a saia do vestido.
É melhor vocês irem, ou vão se atrasar. – Oliver assentiu.
Brooke, pegue o presente, filha. – A menina correu para o próprio quarto, onde estava o presente.
Bryan está na sala?
Está. E já estava incomodado com a demora de vocês. – Sorriu. – Ele é tão impaciente quanto eu.
Por isso eu sempre digo que ele é você, só que com seis anos de idade. – Ele passou os braços em volta da cintura dela.
Eu vou deixa-los lá embaixo, e volto.
Tudo bem. Eu só fico preocupada porque as crianças não estão acostumadas a saírem sem mim.
Nesses dias que você esteve no hospital, eles ficaram com Laurel, Tommy... Comigo. Eles estão se acostumando aos poucos. E Sarah vai ficar de olho, não se preocupe.
Okay. – Lhe deu um selinho. – Quero falar com Bryan antes de irem.
Peguei. – O casal olhou para a porta, encontrando a filha.
Então vamos, seus tios estão esperando lá embaixo. – Eles desceram as escadas.
Bry. – O menino se levantou do sofá e se aproximou dos pais e da irmã. – Quero que se comportem, okay? Obedeçam seus tios.
Pode deixar, mamãe.
E não comam nada que vocês não conheçam.
A gente sabe. – Oliver olhou para a namorada, segurando uma risada. – A gente já pode ir?
Sim. Seus tios estão lá embaixo.
Antes, lembrem-se das alergias, okay? Por favor...
Felicity. Eles ficarão bem. – Balançou a cabeça. – Está sufocando eles. – Bryan tinha os braços cruzados, impaciente.
Okay. – Suspirou. – Não fique com essa cara. Você está indo para uma festa, quero que se divirta. – Ele torceu a boca e assentiu.
Vamos logo. – O casal riu da animação da filha. – Tia Laurel tá esperando.
Então, vamos. – Pegou em uma das mãos da filha.
Ei. – Felicity pegou no braço do filho. – Não saia de perto da sua irmã, está bem? – Ele assentiu.
Eles ficarão bem, não se preocupe. – Oliver abriu a porta.
Tem certeza que não quer que a gente fique, mamãe?
Tenho. Vocês precisam se divertir com outras crianças. – Ela se abaixou na altura dos filhos. – Nos vemos daqui a pouco. – Ela beijou a bochecha de ambos, e Oliver viu quando o filho fez uma careta. Nessa idade ele também tinha vergonha. Sorriu.
Vamos. – Eles saíram do apartamento. – Eu já volto. – Ela assentiu e fechou a porta, trancando-a com chave.
**--** **--**
Oliver beijava o pescoço da esposa, prensando-a na parede perto do closet. Uma das mãos apertava a cintura fina, enquanto que a outra brincava com o sexo, sentindo a umidade dela por cima da calcinha. Quando voltou para o apartamento, depois de deixar os filhos com os amigos, encontrou a esposa saindo do banho, com os cabelos molhados e uma camisola de renda, até a metade da coxa, na cor vermelha. O desejo transpareceu em seus olhos. A única coisa que ele pensou, foi em beija-la e torna-la sua mais uma vez. Agora ele tocava todo o corpo dela por cima da camisola, enquanto beijava a extensão do colo dela. Felicity grudou as mãos nos cabelos do marido, puxando-o para um beijo necessitado, enroscando sua língua na dele. Subindo a mão que estava na cintura dela, por dentro da camisola, apertando um dos seios, sentindo-o se enrijecer, ele a ouviu arfar. Oliver mordeu o lábio, puxando-a para um novo beijo.
Oliver. – O gemido dela demonstrava claramente seu desejo. Ele sorri satisfeito, e volta a acariciar a intimidade dela, dessa vez, sem o pano que ela vestia, ouvindo os gemidos abafados pelo beijo.
Se segure em mim. – Ordena antes de levanta-la, fazendo-a abraçar as pernas em volta de sua cintura. Não demorou muito para que ele retirasse a camisola e jogasse em algum canto do closet. Ele gemeu junto dela quando ambos os sexos tiveram contato. Ele aperta um dos seios e toma o outro com a boca, ouvindo-a gemer. Ele morde levemente, e volta e toma-lo na boca. As unhas de Felicity grudam nas costas do marido.
