Crooswolder
5 Cap. 5 - Unica chance
Notas iniciais
A sala de treinamento cheirava a metal enferrujado, o Corvo olha para mim como se fosse sua presa, ele me manda escolher uma arma e olho para a bancada com quatro tipos de faca – era proibido uso de armas em batalha, a não ser que os oponentes ficassem pelo menos mais de 30 minutos na arena – tinha uma Karambit, Punisher, um punhal e uma Kabar, ambas com lamina preta.
– Ta difícil de escolher – mordo meu lábio.
– Qualquer uma matara seu oponente, por que a demora, não tenho muito tempo – Disse pegando a Punisher em outra bancada próximo a ele.
– Não enche – Revirei os olhos e peguei a Karambit, era a mais fácil de manusear e uma das minhas preferidas.
– Ótimo. Vamos começar – Disse se afastando da bancada e de mim. A Sala era grande o suficiente para correr, dar saltos e tudo que fosse possível um ser humano com habilidades fora do comum fazer, começo a manusear a Karambit para tentar intimida-lo e esperar ele da o primeiro passo.
– Não me subestime garota. – Ele corre em minha direção super-rápido tipo a Charlotte e deixando cair penas negras. Faço uma posição de defesa e ele some, escuto sua risada estilo malévola e pensei – Fudeu, Olhei para todos os lados tentando acha-lo, quando uma rajada de vento passa por mim e me corta, não sinto dor mais fico concentrada pra o próximo golpe.
– Você irá enfrentar oponentes que podem ter mais de uma especialidade, se concentre. Fechei os olhos e fiquei em posição de guarda mas recebia cortes rápidos do corvo em diferentes lugares do meu corpo, não sentia nada mais pude sentir que seus ataques repetiam e suas facadas se posicionavam no mesmo lugar o que fazia doer um pouco, estiquei minha perna parecendo caratê kit e esperei o momento certo, ouvi o som da faca vindo em minha direção e calculei onde estaria a cabeça daquele puto, me posicionei e abaixei minha perna com foça atingindo seu pescoço, manuseei a karambit e cortei seu pulso para soltar a faca, em um movimento rápido a posicionei no seu pescoço para imobiliza-lo. Uma sirene toca marcando ponto meu.
– É melhor você não me subestimar – Sorri irônica
– Quero ver como você vai se sair com as armas. – Disse se levantando, e vi seu pulso se regenerar, me deu vontade de vomitar.
– Mas eu acabei com você em menos de 30 minutos – Falei brincando com a karambit na mão.
– Por via das dúvidas. Você pode ser forte, mas não fique se achando, tem outros mais fortes que você. – Disse ajeitando seu cabelo chumbo – Amanhã mesmo horário e local, sem atrasos – Ele me olha com desprezo – Não pegarei leve na próxima.
Dei de ombros e sai da sala e nem percebi que estava toda cortada e sangrando, alguém joga uma toalha em meu ombro, me viro e era o Dilan. — Parece que o Corvo apelou com você né? – Disse olhando para os cortes.
– Você sabe que não sinto dor, então pra mim isso não é nada – Continuei andando peguei a tolha e limpo meu rosto.
– Humm – Consigo ver seu sorriso malicioso mesmo de costas para ele – Como eu tinha ti dito, tenho um assunto para falar contigo e do teu interesse.
– Então desembucha! – Me viro para ele e o encaro irritada.
– Aqui não, venha, vamos para o meu quarto – Ele se vira e espera que eu o siga, mas fico parada de braços cruzados, ele percebeu e me olha confuso.
– Você espera mesmo que depois de tu ter quase me abusado no banheiro – fico meio ruborizada – eu te siga pro teu quarto?
– Pensei que tivesse gostado – Ele sorri maliciosamente mordendo o lábio, me fez arrepiar – Mas relaxa, eu vou ficar de boa, so quero que você me escute, pode ser? – Diz mexendo no seu cabelo.
– Ta... pode ser, mas pera ai, por ai fica os dormitórios dos Dolls.
– Eu sou um Doll, fico lisonjeado por achar que sou um Ghost – Ele ri brevemente – Eu vou ser um Ghost daqui a 15 dias.
– há ta... Eu o sigo e pelo que eu ouvi pelos corredores, os dormitórios dos Dolls eram mesmo 5 estrelas, so me deixou mais irritada, tomei um banho e porra eles tem chuveiro elétrico, água morninha, podia morrer ali.
Sai do banheiro e o vi sentado na cama do seu colega de quarto escutando música, me sentei na cama que provavelmente seria dele e fico o fitando até ele notar que estava preparada para a conversa do século.
– Então... – Digo impaciente
– Vou direto ao ponto, existe uma saída. – Ele me olha sério.
– Como assim? – Pergunto empolgada
– A batalha não irá ser aqui, vai ocorrer num campo de baseball abandonado, soube disso quando ouvi o diretor conversando com o Corvo e Sr. Mustache, la será a nossa única chance de escapar e você sera nossa salvação.
– Pera, me explica direito essa história e espera ai era você que falava comigo nos meus pensamentos? – Me deito na cama feito uma criança louca pra ouvir historinhas para dormir.
– Sim era eu, não so nas vozes como nos seus sonhos, eu queria que você me ouvisse, era o único jeito de fazer você se aproximar de mim e querer me conhecer mais. Depois de horas me explicando os métodos de fuga e me explicando que eu possa ser a única chance de liberdade por que a Crooswolder nunca tinha participado de batalha fora da casa, minha repercussão na última luta fez com que as apostas fossem alta, muitos diretores iram para a grande batalha, e o que mais me intrigou foi que existe um internato confiável que poderíamos nos esconder deles, ou seja, livre de torturas e experimentos, uma universitária normal isso me deixou muito feliz e esperançosa.
– Mas eu tenho uma péssima notícia... – Ele olhou para mim já sabendo minha reação.
– Qual? Ta me deixando preocupada. – Fico sentada de pernas cruzadas sem tirar os olhos do rosto dele.
– Não podemos salvar todos daqui, é muita gente, tem como salvar o restando quando conseguimos escapar.
– Mas e o meu irmão? A Nona... Charlotte? – Franzi a testa.
– Tudo bem, mas eu preciso que você pergunte a Charlotte onde ela conseguiu aqueles frascos azuis, eu soube do incidente e creio que isso pode nos ajudar e muito – Ele segura seu queixo e fica no “pensativo” – Acho que os nerds dos Ghosts tem algo a ver com isso, dai vamos precisar do Oda pra nos ajudar.
– Ta bom, espero que isso dê certo, por que se algo sair da linha, fudeu pra todos nos – Disse mais preocupada.
– Vai da tudo certo, apenas confia em mim – Ele se levanta e me puxa junto e fica segurando minhas mãos – você confia em mim?
– Confio... – Mesmo achando o contrario. Ele me olha e segura minha nuca e puxa mais pra perto.
– Então vai da tudo certo 100% — Seus olhos violeta brilhavam e seus lábios rosados e delicados encostavam nos meus, eram tão macios, era como se eu tivesse beijando um travesseiro. – Fica comigo hoje, é difícil ficar longe de você e mais difícil ainda ter que me segurar pra não te abusar.
– Idiota! – Rimos – Vou fazer essa caridade por você — Disse colocando meus braços envolta do seu pescoço. Ele aperta minha cintura e me beija intensamente, como se minha boca fosse a única que ele fosse beijar pelo resto da vida, e correspondo aos seus beijos molhados.
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