Cronicas De Um Bardo
1 O Passado do Elfo
Durante a noite, um homem deitado em sua cama começa a ter alucinações. Nelas, um garoto, extremamente parecido a ele quando criança grita para ele fugir de uma casa. Após sua fuga, a casa desmorona. O homem desperta de sua alucinação e joga um pouco de água em seu rosto. Após fazer isso, vê seu reflexo: um elfo com longos e lisos cabelos brancos; olhos vermelhos brilhantes e orelhas pontiagudas. E então escuta uma voz lhe dizendo:
- Você não quer saber de seu passado? Eu sei de tudo sobre você, Max. Tudo o que já passou. Tudo o que vai passar.
O homem, então, soca o espelho, quebrando-o. Com a mão cheia de cortes e sangrando ineterruptamente, coloca-a em sua cabeça e fica no chão em uma posição fetal. Ele não compreende como não consegue se lembrar de seu passado. Após um tempo, recupera a sanidade e então grita:
- Quem está ai? Quer me contar sobre o meu passado? Então me conta logo.– após gritar isso ouve uma risada malefica – Me responda
- Se acalme. Deixe sua moradia e siga caminho até uma vila que fica proximo de onde você está.
O homem, então, junta todas as suas coisas – um saco de dormir, dois isqueiros, um sabre e uma adaga, um arco e algumas flechas – coloca-as em uma mochila,e pega uma lamparina. Ao sair de casa, quebra a lamparina em frente ao portão dela. O querosene se espalha, fazendo com que a casa seja incendiada rapidamente.
- E assim acaba minha estadia aqui – diz o elfo rindo sarcasticamente
Após algum tempo de caminhada, começa a se sentir fraco, com a visão turva e então cai, porém ainda consiente. Olha para sua mão e vê que ainda não havia estancado o sangue e que este continuava a escorrer.
- Burro. Imbecil. – grita consigo mesmo rasgando um pedaço de sua camisa para enrolar em sua mão.
Enquanto enrola o pano em sua mão, ouve passos se aproximando. Vira-se e procura algo enquanto se levanta vagarosamente e, com a visão ainda turva, vê dois Tinrogs, monstros com corpo de lobo e estatura de humano; garras afiadas e longas; olfato muito forte podendo sentir um cheiro de sangue em até 50 Km de distancia; olhos profundo e pequenos da cor negra; língua bifurcada na ponta. Pega então uma pedra e joga em um deles e corre cambaleando. Os dois monstros correm atrás dele. Ele se vira novamente pegando seu arco e atirando em um enquanto cai devido ao cansaço. A flecha acerta em cheio o cranio de um deles, que cambalea para trás enquanto o outro, foge com medo. O elfo então guarda seu arco e acaba desmaiando. Depois de um curto periodo, vagarosamente se levanta, recolhe seu arco e olha para sua mão. Repara que ainda está enfaixada e continua o caminho. Após algumas horas, chega a um portão de uma vila e novamente ouve aquela voz:
- O que foi, Max? Não quer lembrar de seu passado? Entre nesta vila Max. Ai está a resposta de tudo o que procura.
- Quem é Max?!?!?!?! Onde você está? Apareça, bastardo. Faça com que eu tenha a honra de lhe matar.
- Não mostrarei quem sou por um simples motivo: A guarda real que você exterminou a 2 anos atras. Claro que não lembra disso. Mas do Erick, você lembra, não?
- Ahhhhhhhhhhhhhhh – gritou Max cada vez mais alto tentando se lembrar do passado.
Então avançou em direção a vila e viu uma garota que lhe parecia familiar. A garota olhava em volta e ao vê-lo se aproxima e começa a chorar. Tinha longos cabelos ondulados e cinzas, olhos brilhantes mas opacos devido a presença das lagrimas que ocultavam a cor violeta dos mesmos. Longas orelhas pontiagudas e roupas simples. Um vestido azul, claro como o seu. Seus pés estavam descalços.
- É você mesmo, Max? – pergunta a garota chorando
- Porque me chama de Max? Como sabe quem eu sou?
- Não lembra de mim – a garota desaba num choro ainda mais profundo acariciando o rosto dele. – Sou eu. Nadeshiko
- Eu não lembro de nada. Mas, sinto que você pode me ajudar. – e ao dizer isso, a garota pula em seu pescoço o abraçando e ainda chorando constantemente
Nadeshiko leva o elfo para sua casa
- Então, conte-me. Quem eu sou? Porque eu não me lembro de nada?
