Cronicas De Amores Imperfeitos
3 Bella III
Uma coisa em que eu sempre fui boa, desde pequena: ignorar os meus problemas. Pelo menos aqueles os quais eu não poderia fazer nada a respeito. E esta era uma dessas situações em que desviar o foco era o melhor a ser feito. A verdade é que em menos de um ano Edward estará em alguma faculdade Ivy league, provavelmente Dartmouth como seu pai, cursando medicina e finalmente, longe da pressão do ambiente sufocante de uma cidade pequena. Ele poderia ser livre pra ser o quisesse e amar quem quisesse. Ele tinha o futuro dele pronto e eu... Bem, eu tinha que me concentrar no meu.
Admito que todas as responsabilidades em casa, no emprego de meio período e as escolares me ajudaram a manter minha mente bem longe do tema "sexualidade do Edward". Entre manter a casa super arrumada, o Charlie alimentado decentemente, arrumar uma grana extra na loja de artigos esportivos Newton's, treinos de líder de torcida, reuniões do clube de teatro e jornal da escola, estudar pro SAT e manter a minha media solida de B+ e A- ... (canso só em listar todo o trabalho que venho tendo)... Bem... Entre uma coisa e outra, eu ficava exausta de mais pra pensar em outra coisa, e tinha motivos mais do que convincente para evitar Edward.
Falando em Edward; o seu comportamento a cada dia que se passa fica mais e mais estranho. Acho que ele anda meio neurótico que eu vá terminar com ele, por isso faz questão de ficar me agarrando na frente de outros garotos (bem Animal Planet! Estilo: macho querendo marcar território). Coitadinho, eu ficava com muita pena por todo esforço que ele tinha que fazer para os garotos não mexerem com ele, mas não estava dando certo. Mais de uma vez alguém teve que se intrometer antes que ele acabasse caindo no tapa com outro menino. Ainda bem, porque Edward é um fofo, mas definitivamente não faz o tipo que vence um mano-a-mano de Ensino Médio.
–TOC TOC! — sua voz pareceu ser convocada pelos meus pensamentos.
– Edward — eu constatei depois de pular da minha cama de medo. — O que faz aqui tão tarde — conferi o rádio-relógio em cima da mesinha e já passavam de onze da noite.
– Desculpe, é que eu senti saudade... Quase não tem tido tempo pra mim. — Ele me respondeu meio culpado e recuando para a janela fazendo o meu coração se apertar.
– Calma — eu segurei seu pulso o trazendo para perto da cama onde sentei e ele permaneceu a minha frente- só me assustei. Você nunca vem tão tarde.
– Sinto tanto a sua falta — ele declarou com a voz baixa e rouca; sua mãos acariciando meu pescoço e subindo minha bochecha, não pude evitar de me aninhar mais àquele carinho. — Estou ficando louco — e com devoção mergulhou quebrando a distância entre nossos lábios.
A sensação da boca dele sobre a minha era maravilhosa. Estiquei meu corpo para aprofundar o beijo, minhas mãos o puxaram pra baixo e ele cobriu meu corpo com o seu. Nossas bocas se encaixam e nossas línguas se movimentavam lentas e profundas. Havia no beijo tanta coisa misturada. Havia tanto amor e saudade e carinho. A violenta intensidade com que Edward me apertava só me fazia o desejar mais. Nunca antes Edward havia me beijado daquele jeito. Era poderoso, intenso, devagar, desprovido de todo aquele exibicionismo com que ele me beijava ultimamente. Este era diferente, era concentrado como se o atrito das células de nossas bocas e línguas as super-carregassem eletricamente culminando numa descarga intensa de prazer; a mesma descarga que se concentrava nas palmas de nossas mãos que exploravam por baixo das camisetas um do outro. Esse beijo fez com que todo o meu amor por Edward reavivasse e me engolfasse em um único lance, deixando-me imersa no oceano dos meus sentimento por ele. Nossos movimentos sincronizados buscando o máximo de contato e conforto na minha micro-cama apenas foram interrompidos pelo baque do meu grosso livro de álgebra no chão em seguida pelo rangir das escadas.
– Rápido! Meu armário. — eu sussurrei empurrando-o e fechando-o enquanto voltava para a cama totalmente atordoada pensando numa desculpa.
– Bell? — as batidas na porta foram logo seguidas da cabeça do meu pai — Tá decente? — ele perguntou de olhos fechados me fazendo rir.
