Notas iniciais
Yay, olha só quem voltou com mais um capítulo "fresquinho" para vocês!
Espero que gostem, boa leitura! ♥

Durante a noite, conversei com Edgard sobre os acontecimentos do dia. Ele me respondeu soltando uma bola de pelos. Acho que nem ele está feliz com tudo isso... Um pouco antes de dormir, fiz um chá. Eu estava animado com o caso, e também não conseguia parar de pensar nele, por isso tive dificuldades para deitar em minha cama e fechar os olhos. Olhei para o relógio e já era meia noite. Eu sabia que no dia seguinte eu teria que acordar cedo e procurar o responsável pela ligação.

E quando eu resolvi fechar os olhos... Meu celular tocou.

-Alô? –atendi.

-Adam?! Oh, graças a Deus você atendeu! –a pessoa dizia histérica.

-Ahn... Quem está falando? –não reconheci a voz, mas era de uma mulher.

-Aqui é a Senhora White! Lily ainda não voltou para casa!

-Senhora White? Oh sim, se acalme... Para onde ela foi?

-Ela disse que ia encontrar o namorado no shopping, e voltava antes das nove, mas até agora nada! Ajude-nos, por favor!

-Estou a caminho. –desliguei.

***

Quando cheguei à casa dos White, havia carros de polícia estacionados na frente. Pensei que eles já tivessem resolvido o crime, porém quando entrei ouvi suspiros aliviados e toda atenção para mim. A Sra. White estava amparada por duas empregadas, e o Sr. White conversava com a polícia. Coloquei minha maleta no chão e os cumprimentei.

Eles me deram detalhes importantes que fui anotando em meu caderno, que há muito tempo não era usado. Lily namora este garoto, cujo nome não foi dito, há mais ou menos dois meses. Ela sempre saía com ele, e até então nada havia acontecido. Mas depois da ameaça por telefone ontem, tudo podia ter mudado. Tentei descobrir mais, e então Rose White me contou mais detalhes sobre sua filha. Ela disse que Lily foi sempre fechada em relação a namoros e que nunca gostava de levar seus namorados em casa, mas com este rapaz foi diferente. Ela o apresentou aos pais, e ele até jantou lá.

Percebi pelo tom de Rose que ela desconfiava do namorado de Lily, mas até então não tinha provas o suficiente para incriminar o garoto. Mas se ele fosse o culpado pelo desaparecimento da garota, porque ligaria de um número que é de outro estado?

Tudo isso me levava a crer, que eu talvez precisasse mesmo da ajuda de Melanie e Bob. Eu sabia que teria um longo dia pela frente e que meu trabalho estava só começando.

Com meu caderno cheio de informações, voltei para casa onde só tive tempo de tomar um banho, colocar a ração do gato, tomar um café e ir para o Posto Sete. Já eram sete horas da manhã e minha primeira missão do dia era ligar para a casa dos White e saber se eles tinham mais alguma informação, ou se algo mais aconteceu enquanto estava voltando para casa. Tudo parado. Tudo o que tinha que fazer agora, era esperar Bob chegar para me ajudar com o número.

Quando ele chegou, quase uma hora atrasado, pedi para que ele me ajudasse com os números. E para minha surpresa, uma sombra apareceu logo em seguida depois dele ter entrado na sala. A mesma moça de ontem, com cabelos compridos e olhos meio... Castanhos?

Ela havia acabado de chegar e já tinha pegado o lugar de Bob antes mesmo que ele sentasse em sua cadeira. Não disse bom dia, e muito menos fez contato visual comigo. Será que eu estava fedendo ou algo do tipo? Bom, se ela não falou comigo, também não irei falar com ela.

Quando me sentei em minha cadeira, Bob puxou uma e sentou-se ao meu lado. Ele cochichou que para acharmos um número teríamos que jogá-lo em um programa que só tinha no computador dele, e no momento estava ocupado porque Melanie já havia se apossado dele.

Quando perguntei o nome do programa, Melanie disse:

-Texas.

-Hã? –perguntei.

-O número. Ele vem do Texas. –ela disse ainda sem nos olhar.

-Mas que caramba! Vamos ter que viajar até o Texas?! –Bob gritou.

-Se você não quiser ir, tudo bem... Fique. –ela disse.

-Tá maluca? Isso é demais! –Bob gritou novamente e o olhei com o canto do olho – Quer dizer, eu, você e Adam indo de carro até o Texas! Será bem divertido! –disse dando leves tapas em meu ombro.

-Quem disse que eu dirigirei até o Texas? Ainda mais com vocês dois? –disse.

-Tá vendo, Bob? Por isso vou de avião. –ela disse, e finalmente me encarou.

-Tá brincando? Você vai de avião até o Texas? Tendo o carrão do Adam...

-Seja como for. Vocês podem ir de carro, mas eu vou de avião. – E então saiu da sala balançando seu cabelo de um lado pro outro em cima de um salto bem alto. Aliás, como elas conseguem andar com um negócio desse o dia todo?

Bob me olhou como quem diz “Por favor, me leve até o Texas de avião”. Mas infelizmente, teria que dizer a ele que o único jeito que eu poderia ir, seria de carro. E sem ele. E sem Melanie.

Bob saiu da sala, sem que eu dissesse nada. Pela janela de nossa sala, pude ver Bob atravessando a rua para comprar rosquinhas do outro lado. Ele não para! Tenho vontade de dizer a ele que se quiser ir até o Texas, que vá rolando! Nada contra os gordinhos, mas Bob não para de comer!

Desviei meu olhar da janela assim que ouvi o barulho do Fax. Era do Sr. White e logo pensei que fosse uma informação nova para o caso, mas não era. Era apenas ele dizendo que eu teria que levar Bob e Melanie comigo em meu carro, até o Texas. Ele disse que negou o pedido de Melanie para evitar custos futuros. E até disse que precisávamos nos “conhecer” melhor... Mas e a gasolina que eu iria ter que gastar até lá? E enquanto a comida, moradia, meu gato?! Edgard nunca ficou sozinho!

Logo mais recebi a resposta.

“Caro, Adam.

Não se preocupe com isto. Depositei em sua conta o total de mil e quinhentos dólares para que você, Bob e Melanie fiquem bem até chegar ao Texas. Enquanto ao seu gato, deixe-o em minha casa. Prometo que ele receberá os cuidados necessários. Por favor, encontrem minha filha, encontrem quem fez isso a ela, e serão bem recompensados no final. Qualquer coisa que precisar me mande um fax.

Atenciosamente,

Cliff White.”

***

No dia seguinte, esperei Bob trancar a porta de sua casa e entrar no carro para irmos buscar Melanie. Assim que entrou no carro, senti um cheiro forte de cigarro, porém não perguntei nada. Disse bom dia, mas ela não respondeu. O pobre Bob até tentou agradá-la a oferecendo seu precioso saco de rosquinhas. Para minha surpresa, ela aceitou, mas logo amassou o saco e o jogou pela janela. Sabe quando a criança chora porque quer doce? Agora Bob chora porque não tem mais suas rosquinhas.

Vai ser uma loooonga viagem...

Notas finais
Gostaram? Paro ou continuo? Deixe uma review com sua resposta e diga o que achou até agora... Se for me responder via face chat, faça o mesmo.
Não sei quando postarei o capítulo três pois estou em período de provas. Mas farei o possível para postar o quanto antes.

♥ Thanks for read this shit. ♥