Crimson Day.
6 Capítulo 6.
June, 30th of 2019.
Geral P.O.V.
Era o último dia dos setimanistas em Hogwarts. Assim como a maioria de seus colegas, Molly havia chorado insistentemente por ter concluído o ensino bruxo, afinal era tão bom que ela ficaria ali para sempre. Sem contar que, além da própria vontade, seus hormônios pioraram a situação. Fez questão de ir no mesmo vagão que as primas e Seth, já que não o teria do seu lado todos os dias mais. Estava grudada no loiro quando o trem parou na King’s Cross. Sua família toda estava lá fora e a menina suspirou. Seth apertou-lhe a mão e sorriu beijando-lhe a testa.
— Calma, gata. Vai dar tudo certo. — Disse o amigo, e ela, sem conseguir responder apenas sustentou o olhar do mesmo. O pai dele o esperava lá fora também, e então, ao saírem do trem, abraçaram-se e ele disse que dali a dois dias, a visitaria.
Seguiu em direção a sua mãe e pai, abraçando-os fortemente. Depois seguiu para a avó, mas seu pai já tinha uma tromba do tamanho do mundo. Sua avó notou e repreendeu-o.
— Nem comece, Percy! Vamos todos lá pra casa. — A ideia seria ótima, a se excluir pelo fato de que James era seu primo, ou seja, estaria lá também.
No caminho, Molly II permaneceu calada, não interagia com os primos e muito menos sorria pra ninguém. Ao chegarem à Toca, notaram que a avó havia feito um banquete com a ajuda seus tios e tias, de boas-vindas. Aquilo fez Molls sorrir. Não porque estava com fome — e na verdade nem estava mesmo, tinha medo da reação de seu pai -, mas pelo gesto carinhoso dos adultos. Dos mais velhos, na verdade, afinal agora ela também era adulta. E seria mãe em menos de quatro meses. Suspirou com aquele pensamento, e então assentou-se na mesa jantando um pouco mais do que costumava comer, afinal, estava comendo por dois. Num momento de silêncio após a refeição, Percy levantou-se nervoso.
— Explique-se, Molly Noreen. — Foram poucas porém claríssimas palavras.
— Não... não há como explicar, pai. — Sussurrou, afinal toda a família tinha os olhos nela. Inclusive James.
— Como não? Isso é uma vergonha. Debaixo do meu teto você não fica.
— Percy! — Interviu Molly e ele bufou.
— Não tem “Percy”, mãe. Ela sabe muito bem das regras que eu estabeleço na minha casa.
Molly II estava muda. Segurava as lágrimas ao máximo que podia, e aquela visão deixou James atordoado. Seus sentimentos por ela vieram à tona como uma avalanche ao vê-la tão frágil, envolta apenas pelo braço de Lily. Ele queria tanto abraçá-la e dizer que tudo ficaria bem! Então Gina aproximou-se da sobrinha e pousou as mãos sobre os ombros dela. Após decretar aquilo, Percy retirou-se da casa de seus pais com Audrey e Lucy, que parecia um tanto pesarosa em deixar a irmã ali. O choro da ruiva era silencioso, algumas vezes era possível escutar apenas seus soluços.
— Você pode ficar conosco, Molls. — ofereceu a tia Gina, e ela levantou os olhos, culpada.
— Não quero incomodar ninguém, tia. Muito obrigada. — respondeu com a voz embargada.
— Não é um incômodo. Você ficará conosco sim!
— Obrigada. — disse Molls, abraçando a tia.
E então, naquela mesma noite foi levada para a casa de Harry e Gina, que curiosamente também era a de James. Pelo menos, teria a companhia de Lily para sua distração. Antes de dormir, no entanto, pediu à prima que lhe emprestasse um pedaço de pergaminho, envelope, tinteiro, pena e sua coruja. Redigiu então o seguinte bilhete:
“Meu anjo da guarda,
Fui expulsa de casa, como já imaginei que seria. Mas você não sabe da nova! Tia Ginny foi quem me acolheu. E, destino ou não, sabe quem mora aqui também, não é? Então peço-lhe que espere para me visitar na casa da minha avó, afinal é falta de educação com minha tia trazer aqui alguém que o filho dela odeia, né?Marco contigo direitinho um horário. Já estamos sentindo sua falta. Amamos-te muito!
Molls & bebê.”
Pediu então à coruja de Lils que entregasse o bilhete à Seth von Russell, antes de deitar-se. E naquela noite, dormiu pesadamente descarregando o cansaço de todo o seu estresse. Agradeceu à Merlin por sua tia tê-la acolhido e pediu para que seu bebê estivesse bem. Agora ela já não tinha mais que escondê-lo, e sentia-se extremamente bem com isso.
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