- Então – disse a garota dando uma pausa – Você é meu irmão mais velho. Maximmillian Nii Zcorpion, segundo herdeiro de um dos imperios mais poderosos do mundo. Eu sou Nadeshiko Go Zcorpion, a quinta herdeira.
- Isso explica porque eu me senti ligado a você. – e ao dizer isso, Max lembra-se de seu sonho – Espere. Eu tive um sonho. Um garoto, muito parecido comigo me mandava sair de uma casa e então me jogou contra uma viga e me empurrou para fora dela. Em seguida, a casa desabou em chamas – Após dizer isso, viu que Nadeshiko começou a chorar. – Calma, o que aconteceu? – Lembrou-se então do que a voz em sua cabeça havia dito – Aquele garoto se chamava Erick, não é?
S-S-Sim – diz Nadeshiko soluçando. – Ele era seu irmão gemeo, Ericles San Zcorpion, o terceiro herdeiro do imperio. E esse sonho aconteceu de verdade. Nós três viviamos em paz no imperio, sempre tendo tudo o que sempre queriamos, mas você e o Erick achavam que o governo do nosso pai estava totalmente errado e então nós 3 saimos do castelo e começamos a viver como plebeus, numa casa perto do mar. Porém, um dia, um boato começou a ser espalhado dizendo que nós estavamos conspirando contra o governo de nosso pai. Algumas semanas se passaram e recebemos uma ameaça de morte da guarda real caso não confessassemos os nossos crimes e abandonassemos a vida de conspiradores. Você se irritou, perdeu a sanidade e acabou exterminando a guarda real inteira. Até hoje eu não sei como você fez isso, mas só sei que fez – e ao dizer isso, dá um curto risinho – então, os moradores se irritaram com você e consequentemente com nós. Começaram a se aglomerar na porta de nossa casa e um deles gritou “Escolham sua morte. Decaptação ou Incinerados?”, eu me assustei na hora, você se irritou novamente mas Erick te segurou a tempo de você fazer alguma besteira. Após alguns minutos de silencio, um grito foi ouvido de fora: “Saiam todos em volta. Eu vou botar fogo aqui” e então um barulho de um vidro se quebrando e as chamas se alastravam. Você rapidamente me pegou e me colocou em seus ombros e saiu correndo antes que eu pudesse me ferir. Me colocou perto de uma outra casa e gritou para mim ficar queita e dizia que já voltava. Consegui ver que você foi atrás do Erick só que lhe disse para sair, então te jogou contra uma viga e em seguida para fora de casa. Você, com o resto de consiencia que tinha, olhava para ele e gritava seu nome. Eu tentei me aproximar para ajudar, mas você novamente gritou para eu me afastar. Então a casa desabou e foi queimada até virar cinzas. Acabamos desmaiando por causa do cansaço e ao acordar, você vasculhou todos os destroços da casa, mas não achou nada. Então me disse: “Ele pode ter saido pelos fundos. Fique ai e eu não vou descançar enquanto não o achar” e então foi para os fundos,ou melhor, o que restou deles, mas uma viga que ainda não havia caido, acertou sua cabeça com força. Você caiu e acabou rolando até cair no mar e então eu vivi com aquela cena na cabeça achando que você tinha se afogado e morrido. Até hoje.
- Quantos anos tem que isso tudo aconteceu? – pergunta Max
- 2 Anos atrás
- E o que aconteceu com você?
-Comecei a me virar sozinha, criei coragem e deixei a ilha onde moravamos e moro aqui desde então.
- Nossa. O que pode ter acontecido comigo? Só sei que para proteger minha familia, eu morri, mas graças a você, irmã, eu me tornei uma fenix. Eu ressurgi das cinzas. Literalmente.- Ambos dão um curto riso — Eu gostaria de tomar um ar agora, não como um desconhecido, nem como um poderoso arqueduque, mas como um homem normal, agora que sei quem sou, e meu destino aqui na terra. Vingar a morte de Erick.
- Calma ai, maninho. Você esqueceu de um detalhe. Se você que ficou inconsiente por causa de uma viga e se afogou no mar está vivo, quem garante que o Erick também não esteja?
Os dois saem andando pela vila conversando a hipotese sobre o desaparecimento do irmão, quando um grito é ouvido.
- Cuidado, o animal está descontrolado.
Max olha a direção de onde havia sido o grito e vê um cavalo desgovernado indo em direção a uma taberna.