Oliver. – Ele soltou o seio, buscando a boca dela, puxando para um beijo intenso. – Eu quero você. Agora. – Ela diz, ofegante, quando ele afastou os próprios lábios para beijar seu pescoço.
Meu amor... – Sua voz sai rouca, pelo desejo, e o incômodo que sentia em seu membro. – Também quero você. – E então ele a penetra arrancando um gemido alto dela ao sentir o membro dele deslizar centímetro por centímetro por sua intimidade. Ela morde o próprio lábio, apertando ainda mais as unhas nas costas largas, arranhando-o. Oliver trincou os dentes enquanto a estocava sem nenhuma gentileza, segurando uma das pernas dela. Os gemidos de ambos acompanhavam o ritmo dos movimentos rápidos e precisos dele.
Felicity. – Rosnou ao sentir o sexo dela apertar cada vez mais em volta de seu membro, aumentando o prazer. – Tão... Tão apertada. – Rosnou mais uma vez.
Mais... – Ele ouviu, e fez como ela pediu, intensificando os movimentos, estocando com força. Felicity geme longamente atingindo o ápice, Oliver a beija intensamente, atingindo o próprio ápice em seguida, mas sem deixar de beija-la. Mesmo cansado, ele consegue caminhar até a cama, deitando-se com ela por baixo de si, ainda a beijando longamente. Felicity mordeu o lábio do marido e o empurrou para ficar por cima, sentindo-o apertar suas nadegas, puxando-a mais para ele. Oliver tirou o cabelo que caia no rosto dela, e se afastando um milimetro, observou o rosto dela.
Eu te amo. – Ela sorri.
Eu também te amo. – Ele se vira com ela, deixando-a de lado, assim como ele, com os rostos próximos, uma das pernas dele estava enroscada na dela. Oliver tinha a mão esquerda em cima da cintura dela, e a direita dela estava nos cabelos dele, acariciando-os de leve.
**--** **--**
Oi, amores. – Ela abraçou os filhos. – Como foi na festa?
Foi muito legal. – Brooke quem respondeu. – Olha, mamãe, o que eu ganhei? – A menina mostrou um ursinho branco de pelúcia.
As meninas ganharam esse ursinho e os garotos ganharam um carrinho. – Felicity olhou para o carrinho azul nas mãos do filho. – Lembrancinha. – A loira assentiu.
E a festinha de vocês? – Tommy diz em um tom malicioso. – Pelo jeito foi ótima, não é? – Felicity corou e Oliver revirou os olhos.
Tommy. – Laurel o repreendeu.
Que festa?
Viu? Olha o que você fez? – Ela sussurrou para o marido.
Nenhuma, querido. – Sarah respondeu Bryan. – Seu tio está querendo provocar seu pai.
Bom, nós só viemos trazê-los.
Virão amanhã, certo?
Eu não poderei, mas agradeço o convite, Lis.
Por que, Sah?
Tenho um compromisso.
Com quem? – Laurel e Felicity perguntam juntas.
Vocês são bisbilhoteiras, hein? – Oliver riu.
Cala a boca, Tommy. – Elas dizem juntas.
Bisbilhoteira o caramba. – Laurel rosnou.
Se você não parar de provocar, vai acabar apanhando. – Brooke puxou o irmão e o “primo” para a sala.
Eu não tenho um encontro, gente. É só um compromisso no meu trabalho.
No domingo? – Sarah olhou para Oliver e depois voltou os olhos para a irmã e a amiga.
É importante. – Deu de ombros, fazendo parecer que não era nada demais. – Mas marcamos outro dia.
Caitlin pediu para eu avisar que virá amanhã.
Como se Felicity tivesse dado a chance de ela negar. – A esposa cruzou os braços.
Você vai cozinhar, Oliver?
Viu? Não sou só eu que teme comer da sua comida. – Felicity o fuzilou com os olhos. – Eu já avisei a Caitlin e ao Barry que você é péssima na cozinha.
Não acredito nisso. – Sarah fez uma careta.
O pior é que ele disse mesmo. – Felicity olha incrédula para o Merlyn. – Foi algo como: Em hipótese nenhuma, coma algo oferecido por Felicity. – Oliver segurou uma risada.