– Claro pai — eu levantei e fui pegar o meu livro no chão enquanto ele entrava e olhava ao redor.
– Seattle Pacific University, Washington University, Golden Gate University — ele leu em voz alta os panfletos amassados em cima da minha cama.
– Yeah! Eu to considerando também Port Angeles Community College — e vi o meu velho sorrir
– Isso é bom eu acho... Quero dizer elas são próximas e...
– É por isso mesmo. Também to vendo algumas em Miami.
– Sua mãe vai ficar feliz com isso, mas não sei se você vai se adaptar ao calor e a umidade de novo... Sabe ... não vai ser legal pra sua pele e esse tipo de coisa.
– Sei, não estou preocupada com isso agora. Primeiro quero me livrar dos SAT's, sabe como é. — falei balançando meu livro antes de guardá-lo em seu devido lugar.
– Tenho certeza que você vai arrebentar eles, criança. E... o Edward? Ele também pensa em ficar por perto? — eu dei de ombros tentando não transparecer o quanto aquele assunto me chateava, então continuei guardando o meu material.
– Acho que não. É bem provável que ele vá para Dartmouth, a família dele tem meio que uma tradição e coisa e tal. Eles fazem doações e Esme e Carlisle se conheceram lá.
– Tipo do outro lado do país!
– Disfarça pelo menos né pai
– O que? — ele disse algumas oitavas mais altas sem conseguir esconder o risinho de satisfação.
– Deixa pra lá... To meio cansada, acho que vou dormir — dei a dica deixando a porta aberta.
– Não precisa ficar emburrada Bell — ele debochou enquanto passava pela porta. — Boa noite criança.
– Boa noite pai — dei um beijo em sua bochecha e fechei a porta já tirando minha camisa para trocar pelo pijama quando Edward saiu do armário, (de uma maneira muito denotativa) , me dando o maior susto. — Qual o problema das pessoas hoje! — eu disse tentando contabilizar mais esse susto, já deveria ser o centésimo hoje. — Edward? Aqui em cima! — vesti a camiseta do meu pijama pra ele parar de me encarar. Acho que ele deve ser o pior gay do mundo.
– Sabe... As faculdades da Costa Leste são bem conceituadas sabia?
– Eu sei — Disse mostrando um panfleto da Florida State College em Jacksonville — É relativamente perto da minha mãe... Eu posso ficar com ela e o Phill e economizar.
– Bella... Você não vai querer ficar com a sua mãe... sabe... han... Você não teria tanta liberdade e...
– Nota-se que você nunca conheceu a D. Renné Edward — eu disse rindo. — É mais fácil eu pegar no pé dela do que ela no meu.
– Mesmo assim... bem.. você poderia considerar outras faculdades... como... UCLA, Berkley, Yale, NYU, ou...
– Edward para! Eu sequer tenho como bancar imaginar isso ok?
– Bella!
– Edward, existe uma razão pra eu escolher faculdades perto de casa: cortar custos! E mesmo assim eu mal vou poder me manter. Eu não posso me dar o luxo de gastar tempo e esperança em projetos que não irão dar em nada. — eu bradei impaciente, não sei como Charlie não acordou; era obvio que eu queria fazer uma faculdade excelente e com nome, mas a minha realidade era diferente e eu tinha que me ater à ela. O quarto caiu em silêncio e só os roncos de Charlie do outro lado do corredor eram ouvidos.
– Por que eu sinto que não é apenas sobre faculdade que você está falando?
– Edward...
– Não! Você prometeu... disse que ia ficar comigo, pra sempre Bella.
– Não vamos discutir isto aqui! O Charlie pode...
– Então vem comigo!
Não tive opção a não ser segui-lo, sendo praticamente rebocada pelo braço de Edward. Saí de casa com uma camiseta de pijama e o frio me pegou rapidamente, mas Edward não parou. Caminhamos até o final da rua deserta, pelo frio e horário, até onde seu carro estava estacionado. Ele foi logo entrando e me puxando com um beijo ardente para o banco de trás.
– Linda — ele suspirava beijando o meu pescoço e enfiando a mão dentro da minha camiseta.
– O que você tá fazendo? — eu perguntei quando os seus beijos desceram mais e suas mãos subiram acima do limite respeitável que ele sempre mantinha.
– Edward, para — eu gemi um tanto manhosa enquanto ele apertava meus seios.