-Espera, tem alcool lá. O atrito da ferradura com o chão faz com que saia faiscas – pensa – Aquilo vai explodir
E sua dedução estava correta. O cavalo, ao se chocar com a taberna acabou criando uma explosão. Max, sem hesitar, empurrou sua irmã, atirou-se na frente dela. A palha que cobria o teto da taberna voou em sua direção pegando fogo, queimando seu rosto. Os gritos de dor de Max apavorizam Nadeshiko que nada podia fazer naquela situação.
Max, ainda com dores, acorda e com muita dificuldade, levanta-se. Olha para seu lado e vê sua irmã chorando com a cabeça baixa.
- Calma Nadeshiko. Eu estou bem. Fique tranquila.- Nadeshiko levanta devagar e ao olhar para o rosto de seu irmão, chora histericamente. – Calma. Eu não ligo para nada desde que você esteja a salvo. – Então Max boceja e passa a mão embaixo do olho direito como se fosse coça-lo. Se assusta. – Irmã, o que houve com meu rosto?Ele parece que tá enrugado. Me dê um espelho, por favor.
Nadeshiko então pega o espelho e entrega a Max. Ele olha para seu proprio rosto e percebe que metade de seu rosto está totalmente enrugado. Max então se lembra que fora a parte que a palha havia pego, então, logicamente, isso era consequencia de sua queimadura.
- Fogo não é comigo mesmo – disse Max rindo – Por isso eu gosto tanto.
- Eu não entendo, Max. Como pode rir nessas situações?
- Porque nada vai me atormentar contanto que você esteja bem. Eu te amo, Nadeshiko – e dizendo isso sorriu. Um sorriso tão caloroso que Nadeshiko parou de chorar imediatamente. – Agora vamos voltar
Então, levanta-se e sai do hospital ignorando a enfermeira lhe dizendo para permanescer. Saindo houve alguns gritos e então sai correndo em direção a eles.
- Não venha! Por favor! Eu consigo me virar! – os gritos começaram a tomar forma de palavras – Se afaste! Vai ser melhor para você!
Porém, Max ignorou e seguiu em direção a voz. Ao chegar, viu um garoto, deitado no chão, se contorcendo de dor. Olhou ao redor, e então percebeu uma leve perturbação no ar. Percebeu então que ali, havia um espirito.
- Nadeshiko, você conhece alguma magia? – gritou para sua irmã que ainda estava um pouco longe
- Algumas porque?
- Rapido. Conjure algo para espantar mortos-vivos – e então olhou para o garoto. Ele parou de se contorcer, porém acabou desmaiando.
A magia foi conjurada e então Max olhou fixamente ao redor para ver se encontrava novamente aquela perturbação no ar e viu-a se afastando. Então, Max pegou o garoto nos ombros e saiu de lá com Nadeshiko. Chegando na casa dela, o garoto acorda.
- Onde Estou? – diz o garoto gemendo de dores. Ele possuia um cabelo castanho cacheado de uma maneira tão perfeita que se asemelhava a anjos. Olhos verdes, claros como o reflexo da grama no orvalho da manhã.
- Você está – diz Max dando uma pausa – Bom, na verdade eu não sei onde estamos. Te achamos naquele arbusto e te trouxemos até esta vila. Ai arrombamos essa casa e aqui estamos.
- Max – diz Nadeshiko danto um tapa no ombro dele – Não assusta o garoto. Você está na minha casa.
- Aquele espirito. O que houve com ele?
- Bom, eu invoquei uma magia e depois você parou de se contorcer então acho que ele fugiu – ela responde
- Você o que? Droga. Agora você está em perigo!
- O que você quer dizer com isso? – diz Max que, até agora sorrindo, passa a olhar com odio para o recem-conhecido.
- C-C-C-Calma, moço. Eu pedi para não me ajudarem por isso. Aquele é um espirito de vingança. Sua missão é matar quem lhe fez mal durante a vida. Caso alguem ajude o futuro morto e o livre da morte, ele vai atras da pessoa que ajudou, esquecendo-se de sua primeira vitima
- Como você sabe tanto? – grita Max enfurecido – Quem me garante que não foi você que o invocou?Responda!
- Max, se acalma. Deixa o...qual seu nome mesmo? – diz Nadeshiko
- Meu nome é Arthur. Arthur Alberon.
- Herdeiro do reino de Alberon? – Pergunta Nadeshiko interrompendo-o
- Não. Infelizmente não sou das linhagens reais. Enfim, eu sei disso porque eu ajudei a vitima passada desse espirito. Então, eu fujo dele desde então. Ao me encontrar, acabei gritando mas pensei que seria melhor morrer do que deixar esse espirito atras de outra pessoa.
