XVII-Cristais.

Enchei-os com minha memória

E deixe-a brilhando

Sobre tua fronte.

O cheiro de sonhos inundando o ar,

Algo de bom deixando passar.

Aquele que de meus cristais tomar,

De toda a felicidade poderá se apossar.

Meu coração de cristal

Foi tão belo que se quebrou

E pó virou.

Que um dia um vento levou.

Levou para norte, para sul,

Para leste e para oeste.

Para cada canto do mundo que preste.

E a alma viva o respirou.

De cristais a vida é cheia,

As combinações de beleza

E preciosidade.

Meus cristais, donos da maldade,

Por tão belos e cruéis,

Deixaram-me de lado.

Oh, pobre coitado.

Eu sabia que os cristais se quebravam

Facilmente,

Mas deixei-me ir por acidente.

E o sorriso de pérolas e compassos

Surgiram descendo no espaço

E fora completamente perdido,

Pela dor que tem o abatido,

Mas ainda sim mesmo em estilhaço,

Dores e mais dores,

Não paramos o compasso.

Os cristais estão quebrados,

Não há mais males passados.

Só o futuro;

E que este venha.

E que Deus o tenha.

* * *

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