– Por que?
– Por que? — eu tentei lembrar o motivo pra ele parar mesmo. — Hmmm...
– Não era isto que você queria? — sua voz rouca me enlouquecendo enquanto ele mordia minha orelha.
– Não! E nem você. — Me afastei dele para recuperar um pouco da minha sanidade. — Não esperamos todo esse tempo pra perder a virgindade no banco de trás do seu volvo.
– Desculpe — ele disse meio birrento.
– O que há com você?
– O que há com VOCÊ!!! Eu me recuso a acreditar que você esteja afim do babaca do Newton!
– VOCÊ TÁ LOUCO? DE ONDE VOCÊ TIROU ESSA MALUQUICE?
– ELE ANDA ESPALHANDO PRA TODA A ESCOLA QUE VOCÊ VAI TERMINAR COMIGO PRA FICAR COM ELE!!! QUE VOC~ES ESTÃO FICANDO E VOCÊ SÓ ESTÁ ESPERANDO O MOMENTO CERTO PARA ME CHUTAR — ele pausou tomando algumas respirações mais profundas e depois continuou de forma mais calma — Eu não acreditaria se você não estivesse me evitando e passando tanto tempo com ele.
– Ele segura a minha media em educação física e eu sou a monitora dele em biologia; nossa relação se encerra ai.
– Então por quê você anda me ignorando.
– Eu não...
– A verdade!
– Eu... sei lá.. só... queria me acostumar... a não ter você sempre por perto!
– Bella
– Nosso relacionamento está fadado ao fim, só não quero me machucar muito quando essa hora chegar.
– Mas que merda Bella — e socou o vidro meio embaçado do carro.
– Edward! — eu nunca havia o visto tão irritado
– O que você quer que eu faça?Han!? O que eu posso fazer pra você parar com essas merdas? Me diz: o que?
– Eu.. nada Edward é só que... vamos ser honestos tá...
– Honestos? Você quer honestidade? eu vou te dar honestidade: você nunca conversa comigo sobre o que você pensa, eu sou sempre o ultimo a saber o que você acha. Você simplesmente mete alguma merda na sua cabeça e resolve me ignorar Isabella; vou te dizer uma coisa: NÃO É ASSIM QUE FUNCIONA UM RELACIONAMENTO! 'tá legal pra você ou quer mais?
– Edward eu...
– Não! Agora eu vou terminar. Se você quiser terminar comigo agora é a hora, porque eu não aguento mais esta tortura de não saber o que vai acontecer. Você sequer quer fazer o nosso relacionamento dar certo; simplesmente desistiu e eu tenho que lutar por nós dois. Assim não dá Bella!
– Você não entende — sussurrei baixo encostando minha cabeça no banco — você não tem ideia é só que .. — eu só percebi que chorava quando um soluço cortou o meu discurso e meu namorado me abraçou carinhosamente tentando limpar minhas lágrimas que não paravam de cair — eu te amo taa-anto — soluço! — eu sou tão egoi-i-i-ista-a q-que queria fic-car aqu-i-i com você-ê pra se-eeempre! — soluço, soluço, soluço — mas você não é daqui amor — soluço — você não é de um aquário pequeno como Forks, você é um peixe enorme que vai fazer grandes coisas e conhecer outros peixes grandes e vai esquecer que namorou uma tainha em Forks chamada Bella Swan.
– Amor você não é uma tainha — ele falava e beijava o meu rosto secando minhas lagrimas.
– Você entendeu! Você não é um garoto de cidade pequena. Quando você for pra Darthmouth vai encontrar gente interessante, com os mesmos interesses que você, a mesma faixa econômica, vai ter as mesmas aulas e assuntos incomuns que vão ser tão melhores... Quando é que você vai parar pra lembrar de Forks? E por quê você faria isso? Você está crescendo, e isso é bom, não quero te impedir nem nada mas, estamos indo em direções diferentes nesse momento da nossa vida. Agora é a hora que nossos caminhos se bifurcam e eu sou egoísta o suficiente pra não querer isto.
– Pois não parece, você está desistindo de nós Bella... Eu não quero seguir nenhum caminho que não tenha você nele. Você não entende isto? Você é o meu caminho, você é a minha vida! Não existem pessoas interessantes o suficiente pra que distraiam a minha cabeça e me impeçam um segundo sequer de pensar em você — ele foi pontuando cada palavra com beijos no meu rosto ate chegar à minha boca.