- Em outras palavras, esse espirito agora está atras da Nadeshiko. E por culpa sua. – disse Max irritado – EU TE MATO! – gritou avançando contra ele mas foi parado por Nadeshiko.
- Escuta, Max. A merda já tá feita, não tá? Matar ele não vai fazer diferença. Só vai gerar mais um espirito de vingança, só que dessa vez atrás de você.
Max furioso pegou sua adaga, seu arco e sua aljava, virou as costas para os dois e saiu.
- Aonde ele vai? – pergunta Arthur
- Não sei, mas se eu fosse você ficaria aqui. Ele está muito irritado.
Arthur o seguiu discretamente e então viu ele treinando tiros. Cada tiro que ele dava, conseguia ficar preso na arvore devido a força extrema combinada com a raiva
- O que você quer agora, Arthur? – perguntou Max de costas com um tom de voz severo e aparentemente se segurando para não se virar e atirar em sua cabeça.
- Como sabia que eu estava aqui? – pergunta Arthur. O medo era visivel em sua voz.
- Arrisquei um palpite. – e ao dizer isso, joga seu arco no chão, corre em direção a arvore em sua frente e a escala com facilidade e pula para outras, despistando Arthur, que olha para aquilo admirado. Pouco tempo depois, Max cai de uma arvore atras dele.
- O que você está olhando ai? – pergunta aparentemente num tom mais calmo.
- Meu Deus! Como você chegou ai? Ou melhor, como você fez isso? – O garoto caiu no chão devido ao susto e se levanta ainda cambaleante.
- Tive que desenvolver umas habilidades furtivas pra sobreviver em Kapse, minha antiga cidade. Aquilo era uma merda, mas eu aprimorei tanto nessas habilidades que eu causei um incendio e ninguem percebeu que fui eu. Uso elas pra sobreviver, se bem que posso roubar quem quiser também.
- Pode me ensinar? – pergunta Arthur animado. Era uma criança em espirito.
- Vamos fazer um teste – diz Max com um sorriso no rosto mas ainda enfurecido com o que havia acontecido – Tire a minha flecha dali. Atirando outra
Arthur então pegou o arco e errou o alvo com uma distancia absurda. Max deu risada zombando dele.
- Vou deixa-lo vivo. Você me diverte.Será meu bobo particular. – disse Max zombando-o
Ao dizer isso, Arthur pegou o arco e atirou uma flecha. Esta atravessou a que estava ficada na arvore.
- Fico feliz de saber que isso lhe diverte, – disse Arthur sarcasticamente – Alteza.
Ao ser chamado de “Alteza”, Max desaba no chão gritando:
- Não me chame assim! – Max havia se lembrado do acidente
- Cara, você tá bem?
- Nunca mais me chame de Alteza. Se não quiser morrer, não me chame assim. – gritou enquanto se recompunha.
- Está bem mas o que...
- Cala a boca. – Max pega seu arco e atira contra um galho, fazendo-o cair. Após cair joga um para Arthur. – Pegue – Usa outra flecha e derruba mais um galho. Desta vez para si mesmo – Venha. Me ataque como se sua vida dependesse disso. Se não o fizer, farei com que dependa.
E então os dois começaram a lutar um contra o outro. Após o termino da luta, começar a treinar varios tipos de lutas e furtividades possiveis.
Alguns meses se passaram e então a amizade dos dois havia crescido e Max havia se esquecido do espirito.
- Nadeshiko, venha ver como o Arthur está melhor. Agora ele consegue se esconder com mais agilidade ainda – grita Max para sua irmã que estava dentro de casa
Nadeshiko sai e assiste ao espetaculo. As flechas sendo lançadas, ataques trocados, esconderijos, agilidades, armadilhas e outras coisas.
- Olha, eu tenho que admitir. Pra apenas alguns meses, você melhorou mui – a fala de Nadeshiko é interrompida e esta começa a respirar ofegantemente.