Você vai apanhar tanto. – Felicity rosnou.
Eu tentei pará-lo, Lis. Mas não adiantou. – Laurel diz. – Ele ainda disse que: Vai deixar você longe da cozinha para não ter perigo de um incêndio.
Só se eu for incendiar essa sua cara. – Oliver riu.
Eu estava falando da cozinha. – Ele retrucou.
Larga de ser irritante, Tommy.
Ollie, você já perguntou para ela como os filhos de vocês sobreviveram? Estou curioso. – Oliver riu, mas o amigo continuou fingindo seriedade. – Incrível que eles são sadios. Fala a verdade, você pedia comida todos os dias. Fala. Pode falar. – Sarah não conseguiu segurar a risada e gargalhou.
Obrigada pelo apoio, Sah.
Desculpe. – Ela tentava parar de rir. – Mas até sendo irritante o Tommy é engraçado.
Isso é porque ele está me irritando.
Mas eu só estou tentando entender. – Se fez de inocente.
Você não tem que entender nada. – Fez um biquinho.
Tudo bem. Eu já entendi. – Laurel o olhou e percebeu que ele iria dizer mais alguma coisa para irritar a amiga.
Tommy...
Você pedia ajuda aos vizinhos. – Oliver riu.
Poxa, Oliver. – Ela reclamou. – Até você?
Foi isso, não foi? – Tommy voltou a perguntar, interrompendo a desculpa do amigo. — Eu sei que foi.
Eu vou dar na sua cara. – E então ele riu.
Eu estou brincando... Não sobre você ser péssima na cozinha, porque isso é fato. Eu presenciei você tentando, e foi um desastre.
Eu me lembro de que você quase colocou fogo na sua casa. – Sarah diz rindo, levando os outros a rirem também.
Além de que os biscoitos que você tentou fazer, estavam péssimos.
Parem com isso. A Lis não sabe cozinhar, mas isso não quer dizer que ela não tenha qualidades. – Oliver defendeu a esposa.
É claro que ela deve ter, mas a pior delas é a culinária. – Laurel balançou a cabeça, rindo, seu marido quando queria, era irritante.
Como você o suporta, Laurel?
Não escute o que ele diz, Lis. – Oliver a abraçou por trás.
Você tem sorte do seu marido saber cozinhar tão bem.
Ah, falando em marido... – Laurel diz com um sorriso enorme. – Eu ainda não lhes parabenizei. – O casal sorriu. – Eu fico tão feliz por vocês.
Obrigado, Laurel. / Obrigada, Laurel. – Agradecem ao mesmo tempo.
Por falar nisso... – Sarah começou. – Ela já está sabendo sobre isso?
Não. Ninguém sabe que me casei, Sarah. Só que estava noivo.
Mas ela não vai desistir de saber quem é a sua... “noiva”. – Fez aspas com as mãos.
Que seja. Ela não vai saber até que eu queira que ela saiba.
Ou seja... Três semanas.
Por que insistem nisso?
Oliver, vocês moram em um condomínio, acham mesmo que os curiosos não vão querer saber quem é a sua “noiva”?
Logo aThe Nooz vai jogar na mídia quem é a Felicity.
E meus filhos estarão com um alvo nas costas. – Diz, preocupada.
Eles ficarão bem. – Oliver afirmou, mais uma vez.
Então se preparem. – Sarah diz. – Quando seu nome e sua foto sair na primeira página do jornal... Vocês terão que se preocupar com uma pessoa. Uma insuportavelmente irritante. Moira Queen.
Não sei de quem mais me preocupa. – Felicity murmurou. – Cooper ou Moira.
Você não tem que se preocupar com nenhum dos dois. Cooper está sendo rastreado, quando o encontrarem, me comunicarão. E sobre Moira... Com ela, eu sei me entender muito bem.
Já estou vendo ela fazendo um escândalo grau 100. – E infelizmente, Oliver teve que concordar com Laurel.
Bom, nós já vamos. Está tarde. Só ficamos mais um pouco na festinha das crianças, para não atrapalhar a festinha dos adultos. – Sarah gargalhou.
Você é um ridículo.