– Você diz isso agora mas...
– Caramba Bella, você me subestima demais.
– Não é isso! Eu te amo; sei que vou te amar, independente de onde eu esteja...
– É isso que importa! Você me ama?
– Sim!
– Eu também te amo. Você quer continuar comigo?
– Sim!
– Isso é tudo que importa amor, é tudo o que eu quero também; se você quer e eu quero, então nada vai nos separar!
Edward é simplesmente tão lindo, tão romântico, tão.. tudo! Eu não consegui me refrear e não puxar a cabeça dele pra que nossos lábios se encostassem. Eu necessitava do beijo dele naquele momento mais que tudo, mais até do que o ar pra respirar.
– Edward, já que estamos sendo "honestos" posso te fazer uma pergunta? — a duvida pairou mais uma vez, mas esta seria a ultima vez.
– Claro meu amor.
– Vocêeee... — E agora? não existe um jeito sutil de perguntar se o cara com quem você namora é gay, então me aproveitando que o sono me deixava meio grogue disparei direta — É g-gay? — ok, talvez não tão direto assim, mas pelo menos só gaguejei uma vez e a minha frase.foi totalmente compreensível
– O QUE? — o coitadinho me encarou com os olhos quase saltando das orbitas — DE ONDE VOCÊ TIROU ESTA MALUQUICE? É CLARO QUE EU NÃO SOU GAY!
– Hm...
– Hm? É isto que você me responde? Hm?
– V-você tem...
–Tem?
– Bem.. você sente atração ... por mim? — ele me analisou por longos segundos e eu fechei os olhos esperando o golpe final no meu ego.
– Você tá de sacanagem comigo né!? É uma pegadinha? — eu espiei um pouco e ele continuava me olhando incrédulo — Eu me recuso a responder isto! — "Tá vendo nem se deu o trabalho de negar" a irritante voz de Mike soou dentro da minha cabeça; Edward passou os braços ao redor da minha cintura e me puxou pro seu colo — Eu vou deixar que isto te responda — ele proclamou enquanto me puxava violentamente fazendo com que eu caísse em sua ereção e vergonhosamente (ou desavergonhadamente) e involuntariamente me esfregasse ali como uma gata no cio. — Caralho Bella vai me matar assim — ele disse atacando a pele na minha garganta fazendo me arrepiar todo, fazendo assim com que ele se excitasse mais e "crescesse" mais embaixo de mim, fazendo com que ele se esfregasse mais e eu em resposta rebolasse mais em seu colo. Ou seja um circulo vicioso de estimulo/resposta que nós colocaria em encrenca se continuasse daquele jeito.
– para para para para espera!
Eu desmontei do colo dele e me afastei buscando um pouco de sanidade. Nós dois estávamos arfando fortemente, meu corpo todo suado e cabelo desgrenhado não eram nada perto da situação em que Edward se encontrava. Uma ereção quase rasgando a calça jeans que ele apertava com força tentando controlar; a outra mão puxava os fios cobre de cabelo como se os quisesse arrancar da cabeça que ele batia no encosto do banco do motorista incessantemente. Não sei como aquilo deveria ajudá-lo, então resolvi dar uma "mãozinha" à ele.
– Edward calma — eu tentei afastar as mãos dele do "brinquedinho" antes que o quebrasse, mas ele simplesmente me enxotou dali.
– Bella eu preciso de espaço e você não está ajudando.
– Espaço? Edward estamos em um carro. Quanto espaço você acha que tem?
– Eu seiii — ele grunhiu parecendo meio desesperado. Joguei metade do meu corpo pra parte da frente do carro procurando algo que me ajudasse. — Merda! Bella — ele gritou me puxando pro seu colo de novo, mas eu me levantei e voltei a minha busca até eu sentir uma ardência na minha região glútea.
– Porra Edward você mordeu a minha bunda?
– Você fica tão sexy xingando — seus olhos estavam meio desfocados e ele me encarava como se eu fosse de comer (o que me deu um certo medinho). Voltei a minha procura e tirei de dentro do porta-luvas uma toalha que Edward sempre carregava pra mim (Forks é uma cidade muito chuvosa, o que faz com que não seja tão estranho assim carregar toalhas por ai)
– Pronto pronto! — eu disse tirando as mãos dele de "lá"– deixa que eu te ajudo — desabotoei o jeans dele e puxei com cueca e tudo pra baixo, por fim jogando a toalha por cima antes que eu sequer tivesse a chance de olhar qualquer coisa.