- Droga. É aquele espirito. Arthur, ajuda ela. Igual você ajudou a outra vitima. Eu não consigo deter espiritos
- Não posso dete-lo. Se dete-lo, ele vai atras de mim novamente e isso passará a ser um ciclo. Eu quero que ele descanse em paz, então, me perdoa Nadeshiko. – diz Arthur chorando
- Escuta aqui, seu bastardo. É melhor morrer depois do que morrer agora, não é? – diz Max sacando sua adaga e colocando no pescoço de Arthur
Arthur abaixa a cabeça, Max olha sua irmã apavorado e vê ela caida. Chega mais perto para verificar a respiração, ainda segurando Arthur, mas já era tarde demais. Nadeshiko estava morta. Max, em sua raiva grita:
- A culpa é sua, seu cretino – e ao dizer isso, finca a adaga no pescoço de Arthur que cai no chão ainda conciente. – Não irei ter misericordia. Deixarei você vivo, agonizando com essa dor.-Chuta a cabeça de Arthur que cai no chão — Quem sabe assim entenderá o que é perder algo importante.– e ao dizer isso, sai correndo procurando o espirito com um olhar de odio cada vez mais visivel.
Dias e mais dias correndo porém não encontrou nada. Então , em meio as florestas, vales e vulcões , Max vê uma paisagem que muito lhe agrada. Aparentemente se tratava de um vilarejo, não muito rico mas naquele momento, vaidade era o que ele menos procurava. Enquanto caminhava em direção àquela vila, começou a pensar consigo mesmo:
- Eu nasci pra ser um protetor da minha familia, só que agora não há nada que possa fazer. Meus irmãos morreram e eu não posso fazer nada. Eu deveria ser o...qual o nome daquele que protegia a todos...Ahh, lembrei. Daisuke. Eu deveria ser o Daisuke dela. Eu deveria ser o Daisuke da Nadeshiko Zcorpion, porém agora não há nada que eu possa fazer a respeito. Mas eu posso começar uma nova vida, sendo um Daisuke. E como isso nunca vai sair da minha vida, eu posso fazer algo em homenagem a ela. Mundo, prepare-se, Daisuke Naphion* chegará.
Finalmente, chega na vila quando um senhor os recebe dizendo com um sorriso no rosto:
- Boa tarde. Sou o prefeito Euturiel. Gostaria de alguma moradia?
- Não. Vou dormir no chão mesmo – diz Max irritado e decepcionado consigo mesmo.
- Ok. – A feição do homem aparenta que o mesmo não se agradou — Quarium, faça as mudanças do nosso simpatico convidado.
Um elfo, pequeno e de cabelos negros e alto com olhos tão negros que suas pupilas não conseguiam ser vista sai de uma casa simples, feita apenas de madeiras e palha, e vai em direção a eles.
- Deixa quieto. Eu me viro pra achar alguma casa. E se não achar eu arrombo a de alguem. – diz Max ainda tentando encarar a nova vida que decidira ter.
- Deixa eu te ajudar. Eu posso conjurar uma magia ou algo assim caso você queira – diz Quarium chegando mais perto de ambos
- Tem alguma de teleporte pra você sair do meu caminho?
- Escute-me – diz Quarium pegando no ombro de Max forçando-o a ficar.
- Me obrigue – responde Max usando uma mão para soltar seu ombro e com a outra segurou o braço de Quarium e o jogou contra o chão por cima de sua cabeça. – Cala a boca, feiticeiro de araque. O maximo que você saberá sobre mim é meu nome. Daisuke Naphion. Agora, se me der lincença. – e ao dizer isso vai em direção à fonte da vila. Observa uma casa que lhe agrada, bem feita, com arquitetura semelhante a de torres. Abre a porta cautelosamente e então repara que há uma senhora sentada em uma cadeira de balanço dormindo com seu gato no colo. Passa despercebido e então sobre uma escada de cordas. Ao chegar no fim dela, encontra um quarto e se hospeda nele confortavelmente. Passa a noite dormindo. Ao amanhecer, Naphion escuta passos e então salta pela janela. Dá a volta pela casa e encontra a porta aberta. Então, um grito paira sobre o ar. Naphion abre suavemente a porta entrando na casa que passara a noite e então vê a mesma senhora com a cabeça abaixada, ainda na cadeira de balanço.
- Com licença, a senhora está bem? Desculpe a intromissão, mas fiquei preocupado com os gritos. – Não há resposta – Senhora? – Ele toca na mulher e nada acontece. – Está tudo bem? Olhe para mim – E levanta o pescoço da idosa fazendo com que veja o que havia por debaixo dele. Um corte que lhe rasgara o pescoço todo. Naphion repara que dentro das entranhas da mulher, há algo diferente e então coloca a mão dentro do corte e retira. Percebe então que é um pedaço de pergaminho. Ele abre e vê que está endereçado a “Max”, então começa a ler. O pergaminho dizia: “Haverá troco, meu velho amigo.” E então foge daquela casa e denuncia o crime ao prefeito ainda com medo do que aquele pergaminho poderia querer dizer.
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