Me agradeça por terem aproveitado a tarde. Vocês tiraram o atraso de seis anos? – Felicity que segurava um ursinho pequeno, na qual a filha tinha entregue a ela quando chegou, o jogou na cara do amigo e ele gargalhou.
Isso quer dizer que sim, né?
Deixe ele falar, Lis. – Beijou a bochecha dela.
Meu marido continua uma criança. – Laurel resmunga. – Bom, nós já vamos. Nos vemos amanhã. – Laurel abraça a amiga quando Oliver se afasta para se despedir do amigo. – Boa noite.
Boa noite, Laurel. – Sarah a abraçou assim que a irmã se afastou.
Eu não venho amanhã, mas eu venho te visitar outro dia.
Por favor. – Sorriu.
Tchau, Lis. – Ele beijou a têmpora dela.
Tchau. – Se afasta devagar. – Só não desejo boa noite, porque ficou me provocando. – Ele riu.
Minha noite vai ser ótima.
É mesmo? – Oliver se aproximou. – Eu aposto que Lyon vai frustrar seus planos.
Por que acha isso? – Arqueou as sobrancelhas.
Amanhã você me diz se o que eu disse não é verdade. – Oliver abre a porta.
Lyon. Venha querido.
Mas já? – As garotas riram.
Como assim, mais já? Você brincou a tarde inteira.
Mas eu não estou com sono... – Oliver olhou debochado para o amigo, que então entendeu.
Não devíamos ter deixado ele comer aquele tanto de doce. – Tommy sussurrou, e Oliver que estava ao lado dele, riu.
Se despeça dos seus tios.
Tchau, tio Ollie. – O menino abraçou o tão adorado tio, quando o mesmo se abaixou para ficar na altura do afilhado.
Agente se vê amanhã, okay. – Ele assentiu.
Tchau, tia Sarah. Tchau, tia Laurel. – As mulheres abraçaram os gêmeos.
Até amanhã.
Até amanhã. – As crianças se despediram, e o casal, junto do filho e de Sarah, saíram pela porta, na qual Oliver fechou em seguida.
Agora... Banho. – Felicity diz, olhando para ambos.
Mas mamãe... – Brooke reclamou.
Nada de “mas”. Vocês precisam de um banho. E depois, cama.
Eu vou primeiro.
Bryan, usa o banheiro do meu quarto e de sua mãe. Deixe que ela ajude sua irmã no de vocês. – O menino apenas assentiu.
Vou pegar uma roupa para você, querido. – Diz enquanto a família subia a escada.
**--**
Bom dia. – Felicity desejou com um sorriso, ao abrir a porta.
Bom dia. – Caitlin sorriu.
Tia. – A garotinha abraçou as pernas de Felicity, que a pegou no colo em seguida.
Oi, linda. – Fechou a porta quando o casal entrou.
Lis, esse é o Barry, meu marido.
É um prazer.
O prazer é meu. – Ele sorriu.
Me desculpe por Oliver não ter vindo cumprimentar vocês, mas é que ele está na cozinha com Tommy.
Tudo bem, Lis.
Cait. – Eles viraram para trás. – Que bom que vieram.
Laurel, você pode ficar com eles até eu levar essa garotinha onde nossos filhos estão?
Claro. — Felicity subiu as escadas.
Tia Lissy, eu queria muito que “fosse” ontem.
Ah, querida, eu não podia mesmo. Mas você gostou do presente?
Foi o melhor. – Felicity sorriu, antes de abrir a porta.
Gente... – As crianças olharam para ela. – Trouxe Kitty para brincar com vocês. –Colocou a pequena no chão.
Kitty, vem ver minhas bonecas. – Puxou a menina pelas mãos.
Tia, tô começando a ficar com fome.
Eu também, mamãe.
Seu pai está terminando o almoço. – Eles assentiram. – Assim que ficar pronto chamo vocês.
Tá bom, tia.
Mamãe, a gente pode ligar o videogame agora?
Sabe fazer isso sem ajuda do seu pai?
Ele me ensinou.
Tudo bem, então. Mas qualquer coisa chama ele, tá bem? – Os dois garotos assentiram e Felicity saiu do quarto. — Desculpem minha demora.
Tudo bem. – Disseram juntos.