– Como uma toalha vai me oooooohhhhhh — me senti feliz quando ele terminou a frase urrando de prazer quando e agarrei o "jr." dele e fiz como Rosalie tinha me contado que deveria ser feiito. Movimentos ritmados pra cima e pra baixo.
Ele jogou a cabeça pra trás e a cintura pra cima estocando no mesmo ritmo que a minha mão ia e vinha.
– Isso.. Isso assim oooohh... isso Bella... siiim assim vaaai — ele gemia, arfava e por fim segurou a minha mão guiando-a mais depressa no seu mastro — isso delicia... desse jeito Bella aaaaah... assim gostoso... — ele ia guiando minha mão cada vez mais rápido; seus olhos fechados e o suor escorrendo pela testa ele passou a guiar-me com suas duas mãos — Belaaaaaaahhhh — todo seu corpo tomado por uma convulsão enquanto eu sentia a toalha ficar melada e por fim cair acabado no banco do carro com a calça e a cueca na altura do joelho.
– Se sente melhor? — eu perguntei não podendo esconder o meu divertimento. EU tinha causado aquilo à ele. E isto me fez sentir poderosa.
– Sim — ele respondeu em um sussurro sem folego. — Muito melhor — o sorriso de lado dele, a minha marca favorita, apareceu.
– Sabe o que eu não entendo?
– Álgebra?
– Ha Ha Ha... Muito gozadinho você.
– Graças à você — ele disse gargalhado fortemente e só então que a lerda aqui entendeu o trocadilho e riu também.
– Sério! O que houve com você, eu hein!?
– Já ‘tô no inferno, abraça o capeta! Mas fala o que foi?
– Se você se sente atraído por mim desse jeito, — e antes de terminar a frase eu já tinha inventado um novo tom de vermelho pra colorir meu rosto — como ficamos tanto tempo presos à primeira base? — As bochechas de Edward se acenderam também e ele abriu os olhos encarando o lado de fora pela janela.
– Ora Bella... por que... eu te respeito né!? — Eu arqueei minha sobrancelha e ele me encarou — O que? é sério! — sua voz subindo várias oitavas.
– Desembucha Edward.
– Amor eu te amo, e te respeito muito — ele disse convicto encarando meus olhos — e porqueeunãoqueroqueseupaimemate! — ele despejou baixo e rapidamente.
– Como? — eu tentei reorganizar sua frase tentando tirar algum significado — o Charlie o que?
– Seu pai disse que se eu desonrasse a filhinha dele, ele iria enfiar o cano da espingarda dele pelo meu cu e ia sair atirando. — eu tive cair na gargalhada depois dessa, não era possível aquilo que eu acabará de escutar. Todo o drama que estávamos vivendo era por que o Edward tava com medo do Charlie fazer alguma coisa? eu gargalhei ainda mais alto deixando-o emburrado — Você ri porque não é com você, isso sim.
– Edward eu não sei o que eu te digo primeiro! — eu disse ainda rindo muito da cara dele — Numero 1: O Charlie não machucaria uma mosca sequer. Numero 2 O Charlie acha que eu não sou mais virgem a tempos. — eu voltei a gargalhar com a cara de espanto dele.
– O que? Mas eu ainda estou vivo.
– E sem cano de espingarda no cu — eu não conseguia me controlar e parar de rir.
– Ma-ma-mas como?
–Ué... estamos namorando a sério há mais de 2 anos Edward, eu já até dormi na sua casa. Mesmo dizendo pro Charlie que nada rolou ele não acredita em mim, mas diz que contanto que ele não seja avô tão cedo, por ele tudo bem.
–MAS POR QUE INFERNOS VOCÊ NÃO ME DISSE ISTO ANTES?
– Por que você me respeita ué!? — eu voltei a rir a cara dele era impagável, e incluía um biquinho de menino mimado que deixava ele ainda mais irresistível. Dei um selinho nele e voltamos a namorar no carro dele durante toda a madrugada.
Era bom ficar com ele com o clima mais leve e tudo esclarecido; afinal ele tinha razão a comunicação do casal é mesmo a chave de um bom relacionamento. Ri de novo; quanto drama teríamos evitado se tivéssemos simplesmente conversado ao invés de agir como crianças grandes?
Fale com o autor