Cristal

1 Cristal


Oh, ele cintila com uma nobreza inerente

Com cuidado confeccionado por uma artesã formosa

Pequeno fragmento ensina o sol a ser luzente

De realidade a enfeitar imperatriz chinesa mimosa

Parece-me que de fato eras estrela cadente

Não obstante, ainda conserves claridade vaidosa

Posto que nunca foste visto, deste mundo és inexistente

Faz sentido, de limpidez tão etérea e graciosa

O reflexo que ostentas soa quase irreverente

aos de caráter turvo que lhe contemplam face ditosa

Questiono-me se o dedo de Deus sobre a água transparente

Moveu-se para me presentear com tu, jóia preciosa

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