Crooswolder

2 Cap. 2 - Meu pesadelo


Notas iniciais
Bem pessoal eu sou tipo super aberta a criticas, opiniões, o que for, então por favor comentem, sejam sinceros comigo e é claro enjoy! ♥

As luzes coloridas e os flashs de luz me deixava nostálgica, quando coloquei minhas ankle boots na pista de dança, não pude me controlar, e ainda mais sob música eletrônica, Nona estava no bar com o Oda, tentei chamar a atenção dos dois, mas não adiantou, então não tive escolha:

– Eu quero um Martine duplo!! – Gritei para os dois, eles tentaram me achar e o Oda conseguiu me encontrar no meio de tanta gente, os Dolls e os Ghosts não são tão inimigos uns dos outros, bem foi separado em quadras para dividir o grau de habilidade de cada um.

Dolls: Cobaias novas, suas especialidades ainda não foram controladas, quando conseguem controla-los passam para os Ghosts, os testes são menos dolorosos e são tratados com mais carinho – Vou vomitar – Mas... quando suas especialidades não são controladas ou perdem elas, são levados a execução.

Ghosts: Cobaias prontas, especialidades avançadas, testes mais dolorosos, mas porque precisam de nos? Segundo o Diretor, a uma mínima probabilidade de sairmos da Crooswolder, bem eu até hoje não conheci ninguém que conseguiu escapar daqui, e é claro eles nos usam para ganhar dinheiro, nos botam em batalhas contra outros internatos especiais.

Oda e Nona vão até meu encontro e trazem meu Martine.

– Porque demorou tanto? A Lotte ta com você? – Pergunta Oda procurando por ela.

– Tive um contra tempo, ela deve ta se arrumando ou “dando” em algum lugar – Disse tomando um gole.

– Não tem graça, ela disse que estaria aqui a meia hora, depois que deixei ela no quarto.

– Calma, ela deve ta chegando, bebi mais um pouco. Nona me olha meio deslocada.

– O que foi Nona? Perguntei dando outro gole.

– A gente pode até curtir a noite mais você sabe que o corvo gruda em nos mais que chiclete nos dias de folga.

– Eu te protejo! – Percebo que Oda também ficou mais preocupado – mas o quê que há gente, vamos aproveitar, quero me sentir livre pelo menos hoje. Eles se olharam mas finalmente começam a dançar e se despreocupar.

Corvo: braço direito do diretor, ele é tipo um vigia da noite, principalmente nos domingos, se ele vê alguém saindo da linha a punição é severa, e é ele que faz a cerimonia de execução, outro mother fucker , que nasceu com a bunda virada pra m****.

Charlotte chegou depois de um tempinho e nossa note se resumia a dançar, beber, vomitar e começar tudo de novo, nas poltronas no fundo da casa eu avistei o garoto do banheiro sentado tomando uns drinks com uns amigos, seu cabelo brilhava feito neon branco – isso que é chamar atenção – pensei. Nona já estava meio doidinha que só foi tirar os olhos dela por um instante ela já estava dando uns pega em um cara, as mais quietas (santas) são as mais danadas, comecei a rir e fui até o bar pedir um drink, tentei achar Oda e Charlotte, mais eles já tinham sumido.

– Esses dois... o fogo no r*** nunca acaba – Disse dando de ombros e bebendo um gole.

– E qual o problema de aproveitar uma boa transa? Tomei um susto que quase me engasguei e me deparei com os cabelos brancos de neon em minha frente.

– P****, você quer me matar de susto? – Disse tossindo.

– Foi mal, mas você estava falando meio alto, até parece que você não gosta de dar – Disse revirando os olhos enquanto bebia sua ice vodika de uma vez só sem fazer careta.

– Você não precisava responder e alias minha vida sexual não é da sua conta – Rebati com um sorriso de lábios encostados no copo. Ele fica em silencio, mas quando o olho estava sorrindo de olhos fechados, e percebo o quanto ele é gato.

– Qual é teu nome? – Fiquei curiosa.

– Oque? A música começou a ficar muito alta, ele se aproxima seu rosto para falar no teu ouvido e sinto uma fragrância de malbec.

– Qual é o teu nome? – Repeti em seu ouvido. Ele se vira para mim e viro o rosto para ele falar no meu ouvido, ele pega no meu pescoço e me puxa para mais perto.

– Dilan. Ele solta meu pescoço e eu me viro para ele, seus olhos violeta pareciam mais claros e mais dóceis, ele pedi mais um copo. Mas a música para, uma sirene e luzes vermelhas começaram a alarmar e piscar freneticamente. Ele pega na minha mão e sai pelas portas dos fundos.

– Para! Minha amiga esta lá – Disso o puxando para parar de correr.

– O corvo está aqui... Meu sangue ficou frio e voltei correndo para dentro da casa noturna, todos se debatiam com medo, eu gritava pela Nona e não a via, subi numa mesa e tentei procura-la, quando eu vi seu casaco bege debaixo da mesa, pulei de mesa em mesa para tira-la dali, mais Dilan era mais rápido que eu – ele tinha voltado para mi ajudar – sorri, ele pegou ela e a pôs nas suas costas, correu até mim, segurou minha mão e corremos para fora até chegar na quadra dos Ghosts.

– O que aconteceu para o corvo está aqui? – Perguntei ofegante

– Não sei, talvez amanhã vamos descobrir – Ele me olha assustado e põe Nona sentada no chão, ela estava tremendo, fico de joelhos e a abraço para parar de tremer.

– Bem depois dessa a festa acabou – Disse pegando um cigarro — melhor voltarem para os dormitórios antes que sejam pegas, ninguém está seguro agora, me levanto com a Nona nos meus braços.

– E você? Para onde vai? Não ta com cara que vai voltar pro seu dormitório – Olhei para ele querendo mais explicações.

– Vou resolver umas coisas – Ele ascende o cigarro e volta para a casa do terror, faz um gesto de “tchau” com a mão – Até a próxima. E ele some diante dos nos olhos, deixando um rastro de folhas voando sob o vento.

Era de manhã, meus olhos doíam até para piscar, Oda não estava no quarto, olhei pela janela e vi que a maioria de nós estava no campo de execução, me vesti rapidamente acordei a Nona e fomos até onde estavam, seus rostos eram de tristeza, outros estavam de cabeça baixa, pálidos e sem expressões, parecia o dia do fim do mundo, tentei procurar o Oda mas não o avistava, comecei a ficar preocupada, Comecei a gritar pelo seu nome e nada.

– Caros Cobaias – Sua voz de sarcasmo chamou nossa atenção – Muitos de vocês já sabem o por que estão aqui – O corvo nos olha com seus olhos grandes negros e continua – Eu crio regras para serem cumpridas, e já que ainda desobedecem a elas, não tenho escolha a não ser executá-los, e quero que todos vejam o preço da desobediência – Ele pega uma folha e olha para a entrada do campo e anuncia a letra da quadra, os dias que estavam dentro da Crooswolder e seus nomes respectivamente – D-8 Luke, D-15 Gina, G-97 Charlotte – meu coração bate forte, não... – e G-256 Oda – NÃO!!!!

Notas finais
Espero que tenham gostado ~see ya~