Cait me disse que você morou em Central City. – Felicity olhou para Barry depois de se sentar ao lado de Laurel.
Sim. Alguns anos.
E o que achou de lá? Para alguém que nasceu em Las Vegas, deve ser bem diferente, não é?
Não foi tão estranho. Eu morei aqui em Star quando era mais nova. Mas lá era um lugar muito bom.
E por que voltou para Star? – Felicity ficou desconfortável. Laurel e Cait se olharam. – Eu perguntei algo de errado?
Não. – Felicity respondeu. – Não. É que... Bom a história é um pouco longa, mas..., mas basicamente... – Suspirou, eles confiaram em Cait, então porque n]ao confiar no marido dela? – Basicamente eu tive um problema com um... Cara, e ele ficou um pouco... Como posso dizer...
Ele começou a perseguir a Felicity, Barry. – Laurel decidiu ajudar a amiga.
Como? – Arqueou as sobrancelhas.
Ele quis algo, eu disse não, então ele começou a me perseguir. Basicamente é isso. — Ela fechou as mãos, fincando as unhas nas palmas.
Isso... É sério? – Cait o olhou.
Sim. Lembra-se do dia em que eu mudei meu plantão?
Lembro. Eu perguntei por que você faria isso, se já tinha feito na noite anterior.
Bom, entraram no quarto dela e... – Felicity assentiu, dizendo que ela podia continuar. – Quase a mataram com clorofórmio.
E vocês não disseram nada à polícia? Por que?
Eu não quis. Ninguém poderia pará-lo. A polícia não é párea para ele.
Ele não faz o serviço, Bar... Ele manda.
Okay. Isso parece coisa de filme. – Felicity abaixou o olhar. – Então quando você teve o acidente...
Eu estava fugindo. Depois de seis anos longe do Oliver, dessa cidade... Tive que voltar. Eu não ia me encontrar com Oliver, não era minha intenção. Eu pediria ajuda a Sarah, e iria embora. Mas bati meu carro, e então... Oliver apareceu no meu quarto de hospital.
Destino é uma coisa, não?
Destino? – Felicity arqueou as sobrancelhas.
Não acha que seja? No dia em que você está fugindo, procurando ajuda... Quem está na porta da casa de sua amiga? Laurel e Tommy. Eles não iriam esconder sobre você e as crianças, de Oliver.
Mas a Sarah, sim. – Laurel diz. – Ela faria isso por você. Eu não conseguiria mentir, esconder algo tão sério de Oliver. Muito menos o Tommy.
Destino. Nunca acreditei nisso. — Barry deu de ombros.
Mas agora eu sei por que ninguém sabe sobre a “noiva” de Oliver Queen.
Mas isso não vai durar.
Olha, é impossível você se esconder. Não acha que é melhor ter sua vida “normal”, mesmo com dez seguranças na sua cola, do que ficar se escondendo a vida inteira? Seus filhos não merecem ter uma vida “normal”?
É. Eu sei. Só não queria que soubessem quem são os gêmeos.
Eles não sabem?
Cooper foi o único a vê-los. Mas os capangas dele não sabem.
E é por isso que você tem medo. – Ela assentiu. – Olha, eu não quis tocar nesse assunto de propósito...
Eu sei. Tudo bem.
Está tudo pronto. – Tommy entrou na sala, avisando. – Desculpem por eu não ter vindo antes. Oliver precisava de ajuda, já que Felicity, como eu já tinha avisado, é um desastre.
Vai começar?
Tommy, deixe-a em paz.
Você realmente não sabe cozinhar? – Felicity suspirou.
Não. Eu aprendi poucas coisas, mas mesmo assim, às vezes... Não dá certo. – O casal sorriu.
Não se preocupe com isso não, eu sou um desastre em algumas coisas também.
Felicity é um perigo. Acreditem que ela quase colocou fogo na casa dela?
Você vai contar isso pra todo mundo, não é?
Eles têm que saber. – Riu. – Nunca convidem ela para cozinha. Nunca.
Barry, Caitlin, se acostumem, ele provoca Felicity o tempo todo.
Oliver. — Felicity diz, ao vê-lo se aproximar.
Bom dia. Me desculpem por não vir antes.
Tudo bem, nós entendemos.
