Cris Dreer e o Segredo da Floresta
1 Ep. 1 - Mais um Dia (Piloto)
Notas iniciais
O conteúdo desta fanfic é criado na hora.
Todos os personagens pertencem à Luan de Souza.
Prometo episódios maiores.
Foi num domingo de 1999, Cristina Dreer, acabava de nascer, exatamente no dia 27 de julho. Foi uma surpresa para seus pais, Júlia e Antônio, nasceu com uma cabeleira enorme, e ela tinha cabelos de fogo. Não eram ruivos como os de sua mãe, era vermelho-vinho. Nem os irmãos de Cris, Eduardo e Renie, tinham aquela cor no cabelo. Ela era especial.
O parto foi absolutamente normal, na presença de médicos (enfermeiros e curandeiros), foi um parto fascinante, diferente de todos os outros. A família Dreer tinha um ou dois agoureiros dentro de sua casa, esse anunciou a chuva antes mesmo de Cris vir ao mundo.
Não foi uma tempestade, foi uma chuva curta, mas mesmo assim o barulho da chuva rasgando a copa da floresta perturbava os enfermeiros. Foi um dia especial, incomum e mágico. Seus pais estavam maravilhados com o momento.
Para Júlia, segurar Cris pela primeira vez, mesmo coberta de sangue, era um prazer enorme, era uma sensação insubstituível, era tão bom.
— Ela é perfeita. — Antônio disse acariciando seu rosto, enquanto estava nos braços de sua mãe.
— É a nossa menina. — Quanto mais olhava para Cristina, mais lágrimas saiam de seu rosto.
O enfermeiro chegou fixando seus olhos na criança.
— Oregon nunca esteve tão bonita. Qual será seu nome?
— Ela foi ungida pelo Senhor, ela é meu sonho. — Dizia Júlia tentando inventar um nome.
— Cristina. — Antônio disse.
Não demorou para surgir um sorriso no rosto de Jú, foi batizada de Cristina.
10 anos e 11 meses depois.
Cris estava entusiasmada, estavam no Brasil agora, haviam deixado o Canadá. Era um novo lugar, uma nova cultura, uma nova vida. Jú, Cris, Renie e Edu estavam felizes e tinham um sentimento de felicidade legítima. Estavam se mudando para o Nordeste, em Fortaleza, bem distante da cidade, num vilarejo bruxo bem pequeno chamado “Selva da Córnea”, era um nome estranho sim.
Não puderam deixar o luxo de fora, precisaram comprar a maior das casas do vilarejo. Ou seja, só era uma casa antiga e bonita de três andares, com um jardim e uma linda vista para a floresta.
No Ceará, é sempre quente, e as vezes é muito variado, mas onde moravam, tinha uma praia, então seria um lugar bem agradável para se morar. Não utilizavam a energia dos trouxas, e na maioria das vezes utilizavam magia. Eduardo e Renie tinham varinhas e iriam estudar numa escola do Ceará, que não era muito longe da cidade de Fortaleza.
É claro que antes de se mudarem, receberam visitas d’um pessoal do ministério para registrar os bruxos no país, fizeram bastante entrevistas e conseguiram. Logo que entraram no Brasil, Edu logo recebeu uma carta de Leonard da Pondônia, a escola cearense citada, para cursar o seu quinto ano em setembro, Renie também vai para a Leonard da Pondônia, mas vai cursar o quarto ano.
Cris completaria 11 anos numa terça feira do mês de junho, e o Ministério ainda não havia mandado uma carta concretizando a estadia dela em alguma escola do país.
Todos os dias que passava no Brasil, ela ficava mais ansiosa para saber em que escola ficaria, se ficasse com os irmãos, melhor seria, mas ficava em dúvida. Ela sempre perguntava sobre seu pai para Jú. Júlia tinha medo de responder, sempre dizia que ele foi morto num acidente de vassoura, mas Cristina sabia que era mentira.
Certo dia, Cris estava em cima d’uma árvore, e ficava ali coçando sua cabeça olhando para o vilarejo e pelas coisas em seu redor. Dali de cima da árvore, um pouco da cidade grande podia ser visto. Cristina não tinha nem um pouco de vontade de ir para lá, pois era cheio de trouxas. Não que ela seja preconceituosa, mas porque ela não entenderia nada.
Cristina nunca teve contato real com o mundo trouxa, nem no Canadá (que, em Oregon, é infestado de bruxos). Ela viu uma coruja cortar o ar em direção a sua casa. Além de seus cabelos de fogo, tinha olhos de águia e sempre estava atenta ao que poderia acontecer. A coruja era negra como um peixe coberto pela sombra de um tubarão no fundo do mar. Aterrissou nos jardins da casa e deixou a correspondência na porta da casa.
Ela desceu da árvore como a lava de um vulcão, correu como um jaguar, dos seus pés, só a fumaça da terra manchava seu lindo vestido branco. Ela correu como se não houvesse amanhã, correu para pegar antes de sua mãe ou de seus irmãos.
É claro que se a carta dela estivesse ali, ela não precisaria se preocupar, sua mãe não abriria. Chegando à porta de sua casa, Júlia estava passando os olhos nas cartas uma por uma. Até que parou em uma, sorriu e olhou para Cris, ela entregou-a a carta.
— Forccinari?
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