Criminal Love

23 One day after another


Notas iniciais
Por favor, comentem!

– Então você está nos dizendo que nossa salvação está nas mãos de Marcus Hallet? E você sabia disso, Hugh? – Bram olhou para ele, incrédulo.
– Mais precisamente nas mãos do pai dele, Alexander Halletrinck. – Hugh disse – E sim, eu sabia. Eu ajudei o garoto a falar com o pai. Eu não queria dar falsas esperanças a vocês antes que estivesse tudo certo. Lauren estava desesperada, eu nunca faria isso com ela.
– Hallet poderia ter colocado tudo a perder. – Kate observou, calmamente.
– Nós sabemos disso, — disse Lauren – e ele também já está ciente. Como já informei, as providências já foram tomadas.
– Lauren... – Audrey começou – você não acha que inflou um pouco o ego desse menino? Quero dizer, ele quase joga nossa investigação no lixo, e você ainda sim o mantém no caso, mesmo que indiretamente. O que ele cometeu foi um crime.
– Eu confio em Marcus. Tenho certeza que ele não fez por mal. Ele poderia ter sim colocado tudo a perder, mas não colocou, muito pelo contrário, ele nos ajudou. Ele está ciente que se houver uma segunda vez, não haverá desculpas.
– Tudo bem, e o que fazemos agora, então? – Kate perguntou.
– Convocaremos Alexander Halletrinck para vir aqui, pegamos o depoimento dele, e então apresentamos todas as provas para o juiz. Facilitaria muito um mandato. – Lauren respondeu.
Todos assentiram.
– Então, acho que acabamos por hoje. – ela continuou. – Podem voltar aos seus afazeres. – Lauren sorriu.
Todos levantaram e foram embora, apenas Kate ficou com Lauren.
– Como está Stephen? – ela perguntou.
– Está lidando com isso melhor do que eu imaginei. Está me dando uma força incrível. – Lauren respondeu.
– Isso é ótimo. Mas e você? Não tivemos tempo de conversar ainda, como você está lidando com tudo isso?
Lauren deixou as pastas de lado, se virou e encostou o quadril na mesa, cruzando os braços e olhando para a amiga.
– Eu preciso confessar que estava apavorada. Sabe, eu sempre estive preparada para tudo. Nunca falhei em nenhuma missão que foi me dada. Mas aí, quando você vê sua família e seus amigos próximos ameaçados, as coisas mudam de cara. Audrey é meu melhor amigo, Stephen é tudo que eu sempre tive. As coisas ficaram pessoais. Ainda mais... – Lauren parou e olhou para a porta, mesmo sabendo que não havia ninguém no corredor – ainda mais quando envolveu o nome de Lucas. Mesmo aceitando que ele é o inimigo agora, eu ainda estou custando a acreditar. Foram muitas coisas que vieram de uma vez sobre mim, Kate. Por isso eu não deixei que fizessem nada com Marcus...porque eu não sei por quanto tempo mais eu aguentaria agir dentro da lei, e não ir atrás de Van Spielberg eu mesma e colocar uma bala no meio de sua testa.
– E Bram?
– Ah, Bram está sendo maravilhoso. – Lauren sorriu – Está me dando apoio total, ele me distrai, sabe? Está me dando uma força indispensável.
– Eu acho lindo como vocês se apoiam. – Kate disse – Você fala nele com tanto carinho, e vise-versa. O Bram é um homem muito bom, ele faria tudo por você, Lauren.
– Eu sei. – Lauren assentiu – E eu sou extremamente grata por isso. Bram é também uma das minhas maiores preciosidades.
– Você sabe que está rodeada de pessoas que estão dispostas a te ajudar no que você precisar, não sabe? Você não está sozinha nessa, Lauren, não está. – Kate se aproximou e deu um abraço forte na amiga. As duas saíram da sala de reuniões e foram para suas respectivas salas.