Oliver esse é o Barry. Barry, esse é o Oliver. – Eles apertaram as mãos. – Já está pronto?
Já.
Eu vou chamar as crianças, então. – Laurel se pronunciou antes que Felicity o fizesse. – Podem ir para a cozinha, eu já volto.
Ah, Felicity, sabia que Barry e Caitlin são de Central City? — Ela olha para o casal, surpresa.
Mesmo?
Sim. Depois que Caitlin terminou a faculdade de medicina, ela recebeu uma oferta para trabalhar no hospital daqui, e então nos mudamos.
Não deve ter sido fácil. – Caminhou para a cozinha com os amigos e o marido.
Meus pais não gostaram muito porque ficariam sem nos ver, mas eles entenderam. Meu pai abriu uma filial da empresa aqui, e eu estou tocando.
Allen. – Oliver diz. – Agora eu me lembro de onde eu ouvi esse sobrenome. Allen Company. Mas porque você não usa o Allen, Cait?
Ah, eu uso. Mas como eu ainda não era casada com o Barry quando entrei no hospital, eles se acostumaram com Snow. E eu acho que me apresentei com o sobrenome de solteira, né? – Eles assentiram. – Provavelmente nem eu tenha percebido.
Nos casamos um ano depois de Kitty nascer.
Uau. – Felicity exclama. – Mas por que? Sentem-se. – E eles o fizeram.
Quando eu pedi ela em casamento, ela já estava grávida, mas não sabíamos, então, ela não quis se casar com a barriga aparecendo. Por isso decidimos nos casar depois que Kitty tivesse pelo menos um ano.
Entendo.
Mas e vocês?
Nós? – Oliver e Felicity se olharam. – Nós íamos nos casar a seis anos atrás, mas algumas coisas aconteceram e eu tive que ir embora.
Quando ela disse “algumas coisas aconteceram” ... Ela quis dizer que a desequilibrada da minha mãe nos separou. – Barry olhou para a esposa, e voltou os olhos para o casal em frente a ele.
Ela quis que ele se casasse com minha mulher. – Tommy completou.
Nossa... — Estava muito surpreso. – Não devia ter perguntado, né?
Não. Está tudo bem. Não é algo que nós estamos escondendo... Quer dizer... Só das crianças. – Felicity diz.
Mas a sua mãe sabe?
Do meu casamento? Não. E por enquanto prefiro assim.
Sinceramente, se eu tivesse no seu lugar, eu faria o mesmo.
Nós passamos por algo semelhante, mas não nos separamos. – Cait começa. – Minha mãe nunca aceitou o Barry.
Na verdade, ela tentou tirar a Cait do país, mas eu descobri antes. Ela já era de maior, então, fomos morar com meus pais.
Nunca mais vi minha mãe. Ela disse que se eu saísse pela porta de casa, que eu não seria aceita de volta, que ela não tinha mais filha. – Deu de ombros.
E eu pensando que só eu tinha a pior mãe do mundo.
Não. A minha mãe desistiu de mim. A sua, ainda deve querer que você desista dos seus “sonhos”.
Desculpem a demora. Eles queriam terminar aquele round. – Laurel entrou com as crianças, ajudando os três a se sentar á mesa. – Do que estavam falando?
Da minha mãe. – Oliver e Cait dizem juntos.
Oh. Entendo. – Olhou para as crianças.
No ya dumayu, chto prishlo vremya izmenit' temu, verno? (Mas eu acho que é o momento de mudar de assunto, não?) – Todos a olham surpresos.
Você acabou de falar em Russo? – Oliver questiona.
Sim.
Inacreditável. – Tommy diz. – Quando foi que aprendeu?
Tommy, eu estive na Rússia, lembra-se?
Eu fui a única a não saber o que raios você disse? – Cait se pronuncia.
Não. Porque eu também não faço ideia do que ela disse. – Laurel diz enquanto terminava de colocar comida no prato do filho.
Ela disse para mudarmos de assunto, Laurel. – Sussurrou para a esposa.
Oh, então vamos falar sobre a escola. – As crianças olharam para ela.
O que? – Bryan se pronuncia.
Vocês começam na segunda.
Não. Eu não quero.
Bryan, você e sua irmã vão à escola. – Felicity sabia que seria difícil convencer o filho.
Mas eu não quero ir, mamãe.
Eu sei que isso não é verdade. – Ele abaixou o olhar.
Acho que esse não foi o melhor assunto do dia.
Tudo bem, Laurel. Eu teria que conversar com ele sobre isso, mesmo.
Você vai estar na mesma escola que Lyon e Kitty. – Oliver se pronunciou.
Mas e minha mãe? – Barry e Cait então entenderam o problema que ele tinha com a escola, ele na verdade estava preocupado com a mãe.
Não quer ver anúncios?
Com uma contribuição de R$29,90 você deixa de ver anúncios no +Fiction durante 1 ano, além de outros benefícios.
Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Eu ficarei bem.
Oliver va travailler et tu vas être seul. (Oliver vai trabalhar e você estará sozinha) – Sussurrou. E todos, mais uma vez, estavam surpresos.
Je resterai avec Sarah. (Ficarei com Sarah) – Respondeu na mesma língua.
Seu filho fala Francês. – Tommy diz, ainda surpreso
Eu ensinei. – Deu de ombros. – Tanto para ele quanto para Brooke. Eles não iam à escola, então tudo o que eu sabia, ensinava para eles em casa.
Então eles são tão inteligentes quanto você, porque você é a melhor. – Ela sorriu para Oliver.
Oliver era um desastre na escola.
Se não fosse por Felicity eu nem teria passado de ano.
Tão ruim assim? – Barry arqueou as sobrancelhas.
Péssimo. Ele e Tommy levavam suspensão pelo menos duas vezes na semana.
Isso, Laurel. Diz isso na frente das crianças.
Nunca façam isso. — Felicity diz, séria.
Por que? – Felicity arqueou as sobrancelhas, ao ouvir a pergunta do filho. – Por que levavam suspensão? – Oliver sorriu.
Porque odiávamos a escola e aprontávamos pra caramba.
Eles eram umas pestes. Só mudaram depois que conheceram Felicity. Ela passou a dar aulas para eles.
E era tão problemático. Nos primeiros dias eles se atrasavam de propósito.
Só para vê-la se irritar. – Tommy completou, rindo.
Rezem para que seus filhos não sejam assim. – Eles riram. – Eu e Cait também estudamos juntos. Mas ao contrário de vocês, nós éramos os melhores da nossa turma.
Meu pai conheceu Felicity e pediu para ela me tutelar, Malcom, o pai do Tommy, fez o mesmo pedido, então, nós não pudemos fugir.
Apesar de que depois de algumas semanas, eles já estavam se saindo bem.
Com você como professora... – Laurel comentou.
Cait disse que vocês namoravam nessa época.
Eu e Laurel? – Barry assentiu. – Nós terminamos algumas semanas antes de Felicity começar a me tutelar. Ela já estava gostando do Tommy, e eu já tinha percebido o interesse do meu amigo... Achei que como eu não a amava, deveria terminar tudo.
Então você namorou Sarah, Laurel e Felicity.
Sarah não foi bem um namoro, mas... Pode-se dizer que foi isso. – Deu de ombros.
Qual seu problema com loiras? – E novamente eles riram.
Felicity nem mesmo era loira naquela época.
Não? – O casal arqueou as sobrancelhas.
Não. Eu tinha cabelos completamente negros.
Negros? Você tem foto?
Tenho. – Sorriu. – Posso mostrar depois do almoço.
Eu chamava ela de Srta. Dark. – Eles sorriram. – Ela usava piercing, a maioria das roupas eram pretas...
Sério? – Felicity assentiu.
Eu era um pouco revoltada naquela época.
Ela mudou depois que começou a nos dar aulas. – Oliver comentou.
E depois quando começou a namorar o Oliver.
Vocês tiveram uma adolescência bem doida, né? – Eles riram. – A minha e da Cait foi bem calma.
Você não sabe nem da metade. – Laurel comentou. Cait e Barry perceberam que os olhos dela falavam, tinha acontecido algo que machucou todos eles ali.
**--** **--**
Você está falando sério, Laurel? – Caitlin estava indignada. Depois do almoço, os homens foram para a sala de TV e as mulheres foram para o quarto de Felicity. Estavam todas sentadas no tapete felpudo no meio do quarto.