Lauren olhou no relógio. Era quase 18h00. Arrumou sua mesa, pegou sua bolsa e foi em direção ao primeiro andar, procurar por Bram. O dia tinha sido extremamente cheio e ela percebeu que não conseguiria passar mais um dia sem Betty para ajudar. Ela tinha dado o dia de folga para ela, para que pudesse olhar Stephen. Riu consigo mesma quando percebeu a atitude ridícula que havia tomado. Stephen já era um homem, e ela ainda o tratava como um menino. E o que a fez acreditar mais em sua maturidade, foi que ele não discutiu com ela sobre passar o dia na casa de Betty, e simplesmente aceitou, pois sabia que ela se sentiria muito melhor com ele acompanhado.
Viu Bram assim que chegou ao saguão.
– Já está indo? – ele perguntou, enquanto via a namorada se aproximar.
– Já. Já passou da minha hora, para falar a verdade. – ela sorriu para ele. Ele a pegou pela mão e a levou até sua sala, ali no primeiro andar, para fugirem dos olhares curiosos.
– Fazia tempo que eu não te via sorrindo. Já estava sentindo falta. – eles estavam parados no meio do cômodo, ele com uma mão apoiada em na cintura dela, e a outra acariciando seu rosto. Ela sorriu mais uma vez.
– Eu estou mais aliviada. É muito gratificante poder enxergar uma saída. – ela se aproximou encostou seus lábios, demorando um pouco para separá-los.
– Você vai direto para casa? – ele perguntou.
– Tenho que passar na casa de Betty para pegar Steph.
Bram soltou uma gargalhada.
– Você realmente o deixou lá?
Lauren também riu.
– Foi uma atitude totalmente ridícula, eu sei. Mas eu prefiro assim. – ela suspirou – A questão é que eu queria que você fosse comigo. Eu vou com meu carro na frente, pego Steph, e depois vamos para minha casa.
Bram sorriu.
– Não tem nem como eu recusar um convite desses, tem? – ele arqueou uma sobrancelha e depois a beijou. Dessa vez, eles aprofundaram o beijo. Bram a puxou mais contra si, fazendo Lauren passar os braços pelo seu pescoço. Ele a conduziu até a beira de sua mesa, descendo suas duas mãos para cintura da mulher.
– Ok, chega. – ela disse, rindo e partindo o beijo. – Nós temos tempo para terminar isso depois. – Eles deram as mãos e saíram da sala de Bram. Mesmo depois de quase sete meses de namoro, os olhares curiosos que jogavam para eles nunca cessavam. Apesar de serem muito discretos no local de trabalho, em algumas situações eles se deixavam levar pelo costume, principalmente depois do expediente, quando poucas pessoas estavam no prédio. Um segurar de mãos aqui, um beijo no rosto ali, e assim por diante.
Seguiram para o estacionamento e cada um entrou em seu carro.
Quando Lauren estacionou em frente ao prédio de Betty, Stephen já estava esperando na calçada, ao lado de Betty. O menino entrou no carro, e Lauren, abaixando o vidro do carro, a agradeceu.
– Obrigada, Betty! Espero não ter atrapalhado. – ela disse, a olhando pela janela.
– É claro que não! Stephen é um ótimo menino. E então, como foram as coisas por lá? – ela perguntou.
– Estamos indo bem. Amanhã tem muito mais, nós conversamos mais tarde. Obrigada novamente, até amanhã! – ela sorriu para a secretária e deu partida com o carro.
– É Bram atrás de nós? – Stephen perguntou, olhando para trás.
– Ele mesmo. – Lauren respondeu.
– Fazia muito tempo que ele não aparecia em casa. Achei que tinha acontecido alguma coisa.
– Não, não aconteceu nada, ainda bem. – Lauren sorriu para o irmão.
– E as investigações?
– Bom, você sabe que eu não posso te contar muito, mas acho que finalmente pegamos o caminho certo. Tudo está se encaixando aos poucos.
– Fico muito feliz por isso. – Stephen disse.
– Eu também. – Lauren respondeu.

Quando chegaram a casa, Lauren e Bram foram para cozinha, e Stephen já estava subindo as escadas quando ouviu Lauren chamar seu nome.
– Você não está com fome? – ela perguntou.
– Não. Eu jantei na casa da Betty. Eu estava indo tomar um banho, eu fiquei estudando o dia inteiro, na verdade. Estou pegando o que os professores estão dando na faculdade com alguns amigos. – Stephen respondeu.
– Você está fazendo o melhor, Steph. Não quero que você atrase a faculdade por minha causa.
– Você também está fazendo o melhor. Está sendo muita coisa pra você aguentar, e mesmo assim está firme e forte. Eu tenho orgulho de você, Lori.
Lauren sorriu.
– Está até sorrindo! Eu senti falta disso! – Stephen sorriu. Bram chegou por trás de Lauren e a abraçou.
– Viu? Não sou o único que estava sentindo falta do seu sorriso. – ele disse, deixando um beijo em sua bochecha.
– Eu também estava sentindo falta de vocês, muita falta. Obrigada por serem meus pilares. – ela disse. Bram a abraçou mais forte.
– Você sabe que vai ficar tudo bem, não sabe? Que isso vai passar, e que nós estaremos aqui, sempre, por você, não sabe? – Stephen disse, olhando diretamente para os olhos da irmã.
Ela sentia o amor que emanava dele, sabia que havia toneladas de esperança e solidariedade em cada palavra que ele pronunciava. E não era apenas ele que tinha orgulho dela. Ela também sentia muito orgulho dele. Por ele ter mantido as bases que seus pais tinham lhe dado, não ter se rebelado, e ter se tornado esse rapaz tão incrível. Ela se desvencilhou do abraço de Bram e esticou os braços para o irmão. Ele a abraçou forte e por um bom tempo.
Quando eles se soltaram, Stephen deixou um beijo em sua bochecha.
– Boa noite, Lori. – ele disse.
– Durma bem, Steph. – ela sorriu.
– Boa noite, Bram. – ele acenou para o homem.
– Boa noite, Steph! – Bram acenou de volta.