Estou. Oliver decidiu que era a melhor forma de fazê-la nos deixar em paz. A ideia era contar para Tommy e Felicity no fim do dia, mas...
Eu ouvi tudo. Foi horrível... Ouvir meu noivo falar que se casaria com minha melhor amiga, não foi nada fácil. Eu fiquei desesperada. Eu não queria olhar para nenhum dos dois. Não queria ouvir nada. Só queria que aquela... Dor horrível passasse, então eu peguei um táxi e fui para casa.
Como eles puderam fazer isso? Ela pensava, transtornada. Chorou no caminho até em casa, ela não conseguia parar de se lembrar daquela frase. Seu namorado dizendo que se casaria com Laurel, sua amiga...
Felicity jogou suas roupas na mala grande, não dobrou nem nada, tinha que ser rápida, não queria ver Oliver. Olhou ao redor. Ela sentiria falta daquela casa, era a casa que ela e Oliver começariam uma família. A família deles. Olhou para o anel de noivado que estava no dedo, soluçou, se lembrando do pedido. Ela não entendia. Por que ele a pediu em casamento? Por que? Por que machucá-la daquele jeito? Tirou o anel do dedo e colocou em cima da mesa de cabeceira. Olhou pela última vez para o anel e saiu do quarto, carregando a mala. Deixou a chave em cima da mesa, perto da porta e saiu. Ela nunca mais veria Oliver. Nunca mais ouviria falar sobre ele. Era hora de voltar para casa.
Deve ter sido muito ruim ouvir isso.
E para piorar tudo... Moira tinha me oferecido dinheiro no dia anterior. – Cait a olhou, indignada. – Eu disse que estava com Oliver porque o amava. Ela riu de mim. Disse que não acreditaria na minha mentira. Na minha manipulação.
Ela te chamou de manipuladora? – Laurel e Caitlin perguntam juntas, as duas estavam surpresas. Laurel não sabia dessa parte da história.
Isso e muito mais. Ela jogou o cheque na minha cara e saiu.
Ela fez isso na sua casa, Lis?
Ela foi lá quando Oliver não estava.
Maldita. – Laurel xingou.
Eu não ia contar isso para ele, não podia. Eu não queria que ele ficasse contra a mãe. Mas eu deveria ter contado. E eu deveria ter ficado e ouvido a explicação dele.
Agora você não pode ficar pensando no passado. – Cait diz. – As coisas não foram boas para você, mas pense no que conseguiu, mesmo depois de tudo. Você tem dois filhos, Lis. E conseguiu Oliver de volta.
É. Você está certa. Eu o amo mais que tudo. – Elas sorriram.
É por isso que você tem que agradecer ao destino.
Destino. – Ela sussurra.
**--** **--**
Sua mãe é pior que minha sogra mil vezes. – Barry comentou.
E depois de tudo o que ela fez, ela não se arrepende. Ela diz que fez tudo para o meu bem.
Coitada. Ela vai colher tudo que está plantando.
Que seja. – Oliver deu de ombros. – Foi ela que plantou, não foi?
Moira não vai desistir, Oliver. E digo mais: Quando ela descobrir sobre Felicity... Reze, meu amigo. O inferno vai começar.
Eu não vou deixar que ela me controle como fazia antes. É minha vida, e nela mando eu.
E como fica Felicity nisso tudo?
Ela não é a mesma. – Tommy diz. – Ela não vai deixar que Moira humilhe e pise nela, como antes. Felicity está muito mais forte agora, e isso por causa das coisas que ela passou.
Bom, sua mãe acha que ela era um nada... Vai se surpreender quando perceber que sua esposa é melhor do que ela pensava.
Eu não sei se ela vai ficar mais surpresa, ou mais irritada. Minha mãe... Nunca vai mudar. Ela vai ser pra sempre a mesma mulher fútil, fresca, que pensa apenas no próprio umbigo.
Triste verdade.
E sinceramente? Eu não me importo com mais nada do que acontece a ela.
Moira destruiu várias pessoas, só pelo prazer de humilhar quem era “menor” que ela. Bom, ela vai aprender que “dinheiro” não é passaporte para “caráter”.
Como se ela soubesse o significado dessa palavra.
Fale com o autor